sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Lucílio Teixeira recebeu a Medalha de Ouro do Município: Homenagem ao Homem, Autarca e Provedor












Por unanimidade da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Tarouca, foi atribuída a Medalha de Ouro do Município ao cidadão Lucílio Teixeira, antigo Presidente da Câmara de Tarouca e ex-Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tarouca.


Começou por usar da palavra o P.e Doutor Vitor Carvalho para falar sobre "CIDADANIA". Disse que " cidadania é uma consciência bem formada e a formar-se" e que "só é livre quem é responsável por si e pelos outros. Quem não cumpre os seus deveres deixa de ter direito aos seus direitos."
Uma vez que "o ser humano não é descartável, e que há "seres humanos a quem não dão direito de ser cidadãos", lembrou que a "casa da humanidade é o mundo", por isso, "cidadania é cuidar da humanidade, urgindo "trabalhar o presente e preparar o futuro."
"Cidadania é conhecimento, educação, caridade", salientando os males que atentam contra a cidadania, como " a indiferença" e o "egoísmo".  " Cidadania é avessa ao vazio", por isso, ao "homem light" que o nosso tempo patenteia. Acrescentou ainda que "falar bem também é cidadania".
Referiu-se ao Céu como a "pátria plena da cidadania, do bem e do bem comum".
Por fim, sublinhou que cidadania é também " gratidão e reconhecimento".


No uso da palavra, o Dr. Domingos Nascimento, Presidente da Assembleia Municipal, após agradecer a exposição do P. Vitor e a presença das pessoas, disse que "abraço de humanidade, equidade e felicidade humana são o novo conceito de desenvolvimento", salientando que "Tarouca é grande quando consegue congregar o trabalho de muitas e trabalhar em prol de todos".
Referindo-se ao homenageado, Lucílio Teixeira, frisou que ele "soube sair de si para se unir aos outros", tornando-se na "personagem mais relevante do Concelho na 2ª metade do século XX". Cidadão ativo, construtor de mudanças físicas e psico-sociais, pessoa de convicções, capaz de ver mais longe do que a sua época, contundente, combativo, de vincada personalidade, disponível para chamar a todos a uma intervenção mais ativa. Para acrescentar: "Mudar é dar vida à esperança."


O Dr. Carlos Andrade, em representação da União das Misericórdias, salientou os traços que o homenageado deixou no contexto da União das Misericórdia: pessoa disponível e confiável. Falou ainda das várias tarefas que Lucílio Teixeira desempenhou ao serviço da União das Misericórdias, das obras de que foi responsável, da competência revelada.


O Presidente da Câmara, Valdemar Pereira, disse que, mais de metade dos 70 anos de vida do homenageado, "foi dedicada à causa pública". Depois de salientar a importância da estabilidade familiar para a estabilidade no exercício de cargos públicos, referiu que Lucílio Teixeira "viu para além do horizonte e pôs em prática o seu projeto". Nos 12 anos de executivo (2 como vereador), quase todo o concelho recebeu saneamento e abastecimento de água, que não são "obras eleitoralistas", porque estão enterradas. A (então) vila expandiu-se para oeste e o Castanheiro do Ouro desenvolveu-se imenso. Para não falar das acessibilidades, como a construção da 329.


Por fim, o homenageado, Lucílio Teixeira, começou por afirmar que em "Tarouca vale a pena viver, pelo desenvolvimento e pela abertura de mentalidades". Referindo-se a combates políticos de outros tempos, salientou que então a luta era cara a cara, ao contrário do que hoje acontece em que a luta é pelas costas.
Disse que é preciso "esperar pela nossa vez", pois "as pessoas apressadas podem atropelar outros", frisando que "temos que pensar nos outros para os podermos ajudar", já que é preciso "arrancar com um processo de envolvência social", inserindo pessoas numa dinâmica de trabalho.
Agradeceu à família, a todos as pessoas que com ele trabalharam na Câmara, a começar pelo Prof. António João, aos políticos, àqueles que com ele trabalharam na direção da Santa Casa, aos funcionários com quem lidou, da Câmara e da Santa Casa. Neste contexto, referiu a importância de ser reconhecido o mérito profissional dos colaboradores, desde que com sentido de justiça e equidade.
Por fim, partilhou a homenagem com as instituições que serviu.

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