terça-feira, 11 de março de 2014

Cerca de 34 mil idosos vivem sozinhos em todo o país

A GNR identificou cerca de 34 mil idosos a viverem sozinhos ou isolados em todo o país. Um aumento de quase 5800, relativamente ao ano anterior. Viseu continua a ser o distrito no topo desta lista.



Dois momentos estão a marcar a vida desta comunidade cristã durante estes dias: a adoração do Santíssimo Sacramento em cada povo da Paróquia e a visita aos doentes. Adoramos a Jesus Sacramentado e servimo-l'O na pessoa do irmão doente.


O sacerdote, acompanhado de pessoas do GASPTA, visita os doentes, que são mais de 40, sem contar os do Lar e da Unidade de Saúde. Levamos a presença amiga, uma prendinha do GASPTA, o gosto de estar com eles, de os ouvir e animar. Os que pretendem - e são quase todos - recebem o Sacramento da Reconciliação.


Digo com convicção que a cama de um doente é uma universidade. O que se ali se aprende! Não, não são só histórias de um passado que é o deles e o nosso. É muito mais. O sentido da vida. O que somos, donde viemos, para onde vamos...
Da cama ou da cadeira de um doente pende um espelho que reflete a sociedade no que tem de melhor e de pior. Tanta dedicação, carinho, desprendimento, altruísmo! Mas também tanto abandono, isolamento, indiferença, desprezo!
Em muitos doentes, sentimos a serenidade de uma cruz com a qual se aprende a viver e à qual se junta o perfume da fé que lhe dá outro sentido; noutros, a lamúria  ou grito sentido da vibração da alma perante a cruz que a indiferença, o desleixo e a ingratidão tornam asfixiante.
Um comum desabafo: a solidão. Um comum pedido: venham sempre.
Há um desabafo que um ou outro transmite que me provoca revolta. Quando falam da ingratidão e do desprezo dos filhos ou de alguns destes. Perante a aspereza dura e bruta do desprezo filial, o desabafo do velhinho aparece embrulhado em tufos de linho. Pois, é o coração paternal e maternal...

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