domingo, 30 de janeiro de 2011

Um dia seremos todos precários?

Parece que a precariedade será cada vez maior, mas poderá depender de vários factores: se a economia cresce, se as empresas se movem para áreas de valor acrescentado, se os trabalhadores se especializam...
Todos, todos, talvez não. Mas quase. Ou, pelo menos, a maioria dos trabalhadores. Já são muitos e serão ainda mais. Não é um mau agoiro, nem um sinal de concordância com o rumo que as coisas seguem: é, diz quem estuda o Trabalho, uma constatação da realidade, tomando o peso das pressões (menos resistíveis agora que o país alcançou a noção da sua dependência do dinheiro dos outros) no sentido da progressiva liberalização da vida laboral.

Hoje, entre "recibos verdes", contratados a prazo ou temporários, quatro em cada dez trabalhadores são precários - uma proporção que tem vindo a aumentar, paulatinamente. O fenómeno atingiu uma dimensão tal que surgiram inúmeros movimentos civis de protesto, apesar da fraca tradição em organizações cívicas. Se, hoje, é esse o cenário global, o tipo de emprego que tem sido criado não perspectiva melhorias: nove em cada dez novos postos de trabalho são precários e raras vezes desembocam em contratos permanentes. E a Europa está cada vez mais envelopada pela "política da competitividade", em que a eficiência dos mercados, das empresas e do trabalho sobressai como incontornável, sem que os Estados sirvam de contrapeso.


De futuro, pode discutir-se que profissões serão mais afectadas, quantas pessoas assim viverão, o tempo que se demorará até lá chegar, quais as consequências sociais e humanas. Pode discutir-se, até, o que significa ser precário, se Portugal é mais ou menos do que outros ou até que ponto a sociedade aprenderá, ou não, a conviver com essa forma de trabalho.

Mas se o caminho será aquele que se fizer caminhando, o rumo seguido até agora desemboca numa vida mais instável. Assim o anunciou no fim do ano passado Herman Van Rompuy, o presidente do Conselho Europeu, ao prever que os historiadores olharão para este como o momento em que a globalização cumpriu a fase económica e abraçou a política.

E correspondeu a Comissão Europeia, ao transformar Análise Anual do Crescimento para 2011 num manifesto de liberalização do Trabalho.

Vale a pena nadar contra a corrente?

Licenças parentais longas podem ser "um impedimento ao desenvolvimento profissional", diz a Análise Anual do Crescimento para 2011, em que a Comissão Europeia dá orientações aos países da União. Os salários devem subir "em sintonia com a produtividade" e permitir o "ajustamento da competitividade dos preços", isto é, crescer pouco.

O subsídio de desemprego deve incentivar o regresso ao trabalho (jargão para dizer que deve baixar) e o valor depender do desempenho da economia. O professor do ISCTE António Dornelas olha para o texto como "uma investida ideológica da Direita". É um passo na direcção do sistema vigente, que "está a impor a renovação constante, a eliminação dos menos eficientes e a sobrevivência dos mais fortes", diz Monteiro Fernandes, também docente no ISCTE.

De Direita, de Esquerda ou realista? O documento traduz a actual corrente dos macro-actores mundiais: a competitividade tornou-se o objectivo último da economia e só se consegue com mais flexibilidade, na empresa e no trabalho. Há quem apoie a lógica e quem a recuse. Mas, qualquer que seja a sensibilidade, numa matéria mais política do que técnica, os professores universitários ouvidos pela JN concordam. Seremos todos precários no futuro? Todos não, mas a grande maioria. Ou, se a lei mudar, seremos todos menos seguros.

É possível inverter o caminho?

A economia é global, as empresas competem no mercado global, os Estados dependem de outros Estados e o capital flui sem travões para as paragens mais rentáveis. Resistir é "adiar o inadiável", diz Francisco Lima, do Instituto Superior Técnico. "Se os outros estão a flexibilizar, provavelmente eu também tenho que o fazer", admite Dornelas. É exactamente esse o argumento invocado por Helena André, ministra do Trabalho, para justificar propostas como reduzir as compensações por despedimento. E mais medidas de liberalização da relação laboral são pedidas pelas associações patronais.

Para Furtado Martins, professor convidado na Católica, as empresas contratam precários porque a protecção dos trabalhadores permanentes é excessiva, impedindo-as de substituir uns por outros, mais competentes. Por isso, ou Portugal mantém a lei tal como está e os precários aumentarão; ou flexibiliza, nivelando todos no mesmo grau de precariedade. "Quem paga a segurança com precariedade é quem chega mais tarde": os jovens, por norma os mais qualificados, diz.

António Dornelas não podia discordar mais: "O argumento de que reduzir a segurança dos permanentes permitira aumentar a dos precários não colhe. Os permanentes seriam menos protegidos e os precários continuariam iguais". Um só tipo de relação contratual, no extremo, nunca funcionaria, diz, porque haverá sempre tipos de trabalhadores diferentes, a precisar de enquadramentos legais diferentes e de políticas específicas.

É difícil encontrar posição unânimes sobre estas matérias. Veja-se o caso das consequências sociais da precariedade. Furtado Martins assegura que os jovens portugueses encaram como natural que os primeiros anos sejam precários, sem lhe dar uma conotação negativa, e que já se adaptaram a esse estilo de vida. Monteiro Fernandes recusa. "O caminho actual conduz ao aumento do "gap" de rendimentos, à pior distribuição de riqueza e quando se vê gente como Dominique Strauss-Kahn [presidente do FMI] ou [os investidores] George Soros e Warren Buffett a avisar para as consequências...".

Portugal é mais rígido do que os outros?

Depende. Por norma, quem diz que sim só olha para a lei, que proíbe o despedimento sem justa causa; quem diz que não lembra que cerca de 37% dos trabalhadores já são precários e que os países com leis liberais têm pessoal mais qualificado, um mercado laboral onde mais facilmente se encontra trabalho e ajudas substanciais no desemprego. É por isso que, na Dinamarca, o despedimento individual é fácil mas as pessoas vivem seguras, lembram vários dos professores ouvidos. "Fazer comparações internacionais olhando apenas para as leis só nos dá metade do quadro global", diz Monteiro Fernandes.

Há uns anos, a flexibilização do trabalho esteve em cima da mesa, quando a "flexigurança" aterrou no espaço mediático. A ideia é aceitar mais desprotecção no emprego a troco de mais protecção no desemprego e melhor formação, para ajudar a voltar depressa ao trabalho - isto é, mais despesa. O conceito, contudo, desapareceu tão depressa quanto chegou, por causa da "pesada componente orçamental", diz Paulo Pedroso, do Centro de Investigação de Estudos e Sociologia.

Desemprego continuará a aumentar

Em todo o caso, as empresas querem produzir mais e melhor, "contratar e reter bons trabalhadores", acredita Francisco Lima. As boas empresas e os bons trabalhadores, leia-se. "Se as pessoas se qualificarem serão mais seguras e se a economia subir na cadeia de valor criará emprego mais estável", diz. Mas um diploma (de liceu ou universidade) não chega para que as pessoas sejam mais produtivas e a boa formação profissional ainda tem um longo caminho a percorrer; e quase todos os indicadores apontam para uma recessão a curto prazo e, depois, uma quase estagnação. Sem mais riqueza é de esperar que o desemprego continue a crescer, "conduzindo a mais precariedade", diz Lima.

Paulo Pedroso avisa que "Portugal vai viver com um desemprego mais alto sustentado por trabalhadores precários", o que obrigará a "recalibrar o sistema" de apoios sociais, a escolher a quem e como ajudar. "Não há modelo social que resista à falta de dinheiro", diz Francisco Lima.
Alexandra Figueira, aqui

Protestos no Egipto já causaram mais de 100 mortos

Veja aqui.

E aqui.

sábado, 29 de janeiro de 2011

30 de Janeiro - Dia Mundial do Leproso

"A maior desgraça que vos pode acontecer é não serdes úteis a ninguém. Porque a única verdade é amar" -Raul Follereau

Veja no blog Paróquia de Tarouca.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nissan Leaf Carro Europeu 2011

Depois de uma longa ronda de votações, o Nissan Leaf foi nomeado o Carro Europeu do ano 2011.

Ao derrotar outros competidores como o Alfa Romeo Giulietta e o Opel Merica, o Leaf foi definido como um veículo revolucionário que mostra como será o futuro da mobilidade. “No futuro, estou convencido de que iremos ver outros automóveis eléctricos a serem nomeados como Carro do Ano”, disse Håkan Matson, presidente do júri, discursando na cerimónia.

O presidente da Nissan, Carlos Ghosn, afirmou também que o carro eléctrico é o futuro da indústria automóvel, representando uma nova visão de mobilidade sustentável à escala global.

Os 58 membros do júri do Carro do Ano «jornalistas altamente conceituados da área automóvel de 23 países europeus, indica um comunicado da organização escolheram o Nissan Leaf, em detrimento de seis novos automóveis convencionais que constavam na lista de finalistas.

O Nissan Leaf é alimentado por um motor eléctrico compacto, colocado à frente e que acciona as rodas dianteiras. O motor CA debita 80 kW de potência e 280 Nm de binário, o suficiente para uma velocidade máxima de 145 km/h. O motor eléctrico é «abastecido» por uma bateria de iões de lítio laminada, desenvolvida pela Nissan, com uma potência de mais de 90 kW.

O Nissan Leaf, o primeiro carro 100 por cento eléctrico a merecer a distinção nas 48 edições do prémio.

Fonte: aqui

A atenção aos jovens nunca é demais

Os dias passavam-nos a dormir e a curtir as bebedeiras, porque só funcionavam de noite

O Gustava e a Joana  têm um filho de 8 anos - o Pedro.
Um dia o Gustavo chegou a casa antes da mulher e pôs-se a brincar com o filho. No meio da brincadeira, saiu-lhe um pergunta que fez ao filho e que pode considerar-se uma insensatez.
- Diz-me de quem gostas mais, do papá ou da mamã?
O Pedro ficou um pouco calado e respondeu:
- De quem eu gosto mais é da Rosa e do Jacinto (o jardineiro).
 O pai ficou sério e perguntou-lhe a razão da sua preferência. O filho começou então o seu "discurso":
- Sabes, papá, por que gosto muito da Rosa? Quando chego a casa da escola, ajuda-me a tirar a mochila e o casaco e depois de me mandar lavar as mãos, serve-me o lanche. Eu já sei que tenho sempre à minha espera qualquer coisa de que gosto muito: ou bolachas que ela fez para nós, ou bolo de chocolate, ou um gelado de morango de que tanto gosto. Depois manda-me brincar um bocadinho, avisando que eu devo voltar logo que ela me chame, para fazer os trabalhos de casa.
Quando está bom tempo, manda-me brincar para o jardim, para o pé do Jacinto. Gosto muito dele também, porque me ensina o nome das plantas que cultiva, o nome dos bichos que aparecem; explica-me como se cuida das plantas e o que é preciso para sejam tão bonitas. Diz-me muitas vezes que "conversa" com as flores, pois que elas são como as pessoas - gostam que se lhes dê atenção. 'Olhe, menino, diz-me ele, o menino não gosta que falem consigo? Pois as plantas, apesar de não terem ouvidos, também gostam.'
O Gustavo ficou pensativo com o que ouviu e à noite teve um longa conversa com a mulher. Era preciso prestar mais atenção ao filho, mesmo que isso implicasse menos tempo fora de casa no trabalho profissional. Ainda estavam a tempo de  emendar o seu comportamento, porque o filho só tinha 8 anos.
Pensemos então  agora no drama da morte daquele adolescente que morreu em Espanha, quando integrado num passeio de fim do secundário.
O que li não foi novidade. O jovem interrogado disse que os dias passavam-nos a dormir e a curtir as bebedeiras, porque só funcionavam de noite. Assim é que eram férias: muito álcool, droga e sexo (seguro!).
Quem vigiava o grupo? Não sei. Sei que, quando era professora, calhou-me ter de acompanhar um grupo misto de finalistas do secundário. Primeiro, funcionavam de dia e, à noite, eu e a colega que ia comigo não nos deitávamos para acompanhar (discretamente) as raparigas numas inocentes serenatas que eles faziam, da rua debaixo do hotel onde estávamos, sim, porque eles... ficavam noutro hotel com dois professores.
Será que este drama fará pensar alguns pais na necessidade de prestarem mais atenção aos filhos?  Com 17/18 anos, sozinhos ou sem ninguém a ter mão neles, dá o resultado que aquele entrevistado relatou sem pudor.
Nada nas minhas palavras culpabiliza a família (pais, sobretudo) do jovem que faleceu - basta-lhes  a dor e as suspeitas estúpidas que alguma comunicação social já começou a levantar.
Maria Fernanda Barroca, in Jornal da Beira

A paz sem vencedor e sem vencidos

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Hoje não se pode ter telefone fixo!"

São muitas as pessoas que se queixam disto mesmo. "Não se pode ter telefone fixo".
Além dos interesses comerciais que volta e meia nos invadem e nos chateiam, existe uma uma apetência  acentuada para peditórios via telefone. A crise acentua esta tendência.
Mas a situação não é fácil. É que a crise existe para todos. Por outro lado, subsiste sempre a dúvida: 'Quem estará realmente do outro lado da linha? Que interesses obscuros se poderão esconder sob as palavras mansas e chorosas que nos chegam?'
Mesmo que as situações sejam reais, não é possível socorrer a todos, ainda que com pouco.

Por normas, estes pedidos de auxílio vêm do litoral. É a este interior despovoado e pobre que o litoral rico se dirige. É a este interior, abandonado e carenciado, tantas vezes entregue à sua sorte, que o litoral, que tão pouco solidário é em termos de desenvolvimento, agora bate à porta.
Eu sei que quem mais ajuda os pobres são os pobres. Mas não tornemos as injustiças sociais ainda mais flagrantes. É no litoral que estão as grandes fortunas, as carteiras cheias, as empresas, os grandes comércios e os mais importantes serviços. Como diz o povo, no litoral é que "está a massa..."

Assinalo ainda um fenómeno generalizado. A tendência para bater e rebater à portas das Igrejas e dos cristãos praticantes. Perante um problema, uma necessidade grave de uma pessoa ou de uma instituição, a saída que imediatamente surge é esta: bater à porta dos padres, das Igrejas e dos praticantes.
Ora estes são os que mais dão. Já bastam as múltiplas causas e peditórios para que são convocados ao longo do ano. Ao sobrecarregá-los com a mais variada gama de peditórios, voltamos ao mesmo: acentua-se a desigualdade social. Por que razão hão-se ser sempre os mesmos a dar para tudo?
A solidariedade nasce da nossa humanidade. Se todos somos HUMANOS, todos somos chamados a ser SOLIDÁRIOS, crentes ou não.
Penso até que aqueles que não frequentam as Igrejas, têm mais obrigação de contribuir, porque são muito menos solicitados pelos vários peditórios para os quais os praticantes são convocados.
Trata-se, a meu ver, de uma questão de justiça.

Depois é interessante. Muitos quando falam da Igreja e dos católicos é só para denegrir, atacar, lançar na cara pecados, verdadeiros ou fictícios, enxovalhar. Mas na hora das apertadinhas, a quem se dirigem primeiramente é a eles...
Os cristãos já dão e querem continuar a dar. Dirijam-se antes àqueles que não dão. Incomodem-nos, despertem-nos, desinstalem-nos!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O DESEMPREGO

O trabalho é o grande factor de desenvolvimento das sociedades. Nada se faz sem trabalho. Esta é uma das razões para lamentarmos o número enorme de pessoas que hoje vivem desempregadas.
As causas do desemprego são muitas. De entre as mais citadas, pode-se enunciar: a crise da indústria, o desenvolvimento tecnológico e a globalização.     
As consequências, por sua vez, podem ser devastadoras, tanto do ponto de vista da pessoa do desempregado e de sua família quanto do ponto de vista social e político. A conta do desemprego, directa ou indirectamente, é paga por todos. É paga pelo aumento de impostos para cobrir despesas dos subsídios aos desempregados, despesas médicas e hospitalares, despesas com segurança e assim por diante.
Estudos comprovam que o desemprego aumenta os problemas relacionados com a saúde física e mental do trabalhador, fazendo com que se acentue a procura dos serviços profissionais ligados a esta área. Também está provado que a violência e o crime, de um modo geral, estão directamente relacionados com o desemprego. Este pode ainda provocar radicalização política, tanto à direita quanto à esquerda, bem como ampla desorganização familiar e social. Estudos já descobriram a relação entre aumento de desemprego e aumento de divórcios, apenas a título de exemplo.
Em Portugal, a taxa desemprego é muito grande e pode ainda aumentar. E são os jovens as principais vítimas. A taxa entre estes anda à volta dos 21,5 por cento e os números do Instituto Nacional de Estatística revelam que há cada vez mais jovens licenciados sem trabalho. Serão mais de cinquenta mil.
Combater o desemprego deve ser, por isso, a preocupação número um dos governos. E não vale dizer que só não trabalha quem não quer, pois há muitos campos por amanhar e muito mato para cortar. E quem lhes permite esse trabalho e lhes dá a respectiva paga?! Talvez algo mais possa ser feito nesse aspecto, mas há que haver quem lhes facilite as coisas. Dar subsídios sem dar que fazer também não resolve. Há que dar trabalho a tanta gente desempregada, pois o ócio é a mãe de todos os vícios.
In O AMIGO DO POVO

Caro amigo visitante, não quer ajudar também?

AQUI

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Crianças e jovens nos funerais?

Crianças e jovens nos funerais?
- Ai, isso não porque pode traumatizar os meninos e eles têm tempo para conviver com essas realidades - ouve-se.
Mas a morte não é o que de mais certo cada um de nós tem? Não faz parte da vida? Não deve ser lida a vida à luz da morte e a morte à luz da vida?
Uma sociedade evasiva e alienante, que foge às grandes questões que se colocam a cada ser o humano e a todo o ser humano. Donde vimos? O que fazemos aqui? Para onde vamos?
Uma sociedade que se arrasta sob o supérfluo, o contingente, o ilusório.

Violenta a morte? Tem, claro, violência psicológica que faz parte da nossa limitada realidade. mas é REAL!
Mas não há violência em tantos reclames, filmes, telenovelas, desenhos animados, jogos, internet, etc?
Não há violência psicológica gratuita e ferozmente agressiva em tantas famílias, nas escolas e na sociedade?
Então para se protegeram as crianças e jovens de toda esta violência, fechem-se numa redoma...
Há sempre que explicar, estar presente, ajudar a superar violências... Mas fugir é criar crianças alienadas e futuros alienadores.

Hoje no funeral vi crianças junto da urna. E choravam. Ofereci-lhes um sorriso amigo e compreensivo.
Mas quem está de parabéns são os seus pais corajosos que não os estorvaram da realidade.

Comentário de Mário Soares

"Cavaco foi rancoroso" e "escolha de Alegre é grave"
Nas primeiras palavras sobre as últimas eleições presidenciais, Soares critica o rancor de Cavaco e elogia Passos Coelho.
O histórico socialista lamenta os discursos que Cavaco proferiu no momento da vitória: "Em lugar de ser generoso e magnânimo para com os vencidos, foi rancoroso. O que além de lhe ficar mal, quanto a mim, representa um erro político grave que divide Portugal precisamente quando mais o devia unir", escreve hoje Soares no Diário de Notícias.
Para Soares "a verdade é que as últimas eleições mostram que o nosso país está mais dividido que nunca. E além disso desorientado".
Por isso, acrescenta "o Presidente ora reeleito deveria ter feito um discurso positivo, voltado para o futuro, e não um discurso que divide mais os portugueses".
Em contraste com o tom de Cavaco Silva, surge, no seu entender, Pedro Passos Coelho que "proferiu um discurso politicamente responsável, muito equilibrado e inteligente", conclui.
Sobre a casa socialista, Soares reitera que o PS errou "quando resolveu apoiar o candidato que já tinha sido escolhido pelo Bloco de Esquerda (...) um erro de Sócrates grave".
Em relação a Fernando Nobre, a surpresa nas eleições de domingo, Soares recusa ter empurrado o presidente da AMI para Belém. "Não fui eu que o empurrei para candidato. Ele [Fernando Nobre] limitou-se a consultar alguns amigos e eu fui um deles", lê-se no mesmo artigo.

Alguém comentou:
"Não será melhor para Sócrates governar á direita e ter Cavaco como Presidente que o inimigo Alegre ?
Além de que Alegre há muito que se encontra no B.E.
Para mim foi uma golpada inteligente do Sócrates queimou Alegre e ficou com Cavaco que lhe dá mais jeito para governar neste momento."


Pode ver aqui.

9,3% dos médicos em Portugal são estrangeiros

O número de médicos estrangeiros registados em Portugal passou de 3.736 em 2008 para 3.937 em 2010, representando 9,3 por cento da totalidade dos clínicos com autorização para exercer no país. A grande maioria é oriunda da União Europeia.
Dados da Ordem dos Médicos (OM) avançados à agência Lusa indicam que em 2008 estavam inscritos 39.473 médicos, dos quais 3.736 eram estrangeiros, número que subiu para 3.842 (de um total de 40.664) em 2009 e para 3.937 (de 42.031 registados) em 2010.

Uma coisa que nunca percebi. O motivo pelo qual há tanta restrição à entrada de alunos nas faculdades de medicina. E desde há muitos anos...
Entretanto o país necessita de médicos. Muitos mais do que aqueles que tem. Apesar dos estrangeiros, lê-se que há milhares de cidadãos sem direito a médico de família.
Também não compreendo totalmente a média exigida. Quem nos garante que um aluno com 19 será melhor médico do que um de 14 ou 16? Exercer medicina é mais do que capacidade intelectual, tem muito de carisma, de intuição, de paixão pela causa, de humanidade.
Por outro lado, a faculdade de medicina (penso que se exceptua a dentária) anda longe das universidades privadas. Porquê?

Temos imensos jovens que, para poderem seguir o curso a que aspiram, têm que emigrar para o estrangeiro. Centenas de alunos estudam medicina nas universidades fora de Portugal. E quantos depois por lá ficam? Entretanto nós vamos "importando" médicos estrangeiros, queixando-se certos utentes que têm dificuldades em os entender perfeitamente. E como é importante uma boa comunicação num consultório médico!!

Ouve-se falar no "lobbi médico" que pressiona para estreitar as portas de acesso às faculdades de medicina... Não tenho dados para o confirmar. Sabemos apenas que a saída de novos médicos tem estado longe de corresponder às necessidades do país. E alguém terá que ser responsabilizado por esta situação.
Ó decisor político será sempre o maior responsável. Acima dos lobbis, cabe-lhe velar pelo bem de todos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Confundir para reinar

A estratégia não é de agora e foi alvo de denúncias há mais de 15 anos pela Santa Sé. Em causa, a tentativa (bem sucedida) por parte de alguns ‘lobbies’ feministas e ‘gays’ em mudar, ao nível das legislações mundiais, algumas palavras de significado claro, por outras mais ambíguas. Por exemplo, em vez de “sexo”, passar a usar-se a palavra “género”.
Subjacente está a tentativa de eliminar as diferenças entre homem e mulher, considerando-as um mero condicionamento sócio-cultural. “Sexo” é uma palavra que sublinha a diferença entre homem e mulher, enquanto “género” é muito mais abrangente, porque em vez de apenas dois tipos – feminino e masculino – a nova expressão da moda abrange cinco: feminino, masculino, homossexual feminino, homossexual masculino e híbrido.
Em Portugal, a esquerda rasga as suas vestes por a nossa Constituição (escândalo dos escândalos…!) ainda usar a palavra sexo… e propõe uma nova formulação do artº 13º para se eliminar, de uma vez por todas, esta expressão ultrapassada…
A estratégia de confundir para reinar, sempre foi uma estratégia de poder. É por isso que é sempre bom saber o que está por trás das boas intenções daqueles que nos querem baralhar.
Fonte: aqui

Eleições Presidenciais - Freguesia de Tarouca

Cavaco Silva reeleito

Cavaco Silva foi reeleito Presidente da República com 52.94% dos votos expressos.
Manuel Alegre obteve 19.75%, Fernando Nobre 14.10%, Francisco Lopes 7.14%, José Coelho 4.50% e Defensor Moura 1.57%.
A abstenção foi de 53,37% a maior registada em eleições presidenciais, os votos brancos foram 4.26% e os nulos 1.93%.

No concelho de Tarouca onde a abstenção foi de 60,28 %, Cavaco foi o mais votado com 66,39 %. Seguiram-se  Manuel Alegre com 13,89 %;  Fernando Nobre,  11,08 %; Francisco Lopes, 3,94 %; José Coelho 3,84 % e Defensor Moura, 0,86 %.

O povo decidiu, está decidido. Em democracia é assim.
Não gostei da campanha. Não apreciei muitas das intervenções dos líderes políticos  que ouvi na noite das eleições. Dos múltiplos comentários que surgiram, fiquei naquilo que me pareceu.

O que interessa agora é enfrentar  o presente e preparar o futuro. A politiquice foi-se.
O momento gravíssimo que atravessamos não perdoará mais faits divers.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Uma fé religiosa que está na alma de grande parte dos europeus

Hoje trago para aqui dois factos que mostram a realidade espiritual da Europa. O primeiro é fruto duma fé religiosa que está na alma de grande parte dos europeus. O outro é elucidativo da marginalização a que é votada a religião cristã nas mais altas instâncias da Europa, discriminando-a mesmo face a religiões muito minoritárias neste continente.


No dia 27 de Dezembro de 2010, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Ángel Maria Villar, e o treinador da selecção espanhola, Vicente dei Bosque, deslocaram-se a Santiago de Compostela para oferecerem ao Apóstolo São Tiago a taça do Campeonato Mundial de Futebol, conquistada pela Espanha. Quando fazia a oferta, Villar recordou que em Fevereiro de 2010 representantes da Federação de Espanha estiveram em Santiago para celebrar o centenário da organização e pedir "ajuda para superar os desafios no futebol espanhol a partir de então".

Num breve discurso diante duma multidão de gente, Ángel Maria Villar destacou a "devoção" própria e do mundo do futebol pelo padroeiro da Espanha e recordou que no mês de Abril de 2010 jogadores e dirigentes da selecção tinham pedido a São Tiago o sucesso no campeonato do mundo de futebol, realizado na África do Sul. E agradeceu:

"Era muito o que lhe pedíamos, mas confiávamos que atenderia o nosso pedido. E atendeu. Estamos hoje aqui com a Taça nas nossas mãos para brindar pelo nosso sucesso, porque, o Senhor, São Tiago, também nos ajudou a ser campeões do mundo".

Em contraponto, depois de muitos protestos, a Comissão Europeia vai fazer uma errata à agenda escolar que distribuiu por 3,2 milhões de estudantes em toda a Europa. A agenda, que custou a Bruxelas mais de 5 milhões de euros, assinala todas as festas religiosas judaicas e islâmicas, mas não as festas cristãs, como o Natal e Páscoa.

Afinal , os que trazem sempre na boca a palavra democracia mais uma vez deixaram o rabo de fora para que saibamos bem quais são as ideias de quem nos governa.
In O Amigo do Povo

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Na Freguesia de Tarouca, vota-se Centro Escolar de Tarouca

Acabou a campanha eleitoral. Amanhã é dia de reflexão e no domingo os portugueses são chamados às urnas.São as eleições presidenciais.

Como tantos e tantos, também não gostei desta campanha eleitoral que praticamente nada trouxe de novo ao são debate político. As politiquices, as intrigras e os ataques pessoais só servem para desmotivar e afastar o eleitorado.
As pessoas não se viram retratadas nas mensagens dos candidatos e ... passaram ao lado.
Que lugar ocupou a Europa nas comunicações dos candidatos? Que projectos de futuro? Que contributos sérios e sustentáveis apresentaram os candidatos para ajudar Portugal a sair da crise? Que ideias trouxeram para renovar e aperfeiçoar o actual sistema político onde parece que os portugueses não se revêm? Não será preciso renovar o sistema político para preservar a democracia? Penso que hoje o maior problema não será um golpe de estado que possa pôr fim à democria. O maior problema é a debandada das pessoas da política, o desinteresse pela causa pública.

De qualquer maneira, ficar em casa no próximo domingo nada resolve. Puxe pelos colarinhos da sua condição de cidadão. E vá às urnas. Vote em quem entender, mas não permita que outros decidam em sua vez.

Empresas estatais empregaram 40 ex-governantes

In Jornal da Beira
(Carregue com o rato no texto para este aparecer maior)