quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Novo ano escolar

Cerca de um milhão e meio de jovens e crianças está prestes a iniciar mais um ano escolar. Pelo número de alunos, vê-se que o regresso às aulas tem a ver directamente com grande parte dos portugueses: alunos, famílias, pessoal docente e não docente, etc..
E para além destes, todos beneficiamos ou somos prejudicados com o que se passa nas escolas. É que o que se passa nestas tem sempre reflexo na sociedade. Agora e no futuro.
A escola existe em função da educação dos alunos. E da sua preparação para a vida. E hoje os tempos são exigentes e só vence o que estiver bem preparado para aguentar o esforço que lhe é exigido
A escola tem de criar hábitos de disciplina e trabalho e parece que há muito a corrigir nestes aspectos. Reformas atrás de reformas não têm resolvido o problema. Desde logo porque o aproveitamento é muito deficiente. Em 2006, um quarto da população portuguesa entre os 18 e os 24 anos tinha abandonado o sistema de ensino sem ter sequer concluído a escolaridade obrigatória. Aos 15 anos, a taxa de desistência já é de sete por cento.
Fez-se algum esforço nos últimos anos mas há muito quem pense que se podia ter ido mais longe. "Trabalhou-se muito mas para as estatísticas", dizem.
Por outro lado parece que a escola não consegue educar para uma boa convivência social, desde logo na comunidade escolar. Ao todo, no ano lectivo 2009/2010 foram abertos 17 629 processos disciplinares, representando um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Um crescimento que preocupa e que nos diz que as coisas vão muito mal no aspecto disciplinar.
Há pois um grande caminho a percorrer por todos os agentes da educação para que a escola funcione bem e seja motivadora para os que têm mais dificuldade no aproveitamento.
Há necessidade de um estudo aprofundado do problema e sua resolução. E depois era bom que todos os representantes dos interessados se sentassem a uma mesa e chegassem a alguns consensos. Para que as escolas, de uma vez por todas, cumprissem os objectivos.
In O Amigo do Povo

No Agrupamento vertical de Escolas de Tarouca, o ano lectivo 2011/2012 arranca no próximo dia 15 de Setembro nos estabelecimentos de ensino de Tarouca. Contudo, no dia 14 do mesmo mês, ocorre a recepção aos alunos do primeiro e quinto anos e pré-escolar, recepções que decorrem apenas durante a manhã.

Asas da Montanha deseja a  todos os estudantes e suas famílias um ano escolar repleto de sucesso. Lembrem-se que o sucesso começa no 1º dia de aulas...
A escola não é um lugar para passar o tempo. É o local de trabalho para crianças e jovens.
Então mãos à obra!

Festas de S. Miguel - Tarouca 2011

Veja aqui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

OBESIDADE MENTAL - Não perca, por favor!

( Carregue na seta e depois carregue no vídeo para ver em janela cheia. Para ler e reler o magnífico texto, carregue nas barras verticais para parar e depois na seta para continuar)
--- «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. 
 Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.» 
-  Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de  proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.

Da união à divisão no pós-11 de Setembro

Laurie Garrett, jornalista premiada com um Pulitzer e autora do e-book “I Heard the Sirens Scream: How Americans Responded to the 9/11 and Anthrax Attacks”, explica o que mudou nos EUA com os atentados de 2001. Da união sem precedentes após os atentados à divisão do país provocada pelos ataques de Antrax.

Veja o vídeo aqui

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

«O CÉU EXISTE NESMO»

Veja aqui

Necessidades e ganância

«O mundo tem o suficiente para as necessidades, mas não para a sua ganância»! - Gandhi

domingo, 4 de setembro de 2011

Túmulo do Apóstolo Filipe


Uma equipa de arqueólogos dirigida pelo italiano Francesco d’Andria afirmou ter encontrado na cidade turca de Pamukkale, antiga Hierápolis, o túmulo de Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus, informou a agência Anatólia.
"Tentámos encontrar há anos o túmulo de Filipe. Finalmente o encontrámos entre os escombros de uma igreja que escavamos há cerca de um mês", explicou o arqueólogo, acrescentando que a tumba ainda não foi aberta.
"Um dia será aberta, sem dúvida. Esta descoberta é de grande importância para a arqueologia e o mundo cristão", afirmou ainda.
Originário da Galileia, actual Israel, Filipe foi um dos discípulos de Cristo. Teria viajado para evangelizar as regiões da Ásia Menor, teria sido apedrejado e depois crucificado pelos romanos em Hierápolis, na Frígia.
A actual Pamukkale é um local turístico conhecido por suas águas termais, suas rochas sedimentares e sua pedra calcárea branca, de onde vem o nome da cidade, que significa em turco "castelo de algodão".
In O Amigo do Povo

sábado, 3 de setembro de 2011

Economia: «É necessário ir além da troika», diz presidente da Pastoral Social da Igreja

«Cortes cegos ou demasiado drásticos podem não ser cura mas assassinato», adverte D. Carlos Azevedo



Lisboa, 03 set 2011 (Ecclesia) – O responsável pela ação social da Igreja Católica, o bispo D. Carlos Azevedo, afirmou hoje que o Governo deve ultrapassar as medidas apontadas pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia para reduzir o défice público.
“É necessário ir além da troika porque alguma recessão que se produz na economia e alguns buracos que se vão descobrindo requerem que sejamos mais poupados do que o que nos exigem. Caso contrário não iremos chegar ao fim e cumprir”, disse o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social à Agência ECCLESIA.
As reduções na despesa pública anunciadas esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, contribuíram para que Portugal tenha “consciência profunda” da “gravidade da situação”, marcada por “gastos desnecessários e gestões de luxo” que têm de “sofrer cortes”, acrescentou.
O prelado, também bispo auxiliar de Lisboa, reconhece que “muita gente perde benefícios, o que não é agradável mas é preciso”, e recorda que a classe média, “atingida” pelo agravamento fiscal e diminuição nos encargos sociais do Estado, “ainda tem ordenado e pode ajudar a colmatar os erros cometidos”.
“Somos um país pobre e fazíamos de conta que não éramos. E isso paga-se caro”, declara D. Carlos Azevedo, que apela a “outro estilo de vida”: “Não é para voltarmos ao mesmo mas para que seja mais sereno, equilibrado e rigoroso na gestão dos nossos recursos”.
Depois de sublinhar que “os cortes cegos ou demasiado drásticos podem não ser cura mas assassinato”, o responsável pelo departamento que orienta a ação social católica em Portugal constata que “o aumento do preço dos transportes e da energia têm tido sempre salvaguarda para quem vive com um teto de rendimentos mínimo”.
D. Carlos Azevedo acentua que “a demagogia tem terreno livre e tem sido muito fácil nestes últimos meses”, e dá como exemplo a situação no mercado laboral, onde a ausência de “soluções mágicas” impõe respostas como a “partilha de emprego” ou a aposta em setores como o turismo para a criação de riqueza e postos de trabalho.
“É urgente substituir a demagogia pela pedagogia, explicando as razões de ser das opções políticas”, indica o responsável, que valoriza o papel crítico da oposição parlamentar, “chamando a atenção para aspetos que possam a estar a ser esquecidos” pelo Executivo.
O responsável, que prevê serem precisos “alguns anos” para restabelecer o equilíbrio das contas públicas, propõe a revisão de Estado Social, conceito que sem o envolvimento de uma “sociedade solidária” torna os cidadãos “dependentes da máquina estatal”, fazendo com “qualquer corte na despesa pública afete grande parte da população”.
O tema vai ser refletido na Semana Social agendada para 2012, no Porto, mas antes, nos próximos dias 13 a 15, a comissão presidida por D. Carlos Azevedo organiza em Fátima o seu 27.º encontro nacional dedicado ao tema “Desenvolvimento local, caridade global’.

O responsável pela ação social da Igreja Católica, o bispo D. Carlos Azevedo, afirmou hoje que o Governo deve ultrapassar as medidas apontadas pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia para reduzir o défice público.
“É necessário ir além da troika porque alguma recessão que se produz na economia e alguns buracos que se vão descobrindo requerem que sejamos mais poupados do que o que nos exigem. Caso contrário não iremos chegar ao fim e cumprir”, disse o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social à Agência ECCLESIA.
As reduções na despesa pública anunciadas esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, contribuíram para que Portugal tenha “consciência profunda” da “gravidade da situação”, marcada por “gastos desnecessários e gestões de luxo” que têm de “sofrer cortes”, acrescentou.
O prelado, também bispo auxiliar de Lisboa, reconhece que “muita gente perde benefícios, o que não é agradável mas é preciso”, e recorda que a classe média, “atingida” pelo agravamento fiscal e diminuição nos encargos sociais do Estado, “ainda tem ordenado e pode ajudar a colmatar os erros cometidos”.
“Somos um país pobre e fazíamos de conta que não éramos. E isso paga-se caro”, declara D. Carlos Azevedo, que apela a “outro estilo de vida”: “Não é para voltarmos ao mesmo mas para que seja mais sereno, equilibrado e rigoroso na gestão dos nossos recursos”.
Depois de sublinhar que “os cortes cegos ou demasiado drásticos podem não ser cura mas assassinato”, o responsável pelo departamento que orienta a ação social católica em Portugal constata que “o aumento do preço dos transportes e da energia têm tido sempre salvaguarda para quem vive com um teto de rendimentos mínimo”.
D. Carlos Azevedo acentua que “a demagogia tem terreno livre e tem sido muito fácil nestes últimos meses”, e dá como exemplo a situação no mercado laboral, onde a ausência de “soluções mágicas” impõe respostas como a “partilha de emprego” ou a aposta em setores como o turismo para a criação de riqueza e postos de trabalho.
“É urgente substituir a demagogia pela pedagogia, explicando as razões de ser das opções políticas”, indica o responsável, que valoriza o papel crítico da oposição parlamentar, “chamando a atenção para aspetos que possam a estar a ser esquecidos” pelo Executivo.
O responsável, que prevê serem precisos “alguns anos” para restabelecer o equilíbrio das contas públicas, propõe a revisão de Estado Social, conceito que sem o envolvimento de uma “sociedade solidária” torna os cidadãos “dependentes da máquina estatal”, fazendo com “qualquer corte na despesa pública afete grande parte da população”.
O tema vai ser refletido na Semana Social agendada para 2012, no Porto, mas antes, nos próximos dias 13 a 15, a comissão presidida por D. Carlos Azevedo organiza em Fátima o seu 27.º encontro nacional dedicado ao tema “Desenvolvimento local, caridade global’.
In ecclesia

"Tu és o Enigma que precisas de pisar em solo firme para não caíres em areias movediças..."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Os ricos e a crise

Terminadas as férias, damo-nos conta da realidade. Os meios de comunicação falam-nos do aumento dos desempregados sem subsídio e dos que vêem a sua vida a andar para trás.
O número de pessoas que procura ajuda para comer está a aumentar e o principal motivo que as pessoas alegam para pedir refeições às organizações de solidariedade é o desemprego. Mas há pessoas que têm emprego e um tecto onde viver, mas o dinheiro que ganham vai todo para a casa ou para o quarto e acabam por não ter dinheiro para mais nada.
Muitos não têm rendimentos fixos nem certos, há famílias em que todos estão desempregados e a coisa complica-se.

Mas surgem também notícias inesperadas: há dias, Warren Buffet, o terceiro homem mais rico do mundo, desafiou o Presidente Obama a fazer os ricos pagar mais impostos. Antes já tinha tentado convencer Bush da justeza da ideia, apoiada pelo amigo Bill Gates. Mas se nos Estados Unidos há tradição de gente endinheirada a protestar com os políticos para que lhes cobrem mais, já do lado de cá do Atlântico isso também acontece. Conhece-se o caso dos 51 milionários alemães que escreveram em 2009 à chanceler Merkel a propor um imposto extraordinário
Nem todos os bilionários americanos (e são mais de 400, segundo a Forbes) alinham com Buffet, dono de 50 mil milhões de dólares e visto como um mãos-largas, que ainda há cinco anos fez a maior doação da história ao entregar 30 mil milhões à Fundação Gates. Contra estão figuras como Steve Ballmer, sucessor de Gates na Microsoft, ou Steve Forbes, o homem que dá nome à revista que se entretém a contar os magnatas do planeta e que chegou este ano à conclusão de que nunca foram tantos (1210) nem tão ricos no total (4,5 biliões de dólares). Ao lado de Buffet está, porém, Mark Zuckerberg, pai do Facebook e aos 27 anos dono de 13,5 mil milhões.
Também na Europa, representantes das dezasseis maiores fortunas de França pediram ao Governo para lhes impor um imposto especial de modo a puderem ajudar com a resolução da crise.
Isto não vai resolver a crise mas é uma ajuda e um grande estímulo. Não podem ser só os pequenos e a classe média a ser sacrificados.
In O Amigo do Povo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Clubes gastam 97 milhões


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Titanic parecia seguro...


Todos já ouvimos falar do Titanic. Construído com a melhor tecnologia da época, o navio foi apresentado ao público como obra-prima das mãos humanas, capaz de resistir às maiores tempestades. "Nada poderá afundá-lo", anunciavam as manchetes dos principais jornais. Numa altura em que muitos navios eram ainda feitos de madeira, o Titanic erguia-se no mar como um colosso de ferro, pensado pelos seus criadores para ser inafundável. Com capacidade para transportar 3.547 passageiros, iniciou a sua viagem inaugural há 90 anos atrás, mais precisamente a 10 de Abril de 1912, com 2.228 pessoas a bordo. Largou do cais de Southampton, na Inglaterra, tendo como destino Nova Iorque.
No dia previsto para zarpar, o cais transformou-se em festa. O momento chegou. O navio afastou-se lentamente do cais, enquanto os passageiros acenavam para os parentes que ficaram em terra. O clima era de segurança a toda prova. A tripulação inspirava tranquilidade.
Cinco dias depois veio a tragédia. O navio chocou com um enorme bloco de gelo, um "iceberg", as águas invadiram os porões, e aquele imenso transatlântico, indestrutível aos olhos dos homens, não foi capaz de resistir à força das águas.
Enquanto a orquestra tocava o clássico evangélico "Mais perto quero estar", o Titanic submergia lentamente, levando consigo centenas de passageiros.
Esta é uma história que se repete todos os dias, na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Sonhos evaporam-se da noite para o dia, expectativas são desfeitas da mesma forma como se destroem castelos construídos na areia. O desespero toma conta dos corações decepcionados.

Aquela personalidade forte, que parecia invulnerável, não consegue suportar o "iceberg" da tentação, do casamento destruído, dos filhos envolvidos com drogas, do emprego perdido após tantos anos de dedicação, e acaba descendo ao fundo do poço, onde não vê nenhuma saída. O "Titanic" desfaz-se entre esperanças mal resolvidas.
Ninguém pode pensar que é suficientemente forte para resistir às tempestades da vida. Por isso há que encontrar apoio seguro em Deus. Quem põe em Deus a sua esperança nunca será desiludido.
Muitas vidas destroçadas poder-se-iam evitar, se houvesse mais fé em Cristo. É nas pessoas onde há menos religião que há mais suicídios.
In O Amigo do Povo

Metade dos erros da nossa vida...

A ESTRADA

Raro é o jornal de Tarouca em que eu não leia, com agrado e desgrado, a notícia de mais uma estrada. Assim como a epidemia das rotundas por tudo quanto era sítio, assim são agora as estradas. Lembro-me duma história engraçada que vem a propósito desta tendência de imitar os outros sem outro propósito que não seja a imitação. Numa determinada paróquia, o novo pároco verificou com desgosto que as paredes dum lado e do outro da igreja paroquial estavam todas pretas de fuligem e de cera. Perguntou a alguém do que se tratava e responderam-lhe que era costume os homens que acompanhavam a procissão com círios acesos, ao entrarem na igreja, em vez de apagarem os círios com um sopro, esmurravam-nos na parede da entrada. O novo pároco mandou pintar e limpar as paredes e avisou, à saída da procissão que não sujassem de novo as paredes com os círios ao voltar. Quando a procissão recolheu, para prevenir qualquer infrator, pôs-se o pároco a observar os homens que iam entrando com os círios acesos. Todos os apagavam com um sopro ao verem o pároco a observá-los. Porém um homem mais velho, ao entrar, olhou para o pároco e para o círio aceso e num repente exclamou: ”o meu pai esmurrou e eu também hei-de esmurrar” — dizendo isto apagou o círio contra a parede.
Que tem isto a ver com as estradas? Abrem-se estradas porque se julga que o progresso das terras está nas estradas, não refletindo que não é pelo facto dos outros as fazerem que são mais progressistas. Mas como os outros as fazem, eu também as faço. E se há outras vilas que sobem a cidade porque não a minha? Que algumas estradas sejam necessárias é uma evidência que ninguém nega. Que as estradas só por si tragam progresso, sobretudo as vias rápidas tem que ser demonstrado.
Acho que algumas estradas só devassam e estragam o ambiente, poluem a atmosfera com os carros que passam, provocam incêndios e desastres mortais. Os que são da minha idade, quando eram jovens alguma vez viram a Serra de Santa Helena a arder? Eu nunca vi. E agora? Com os carrinhos carregados lá vão serra acima fazer os seus piqueniques e assarem as suas sardinhas. Lixo e fogo.
 Alguém observou que as estradas que servem para entrar numa terra, também servem para sair. Em Tarouca acho que são mais para sair que para entrar. Não penso que elas sejam a varinha mágica do progresso porque esse progresso tem mais a ver com as pessoas que habitam determinada zona do que com múltiplas estradas.
Ao longo dos tempos houve muitas vilas e aldeias que se desenvolveram porque eram atravessadas por uma estrada, mas com as auto-estradas e vias rápidas, nada disso acontece. Ë a velocidade, é a pressa que não dá para parar e tomar um café, comprar uma recordação e até quem sabe, dormir uma noite. Todos têm pressa e as estradas modernas atiçam essa pressa. Gastamos milhões a construir estradas para nada. Mas os outros têm, eu também tenho que ter. As ilusões pagam-se caras .Ate os ladrões têm espaça para fugirem e os incendiários ocasião para destruírem a floresta. Senhores autarcas pensem bem antes de imitarem os outros.
Carlos A,Borges Simão

A senhora que envergonhou as crianças

Ao regressar de férias, enquanto alguns vieram directamente para casa, outros passaram por Guimarães onde um familiar meu tinha um compromisso profissional.
Os dois sobrinhos rapazes quiseram vir por Guimarães porque estavam especialmente interessados na visita ao castelo local.
Deixados no centro da cidade por meu irmão que logo se dirigiu para o trabalho, eu, meus sobrinhos e minha cunhada caminhámos em direcção ao Castelo, não sem antes ela ter que ir tratar de um assunto pessoal numa instituição ali perto. Enquanto esperávamos, eu e os pequenos entrámos numa Igreja para um momento de oração e uma visita. Ajoelhado, procurava saborear aquele instante de intimidade com o Senhor enquanto os rapazes me esperavam muito recatados no extremo do banco.
Eis senão quando um senhora muito zelosa se dirige aos pequenos nestes termos:
- Meninos, se querem pedir vão lá para fora! Cá dentro não há autorização para peditórios.
Os miúdos olharam-na sobressaltados com o inesperado da situação. E a senhora continuou com o ar mais convicto do mundo:
- Sim, eu bem vejo que são pedintes! Mas aqui dentro não peçam...
O mais velhito ainda balbuciou a sua indignação. Mas perante o ar imperial da senhora, debandaram enquanto eu me sorria quando o inesperado da situação.
Contei cá fora  toda a cena à minha cunhada que entretanto chegara, rindo-me perdidamente. Escusado será dizer que o episódio alimentou as nossas brincadeiras durante a viagem...

Mas de facto o comportamente da "zeladora do templo" foi inqualificável. Nem sequer se quis informar, partiu de imediato para a acusação. Fala-se tanto em acolhimento e aparecem pessoas que escurraçam.
Claro que depois conversei com os pequenos e estou certo de que este comportamento "beatério" não lhes deixou mossas.

DE REGRESSO


Após uns dias de descanso, o regresso ao trabalho.
Foi um tempinho passado em família num ambiente descontraído e acolhedor que me possibilitou um contacto mais interessante com os meus 5 sobrinhos mais novos com os quais raramente tenho oportunidade de estar durante o ano. Meu irmão, minha irmã, minha cunhada e meu cunhado, como sempre, atenciocíssimos.
Mais do que um momento de lazer, a praia é importante para a minha saúde, embora a minha pele branquita exija especiais cuidados que, especialmente minha irmã, levou sempre muito a sério. Às vezes, com tanto creme, sentia-me um "entrudo". Mas tinha que ser...
Tudo teria corrido bem não fora uma lesão sofrida por meu irmão num momento de descompressão na praia com os meus sobrinhos. Resultado, na última semana teve que usar  muletas para se movimentar.
Estive menos passeador pelos areais da praia. A minha coluna, às vezes, torna mais penosa a deambulação. Por isso, prestei menos atenção do que o habitual ao modo de estar das famílias, embora a praia onde estive fosse eminentemente familiar.
O tempo esteve geralmente agradável, apesar de um ventito tonto que uma ou outra vez se ergueu pela tarde ou pela noite.
Falei e brinquei imenso com os meus sobrinhos que estão ou caminham para a adolescência.Mas achei-lhes um piadão. Como os da sua idade, quando se trata de exigências, apelam para a sua condição de crianças; quando é para apelar aos seus direitos, frisam a sua condição de adolescentes e até de jovens. Foram uma simpatia estes pequenos e pequenas!
A todos fico reconhecido e de todos gosto demais.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sobre o Baptismo: algumas considerações

A mentira e o amor não se misturam. Só se ama na verdade e com a verdade.
1. Filho de pais recasados. Porque houve um anterior casamento católico que depois terminou e um deles ou ambos formaram nova família. Os filhos destes novos lares recebem o baptismo, pois os pais não podem voltar a casar catolicamente. Aqui entra a misericórdia e a bondade, pois já basta tanta vez o que esses pais sofreram (sofrem) com a separação.
2. Um casal vive em união de facto ou casado civilmente e pede o baptismo para o filho. Como? Então eles querem viver fora da Igreja e empurram para a Igreja um inocente? Que coerência e que verdade há nisto? Então esperem que o filho tenha 16 anos e depois que seja ele a escolher...
3. Quanto aos padrinhos nem é bom falar. Os padrinhos representam a fé da comunidade junto do baptizado. Como pode representar a fé da comunidade quem não a assume por palavras, actos e comportamentos? Aliás já nem sequer são precisos 2 padrinhos, basta um desde que tenha 16 anos, tenha concluído a iniciação cristã (Baptismo, Eucaristia e Crisma)e viva de acordo com a lei da Igreja (ser solteiro ou ser casado catolicamente, não viver em escândolo público, etc).
3. Pensem nisto: a Igreja é para todos mas não é para tudo.
4. No Baptismo, a 1ª pergunta feita aos pais é esta: "Que PEDIS à Igreja para o vosso filho?" Quem pede não exige, aceita as regras. A nossa fé é a fé da Igreja na qual a criança é baptizada.
5. O relativismo moral que hoje invade a sociedade vai levar-nos onde? É bom o que nos interessa, nos convém, nos satisfaz??? Sem valores universais o homem volta à selva.

domingo, 14 de agosto de 2011

Já lá vão 32 anos!

15 de Agosto de 1979. Sé Catedral de Lamego, 11 horas.
Três jovens diáconos vão ser ordenados sacerdotes: o Avelino, o José Melo e eu. Preside o Prelado lamecense, D. António de Castro Xavier Monteiro, de muito saudosa memória.

Senhor, obrigado!  Tu me chamaste, sabendo das minhas muitas limitações, das minhas grandes imperfeições. Obrigado pelo dom do teu amor!

Senhor desculpa o pouco que te tenho dado, quando de Ti tanto tenho recebido!

Deixa-me olhar o mundo com os olhos da primeira vez.
Deixa-me vivenciar o entusiasmo, a esperança e a generosidade da primeira hora.
Renova em mim o encanto e a sedução do primeiro instante.
Não me deixes instalar, desinstala-me, inquieta-me com a serenidade do teu amor.
E permite, Senhor, que viva e parta para Ti nos braços do alegre compromisso daquele 15 de Agosto de 1979.