quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Só nestas alturas é que se lembram de nós!




Os meios pequenos, e ainda mais os do interior, raramente fazem parte do menu da comunicação social.
Política, desporto, música, teatro, fama, riqueza e poder, escândalos, crimes e quejandos encharcam os meios de comunicação social. Notícias, entrevistas, comentários, reportagens...
Mas levar os portugueses a Portugal e Portugal aos portugueses não faz parte da ementa comunicativa.
A não ser que... haja tragédia. Aí sim, aparecem, bisbilhotam, esmiuçam...
Se prestarmos atenção àquilo que a comunicação social diz das nossas terras, concluiremos que são horríveis, pois só o horrível aparece.
Mas não é verdade, nem de perto nem de longe. As nossas gentes são boas, generosas, laboriosas, sãzinhas. A exceção apenas confirma a regra.
Uma comunicação social ao serviço da verdade não ocultará tragédias, mas também não ocultará o que de bom e de belo germina e cresce nas terras do interior.
E o público, consumidor de comunicação, tem direito à verdade toda.


Uma senhora amiga costuma dizer que vê muitas telenovelas e explica porquê. Para ver misérias, tragédias, doenças, escândalos, guerras e guerrinhas, não vale a pena. Já bastam os males que lhe batem à porta.

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