sexta-feira, 1 de julho de 2016

O que muda hoje? IVA mais baixo, tabaco mais caro e 35 horas de regresso

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O início de julho fica marcado pela entrada em vigor de várias medidas previstas no Orçamento do Estado para 2016 (OE 2016), mas que ainda não tinham aplicação, como a redução do IVA na restauração e as 35 horas na função pública.
O OE 2016 entrou em vigor a 31 de março, com algumas das principais medidas orçamentais já em vigor desde janeiro, como a reposição trimestral dos salários da função pública ao longo do ano e a redução da sobretaxa em sede de IRS.
Outras medidas, como a redução do IVA na restauração e a reposição das 35 horas de trabalho semanal na função pública, começavam a ser aplicadas apenas em julho.
O IVA na restauração volta aos 13% a partir de hoje, com exceção do fornecimento de algumas bebidas – onde o imposto sobre o consumo será aplicado mediante a sua natureza -, depois de ter sido 23% nos últimos anos e da grande contestação do setor.
A título de exemplo, as bebidas alcoólicas, refrigerantes, sumos, néctares, águas gaseificadas ou adicionadas de gás carbónico ou outras substâncias continuam a estar sujeitas à taxa máxima do IVA (23% no Continente, 18% nos Açores e 22% na Madeira), enquanto a água natural, chá, café, leite ficam com a taxa intermédia de 13%.
Também o preço do tabaco aumenta a partir desta sexta-feira, para refletir o aumento do imposto inscrito no OE 2016, que fará subir o preço médio do maço de cigarros para sete cêntimos, segundo estimativas.
As tarifas de gás natural descem a partir de hoje para todos os consumidores, com reduções que oscilam entre os 13% para as famílias e os 20% para a indústria.

Reposição das 35 horas

Os funcionários públicos portugueses recuperam a partir de hoje o horário de trabalho de 35 horas semanais, mas com algumas exceções, após quase três anos a trabalhar 40 horas com forte contestação.
A nova lei prevê a negociação com os sindicatos da função pública das situações de exceção que vão manter por mais algum tempo as 40 horas de trabalho para alguns funcionários, de modo a “assegurar a continuidade e qualidade dos serviços prestados”.
As exceções decorrem de uma norma transitória que permite a reposição do horário semanal de 35 horas ao longo do segundo semestre deste ano nos serviços em que se verifique a necessidade de proceder à contratação de pessoal, nomeadamente na saúde.
Em julho, os funcionários públicos recebem o ordenado com mais uma reversão do corte salarial aplicado desde 2011 aos vencimentos superiores a 1.500 brutos por mês.
A lei, que já está em vigor desde 1 de janeiro, prevê a devolução trimestral das remunerações dos funcionários públicos, sendo que esta reversão foi de 40% nas remunerações pagas a partir de 1 de janeiro, de 60% nas auferidas a partir de 01 de abril e será agora de 80%.
Os cortes salariais deixam de existir a partir de 1 de outubro.
Fonte: aqui

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