terça-feira, 17 de setembro de 2013

Para quem governa

Foto: AMOR PELO POVO E HUMILDADE, VIRTUDES NECESSÁRIAS PARA QUEM GOVERNA. 


Humildade e amor são características indispensáveis para quem governa, enquanto os cidadãos, sobretudo se católicos, não podem desinteressar-se pela política. Foi o que afirmou o Papa Francisco durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã desta segunda-feira, convidando também para rezar pelas autoridades.

Comentando o trecho do Evangelho em que o centurião pede a Jesus com humildade e confiança que cure o seu servo e a carta de São Paulo a Timóteo, com o convite a rezar pelos governantes, o Papa falou das características indispensáveis que um político deve ter: humildade e amor pelo povo.

“Um governante que não ama, não pode governar. No máximo pode colocar um pouco de ordem, mas não governar”, disse Francisco, citando Davi, que amava seu povo a ponto de pedir que o Senhor o punisse depois do pecado de numerar o seu povo. Assim, as duas virtudes de um governante são “o amor pelo povo e a humildade”:

“Não se pode governar sem amor pelo povo e sem humildade! E todo homem e mulher que assumem um cargo de governo, devem fazer duas perguntas: “Eu amo o meu povo, para servi-lo melhor? Sou humilde e dou ouvidos a todos, ouço várias opiniões para escolher o melhor caminho?”. Se estas perguntas não são feitas, não será um bom governo. O governante homem ou mulher que ama seu povo é uma pessoa humilde”.

São Paulo, por sua vez, exorta os governados a rezarem “por todos aqueles que estão no poder, para que possamos ter uma vida calma e tranqüila”. Os cidadãos, disse o Papa, não podem se desinteressar da política:

“Nenhum de nós pode dizer “não tenho nada a ver com isso, eles governam...”. Não, não, eu sou responsável pelo seu governo e devo fazer o melhor para que eles governem bem e devo fazer o melhor participando na vida política dentro das minhas possibilidades. A política – afirma a Doutrina Social da Igreja - é uma das formas mais altas de caridade, porque serve ao bem comum. Eu não posso lavar minhas mãos, eh! Todos devemos contribuir de alguma forma”. 

Existe o hábito de somente falar mal dos governantes e criticar o que está errado: “e tu, viste a reportagem da TV, e criticam, criticam; tu lês o jornal e criticam, criticam ...sempre o mal, sempre contra!”. Talvez, disse o Pontífice, o “governante seja sim um pecador, como Davi, mas eu devo colaborar com a minha opinião, com a minha palavra, e também com a minha correção”, porque todos “devemos participar do bem comum!”. E quando “muitas vezes ouvimos que um “bom católico não entra na política”, isso não é verdade:

“Um bom católico se empenha na política oferecendo o melhor de si, para que o governante possa governar. Mas qual a melhor coisa que podemos oferecer aos governantes? A oração! É aquilo que Paulo diz: “Oremos por todos os homens, pelo rei e por todos os que estão no poder”. “Mas, Padre, aquela é uma má pessoa, tem que ir para o inferno …”. Reza por ele, por ela, para que possa governar bem, para que ame o seu povo, para que sirva à população, para que seja humilde. Um cristão que não reza pelos governantes, não é um bom cristão! ‘Mas Padre, como vou rezar por ele? É uma pessoa que não está certa...’ ‘Reze para que se converta!’. Mas rezar. E isto não sou eu que está dizendo, o diz São Paulo, a Palavra de Deus”.

Assim - conclui o Santo Padre – “damos o melhor de nós, idéias, sugestões, o melhor, mas, sobretudo, o melhor é a oração. Rezemos pelos governantes, para que nos governem bem, para que levem a nossa Pátria, a nossa nação em frente e também o mundo, que exista a paz e o bem comum”.

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