domingo, 19 de dezembro de 2010

Prece de Gandhi

sábado, 18 de dezembro de 2010

As 'ceias do natal' e os que não têm ceias

Abundam nesta época as 'ceias de Natal'. Hoje Bombeiros e Santa Casa tiveram a sua. Gostaria de ter estado em ambas, não pela 'ceia', mas pelas pessoas. Mas o dom da ubiquidade eu não possuo. Passei pela Santa  Casa onde era necessário que estivesse por causa da Eucaristia.
Gostei. Pela simplicidade, pela alegria, pelo convívio. A Eucaristia, animada pelo coral da Santa Casa, soou a Natal. Procurei que fosse uma Eucaristia encarnada na vida, nos seus dramas e nas suas esperanças.
Antes havia decorrido a tarde recreativa, animada e participada como sempre. Seguiu-se a "ceia", a que presidiu o senhor Bispo. Senti as pessoas alegres, satisfeitas e participativas. Parabéns às 4  funcionárias homenageadas pelos seus 10 anos de serviço à instituição.
Tanto o Provedor como o Bispo falaram da necessidade de ir ao encontro dos necessitados, à semelhança do samaritano do Evangelho que foi ao encontro do homem caída na valeta do caminho. Hoje é sobretudo o desafio da 'pobreza envergonhada' a exigir atenção e presença.
Um abraço a todos os Bombeiros por quem sinto uma grande amizade e admiração. Não estive com eles porque não pude, mas estive em espírito.

Nas várias conversas que tive com as pessoas, ressaltou a preocupação com os necessitados, até porque se avizinha um 2011 que, por aquilo que vamos ouvindo e lendo, será muito difícil. Gostei daquele projecto, amigo Presidente da Junta. Conte com a minha colaboração. Oxalá não seja preciso, ms se for, estamos cá.

Uma coisa me incomoda. E há quem goste de o fazer. Nunca se deve expor situações concretas de pobrezas. Já basta às pessoas o que sofrem. Nunca venhamos para a praça pública  infernizar ainda mais o sofrimento de tanta gente. Ajudemos efecticamente, decididamente. Todos. Não  expunhamos a miséria das pessoas. O Evangelho ensina-nos: "Não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita."

Há vampiros. Gente sem escrúpulos que se atreve a ir buscar aquilo que se destina aos pobres. A Santa Casa tem víveres, mas são para atender quem necessita. Os oportunistas e chacais não sujem as mãos com aquilo de que os necessitados carecem.

Existem casos a reclamar que técnicos sociais desçam ao terreno. Precisamos muito mais de gente que suje as botas nas vidas enlameadas do sofrimento do que de gente sentada na cadeira aquecida dos gabinetes. Menos papéis, mas muito mais serviço.

O Estado está como todos sabemos. Endividado até às orelhas. Tem que ser a sociedade civil que, no uso da sua cidadania, se mobilize para socorrer quem precisa. Só os cristãos? Nem pensar. TODOS! Ser solidário é ser humano. Já o Pai Américo dos Gaiatos desafiava: "Cada comunidade cuide dos seus pobres."
Então será Natal.

Natal na vida e vida com com Natal

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DE SETE EM SETE SEGUNDOS, ELE VOLTA A MORRER

Daqui a uma semana, na noite de Natal, quando tiveres a tua casa cheia e a tua mesa farta, não esqueças que, de sete em sete segundos(!), uma criança com menos de dez anos morre no mundo.

Motivo? A fome! Só este ano terão morrido seis milhões de pessoas por causa da fome! Alguém poderá dormir descansado? 

O Menino que para nós nasceu, há mais de dois mil anos, agoniza, cheio de fome, nessa multitudinária legião de irmãos nossos!

Se Ele é, de facto, diferente, quem pode permanecer indiferente?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O elogio na família

Hoje vou falar do elogio. É que há dias deparei-me com um estudo sobre o poder do elogio. Um elogio feito na hora certa e com sinceridade tem um poder verdadeiramente transformador. Ele funciona como uma poderosa fonte de encorajamento, inspiração e motivação para quem o recebe, elevando o ego e reforçando a autoconfiança.


O estudo que referi foi feito por terapeutas que trabalham com famílias. Nele se nota que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, deixa de existir carinho, as qualidades não são valorizadas, só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se valorizando os defeitos dos outros. Essa é uma das razões por que os relacionamentos de hoje não duram. Esta ausência de elogio tem afectado significativamente as famílias.

Comecemos a valorizar as nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza dos nossos parceiros ou parceiras, o comportamento dos nossos filhos.

O interessante do elogio é que ele faz bem não só a quem o recebe, mas também a quem o faz. Quando elogiamos, mostramos apreço pelas pessoas, ganhamos em relacionamento inter-pessoal, exercitamos a boa convivência, e podemos mesmo ajudar a pessoa a ultrapassar pessimismos e a superar-se.

Porém não basta só elogiar, é preciso fazê-lo de uma forma coerente, sincera e principalmente de forma correcta. Aquele que elogia tudo e todos pode estar mesmo a contribuir negativamente para a valorização da pessoa.

Vemos com muita frequência pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, outras pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência têm mesmo a obrigação de cuidar do corpo, da própria imagem.

Vamos aprender a valorizar os que lidam connosco. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer sentir-se querido, a boa dona de casa valorizada, enfim vivemos numa sociedade em cada um de nós precisa do outro; é impossível alguém viver sozinho, e os elogios são uma motivação e um motor poderoso na vida de qualquer pessoa.
In O Amigo do Povo

Se cada família desta paróquia, residente ou emigrante, prescindisse do supérfluo neste Natal em favor do Centro paroquial, penso que teríamos a obra paga!

Não tem  nada a ver com crise de fé. Graças a Deus, se há  verdade  que me enche a alma e a vida, é a fé na Ressurreição. Por isso, sinto a Páscoa como a Festa das festas. É a minha verdadeira festa. Gosto do Natal, mas quase já nem se consegue enxergar o Natal, tal a sobrecarga de natais.
A Páscoa diz-me o indizível. Soa a Primavera, a novo, a esperança, a vitória, a infinito, a mundo novo. Tudo na Páscoa me encanta, me diz, me enleva.

De qualquer forma, estes dias têm sido marcados pela nostalgia. É a humanidade a ressentir-se. Custa-me sempre a morte de alguém, mas o falecimento do Diác. Amorim marcou-me. Não, não é tanto pela falta que faz à família e à comunidade. É sobretudo porque quando parte um amigo, parte também um bocadinho de nós.
Uns dias antes de ele saber que tinha de ser internado no hospital, preocupado com a sua saúde,  estive a conversar com ele. Falei-lhe que não o queria stressado com os serviços paroquiais que desempenhava, que eu iria arranjar outras formas de o aligeirar dessas tarefas. Disse-me redondamente que não, que não me preocupasse, que ele continuaria a desempenhar a sua missão, que o faria mais devagar, mas continuaria. Mais uma vez, me edificou. Num tempo em que as pessoas desistem tão facilmente face a qualquer contrariedade, ele personalizava a fidelidade até ao fim, até à cruz.
Quase todos as as semanas, por um motivo ou outro, vinha visitar-me. Agora a campainha já não toca. Em cada sábado, na Missa com crianças, e em cada domingo, na 'Missa do dia', aí estava ele na sacristia, paramentado à minha espera. E agora, por mais que olhe para a porta, já não aparece. Quando chegava a Cravaz para a Eucaristia, lá estava nas escadas à minha espera, acompanhava-me à sacristia, proclamava a Palavra de Deus, ajudava na distribuição da Sagrada Comunhão. Esperava por mim e caminhávamos até sua casa para a refeição que amigavelmente me oferecia. Enquanto esperávamos pelo jantar, conversávamos, desabafávamos, partilhávamos, projectávamos. Eu vou continuar a entrar naquela casa pelo imenso carinho que sinto pela D. Maria Augusta e sua família, mas vai-me custar imenso. Vai estar sem o vermos.

Talvez esta situação nostálgica agrave em mim algum indiferença face ao Natal social. Claro que quero ajoelhar e contemplar o mistério da Encarnação, isso não está em causa. O Natal como de há tempos a esta parte o ocidente o comemora não me diz nada. É um folclore de cartões, votos de boas festas, textos e postais barrocos, ceias de natal, presentes... Até a solidariedade me parece postiça nesta época.
Depois indignam-me as imensas contradições sociais. Enquanto cada vez mais gente cai nas amarras da pobreza, há um punhado que medra como silvas. Os carros de luxo e outros objectos caros continuam em expansão como provocação à miséria de tantos que vão ter uma ceia de Natal graças à solidariedade; entretanto já estão lutados aviões e hotéis para a passagens de ano, enquanto cada vez mais engrossa a fileira dos desempregados.

Penso que  haveria uma maneira de celebrar hoje o  Natal. Uma enorme manifestação, pacífica e solidária, por todo o ocidente, a exigir aos governantes do mundo que metam as finanças sanguessugas na ordem, a exigir stop a esta capitalismo selvagem que vai tornando cada vez mais o homem lobo do homem.
O Natal social cheira muito a ópio do povo, a barroquismo com que os donos do dinheiro querem adormecer as pessoas para as sugarem.

E porque sonhar não ocupa lugar nem paga impostos, penso num Natal em que o mistério da Encarnação contamine o mundo com o virus da solidariedade, da paz, da igualdade e da fraternidade.
Penso num Natal sem a asfixia do comércio e sem o império da publicidade que esvaziam as gentes.
Penso num Natal sem correrias loucas, sem prendas inúteis e ostentatórias.
Penso num Natal onde o Menino de Belém seja o centro, a revolução, a transformação.
Penso num Natal sem "pai natal", mas cheio da Luz libertadora de Deus.
Penso num Natal onde o mais belo sejam a contemplação e o acolhimento do Deus que chega.
penso num Natal que liberte o homem e a sociedade para 365 dias de solidariedade, fraternidade e justiça social.

Mais uma vez hoje passei pelas obras do Centro Paroquial que é companheiro dos meus pensamentos e preocupações diárias.Sempre que ali estou, invariavelmente, sonho. Com espaços para acolher as dezenas de crianças que temos, os jovens, os grupos paroquiais, os pais, os idosos... Sonho com a casa comum da comunidade. A casa da paz.
Hoje veio-me este pensamento: " Se cada família desta paróquia, residente ou emigrante, prescindisse do supérfluo neste Natal em favor do Centro paroquial, penso que teríamos a obra paga!"
Enfim, sonhar não custa.
Mais, estou convencido que seria, hoje e aqui, a melhor forma de celebrar o Natal.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O princípio da desconfiança

Nos últimos tempos, José Sócrates saiu do esconderijo onde se protege do opróbrio de ter metido o país na bancarrota, pela única razão que normalmente o motiva a mostrar-se: comemorar e recomemorar um feito, uma percentagem. Aqui, a subida dos nossos alunos nos testes PISA de 2009. Ofereceu dois dias de entrevista ao Diário de Notícias. E exclamou, ufano: "É a prova de que os nossos alunos sabem mais."

Percebe-se. Mas ao mesmo tempo, pesando o histórico deste Governo em todas as modalidades de manipulação estatísticas e outras, perceba-se também a nossa prudência em julgar a façanha governativa. Não somos injustos. Somos isso mesmo: desconfiados.

Em democracia devemos desconfiar dos governos em geral e em Portugal, neste ano da graça de 2010, tudo recomenda que desconfiemos a dobrar. Antes de crenças, é da mais elementar prudência não deixar pedra por virar.

O Governo apresenta motivos plausíveis para sustentar que o estado da educação não é o que dizem oposições e alguns peritos. Consideramos, porém, contra essa argumentação, desde logo, que os alunos testados pelo PISA de 2009 não foram abrangidos pelas políticas educativas mais emblemáticas de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues. Mas devemos ir mais longe. Corramos as desconfianças até ao fim e analisemos a informação toda. E é aqui que batemos no segundo obstáculo: conhecemos o método aplicado, mas não sabemos as escolas indicadas pelo Governo tanto para a amostra de 2006 como para a de 2009. E, como lembrou há dias na blogosfera o especialista em Educação Paulo Guinote, precisávamos de conhecer esses dados em concreto, não só para podermos comparar 2006 com 2009, mas também para saber que critérios presidiram à amostra.

Infelizmente, nem o Ministério da Educação nem a OCDE afirmam ter condições para disponibilizar esses elementos. Ao email que enviei ontem para a OCDE sobre este ponto, foi-me respondido que a divulgação das escolas incluídas no projecto PISA é da competência exclusiva do Governo português. Pela sua parte, segundo notícias saídas na imprensa, o Ministério da Educação tem afirmado não as poder divulgar devido a um "acordo de confidencialidade" com a OCDE (a OCDE não confirma, pelo menos não me confirmou a mim, a existência desse "acordo de confidencialidade"). E não vejo aliás que suposto acordo confidencial entre o Governo e uma organização internacional pode impedir o Parlamento e qualquer cidadão de exigirem do Governo toda a informação pública relevante. Quais as razões que justificariam o segredo?

Por tudo isso, a pertinência de conhecermos estes elementos parece-me indiscutível já tentei apurar directamente junto do Ministério da Educação a sua resposta (fi-lo tarde, após ter recebido a resposta da OCDE, e por isso aguardo). Não vejo razão para que essa informação nos seja negada. Não vejo justificação admissível para tanto secretismo.

Podemos intuir que a selecção das escolas abrangidas pelos testes foi feita com mais cautela, porventura para que os resultados fossem melhores do que em 2006. Mas era preciso sair da intuição e analisar factos sólidos e contratos e saber quais foram. Como também afirma Guinote, mais do que demonstrar a teoria de uma conspiração que pode não ter existido, interessa-nos dispor dos elementos que permitam formar uma opinião esclarecida.

Até lá, cumpramos a nossa obrigação democrática de desconfiar. De todos os governos, e deste muito em particular. Não acusamos ninguém de manipulação. Queremos só saber se de facto avançámos ou se mudaram apenas a amostra. Sem transparência, não contem connosco para os festejos.
Pedro Lomba, in Público
Fonte: aqui

As mães nunca morrem

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mais de 42% dos desempregados não recebe subsídio

Mais de 42% dos desempregados registados não recebe qualquer subsídio de desemprego. Isto de acordo com os últimos dados publicados no Boletim Estatístico do GEP/MTSS, onde são denunciadas outras situações referentes ao número de portugueses que estão sem trabalho.

De acordo com os últimos dados apresentados pelo INE referentes ao 3º trimestre de 2010, o número de desempregados que não recebe qualquer subsídio de desemprego é superior, atingindo cerca de 292.700 pessoas (52% do total de desempregados), tendo em conta que a estimativa de desemprego do INE é superior à do IEFP (mais cerca de 58.500 desempregados). Em relação a Setembro, verificou-se uma redução de 2,2% e 10,1% no número de beneficiários do subsídio de desemprego e do subsídio social de desemprego respectivamente. O que significa mais 9423 desempregados deixaram de receber qualquer subsídio de desemprego durante o mês de Outubro (+4,2%), ou seja, 304 por dia, 13 por hora.

Acompanhe aqui a notícia.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quando me amei de verdade

Manuel Alegre: o Estado Social e a Segurança

Há cerca de um mês, Manuel Alegre declarou em Tavira:
- “O Estado social não é uma abstracção, são direitos sociais concretos de pessoas concretas”.
- “Sei que há pouco dinheiro mas tem que haver dinheiro para o essencial” disse Manuel Alegre. “Comigo na Presidência, garantiu, ninguém toca no SNS, na escola pública, na segurança social pública e nos direitos laborais dos trabalhadores”.
-  "Pois eu digo: veto e usarei todos os poderes presidenciais para defender esses direitos e para defender o conteúdo social da nossa democracia”. “Os direitos sociais são inseparáveis dos direitos políticos”.

Aliás a defesa do 'Estado Social' percorre os vários discurso da campanha do candidato à Presidência da República, Manuel Alegre, que é apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda.
Estado social: Serviço Nacional de Saúde, escola pública, segurança social pública, direitos laborais dos trabalhadores.

Não pretendo neste momento abordar a exequibilidade ou não do Estado social tal como é defendido por Manuel Alegre. Penso, contudo, que o imobilismo é a pior forma de defender os direitos sociais dos cidadãos.

O que  tem chamado a minha atenção é outro ponto. A ausência de referências no discurso de Alegre à insegurança em que vivem os cidadãos e seus bens.
Defende-se o Estado social, mas não se defendem os cidadãos. E a insegurança reinante é um facto concreto vivido por pessoas concretas.
E a segurança de pessoas e bens é um direito essencial, inseparável dos direitos políticos.
Alegre, que tanto cita a Constituição, sabe que esta garante a segurança das pessoas e dos seus bens.
Como se explica este vazio de referências à segurança no discurso de Alegre?

Se virmos bem, o tema "segurança" não é caro à extrema esquerda. Não faz parte das denúncias com que PC e BE nos matracam constantemente.
Ladrões, assaltantes, criminosos, malfeitores, violentos, etc, não merecem a denúncia clara, constante e adequada da extrema esquerda nacional.
Para a gente deste quadrante político, se um assaltante mata um polícia, fica o silêncio; mas se um polícia tem que dar uma coronhada num criminoso, ui! Fazem um escabeche da dimensão da Coreia do Norte!

Enfim, cada país tem a esquerda que merece!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Faleceu o Diácono Amorim

Acabam de mo comunicar. Faleceu o Diácono Amorim.
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Uma prece sentida por ele!
Que o Senhor o acolha no Seu Reino de Luz e de Paz.

O funeral será segunda-feira. O levantamento do corpo, em Cravaz, ocorrerá pelas 15 horas, seguindo-se a Eucaristia na Igreja Paroquial de onde o cortejo fúnebre partirá para o cemitério.

Veja aqui mais sobre o sr. Diác. Manuel Amorim.

"Envergonha-nos a todos saber que há portugueses com fome"

O Presidente da República considerou hoje que os portugueses têm de se sentir "envergonhados" por existirem em Portugal pessoas com fome, um "flagelo" que se tem propagado pelos mais desfavorecidos de forma "envergonhada e silenciosa".

"Nós temos de nos sentirmos envergonhados por estarmos no século XXI, Portugal ser uma democracia, ser um país que, apesar de tudo, está num desenvolvimento acima da média. No entanto, alguns de nós, alguns portugueses sofrem de carência alimentar", afirmou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final da apresentação da campanha "Direito à Alimentação", promovida pela AHRESP -- Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.
Sublinhando que apoiar esta campanha era para si "um dever moral", o Chefe de Estado recordou que "a alimentação é o direito básico do ser humano, fundamental para a sobrevivência, para a saúde e para o desenvolvimento".

"Envergonha-nos a todos saber que há portugueses com fome",
sublinhou, insistindo no alerta para a "pobreza envergonhada" que existe hoje em dia.

Ou seja, acrescentou Cavaco Silva, aquela pobreza que as pessoas têm dificuldade em manifestar porque até há pouco tempo viviam com "algum conforto".
Fonte: aqui

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dar a Cara pelos Direitos Humanos

Hoje, Dia Internacional dos Direitos Humanos

Veja aqui

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

6º Aniversário da elevação de Tarouca a Cidade



Em Sessão Solene realizada hoje no Salão Nobre da Câmara Municipal, e perante uma boa assistência,  foram evocados o 6º aniversário da elevação de Tarouca a Cidade e o centenário da implantação da República.
Depois de apresentar os eventos que tinham lugar, o Prof. Virgílio, evocou aquele 9 de Dezembro de 2004, quando 500 tarouquenses rumaram à Assembleia da República para presenciarem com emoção e entusiasmo a aprovação unânime pelos deputados da elevação de Tarouca a Cidade.
Servindo-se de slides atinentes ao caso, explicou o processo  seguido, os motivos - que foram essencialmente de ordem cultural, histórica e patrimonial - e falou da festa dos tarouquenses presentes no Parlamento e depois no Centro Cívico local.
O Presidente da Câmara situou a homenagem prestada na cerimónia a antigos e actuais vereadores, ao Presidente da Assembleia Municipal e ao Governador Civil, também presente. Frisou tratar-se de um reconhecimento a todos os que deram o seu melhor para o êxito da elevação de Tarouca a Cidade.
Depois os homenageados agradeceram. O Prof João Bernardo faliu daqueles que se agigantaram em ordem à restaruração do concelho face aos poderosos concelhos vizinhos. O Prof César, assumindo-se como duriense, afirmou também a sua condição de beirão. O Dr Amaro frisou que a elevação de Tarouca a cidade veio exigir mais da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia, salientando que o desenvolvimento social de um concelho passa também pelo desenvolvimento do conceito de cidadania. Valdemar Pereira assinalou que também esteve na Assembleia da República, vibrando com o feito conseguido. O Dr Miguel Ginestal, Governador Civil, disse que as amizades com Tarouca se funda no mútuo cumprimento da palavra. Sublinhou que o apoio ao projecto de elevação de Tarouca a Cidade se deveu ao facto de ser um projecto que unia os tarouquenses. Aludindo ao momento de crise pelo qual o país passa, falou de esperança a qual se vive e se transmite quando cada cidadão dá  quotidianamente o seu melhor.

A segunda parte, dedicada à celebração do centenário da República, foi orientada pelo Prof. Doutor José Esteves Rei, que contextuou a cerimónia e apresentou os oradores. Um  falou do ideal republicano e três debruçaram-se sobre figuras deste concelho ligadas ao republicanismo e à restauração do concelho.
O Prof. Doutor Amadeu de Carvalho Homem falou do ideal republicano no início do século. O P.e José Seixeira debruçou-se sobre José Leite de Vasconcelos. Vasco Lima centrou-se no Dr Vasco Teixeira, fundador da Porto Editora. A Drª Mónica Augusto dissertou sobre o Abade Castro e o seu papel preponderante na restauração do Concelho, que aconteceu a 13 de Janeiro de 1898.
A partir de Janeiro, o Sopé da Montanha publicará durante vários números o trabalho apresentado pela Drª Mónica, já que o Abade Castro foi filho desta terra e nela desempenhou relevantes serviços.

Cuidado com a calúnia!

Dizem os dicionários que calúnia é uma afirmação falsa, atribuindo factos criminosos ou desonrosos a alguém que se sabe que não os cometeu.


Antigamente os meios para espalhar uma calúnia eram muito menos. Hoje estão ao alcance de qualquer pessoa meios poderosos de espalhar uma mentira grave a respeito de uma pessoa.

Muitas vezes seremos até nós, sem querer, os meios de difundir essas mentiras caluniosas que ouvimos ou vemos nos meios de comunicação e depois transmitimos a outros.

Quem já foi vítima de uma coisa dessas sabe avaliar muito bem o prejuízo que acarreta.

O Catecismo da Igreja Católica no artigo 2477 diz textualmente: «O respeito à reputação das pessoas proíbe qualquer atitude e palavra capazes de causar um prejuízo injusto. Torna-se culpado: ...... de calúnia aquele que, por palavras contrárias à verdade, prejudica a reputação dos outros e dá ocasião a falsos juízos a respeito deles».

A calúnia destrói a reputação e a honra do próximo. Dessa forma, a maledicência e a calúnia ferem gravemente as virtudes da justiça e da caridade.

Conta-se que alguém na confissão se acusou de levantar uma calúnia a outra pessoa e o sacerdote lhe deu a seguinte penitência:

«Vá a casa, mate uma galinha e traga-me todas as penas dela".

O penitente assim fez e, ao entregar as penas ao padre, este disse-lhe:

«Agora suba até àquele monte e solte as penas todas. Depois apanhe-as de novo e traga-mas».

A pessoa lá fez o que lhe foi mandado mas voltou com menos de metade das penas pois muitas tinham voado para parte incerta e não conseguiu apanhá-las.

«Assim é a calúnia: uma vez lançada ao ar, espalha-se de tal modo que é impossível, por mais que se queira, repor a verdade» – disse o confessor.

Se as pessoas pensassem melhor nas consequências que pode ter uma calúnia, decerto muitas não se atreveriam a espalhar mentiras graves contra outras. Se acreditamos que um dia vamos ser julgados por Deus, então tenhamos cautela com pecados destes pois podem ter consequências tão graves como matar uma pessoa.
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Côngrua Paroquial

Todos somos responsáveis
pela presença da Igreja
no coração do mundo!

Acompanhe aqui

8 de Dezembro: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - PADROEIRA DE PORTUGAL

Deve-se ao rei D. João IV o facto de Nossa Senhora da Conceição ter sido proclamada Padroeira de Portugal, por proposta sua, durante as Cortes reunidas em Lisboa desde 28 de Dezembro de 1645 até 16 de Março de 1646, afirmando o soberano «que a Virgem Maria foi concebida sem pecado original» e comprometendo-se a doar em seu nome, em nome de seu filho e dos seus sucessores à Santa Casa da Conceição, em Vila Viçosa, «cinquenta cruzados de oiro em cada ano», como sinal de tributo e vassalagem, a dar continuidade à devoção de D. Afonso Henriques, que tomara a Senhora por advogada pessoal e de seus sucessores.
O acto da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, efectuado com a maior solenidade pelo monarca a 25 de Março desse ano (1646), alargou-se a todo o País, com o povo, à noite, a entoar cânticos de júbilo pelas ruas, para celebrar a Conceição imaculada da Virgem, ou, mais precisamente, a Maternidade Divina de Maria. Assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, não voltando por isso, desde aí, nenhum dos nossos reis a ostentar a coroa, direito que passou a pertencer apenas à Excelsa Rainha, Mãe de Deus.
Em 1648 D. João IV manda cunhar moedas de ouro e de prata, tendo numa das faces a imagem da Imaculada Conceição com a legenda Tutelaris Regni – Padroeira do Reino. Em 1654 ordena que sejam postas em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares do reino pedras lavradas com uma inscrição alusiva à Imaculada Conceição (lápides essas ainda hoje existentes em certos locais).
Fonte: aqui