quarta-feira, 5 de junho de 2013

“A comida que deitamos fora é roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome”, avisou o Papa Francisco.

Papa em defesa do ambiente e das pessoas face a cultura do «descartável» e do desperdício

Vida humana deve estar acima de interesses económicos, disse Francisco, que lembrou quem tem fome

O Papa Francisco apelou hoje no Vaticano à defesa do ambiente e da vida humana, que diz serem ameaçados por uma cultura do “descartável” e do desperdício, por causa do consumismo.
“Aquilo que domina são as dinâmicas de uma economia e de finanças carentes de ética: assim, homens e mulheres são sacrificados aos ídolos do lucro e do consumo, é a cultura do descartável”, disse, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas para a audiência pública semanal, na Praça de São Pedro.
O Papa lamentou que a pobreza e os “dramas de tantas pessoas”, em particular as mais necessitadas, deixem de ser notícia e acabem por entrar na “normalidade”.
"Se numa noite de inverno aqui, na Piazza Ottaviano, por exemplo, uma pessoa morre, isso não é novidade. Se em muitas partes do mundo há crianças que não têm nada para comer, isso não é novidade, parece normal. Isso não pode ser! E estas coisas entram na normalidade: que sem-abrigo morram de frio na rua não é notícia; pelo contrário, por exemplo, uma queda de 10 pontos em bolsas de algumas cidades é uma tragédia. O que morre não é notícia, mas se as bolsas caem 10 pontos é uma tragédia. Assim, as pessoas são descartadas. Nós, as pessoas, somos descartadas, como se fêssemos desperdício”, alertou, falando de improviso.
A intervenção abordou ainda o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, que hoje se celebra, ‘Pensar.Comer.Conservar’, centrado no problema do desperdício alimentar.
De acordo com a organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), 1,3 mil milhões de toneladas de comida são desperdiçadas anualmente, número equivalente à quantidade de alimentos produzidos em toda a África subsariana; todos os dias mais de 20 mil crianças com menos de cinco anos morrem de fome.
“A cultura do descartável tornou-nos insensíveis ao lixo e ao desperdício alimentar, que são ainda mais lamentáveis quando em todas as partes do mundo, infelizmente, muitas pessoas e famílias sofrem de fome e subnutrição”, observou o Papa.
Francisco recordou que as gerações dos “avós” tinham muita atenção para não deitar comida fora, mas que hoje o “consumismo” levou as pessoas a habituarem-se “ao supérfluo e ao desperdício diário de alimento”, cujo valor “vai para lá dos meros parâmetros económicos”.
“A comida que deitamos fora é roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome”, avisou, em espanhol.
A intervenção referiu que os Papas têm falado de uma “ecologia humana” estreitamente ligada à “ecologia ambiental”, em particular no atual momento de crise que ameaça as pessoas.
“O perigo é grave porque a causa do problema não é superficial, mas profunda: não é só uma questão de economia, mas de ética e antropologia”, precisou.
Neste contexto, Francisco disse que a vida humana já é vista como “valor primário a respeitar e tutelar”, em particular quando é “pobre ou deficiente, se ainda não serve – como o bebé por nascer – ou já não serve – como o idoso”.
“Convido todos, neste Dia Mundial do Ambiente, a um sério compromisso no sentido de se respeitar e guardar a criação, ser solícito por cada pessoa e combatera cultura do descartável e do desperdício com uma cultura da solidariedade e do encontro”, propôs o Papa, na sua catequese.
A audiência contou com uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, que foram encorajados a “apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração”.
In agência ecclesia

terça-feira, 4 de junho de 2013

ORDENAÇÃO DO ADRIANO

O Diácono Adriano vai ser ordenado sacerdote no próximo dia 30 de Junho, na Sé de Lamego, pelas 15.30 horas.

Às Pessoas da Paróquia de São Pedro de Tarouca e aos amigos pede-se que coloquem já na agenda este acontecimento. Que todos  que puderem não faltem. O Adriano merece.

Dia 8 de Junho, em Tarouca

 
 

A Não perder. Coloque já na sua agenda!


No dia 14 de julho, pelas 16 horas,  no auditório da paróquia de Almacave, vai ocorrer o ato de apresentação ao público da História da diocese de Lamego e que a diocese, por opção do senhor bispo, está a publicar.
Virá fazer a apresentação a senhora presidente da Academia Portuguesa da História.

O autor, P.e Dr. Joaquim Correia Duarte, é sacerdote desta nossa diocese e nela trabalha.
Licenciado em História, membro da Academia de História, o ilustre sacerdote tem dedicado muito do seu tempo à investigação e divulgação da História, sobretudo  local e regional.
Além disto, o Dr. Correia Duarte é um romancista de renome, tendo já publicado vários romances que se leem com imenso prazer de alma. 
Quem o lê e/ou o ouve, fica sempre enriquecido e nem dá conta do tempo passar, tal o poder de comunicabilidade do autor.

Por isso, amigo visitante, peço-lhe que ponha já na sua agenda a data da apresentação desta obra. Marque presença e vai ver como vale a pena.

Filhos do 25 de Abril


Não confio na minha geração nem para se governar a si própria. E temo pela que se segue.

A geração que fez o 25 de Abril era filha do outro regime. Era filha da ditadura, da falta de liberdade, da pobre e permanente austeridade e da 4.ª classe antiga.

Tinha crescido na contenção, na disciplina, na poupança e a saber (os que à escola tinham acesso) Português e Matemática.

A minha geração era adolescente no 25 de Abril, o que sendo bom para a adolescência foi mau para a geração.

Enquanto os mais velhos conheceram dois mundos – os que hoje são avós e saem à rua para comemorar ou ficam em casa a maldizer o dia em que lhes aconteceu uma revolução – nós nascemos logo num mundo de farra e de festa, num mundo de sexo, drogas e rock & roll, num mundo de aulas sem faltas e de hooliganismo juvenil em tudo semelhante ao das claques futebolísticas mas sob cores ideológicas e partidárias. O hedonismo foi-nos decretado como filosofia ainda não tínhamos nem barba nem mamas.

A grande descoberta da minha geração foi a opinião: a opinião como princípio e fim de tudo. Não a informação, o saber, os factos, os números. Não o fazer, o construir, o trabalhar, o ajudar. A opinião foi o deus da minha geração. Veio com a liberdade, e ainda bem, mas foi entregue por decreto a adolescentes e logo misturada com laxismo, falta de disciplina, irresponsabilidade e passagens administrativas.

Eu acho que minha geração é a geração do “eu acho”. É a que tem controlado o poder desde Durão Barroso. É a geração deste primeiro-ministro, deste ministro das Finanças e do anterior primeiro-ministro. E dos principais directores dos media. E do Bloco de Esquerda e do CDS. E dos empresários do parecer – que não do fazer.

É uma geração que apenas teve sonhos de desfrute ao contrário da outra que sonhou com a liberdade, o desenvolvimento e a cidadania. É uma geração sem biblioteca, nem sala de aula mas com muita RGA e café. É uma geração de amigos e conhecidos e compinchas e companheiros de copos e de praia. É a geração da adolescência sem fim. Eu sei do que falo porque faço parte desta geração.

Uma geração feita para as artes, para a escrita, para a conversa, para a música e para a viagem. É uma geração de diletantes, de amadores e amantes. Foi feita para ser nova para sempre e por isso esgotou-se quando a juventude acabou. Deu bons músicos, bons actores, bons desportistas, bons artistas. E drogaditos. Mas não deu nenhum bom político, nem nenhum grande empresário. Talvez porque o hedonismo e a diletância, coisas boas para a escrita e para as artes, não sejam os melhores valores para actividades que necessitam disciplina, trabalho, cultura e honestidade; valores, de algum modo, pouco pertinentes durante aqueles anos de festa.

Eu não confio na minha geração nem para se governar a ela própria quanto mais para governar o país. O pior é que temo pela que se segue. Uma geração que tem mais gente formada, mais gente educada mas que tem como exemplos paternos Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates, Passos Coelho, António J. Seguro, João Semedo e companhia. A geração que aí vem teve-nos como professores. Vai ser preciso um milagre. Ou então teremos que ressuscitar os velhos. Um milagre, lá está.
Pedro Bidarra, Publicitário, psicossociólogo e autor,26/04/2013 | 00:02 | Dinheiro Vivo 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Hoje vivemos num mundo que não tem modelos, não tem líderes

Óscar Romero,  foi assassinado quando celebrava a missa,
em 24 de março 1980, por um atirador de elite do exército salvadorenho
 
 
D. Gregorio Rosa, amigo e colaborador do arcebispo salvadorenho, veio a Portugal, a convite dos Missionários da Consolata, para falar sobre pensamento e espiritualidade do homem de Igreja assassinado há 33 anos. Um testemunho muito interessante... A Não perder.
 
Agência ECCLESIA – Como conheceu D. Oscar Romero?
D. Gregorio Rosa – Ele era um sacerdote, quando eu o conheci – ele tinha 40 anos e eu tinha 15 anos, quando começava os meus estudos no seminário menor. Depois trabalhei com ele um ano inteiro no seminário menor de San Miguel, como seu assistente, em 1968, e tornamo-nos amigos.
No seu diário, o meu nome aparece muitas vezes, porque éramos muito próximos. Aparece sobretudo quando Romero era arcebispo e tinha de preparar relatórios para Roma, a fim de explicar-se e defender-se de ataques injustos que chegavam contra ele. Isso aparece no diário, era uma experiência de amizade muito profunda e uma graça para mim, muito especial.
 
AE – O percurso de vida de D. Oscar Romero ficou marcado por incompreensões, dúvidas. Pensa que ainda hoje há gente na Igreja e não só que não entendeu esta figura?
GR – Eu também sou jornalista e preparei com ele muitas vezes um programa de rádio, de 30 minutos, que era transmitido todas as semanas. Fazia questões muito provocadoras a Romero e uma vez perguntei-lhe: você transformou-se, monsenhor? Ele respondeu-me que não diria que era uma transformação, mas uma evolução.
Esta mesma ideia aparece num documentário da televisão suíça em 1979, um ano antes de morrer. Perguntam-lhe a mesma coisa e ele diz com mais pormenor como, quando era bispo no interior do país (Tambeae, ndr), via as coisas de uma forma e quando chegou a arcebispo e está na capital, descobre de forma brutal o que é a violência estrutural, o que chama de injustiça institucionalizada. E descobre que tem uma vocação, a de acompanhar o povo que está esmagado pela violência, pela repressão, pelos esquadrões da morte, e ser voz dos que não têm voz.
Romero vai evoluindo para uma missão profética – os profetas nunca são compreendidos -, ele nas suas homilias fala muito do tema do profeta e compara a missão de Jesus com a missão dos profetas. Ele foi um profeta e por isso foi incompreendido, perseguido, foi assassinado: é muito fácil perceber, a partir daí, o que foi a missão de Romero, o que foi a sua opção, a sua vida, também o seu martírio, um profeta fiel à sua missão, porque foi acima de tudo um discípulo de Jesus Cristo.
 
AE – Esse martírio aconteceu já há 33. Porque há tantas dificuldades no processo de beatificação de D. Oscar Romero?
GR – Essa pergunta aparece permanentemente e vou aprendendo a responder com elementos novos. Quero fazer uma breve história deste facto: Romero foi incompreendido em primeiro lugar pelos seus próprios irmãos bispos – quando era arcebispo, eram seis bispos no país (El Salvador, ndr), quatro contra dois, tinha apenas um bispo a seu favor (05h00), que foi depois seu sucessor em San Salvador (D. Arturo Rivera Damas), quando havia votações, perdia sempre. Este é um ponto importante.
Ele disse uma vez, falando com jovens de um colégio católico: “Para uns sou a causa de todos os males do país, para outros sou o pastor que acompanha o povo”. Portanto, há duas visões sobre Romero, o homem recusado e o homem amado como pastor.
Depois, há um segundo momento: Romero é assassinado por um grupo preparado por um militar (Roberto D'Aubuisson) que fundou um partido político (ARENA), e esse partido chegou ao Governo, governando durante 20 anos. Nunca nesses 20 ano se interessou por Romero, pelo contrário, interessou-se em ir contra ele, já que tinha morrido por causa deles. Por isso, Roma nunca teve um sinal positivo sobre a canonização por parte do Governo, porque Romero era um inimigo.
Há quatro anos, temos um primeiro Governo de esquerda, que levou Romero a sério. O presidente (Mauricio) Funes, no dia da sua proclamação, disse: Romero é a minha inspiração, o meu modelo, e quero como ele optar pelos pobres e seguir os seus ensinamentos. Assim, Roma começa a ouvir algo diferente, nos últimos anos.
Um terceiro elemento é que Romero é um Santo incómodo, os profetas são incómodos. Não é Madre Teresa de Calcutá, é outra coisa, por isso é um profeta que, como Jeremias, é incómodo e querem acabar com ele. Estes santos desinstalam-nos, tiram-nos do sítio, obrigam-nos a rever a nossa vida medíocre.
Isso também foi um factor contra Romero, mas ao mesmo tempo há uma corrente cada vez maior em seu favor e os Papas foram entendendo isto. O Papa João Paulo II entendeu Romero a partir do ano de 1983, quando visitou o seu túmulo pela primeira vez, e acabou por compreendê-lo bem a partir dos anos 2000 e 2001, quando disse que era um mártir da Igreja.
Tenho os testemunhos directos dessa visão do Papa: não foi fácil para o Papa João Paulo II entender como é que um bispo é morto por cristãos, como eram os comunistas de El Salvador – que não eram como os da Polónia ou da Europa de Leste -, era outra coisa. Finalmente foi-o compreendendo, era outra visão do que era a esquerda, é um problema complexo que se foi esclarecendo, pouco a pouco.
 
 
AE – Essa visita de João Paulo II ao túmulo de D. Oscar Romero, em 1983, foi um momento de tensão…
GR – O que é surpreendente é o que conta o seu secretário pessoal, Dom Estanislau (Dziwisz), agora arcebispo de Cracóvia, num livro que se intitula ‘Uma vida com Karol’. Há um capítulo dedicado ao martírio, no qual fala de apenas um mártir, Romero, e relata dois factos relacionados com o Papa João Paulo II, que é importante partilhar com quem está a ver este programa.
O primeiro é do ano 1983: conta ele que antes da visita a El Salvador, disseram ao Papa que não convinha que visitasse o túmulo de Romero, porque esse era um tema muito politizado, e o Papa respondeu: Como não o vou visitar, se morreu no altar, durante a Eucaristia?
Houve pressões no país para que não fosse ao túmulo de Romero e quero contar uma história: para preparar essa visita, houve uma comissão mista, Governo-Igreja, para tratar da segurança, do protocolo, etc., e eu fui um dos encarregados. Estávamos reunidos quando chegou uma nota da Nunciatura que dizia que o Papa gostaria de visitar o túmulo. Diziam que não era adequado, que era perigoso, que não havia condições, que não o devia visitar.
Numa segunda reunião, chegou outra nota da Nunciatura onde se dizia que o Papa visitará o túmulo. Visitará. Então, negociamos com o Governo que a visita não seria publicada no programa, que seria privada e confidencial, digamos. A 6 de Março de 1983, quando chega o dia da visita do Papa, prevista para depois do almoço, o cardeal Tucci disse-me de manhã: “Vamos já para a Catedral”. João Paulo II chegou ao túmulo quando não estava ninguém à sua espera.
Outro facto aconteceu no ano 2000, com o Jubileu dos Mártires, a 7 de maio, no Coliseu. Na quarta-feira anterior, anunciou-se na sala de imprensa da Santa Sé como seria a cerimónia, uma grande paraliturgia, e falou-se de cada continente, quem ia ser evocado como mártir. Na América Latina, são mencionados três nomes de bispos, mas não apareceu o de Romero, e os jornalistas perguntaram porque é que não estava. Houve uma reacção em Roma, muito forte, de protesto.
Dois dias depois, o Papa convidou vários cardeais, para jantar, entre eles o cardeal Kasper, que também me contou o que vem no livro: João Paulo II pediu o livro que ia ser usado na cerimónia dos mártires, procurou a página da América Latina e a oração conclusiva dessa secção, onde escreveu “bispos como o inesquecível monsenhor Romero, que entregou a sua vida no altar”. E teve de se fazer um novo folheto.
Nós temos os dois folhetos, o que se ia utilizar, sem referência a Romero, e o que se usou, mencionando-o. Foi o único nome evocado.
Há um último dado, de que sou testemunha pessoal, no ano 2001, mês de Novembro. Temos visita ‘ad Limina’ com João Paulo II, a última que lhe fizemos, e no momento pessoal com o Papa, o arcebispo (Fernando Sáenz Lacalle) chega e eu vou com ele. O Papa está muito cansado, muito doente, não reage ao que diz o arcebispo, mas de repente levanta a cabeça e pergunta: E Monsenhor Romero?
O arcebispo responde: Estamos a falar sobre a devoção, não sabemos se há algum milagre por sua intercessão…
O Papa pôs-se de pé, pega na bengala e diz: É um martírio. E vai-se embora.
São dados do pontificado de João Paulo II que indicam que ele foi compreendendo e chegou à convicção de que Romero é um mártir. São dados interessantes, totalmente comprovados, que indicam uma evolução no Papa: ele entendeu o que se passou com Romero e chegou à conclusão de que é um mártir da Igreja.

Agência ECCLESIA – Que actualidade tem este arcebispo assassinado no altar para uma jovem geração que nunca teve contacto com ele?
GR – Vou responder com uma história do ano 2000. Nesse ano, no 20.º aniversário (da morte) de Romero, houve uma grande marcha nas ruas de San Salvador, com archotes. Havia bispos italianos na marcha e eu estava a celebrar em Roma. Quando eles voltaram, emocionados, os bispos vinham surpreendidos porque os jovens gritavam na marcha “Sente-se, sente-se, Romero está presente”.
Os jovens de hoje estão a conhecer Romero e entusiasmam-se com ele, porque vêem um homem coerente com as suas convicções, um homem que é fiel ao ser humano e defende os Direitos Humanos, que é fiel a Jesus Cristo, que é fiel à Igreja e dá a vida por esses ideais.
Os jovens precisam de algo que dê sentido à sua vida e vêem em Romero um discípulo de Jesus Cristo que é coerente com o que diz, com o que faz, e as pessoas precisam de modelos assim. Hoje vivemos num mundo que não tem modelos, não tem líderes. Romero é um líder, um modelo para os jovens de hoje, para as pessoas, e por isso é um santo muito actual.
É espantoso que mesmo no mundo dos não crentes, Romero seja uma inspiração, pelo que estamos em muito boa companhia e com o Papa Francisco temos, penso, o melhor momento para que o processo de canonização possa avançar até ao final.
OC/Agência ECCLESIA, através deste blog

DIA DA ESCOLA ABERTA


Solidariedade: Banco Alimentar Contra a Fome recolhe 2445 toneladas de alimentos

Mais de 39 mil voluntários ajudaram na campanha este fim de semana
 
A rede de Bancos Alimentares contra a Fome recolheu este fim de semana 2445 toneladas de géneros alimentares, numa ação que mobilizou 39.200 voluntários.
"Estes números evidenciam uma extraordinária adesão e mostram que a solidariedade dos portugueses é maior do que a crise", afirmou Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, num comunicado a que a Agência ECCLESIA teve acesso.
"Os resultados impressionam tanto mais quanto sabemos que muitos dos que contribuem estão numa situação muito difícil e provam ainda que os portugueses se unem quando acreditam e quando os projetos são claros e mobilizadores".
A campanha contou com a ajuda de 389 200 pessoas que realizaram tarefas de recolha nos 1181 estabelecimentos comerciais, transporte, pesagem, separação e acondicionamento dos produtos nos 20 armazéns espalhados pelo país.
De acordo com o Banco Alimentar os géneros recolhidos vão ser distribuídos a partir desta segunda-feira a 2221 Instituições de Solidariedade Social, que os entregam a “389200 pessoas sob a forma de cabazes de alimentos ou refeições confecionadas”.
De acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, em 2012 foi distribuído um total de 28323 toneladas de alimentos, com o valor estimado de 39651 milhões de euros, numa média diária de 113 toneladas por cada dia útil.
Até 9 de junho será ainda possível doar alimentos através da compra de vales à venda nas superfícies aderentes ou no site www.alimentestaideia.net.
Este ano foi realizada a primeira campanha de recolha de alimentos na República de Cabo Verde, em duas ilhas e 23 lojas, representando “um primeiro passo para o lançamento dos Bancos Alimentares nesse país com um modelo idêntico ao português”.
O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome em Portugal foi criado em 1992 e estão atualmente em atividade no território nacional 20 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.
Existem 253 Bancos Alimentares operacionais na Europa, que em 2012 distribuíram 388.600 toneladas de produtos a 5,2 milhões de pessoas através de 31.560 associações.
In agência ecclesia

domingo, 2 de junho de 2013

Caminhada Solidária

 
 
 
 
 
Em Tarouca, a 2 de Junho
Caminhada em Família
Caminhada organizada pelo grupo ELAS com a colaboração do grupo de jovens Arautos da Alegria.

A caminhado iniciou-se junto ao Centro Cívico e continuou pelo adro da Igreja, Bairro de São Pedro, Arcos de Paradela,  regressando pela Variante até ao Centro Cívico onde decorreram atividades de música, dança, jogos em família e um lanche convívio.
Parabéns à organização que criou este  excelente evento. É disto Tarouca precisa, pois são tão pouco as pessoas que se juntam,convivem e divertem...
Parabéns aos Arautos de Alegria pela sua excelente colaboração.
Parabéns às dezenas de caminhantes pela forma como souberam estar e participar.
 

sábado, 1 de junho de 2013

ARAUTOS DA ALEGRIA EM VOLUNTARIADO

 
Freguesia de Tarouca. 1 de Junho. O Grupo de Jovens ‘Arautos da Alegria' esteve em voluntariado. Participou na campanha de recolha de alimentos, promovida pelo Banco Alimentar contra a Fome.
Apesar da crise que a todos afeta e que proporcionou alguns queixumes aos doadores, a colheita correu bem e as pessoas foram generosas.
Os jovens, simpáticos e disponíveis, facilitaram a generosidade das pesssoas.
Parabéns, Arautos da Alegria! Parabéns, doadores.

Já não há valores

Já não há valores! Aí está uma afirmação que se ouve constantemente, vinda de ex-presidentes da República, bispos, professores, padres, pais e mães, educadores. De quase toda a gente.

A afirmação, porém, não é verdadeira. Evidentemente, continua a haver valores. Não é possível viver sem valores. Não há sociedade sem valores. O que se passa é que mudou a escala de valores. A hierarquia dos valores, agora, é outra.

Abraham Maslow estabeleceu uma famosa pirâmide: a pirâmide das necessidades humanas. Segundo o psicólogo norte-americano, essas necessidades têm uma hierarquia ascendente, que vai, portanto, da base até aos níveis superiores. As necessidades básicas confundem-se com as necessidades fisiológicas, condição de sobrevivência: respirar, comer, beber, dormir, reproduzir-se. No segundo patamar, encontra-se a necessidade de segurança, que tem a ver com a integridade do corpo, da saúde, a salvaguarda dos bens e da propriedade. As necessidades de pertença estão no terceiro plano e referem-se à necessidade de identidade e de afecto; daí, a importância da amizade, do amor, da vida familiar e grupal. O quarto nível é ocupado pelas necessidades de estima, tanto no que se refere a si mesmo - auto-estima - como confiança nos outros: estimar-se a si e aos outros e ser estimado e respeitado pelos outros. No quinto nível, temos a realização pessoal, com tudo o que isso implica de criatividade, ética, vida interior, sentido e transcendência.

Evidentemente, esta escala é discutida e discutível, pois pode não ser tão universal como pode parecer, não tendo na devida conta a sua determinação histórica e cultural. No entanto, como escreveu Frédéric Lenoir, parece possível "considerar estes cinco tipos de necessidades como sendo todos, e com a mesma dignidade, condições do bem-estar, da felicidade, da realização de si".

A esta escala de necessidades corresponde uma escala de valores. É claro que as necessidades biológicas são as mais urgentes - sem a sua satisfação, não se sobrevive -, mas isso não significa que sejam as mais humanas, já que são partilhadas com os outros animais.

Valor vem de valere - vale, valete era a saudação romana: passa bem!, passai bem! -, que significa ser forte, ter saúde, passar bem, estar de saúde. E está em conexão com perguntas como: quanto custa isto?, quanto vale?, qual o seu preço? No contexto desta conexão, percebe-se que rapidamente venha à ideia a ligação ao dinheiro.

E não é o dinheiro um valor? A questão é saber se é o valor primeiro - é o mais urgente, pois dele depende a salvaguarda da vida -, mas é o mais humano, aquele que determina verdadeiramente a nossa realização humana?

Jesus disse que havia incompatibilidade entre Deus e o Dinheiro: "não podeis servir a dois senhores, a Deus e ao Dinheiro; ou a um ou a outro." É evidente que Jesus não condena o dinheiro enquanto tal, isto é, enquanto meio. Ele próprio teve de servir-se dele, ganhando a sua vida através do trabalho. O que se passa é que a palavra utilizada no Evangelho para dizer este dinheiro é Mamôn, isto é, o Dinheiro divinizado e fim em si mesmo. De facto, não é possível servir o Deus da Vida, que quer a vida de todos, e o Dinheiro enquanto ídolo. Quem faz do dinheiro e da riqueza o objectivo essencial da sua vida de certeza que fará muitas vítimas pelo caminho e impedirá muitos de viver.

Continua a haver valores. Mas a sua hierarquia transtornou-se e o que é meio tornou-se fim. E aí está o culto do bezerro de ouro, o egoísmo feroz, a avareza, a ganância sem limites. Mas são o dinheiro e a riqueza a finalidade última da vida? Os gregos apresentaram sabiamente a famosa lenda do rei Midas: tudo o que tocasse transformar-se-ia em ouro. Ora, quem ele tocou primeiro foi a filha. Depois, quando levava algo à boca para comer, também se transformava em ouro. E viu a sua desgraça trágica.

Precisamos é de repor uma escala decente de valores. Comecemos pela justiça, em ligação com a verdade e a igualdade; junte-se-lhe a liberdade, coroada pelo amor. Afinal, há gente riquíssima que é infeliz e quem viva feliz na sobriedade.

Anselmo Borges, aqui

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Um copo de vinho é equivalente a 30 minutos de atividade física



Um estudo realizado na Universidade de Alberta, Canadá, revelou que um copo de vinho tinto acompanhando o jantar diariamente, equivale a 30 minutos de exercícios físicos.
Esse efeito é causado pela substância chamada Resveratrol, conhecida por beneficiar o sistema circulatório, podendo também ajudar na prevenção de doenças como o Alzheimer.
O relatório explica que esse efeito ajuda a prevenir os efeitos do sedentarismo evitando o envelhecimento dos músculos e aumentando a densidade dos ossos assim como melhora a circulação sanguínea.
É necessário ter em atenção que esta substância não substitui o exercício físico, pois ela apenas é um auxiliar no processo.
Um estilo de vida saudável combinado com o consumo adequado de vinho é perfeito!
Por isso, cuidado com o que bebem e as quantidades que ingerem na esperança de “correrem” quilómetros por dia…
Fonte: aqui

SÃO PEDRO - O PADROEIRO DA PARÓQUIA DE S. PEDRO DE TAROUCA


quinta-feira, 30 de maio de 2013

BANCO ALIMENTAR


Mini Preço

Arautos da Alegria em voluntariado, das 8 às 20 horas.
Com um pouco de todos, muitos não terão tão pouco!

Alguém está seguro de que a supressão dos 4 feriados constitua um factor de incentivo à produtividade?

Hoje, dia do Corpo de Deus, não é feriado em Portugal pela primeira vez e as celebrações religiosas passam para domingo, na sequência da decisão do Governo de suspender o feriado durante cinco anos.

Este feriado deixa de existir a partir deste ano e pelo menos até 2017,  passando as festas religiosas do Corpo de Deus a ser celebradas nos domingos  seguintes, à semelhança do que já acontece em muitos países da Europa. 
Até este ano, o Corpo de Deus era um feriado nacional religioso móvel,  que se celebrava na segunda quinta-feira a seguir ao domingo de Pentecostes  (60 dias após a Páscoa). 
No entanto, em 2011, o Governo decidiu reduzir os feriados nacionais,  impondo como regra o fim de dois religiosos e dois civis, com o objetivo  de aumentar os esforços para superar a crise económica e financeira que  o país atravessa. 
No início de maio do ano passado, a República Portuguesa e a Santa Sé  chegaram então a acordo sobre a redução dos feriados religiosos e decidiram  suspender por cinco anos o feriado do Corpo de Deus e o de Todos os Santos  (1 de novembro). 
Os dois feriados civis abolidos foram o 5 de Outubro (Implantação da  República) e o 1 de Dezembro (Restauração da Independência). 
Fonte: aqui

A pergunta a que importava responder, na questão dos feriados, era esta: alguém está seguro de que a sua supressão constitua um factor de incentivo à produtividade? Atente-se que estamos a falar de quatro dias! Eu penso que um pouco de sensatez não deixa dúvidas quanto à resposta.
Não é assim que a produtividade vai aumentar. Creio que até poderá diminuir. Alguns destes feriados potenciavam uma forte actividade económica em muitos locais. E, depois, a vida também é feita de celebrações. Sem memória, não há horizontes.
Daqui a uns tempos estaremos a avaliar o efeito da redução dos feriados. Para já, valia a pena prestar atenção ao que disse Masaaki Imai, guru japonês e especialista na redução de desperdício nas empresas. Para ele, aumentar o tempo de trabalho pode levar até à queda na produtividade no trabalho. «O que interessa, diz, é usar ao máximo o tempo disponível das pessoas, trabalhar melhor e não trabalhar mais. Se formos às linhas de produção da maior parte das empresas, verificamos que, pelo menos, 10 ou até 20 a 30% das pessoas não estão envolvidas na produção de riqueza». Outra certeza do sábio: «Salários mais baixos significam menos produtividade»!
João Teixeira, in facebook

O tráfego nas antigas SCUT



De acordo com os dados do IMT, as quebras variam entre os 6% e os 48,61% nas 12 antigas SCUT, sendo que, entre elas, a que registou em 2012 a maior queda no tráfego foi a ex-SCUT do Algarve, concessionada pelo grupo espanhol Ferrovial, com uma quebra de 48,61%, ou seja menos 7.659 carros por dia.
A segunda posição é ocupada pela Beira Interior, concessionada pela Scutvias, que viu o tráfego reduzido em 35,95% em 2012, passando de 9.667 carros/ dia em 2011 para 6.192 no ano passado.
Em terceiro lugar no ranking das concessões com maior queda no tráfego, surge a auto-estrada Interior Norte, com uma diminuição de 33,94%, ou seja, menos 2.223 carros/ dia, em comparação com 2011.


Descida de 6,4%

Os equipamentos de telecomunicações  aumentaram em 2012 as vendas em 4,8% face ao ano homólogo e, dentro desta categoria de produtos, os smartphones registaram uma subida de vendas de 46,4%, em total contraciclo com o mercado global do retalho.
descida registada o ano passado foi de 6,4%
As telecomunicações são, a par dos medicamentos não sujeitos a receita médica, as únicas categorias a registar saldo positivo. A venda de livros, consolas, software e artigos de papelaria desceu 17,6% para 374 milhões de euros. O vestuário derrapou 7,1%, tal como os combustíveis (-4,2%). No acumulado do negócio do retalho não alimentar a descida registada o ano passado foi de 6,4%, em comparação com 2011.

Fonte: aqui

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dupla derrota



Na Final da Taça de Portugal, o Benfica perde com o Vitória de Guimarães. Segundo o que li e ouvi, a vitória dos vimaranenses não é posta em causa. Até comentadores ligados ao Benfica o reconheceram.
Numa final, há dois resultados: perder ou ganhar. Isto faz parte do normal âmbito do desporto. A derrota encarnada era um dos resultados possíveis antes do jogo, porque não há vencedores antecipados, pese embora o favoritismo do Clube da Luz.

O que já não se pode aceitar é a segunda derrota. A do fair-play, da educação, do cavalheirismo, da ética desportiva.

Vejamos:

- No final da partida, quando os jogadores encarnados subiram à tribuna para receber as medalhas, alguns deles não cumprimentaram o Presidente da República. Mesmo os que eram estrangeiros não conheciam o Presidente da República Portuguesa? Em Portugal ganham ordenados principescos e são tratados como ídolos. Reagem assim? Com esta falta de respeito para com o maior símbolo da Nação? Que falta de respeito e de civilidade!!! Pode gostar-se ou não do Presidente da República. Não se pode é faltar ao respeito a ninguém, muito menos ao que ele representa.

- Os jogadores do Benfica não presenciaram a entrega da Taça à equipa vencedora. Foram para os balneários. Que falta de fair-play e de ética desportiva! Indigna de um clube com a grandeza e a história do Benfica. Onde estava a "estrutura" do Benfica que não soube precaver esta situação nem teve capacidade de atuar no tempo devido?

- A atitude de Cardozo para com Jorge Jesus em pleno relvado, diante de todos, é vergonhosa. Degradante mesmo. A revolta face às três derrotas consecutivas dos encarnados não pode ser desculpa para este gesto do jogador que mostrou ser indigno da camisola que veste.

Penso que estes casos deveriam merecer a melhor atenção de TODOS os clubes, grandes ou menos grandes, regionais ou nacionais.
Os clubes não podem transformar-se em máquinas de ganhar títulos sem qualquer preocupação pela formação humana e desportiva dos seus atletas.  Os valores e a educação para os valores têm de ser a base e o alicerce para a competição desportiva.

Aos partidos e movimentos políticos locais

UM PEDIDO

  Asas da Montanha não procura ser apolítico, mas procura ser apartidário.
Não tem sido minha intenção enveredar por questões partidárias e muito menos partidárias locais.

Embora este blog seja estritamente pessoal, ligado à minha humilde pessoa, não a cargos ou funções que a minha humilde pessoa exerça, todos certamente compreenderão que devo manter uma certa distância em relação aos partidos e movimentos políticos locais. As pessoas têm sempre muita dificuldade em separar pessoas e cargos.

 Assim peço aos partidos e movimentos políticos locais que NÃO enviem para este blog textos, programas ou comentários.

 Penso que, como pessoas de bem, compreenderão a minha postura.
Muito obrigado.