quarta-feira, 5 de março de 2014

Paulo Fonseca já não é treinador do FC Porto

Paulo Fonseca (foto ASF)
Paulo Fonseca

Em comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a administração da SAD azul e branca informa que, «em reunião havida esta manhã acordou com o treinador da sua equipa principal de futebol, Senhor Paulo Fonseca, a cessação das suas funções».
Comunica-se, ainda, que o cargo vai ser assumido, interinamente, por Luís Castro, treinador da equipa B dos dragões.



Luís Castro: um homem da casa, mas não só
Luís Castro

Com Paulo Fonseca saem também os adjuntos Nuno Campos e Pedro Moreira. Paulinho Santos e Wil Coort mantêm-se na equipa técnica agora liderada por Luís Castro.
Paulo Fonseca deixa o FC Porto no terceiro lugar da Liga, com 43 pontos somados, atrás de Benfica (52) e Sporting (47).
O treinador, que esta quarta-feira completa 41 anos de idade, conduziu ainda os azuis e brancos às meias-finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga, tendo igualmente garantido o acesso aos oitavos de final da Liga Europa.
Fonte: aqui


Fim da linha
Diz a comunicação social que Paulo Fonseca pedira, em três momentos distintos da época, a demissão. O presidente Pinto da Costa, ao longo dos anos, revelou aversão a 'chicotadas psicológicas' que só aconteceram em seis vezes ao longo dos seus 32 anos de presidência. Mas a situação chegara ao limite e não havia alternativa. O presidente prolongou, até mais não poder, a manutenção do técnico.
Só que  o ambiente, para os lados do Dragão, estava irrespirável. Uma equipa em campo sem rei nem roque; uma massa adepta desfasada da equipa,  afastada do estádio e com manifestações regulares de descontentamento; um futebol pobre, sem fio de jogo,  sem garra 'à Porto', previsível, inconsistente, muito vulnerável; jogadores sem força psicológica para reverter resultados, que se iam 'abaixo' face às contrariedades em campo; erros defensivos sistemáticos, quando o Porto tem dos melhores defesas;  resultados desportivos e financeiros que deixam demasiado a desejar...
Algo tinha que ser feito! Na minha opinião, tarde demais.
Uma equipa que chegou a ter 5 pontos de avanço sobre o mais direito competidor, está, neste momento, a 9 pontos do líder!!! Muito estranho. Só nos tempos antes de Pinto da Costa se verificavam tais situações.
Não está em causa a pessoa de Paulo Fonseca nem as suas qualidades técnicas. Só que no Porto não deu. Ponto final.

A culpa não pode morrer solteira
Há muitos comentadores desportivos que falam de "fim de ciclo". Tudo pode acontecer, mas pessoalmente não acredito. Pinto da Costa e a direção vão dar a volta por cima, tal como noutras crises.
Apesar da idade e de possíveis problemas de saúde, não vejo Pinto da Costa a sair pelas 'portas do fundo'. Quererá abandonar o FCP quando o clube estiver bem por cima.
O hábito de ganhar pode descambar nalguma molenguice. Desde Vilas Boas que a situação era periclitante. E os dois últimos campeonatos ganhos, sem tirar mérito ao Porto, deveram-se muito a fracassos do Benfica. Além disto, nestas três últimas épocas, as prestações europeias dos Dragões foram fraquíssimas.
Então a culpa parece ir direitinha para a SAD e a famosa estrutura portista, que, nestes anos não foi assim tão famosa...
Pinto da Costa, a quem o Clube tanto deve, encaixará certamente as suas maiores responsabilidades pela crise e saberá tirar dela as consequências que se impõem, tanto no que se refere ao funcionamento da SAD, como no que diz respeito à eficácia da estrutura. Sem esquecer que precisa de ser reavaliado o projeto Futebol Clube do Porto, adaptando-o às circunstâncias atuais. Há que ser exigente quanto ao aproveitamento da formação do clube, recrutamento de treinadores e de jogadores, pois nem tudo o que luz é ouro.
Força, FCP!

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