sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Amigo Visitante, desejo-lhe um Feliz Ano Novo


O novo ano pode não ser o melhor. Mas nós podemos ser melhores no ano novo.
O ano será novo não porque o tempo avança, mas porque a vida pode mudar.

Uma lágrima pode transformar-se numa flor; um desespero pode abrir portas à esperança; um desengano pode desaguar na confiança; o fundo do poço pode vir à superfície. Confie e lute pela esperança de um mundo novo que há-de vir!

A vossa amizade, visita, estímulo, apreço, concordância ou discordância sadias e correctas são um tesouro que muito prezo e que transporto para o novo ano.
Muita paz para todos.

Do fundo do coração, saúdo-vos com amizade.

"Liberdade religiosa, caminho para a Paz" - diz o Papa na Mensagem para o Dia Mundial da Paz

A liberdade religiosa é um direito tão enraizado na dignidade humana que deveria gozar de um estatuto especial: uma espécie de património comum, ao ponto de cada violação ser encarada como um crime contra a Humanidade.
Quem o defende é Bento XVI, na sua mais recente mensagem para o Dia Mundial da Paz. E fala disso a propósito do que se passa no Iraque e em várias regiões do mundo, onde não é permitido a cada um professar livremente a própria fé, sob pena de risco de vida.
Mas o Papa denuncia também ataques à liberdade religiosa noutras zonas do globo, onde a perseguição surge de forma mais sofisticada e subtil, contra crentes e símbolos religiosos. É nesta lista que Bento XVI inclui a Europa. E o Papa faz votos para que acabem as hostilidades e preconceitos contra os cristãos que desejam viver de modo coerente com o Evangelho. Sob pena de nunca se alcançar a paz.
No Iraque, tal como no Paquistão, na Terra Santa ou até mesmo em Inglaterra, Espanha ou Portugal.
Aura Miguel, RR online

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dois meses depois, a carta é devolvida!

Não, não é brincadeira. É mesmo realidade. Uma carta que enviei em 2 de Novembro, foi-me hoje devolvida.
Ah! Não a havia dirigido para a China ou Austrália. Nada disso. Tinha o endereço de Lisboa.
Fiquei espantado quando a recebi de volta e fui verificar o endereço, pois podia ter-me enganado. Estava certinho. Mas para tirar dúvidas, liguei para a pessoa a quem se dirigia a missiva. Tudo nos trinques.

Foi muito desagradável esta cena. A carta era importante. Fiquei em falta diante da pessoa sem qualquer responsabilidade minha. Hoje pedi desculpa por uma culpa que não tenho.
Aqui quem deve um pedido de desculpas são logicamente os correios.
Que serviços são estes? Que profissionalismo existe?
Claro, convém esclarecer para que não surjam dúvidas. Estou convencido que os Correios de Tarouca não têm absolutamente culpa nenhuma.
Mas que houve falhas gritantes nos serviços nacionais dos correios, isso houve.

A crise está por todo o lado, a começar pelos péssimos serviços que muitas vezes prestam algumas empresas.
E já que estamos aqui, não posso deixar de lembrar a EDP. Volta e meia, há falhas na corrente. Há pouco tempo, num dia com um frio de rachar, faltou a electricidade toda  a tarde. E aqueles que não têm outra fonte de energia para se aquecer? E se forem idosos ou crianças?
E quando as falhas repentinas de electricidade colocam electrodomésticos, computadores, etc em risco? Quem paga os prejuizos causados?
É que a EDP presta serviços muito caros e é ligeira nas cobranças. Por que razão não é assim ligeira na reparação dos prejuizos causados por deficiência ou falha nos serviços que presta?
Não podemos ser mais de "comer e calar". No uso da cidadania, o público consumidor tem que ser muito mais exigente em relação aos serviços caros que lhe são prestados  e à reparação de prejuizos causados por deficiência nesses serviços.

Nas antevésperas do Dia Mundial da Paz

Não existe um Caminho para a PAZ. A PAZ é o Caminho

A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos.

A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta.

A paz do coração é o paraíso dos homens.

Em tempo de paz o homem belicoso ataca-se a si próprio.

Ou você se cansa lutando pela paz ou morre.

Prefiro a paz mais injusta à mais justa das guerras.

A paz não pode ser mantida à força,só pode ser conseguida pela compreensão.

A paz que procuramos, muitas vezes, está no silêncio que não fazemos.

A paz exige quatro condições essenciais: verdade, justiça,amor e liberdade.

Liberdade religiosa, caminho para a paz.

Bem- Aventurados os pacíficos; porque  serão chamados filhos de Deus.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ENTRE CRISTÃOS PODERÁ HAVER CONDENAÇÕES?

Percebe-se que, por vezes, haja necessidade de advertir. Mas haverá alguma legitimidade para condenar?

A liberdade, pela sua própria natureza, preceitua a pluralidade e acolhe a diferença.

No quadro desta diferença, é admissível que haja alguém que funcione como alerta. O diálogo é tecido de fluência, influência e refluência. Em relação à verdade, ninguém é dono. Todos somos peregrinos na sua busca.

É por isso que, na liberdade, a descoberta não exclui a possibilidade do erro. Mas alguma vez será lícito o castigo por errar?

Só não erra quem não busca. Só não cai quem não caminha.

Hoje, graças a Deus, já não há execuções na fogueira. Mas, infelizmente, ainda sobram algumas imposições ao silêncio.

Aceita-se que nem tudo o que Leonardo Boff e Bernhard Häring escreveram esteja concorde com a ortodoxia. Percebe-se que, fraternalmente, se chame a atenção. Mas será que punir pelo que se pensa é uma atitude cristã?

Confesso que Leonardo Boff nunca fez perigar a minha fé. Pelo contrário, até acrescentou entusiasmo ao meu crer de adolescente e jovem.

Jesus Cristo Libertador, A Trindade é a melhor comunidade, A Graça libertadora no mundo ou A vida para além da morte mostram, para lá de recursos conceptuais, uma vibração enorme.

São livros que trouxeram o tesouro de sempre para o tempo de hoje. Mais: conseguiram arriscar, tomar uma posição. Os preteridos passaram a preferidos, a protagonistas. Quem? Os pobres.

O que Boff assinala em A Igreja, carisma e poder estará atravessado por algum excesso. Mas isso é o preço de quem não fica de braços cruzados.

Que houvesse um diálogo fraterno aceita-se. Mas que se imponha silêncio a quem faz da palavra forma de vida e instrumento de serviço é algo que deixa um desconforto na alma.

Reconheço que, embora caladamente, o acompanhamento do processo movido a Leonardo Boff foi das primeiras grandes decepções que tive na vida.

Entre cristãos, entre discípulos do mesmo Jesus, as coisas não poderiam ser resolvidas de outra maneira?

Será que um teólogo também não recebe inspiração?

Foi Paulo que disse que Jesus Cristo nos libertou para a liberdade.

É importante habituarmo-nos à largueza de horizontes de Cristo. E o próprio Cristo fala não apenas pela voz da autoridade.

Aliás, se a autoridade em nome de Cristo é um serviço, é como irmãos (e jamais como senhores) que temos de nos ver e como servos que temos sempre de nos comportar.

Um servo serve. Avisa. Mas nunca condena.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os casais que esperaram pelo casamento para terem sexo desfrutam depois de uma relação muito mais saudável com o seu parceiro

Há casais que parecem transpirar felicidade. Qual será o segredo? Um novo estudo vem avançar que os casais que esperam pelo casamento para terem relações sexuais, acabam por desfrutar de uma relação mais forte ao longo da vida.

Cientistas norte-americanos da Escola da Vida em Familia da Universidade de Brigham Young, no Utah, entrevistaram mais de 2 mil pessoas casadas acerca de quando tinham tido o seu primeiro parcerio sexual.

De acordo com o MailOnline, as análises dos resultados demonstram que os casais que esperaram pelo casamento para terem sexo desfrutam depois de uma relação muito mais saudável com o seu parceiro, do que aqueles que fizeram sexo numa fase mais inicial da sua relação.

Apesar de, hoje em dia, ser comum os casais explorarem a sua sexualidade antes de assumirem um compromisso a longo prazo, os investigadores argumentam que não se deve colocar muito ênfase no lado físico da relação descurando a confiança,lealdade e comprometimento.

O autor do estudo, o Professor Dean Busby, reconhece que as crenças religiosas têm neste tipo de escolhas uma influência decisiva, mas ressalva que «seja qual for a religião do casal, esperar ajuda a formar processos de comunicação melhores que ajudam a melhorar e dar estabilidade a uma relação».

Nos Estados Unidos existem muitos movimentos a favor da abstenção, ou seja, que defendem que a relação sexual só deve ser consumada depois do casamento.

In SOL

Não podemos estar sempre à espera do Estado e das Câmaras para tudo

Estavam ambos muito confusos com a situação actual.
O marido vivia preocupado com a crise, que bem sentia no pequeno estabelecimento que dirige, o futuro dos filhos, o desemprego, as dificuldades económicas que, segundo ele, se vão acentuar em 2011.
A esposa mostrava-se chocada com os dados que a comunicação tem revelado acerca do consumismo dos portugueses. Dizia que não compreendia como é que, em plena crise, os portugueses gastaram mais no Natal do que no ano passado; tudo o que seja transporte e local de passagem de ano esteja esgotado; tivesse aumentado o número de carros de luxo comprados...
O marido então referiu que, embora haja centenas de milhar no desemprego, há muitos portugueses com reformas milionárias, gestores que ganham escandalosamente, ricos que, como sempre, medram nas crises... E, disse, há ainda a mania portuguesa do dar nas vistas, do parecer, do não ficar atrás do vizinho. Aparece gente que pede emprestado para ter uma passagem de ano de arromba ou que se priva do essencial durante o ano só para gozar uma passagem de ano ou umas férias de 'encher o olho'.
Então a esposa procurou um estribo para a sua faladura:
- Lá diz o quarto mandamento: "Não cobiçar as coisas alheias."
Então interrompi:
- O quarto!? Olhe que não, olhe que não! É o décimo mandamento.
- Pois, sabe que essas coisas esquecem... O senhor também nos podia ajudar colocando a doutrina no blog da Paróquia. Sempre era uma ajudinha...
- E tenho posto, amiga!
- Os dez mandamentos não me recordo de lá ver...
- Pois, mas não tardará a encontrá-los. (Nota, já lá estão - aqui)

A conversa continuou. Agora virou para a solidariedade. E os três nos perguntámos: Quantas famílias na miséria poderiam ser ajudadas com os gastos supérfluos deste Natal e passagem de ano!? Quanto progresso poderia ser conseguido se tais gastos supérfluos fossem desviados para o bem comum?
Não podemos estar sempre à espera do Estado e das Câmaras para tudo. Não queremos o comunismo, mas depois no dia-a-dia procedemos como se vivêssemos num Estado comunista. O Estado e as Câmaras é que têm que:
- arranjar emprego para toda a gente;
- resolver o problema da pobreza;
- assistir aos necessitados;
- cuidar da educação dos jovens e crianças;
- fazer casas para os pobres, etc
Perante as entidades públicas, procedemos como uns coitadinhos à espera que cuidem de nós.
Como sociedade, que fazemos dos nossos direitos e deveres cívicos?
Onde está a livre iniciativa?
Onde pára a solidariedade quotidiana? Só aparece nos momentos de tragédia?

Quanto mais nos pusermos na dependência dos políticos, mas reforçamos o seu papel controleiro sobre nós; mais lhes damos importância, mas estimulamos as tendências para a corrupção e o compadrio e menos eles entendem que não são nossos 'donos', mas nossos servidores. 

O mais importante não tem preço

- Não se compra o ar que se respira;
- Não se compra o amor de uma mãe;
- Não se compram os verdadeiros amigos;
- Não se compra uma informação na rua;
- Não se compra um sorriso autêntico;
- Não se compra a vida, deram-no-la;
- Não se compra o tempo que um amigo nos oferece para nos ouvir;
- Não se compra o pensamento;
- Não se compram os sentimentos;
- Não se compra o 'Bom Dia'  quotidiano;
- Não se compra a visão de uma paisagem;
- Não se compram a boleia que nos oferecem, o colo que nos deram em meninos, os seios que nos amamentaram;
- Não se compra a consciência íntegra de uma pessoa de bem;
- Não se compra o respeito, merece-se;
-  Não se compram as palavras, os gestos e as posturas de amizade....

GRATUITO É O AMOR MISERICORDIOSO DE DEUS QUE SEMPRE NOS ENVOLVE.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O silêncio e as palavras

O PEC no seu bolso

Veja aqui

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Família é uma instituição em mudança ou já superada?

A família é a célula base da Igreja e da sociedade, mas está a passar por uma transformação profunda...
É uma instituição divina, por isso permanente...

Mas o modo de viver em família pode mudar através dos tempos.

- Na Família do Passado, primava a relação vertical: uma instituição fechada, de cunho patriarcal.
O Pai detinha a autoridade e era responsável pela parte económica; a Mãe atendia aos afazeres domésticos e cuidava dos filhos (numerosos); os filhos submetidos à autoridade paterna.
= Dava-se muito valor à AUTORIDADE...

- Na Família Atual, primam as relações horizontais dentro da família. Dá-se preferência ao DIÁLOGO, à corresponsabilidade, à igualdade, ao companheirismo e à amizade entre marido e esposa, entre pais e filhos.
= Contudo a família sofre hoje muitas influências negativas e muitos fatores de desagregação...

Quais os valores básicos e permanentes na família?- Comunhão inter-pessoal de Amor e de Vida...
O Amor fiel, único, exclusivo, totalizante e para sempre...
Os Filhos não são vistos como propriedade ou bens adquiridos para o egoísmo possessivo de seus pais, mas como vida e prolongamento vital de um amor pessoal, que educa e orienta para a liberdade responsável.
"A família é a fonte da vida e o berço da fé." (João Paulo II)

- Comunidade aberta aos valores do mundo de hoje: a solidariedade, a responsabilidade, a fraternidade, e o compromisso com os direitos humanos...

- Igreja doméstica: Só assim a família cristã testemunhará a fé, a esperança e a caridade.
Uma igreja doméstica que contribui para a santificação do mundo, a partir de dentro, à maneira de fermento.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Especialmente para si, um Santo Natal

Aos que:
-   por aqui passam,
-  nos visitam de passagem,
- diariamente nos acompanham,
- partilham da nossa mundividência cristã,
- deixam comentários que incentivam,
- casualmente aparecem neste espaço de encontro, de reflexão e de partilha,
- voltarão, e àqueles que não fazem tenções de cá voltar,
- amigos do blogue, e a todos os que tenham algum momento com este blogue,
- homens e mulheres de boa vontade:

Um Santo Natal, e que a ternura do Presépio, onde nos encontramos com Jesus, Maria e José, acalentem a nossa esperança e nos comprometam com o bem e com a verdade, na vivência da caridade cristã, ao jeito de Jesus Cristo, Aquele que dá a vida por nós...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

UM PRESÉPIO EM CONSTRUÇÃO

Chamo-me Centro Paroquial Santa Helena da Cruz.
Sei que há centenas de crianças à minha espera. Como também sei que há jovens, grupos paroquiais, pais e muita outra gente que aguarda que eu possa abrir as minhas portas para os acolher e lhes oferecer as condições que todos merecem.
Também conheço bem o desafio que represento para Comunidade Paroquial de São Pedro de Tarouca.
Sem querer ser vaidoso, penso que sou o maior desafio cristão desde que os nossos antepassados edificaram a Igreja Paroquial há cerca de 700 anos.
Cabe a esta geração edificar-me para me oferecer às gerações presentes e futuras.
Bem sei que os tempos são de crise. Mas não é nas horas difíceis que se vê o que valem as pessoas!?
Como vosso amigo, saúdo-vos com amizade e enorme desejo de a todos acolher na paz e na harmonia.Santo Natal e Feliz Ano Novo!



Nas Missas deste Natal e Ano Novo
Ao saudar a Imagem do Menino,
Deixe a sua generesa oferta
Para o Centro Paroquial,
Presépio de todo o povo.
--
 As pessoas podem contribuir para o Centro Paroquial:
1. Entregando a sua oferta a qualquer membro do Conselho Económico;
2. Entregando na Igreja ao Senhor Sacristão;
3. Enviando cheque ou vale de correio para:
Centro Paroquial Santa Helena da Cruz - 3610-Tarouca

Também podem depositar a sua oferta:
- através do NIB 0045 3140 40078731526 10 (Crédito Agrícola), caso more em Portugal;
- através do IBAN PT50 0045 3140 4007 8731 5261 0 (Crédito Agrícola), end. SWIFT/BIC:CCCMPTPL, caso more no estrangeiro.
Obrigado!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CORRESPONSÁVEIS NA ESPERANÇA

Mensagem dos Bispos de Portugal em tempo de Natal
Ocorre este Natal em circunstâncias dramáticas para muitas pessoas e famílias de Portugal, razão por que enviamos colectivamente esta mensagem natalícia aos cristãos e a todos os que se queiram deixar interpelar pela nossa voz. O Natal de Jesus Cristo, Deus feito homem, tem de celebrar-se em comunhão, afectiva e efectiva, com a vida dos homens e mulheres do nosso tempo.
A crise actual veio tornar ainda mais visíveis dramas sociais já antigos e provocar outros que pareciam de todo improváveis. A crise não só tornou mais patentes as grandes carências das pessoas e famílias pobres e excluídas, como aumentou, gravemente, o número das que, por via do desemprego, perderam os seus níveis de rendimento e o seu estatuto social, caindo em situações que, outrora, não se imaginavam possíveis. Por esse ou outros motivos, cresceu, a um nível preocupante, o número dos «novos pobres» forçados à humilhação de assim se exporem, uma situação que muitos têm dificuldade quase inultrapassável de superar.
 
1. Problemas e causas
Não pretendemos elencar aqui os diferentes problemas que afectam as populações do nosso país. Mas não podemos dispensar-nos de reflectir sobre as suas causas, sem prejuízo do atendimento diário de cada pessoa e família em situação de carência, reconhecendo que, na base das causas financeiras e económicas da crise, figura o menosprezo de valores e de princípios éticos fundamentais (cf. Bento XVI, «Caritas in Veritate», nn. 21, 53, 45 e 65).
Entre as causas mais visíveis, realçamos os poderosos interesses incontroláveis, nacionais e transnacionais, a falta de coragem e verdade governativas, os exagerados interesses individuais, a desregulação dos mercados, a circulação descontrolada de capitais, a competitividade desumana e sem limites, a cultura e a prática das desigualdades sociais, a insuficiência do diálogo e da concertação, a promoção do consumismo, a rejeição da sobriedade e da poupança. Se, por um lado, parece até que se pretende superar a crise sem intervir nas suas causas, por outro, muitas forças que pretendem essa intervenção quase se limitam à contestação sistemática da ordem vigente, sem formularem propostas consistentes e sem experimentarem, no concreto, as suas opções, tornando a governação do mundo e do país muito difícil.

2. Construção da esperança
No caminho inverso, o da construção da esperança, não podemos ignorar alguns avanços conseguidos ao longo dos séculos e, especialmente nas últimas décadas, destacamos, entre eles, a democracia, a generalização do acesso ao ensino, a legislação acerca da escolha livre da família no que toca à educação, a preocupação pela segurança interna, a cooperação no âmbito da União Europeia e na esfera internacional.
É evidente como vários sectores da sociedade têm contribuído, em maior ou menor grau, para os avanços conseguidos. Na perspectiva cristã, é legítimo afirmar que estamos diante de sinais da presença de Deus no mundo, com uma tríplice interpelação: o reconhecimento do bem que existe; o dizer não ao desperdício de tão valioso património; e a superação dos males que persistem. Apontamos alguns obstáculos à esperança mais graves e visíveis: injustiças e desigualdades gritantes, desemprego e frustrações pessoais e colectivas, pobreza e exclusão social que «bradam aos céus», manifestações de violência doméstica e colectiva, propensão difusa para o derrotismo, cultura do individualismo, falta de aplicação ética no domínio público.
Todos nos rebelamos contra estas realidades e somos convidados a assumir a nossa corresponsabilidade na família, no trabalho, na vida associativa, na participação política, na promoção do desenvolvimento, na valorização da escolaridade e da imprescindível liberdade de ensino, no lançamento de iniciativas económicas, ou outras, na criação de emprego, na formação humana e profissional, na acção solidária a favor das pessoas mais pobres e excluídas.

3. Corresponsabilidade universal
Corresponsabilidade na esperança é o desafio que nos interpela em cada dia. Sem deixar de apontar a singular responsabilidade dos governantes e dos que possuem cargos públicos, todos somos corresponsáveis, em maior ou menor grau, pelas causas da crise e pela sua superação. Na corresponsabilidade assumida constrói-se a esperança e abrem-se caminhos mais gratificantes às gerações futuras. Mesmo que, pela nossa situação ou momento histórico em que vivemos não houvesse motivo para esperar, somos instantemente convidados à esperança (cf. Bento XVI, «Spe Salvi», n. 35).
Todos os cidadãos e suas instituições, empresas e outras organizações são sujeitos activos e destinatários da corresponsabilidade; e esta configura-se mais justa se tiver a pessoa humana no centro das suas motivações. Para que assim aconteça efectivamente, deveria promover-se, a partir do nível local: o conhecimento de todas as situações de carência, a procura das respectivas soluções, mesmo provisórias enquanto não forem viáveis as mais definitivas, e a integração deste esforço numa estratégia nacional de desenvolvimento humano justo e solidário. Tal estratégia será tanto mais sólida quanto melhor conciliar a acção que parte da base com a que parte da cúpula.
A gravidade extrema da crise actual e a nossa corresponsabilidade perante ela tornam imperioso o empenhamento sério de todos, nomeadamente pelo diálogo social, pela negociação colectiva e pela concertação. Estamos convictos de que será através do diálogo, da negociação e da concertação que os diferentes interesses e pontos de vista procederão ao esclarecimento e à procura de soluções comuns. Quanto mais se avançar nesta procura de entendimentos e se preservar o respeito recíproco, mais se viabilizam a superação da crise e o desenvolvimento integral.

4. Compromisso solidário da Igreja
Convidamos os católicos e as comunidades eclesiais a um forte empenho nalgumas linhas de acção: a criação e o funcionamento dos grupos paroquiais de acção social, em colaboração com a Cáritas, as Conferências de S. Vicente de Paulo e outras instituições; o tratamento e difusão de estatísticas como fonte de conhecimento, de consciência social e de intervenção junto de entidades públicas e privadas; a promoção do diálogo social entre trabalhadores e empresários, e entre diferentes quadrantes políticos, procurando os consensos possíveis e testemunhando uma acção comum indispensável na sociedade, na economia, na cultura e na política; o aproveitamento do Fundo Social Solidário, de carácter emergente, recentemente aprovado pela Conferência Episcopal, que poderá funcionar como pólo dinamizador da acção conjunta a desenvolver.
A gravidade da situação actual, em determinados casos, não permite adiamentos. Torna-se urgente redescobrir o verdadeiro e concreto significado da caridade cristã numa variedade de propostas e intervenções imediatas de proximidade. Só suscitando e promovendo um novo «estilo de vida» não dominado pela pressão consumista mas orientado pela sobriedade, será possível partilhar, em termos institucionais e pessoais, respondendo a situações gravíssimas de pobreza envergonhada. Reconhecemos que, seguindo o estilo do Bom Samaritano, a caridade chega onde os mecanismos institucionais não penetram.
Todas as crises são desafio a ultrapassar os nossos comodismos em favor dos mais carenciados. Nesse sentido, a celebração do Ano Europeu do Voluntariado em 2011 é uma ocasião propícia para estreitar laços com os mais necessitados, em gestos e atitudes de serviço gratuito.

5. Esperança na verdade
Apesar de tudo, e por vezes contra tudo, a esperança é possível, desde que queiramos construí-la seriamente, porque, tal como Bento XVI afirmou relativamente à caridade, também a esperança só pode ser construída na verdade: na aceitação das responsabilidades individuais e colectivas que estão na origem da crise, na coerência dos comportamentos políticos, sociais e económicos indispensáveis à sua superação e na afirmação da solidariedade, cuja bandeira tantas vezes se desfralda em vão.
É a esperança, assim fundamentada, que é preciso construir, manter e divulgar. O tempo de Natal convida a este anúncio da corresponsabilidade de todos e cada um para uma nova consciência do bem comum como força e coragem para a promoção da dignidade humana de todos os Portugueses. Que os pobres experimentem a ternura da Igreja em Portugal, através de gestos concretos de partilha e solidariedade. A aceitação positiva das privações é fundamental para ultrapassarmos a presente crise com esperança, contribuindo para o bem de toda a comunidade.
Celebrar o Natal é reviver a confiança que Deus põe na pessoa humana, em solidariedade total, sem fronteiras entre o céu e a terra. «Cristo é a nossa esperança» (1 Tm 1,1). Festejar o Natal de Cristo é fortalecer e dar futuro à esperança na sociedade, nas famílias, nos locais de trabalho, no coração de cada homem e mulher.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ALMAS PERFUMADAS

Faça duplo clic na imagem para ver bem o filme.

Vamos fazer dois presépios ao vivo?

Vamos imaginar que fazíamos dois presépios ao vivo. Precisamos de escolher as personagens.
Ah! É necessário levar a escolha a sério e sem preconceitos ou partidarites.
Então vamos tentar escolher as pessoas certas para a representação...

Presépio a nível local
Indique quem faria de:
- Menino Jesus
- Maria
- José
- Pastores
- Magos
- Herodes
- Habitantes de Belém que não tiveram lugar nas suas casas para Jesus nascer.

Presépio a nível nacional
Indique quem faria de:
- Menino Jesus
- Maria
- José
- Pastores
- Magos
- Herodes
- Habitantes de Belém que não tiveram lugar nas suas casas para Jesus nascer.

Peço-lhe. Participe. Com seriedade.
Obrigado.

Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma

As abelhas e as formigas "entendem" muito mais de Cristianismo do que nós...

O bondoso D. Helder da Câmara disse tudo: " Se pergunto pelos pobres, chamam-me santo; se pergunto porque há pobres, chamam-me comunista". Para acabar com a miséria e a pobreza no mundo, são necessárias políticas económicas e sociais consequentes, que passem por uma efectiva partilha de bens. Ou seja, é necessário o verdadeiro Cristianismo de Jesus de Nazaré. Mas nós vamos continuar a querer conciliar o inconciliável.Claro que uma aprofundada visão da vida interpela-nos a todos para uma grande mudança interior, que depois se reflectiria numa genuína economia de cooperação e partilha. Repito: nas sociedades das abelhas e das formigas nenhum daqueles pequeninos seres passa privações. Porque será ? E porque é que os humanos, que se julgam tão inteligentes, não são capazes de alcançar o que as abelhas e as formigas já conseguem ? A resposta é fácil: as abelhas e as formigas "entendem" muito mais de Cristianismo do que nós...
Fonte: aqui