segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O CRISMA e os Morcegos


Um padre queixava-se a um grupo de colegas dos morcegos que tinham assentado arrais na Igreja e não conseguia maneira de se livrar dos intrusos que sujavam o templo de forma alarmante.
Várias tinham sido as tentativos de afugentar os morcegos mas todas se haviam revelado infrutíferas.
Então um colega, mais atreito à piada, sugeriu-lhe:
- Não consegues livrar-te dos morcegos? É fácil. Crisma-os
.

***

O CRISMA não é:
- a cerimónia da graduação para dizer adeus;
- ficar simplesmente a "ver passar a procissão";
- demitir-se de participar na comunidade;
- esperar sentadinhos;
- abandono, bater com a porta, esquecer a comunidade;
- uma burocracia para se poder ser padrinho;
- uma cerimónia para se sentir integrado socialmente...

O CRISMA É receber o Espírito Santo para:
- “ser gente grande”, tomar de que a “comunidade precisa” dos crismados,   oferecendo o contributo que se pode dar;
- um princípio de vida nova, ativa, tomando consciência que "esta é a minha comunidade, eu colaborei para fazê-la, para construí-la";
- aceitar que a comunidade paroquial tem também “o direito” de pedir aos crismados o seu “serviço da fé, da esperança, o entusiasmo”, aquilo que o Espírito lhes dá.
- Fazer da  vida um alerta para servir, porque este mundo precisa de gente amada por Deus, que sente o carinho e amor de Deus e é capaz de pôr ao serviço de um mundo melhor esse capital e vida, de amor, energia, criatividade;
- tomar consciência de que ser crismado é um impulso para crescer como cristão, como membro de uma comunidade, como apóstolo de Cristo que nos envia às periferias existenciais;
- uma ligação pessoal forte a Cristo que "não tira nada, mas dá tudo";
- a alegria de viver a fé num mundo que precisa de testemunhas e não de respeitos humanos...

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