sábado, 9 de janeiro de 2010

Que lhe diz esta imagem?


- Um jovem a meditar? Ui, parece-me raríssimo hoje... Os jovens actuais sintonizam é com o barulho, a fuga, a evasão. Interioridade? Reflexão? Entrada dentro de si? Muito raro...
- Jovem em oração? Bué de chato! Lá as músicas do telemóvel, do computador, os jogos, a disco ... isso é que é fixe, meu!
- Jovem que experimenta momentos de abatimento, solidão, incompreensão? Porventura. Afinal a night, as roupas caras, o "roço", as bebidas... não preenchem o vazio que a juventude vai experimentando. Há muito mais vida para além disto. Sobretudo a necessidade de amar e ser amado.
- Jovem apreensivo com o futuro? Pode acontecer. Com a multidão de jovens licenciados no desemprego, que admira a apreensão?
- Jovem desiludido com o "amor"? Mas os amores actuais são muito superficiais. Se este amor não dá, parte-se para outro...
Que lhe parece? Deixe a sua opinião. Obrigado.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Parlamento aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

Veja aqui a notícia:
http://noticias.sapo.pt/especial/casamento_gay/2010/01/08/aprovado_casamento/index.html

Veja agora o que pensa a Igreja:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77114

Portugal tornou-se o oitavo país do mundo
a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo
Em alguma coisa haveríamos de ser dos primeiros!!!
Em questões fracturantes, o nosso país está na frente! Triste sina a nossa! Em tudo o que seja atacar e destruir valores, esteios de dignidade, forças de humanização, os nossos políticos estão na linha da frente!

Mas onde estão eles quando se trata de:
- Estancar o desemprego que já vai nos 10%?
- Combater o endividamento externo, a dívida pública e a falta de competitividade e produtividade?
- Diminuir as desigualdades sociais que crescem como cogumelos? Ainda hoje o Correia da Manhã informa que "Carros de luxo resistem à crise. A Porsche tem já 40 encomendas para este ano....
- Cumprir as promessas que fizeram ao eleitorado? Ou alguns só têm "escrúpulos democráticos" quando querem avançar com leis fracturantes???
- Combater as esperas nos hospitais, melhorar o serviço de saúde e disponibilizar médicos aos portugueses?
- Combater a corrupção a sério e decididamente?
- Combater os lobbies que dominam e minam a nossa vida pública?
- Nos ouvir sem medo de nos ouvir? (Esta da recusa do referendo diz muito da sua democraticidade...)
- Nos proporem uma ideia de Portugal que não vegete apenas pelas energias renováveis e pelos "Magalhães"?...
- Combater a insegurança que mina como cancro a nossa vida colectiva?
- Etc, etc, etc

O CASAMENTO envolve antropologicamente, naturalmente e culturalmente um HOMEM e uma MULHER - espaço de amor e de vida.
É demagógico querer tratar por igual aquilo que é diferente. A macieira não tem direito a ser pereira só porque também é árvore... Um loiro não se pode sentir descriminado pelo facto de não ser negro...

Compete-nos respeitar toda a pessoa, todas as maiorias e todas as minorias, sem "guetos" nem ostracizações. Mas haverá respeito quando tenta impor o igual onde naturalmente há o diferente?

Para si, o que é a família?

A Família é a única comunidade
em que todo o homem
«é amado por si mesmo», pelo que é
e não pelo que possui.

SER FAMÍLIA É:
- A mãe que enfrenta, com um sorriso mais um dia de trabalho, depois duma noite em claro, porque o filho de 3 anos não lhe largou a mão, com medo;
- O pai que deixa de ver o jogo da selecção, porque o filho adolescente mostrou, finalmen­te, alguma abertura para um diálogo;
- A filha que desiste de uma saída nocturna para ficar com a mãe que, já de certa idade, pensa que vai morrer porque está com gripe;
- O marido que ontem prescindiu de um transporte, fazendo uma longa caminhada a pé, para poder surpreender a mulher com uma flor;
- O filho e executivo que, todos os dias, vai dar de jantar à mãe, embora esta já não o reconheça;
- A avó agonizante que ainda encontra forças para balbuciar: Zé, meu querido neto;
- O jovem casal que desiste daquela viagem de sonho só porque os filhos não podem ir com eles;
- Aqueles avós que, já na auto-estrada para umas mini-férias, regressam a casa, porque lhes chega um pedido urgente para ficarem com os netos;
- O jovem pai que abdica do descanso de fim-de-semana, no sofá, para ir com os filhos pequenos ao jardim
- Ser família é também aquela Consoada, Páscoa ou outra festa, que junta à mesma mesa várias gerações, todas diferentes, mas tão alegres, unidas e felizes.
Estas e outras situações definem a família de sempre, em que cada um faz, por amor, o que é preciso fazer, sem pensar sequer que é um sacrifício, porque é simplesmente a conse­quência do amor e a causa de uma felicidade única. Um bom lema para cada membro da família poderia ser: "os meus deveres são os direitos dos outros e os meus direitos são também deveres dos outros."

E, pensando na família e na educação, que é o seu primeiro berço, dois princípios de actuação imprescindíveis: EXIGÊNCIA E AFECTO.
Sempre os bons educadores precisaram destes dois ingredientes, mas sobretudo hoje, com a grande crise de autoridade na educação, e as imitações de famílias que, na realidade, não o são.
Adelino Maria Gonçalves (Mãe eAvó), in JB

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

NO CENTENÁRIO DA PRIMEIRA REPÚBLICA

No centenário da Implantação da Pepública em Portugal, acompanhe a problemática religiosa que acompanhou a génesis do novo regime.

Aqui: http://paroquiadetarouca.blogspot.com/

25 anos depois...

Vinte e cinco após o seu falecimento, José Maria Pedroto continua uma recordação VIVA!
Este lamecense, que o futebol catapultou para as páginas da História, esteve sempre muito à frente do seu tempo. Só os grandes o conseguem.
Personalidade forte, líder incontestado, lucidez e brilhantismo intelectual, profundo conhecedor do mundo e dos mundos do futebol, ajudou a construir a hegemonia do FCP nestes últimos 25 anos.
As suas equipas praticavam em campo um futebol a que hoje se chama de "pressão alta", funcionavam como um bloco e desenhavam no terreno um futebol rendilhado para gáudio da assistência por quem, aliás, tinha todo o respeito.
Os tempos eram outros, é certo. Mas Pedroto tinha o condão de descobrir talentos e de neles apostar. Lembro, a título de exemplo, que, quando treinava o Setúbal, havia um jovem jogador, normalmente suplente, que jogava a médio. Com o seu "olho de lince", Pedroto descobriu-lhe a vocação: avançado. Fez dele um enorme jogador, mais tarde transferido para o Benfica e que, não fora o extravio comportamental, teria sido sem dúvida um dos maiores avançados de todos os tempos do futebol luso. Era o Víctor Baptista. E quantos mais casos!
Homem de decisões rápidas. Uma vez fui às Antas ver um Porto-Boavista. Partida que os portistas venceram. A certa altura, Pedroto lança em jogo o Oliveira, então estrela nascente. Não tardou grande tempo a retirá-lo, pois não estava a corresponder.
Lia o jogo com uma perspicácia rápida, o que lhe permitia tomar decisões na hora.
Ergueu a sua voz, vezes sem conta, contra o centralismo de Lisboa e devolveu ao Porto a consciência da dignidade. Era preciso perder o medo, mal se ultrapassasse a ponte...

Depois de Pedroto, só dois nome me encheram as medidas. Robson com o seu futebol de ataque e Mourinho que fez dos azuis-e-brancos essa máquina trituradora e ganhadora de títulos.
É a minha humilde opinião. Mas ao pé de Pedroto, Jesualdo nem sombra merece ser. Em todos os aspectos do futebol...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Que dueto!

Um Romance que aconselho

226 páginas que se lêem num fôlego. E está tudo dito.

"- é a história verdadeira de um amor. De um grande amor.

O romance relata-nos os tempos em que os portugueses sonhavam com o Brasil como se do Éden se tratasse e, em verdadeiras multidões, entravam nos grandes vapores que cruzavam o Atlântico e lançavam-se no desconhecido à procura da fortuna: umas vezes nas fazendas do interior, nos cafezais ou nos engenhos dos coronéis; outras, nas grandes cidades do litoral, carregando sacos, lavando roupa nas tinturarias ou servindo fregueses em arriscados botequins.
Alguns, bafejados pela sorte, voltaram emproados e ricos e ergueram palacetes e chalés no seu local de origem. Outros, a maioria, menos afortunados, por lá ficaram sem darem mais notícias.

Nas histórias que aqui se contam, podem ver-se os dramas de quem emigra e deixa a terra, e a solidão de quem é forçado a viver longe da pátria e da família.O caso mais impressionante é o de um jovem que, por amar demais, perdidamente, tentou nas lonjuras da América matar a sua paixão e esquecer o seu amor... sem o conseguir, e o de uma senhora que tardou em amá-lo ainda em vida mas o amou exemplarmente após a morte." (Contra-capa)

"O último a chegar foi o padre Dias.
Pequeno, bondoso e simples como as urzeiras da serra que o criara, tinha a pureza de um anjo, a humildade de um santo e a timidez de um arminho. Afável e acolhedor, era incapaz de ferir ou magoar alguém, mesmo que motivos não faltassem. Foi sempre assim o bondoso sacerdote.
Como os anteriores, também o novo pároco frequentava assiduamente a Casa Preta, onde era hospedado como príncipe e estimado como familiar. Depois do falecimento de Donato e da mulher, mais raras vezes e com mais cuidado, para não causar suspeitas ou provocar maledicências." (Pág 173)


Senhor Vigário Geral, penso que um sacerdote com estes dotes todos- com a eclesiasticamente exaltada virtude da prudência à cabeça- e, acima de tudo, óptimo conselheiro de solteironas, merecia bem um reconhecimento da diocese. Que tal nomeá-lo Monsenhor? Ahahahah

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O autor deste romance é o P.e Dr. Joaquim Correia Duarte, actual pároco de Anreade, concelho de Resende.
Não tenho palavras para salientar dignamente a grandeza humana e sacerdotal deste sacerdote, que foi para os jovens seminaristas da minha geração modelo de pároco, tal a competência, zelo, aprumo, dinamismo pastoral, envolvência humana, social e cultural da sua acção. Nunca cultivou cultos de personalidade ou ânsias de "subir na carreira eclesiástica". Constou-se que o Bispo da altura, ao aperceber-se da fantástica acção pastoral do P.e Joaquim Duarte, lhe teria proposto outros campos de acção mais bastos e com outros horizontes. Não, ali ficou na sua humilde paróquia, servindo. Sempre.
Também a cruz lhe bateu à porta. Pesada, impetuosa, obocanhante. O seu estofo interior, a sua fé e o apoio dos amigos levaram-no por caminhos de ressurreição.
Também na escrita é um mestre. Além da investigação na sua área de formação - História - que o tornou membro da Academia de História e o levou à publicação de obras várias na área da História Local, publicou já várias romances para gáudio de quem gosta de ler e saborear belos enredos narrativos, urdidos na mais pura língua pátria.
Por tudo e por tanto, parabéns, amigo!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um blog diferente...

Passe por lá...

http://sertorius.blogs.sapo.pt/

Será?

"Tenho saúde, um bom emprego, um belo carro, uma senhora casa, uma mulher bonita, muitos amigos, prestígio social, não preciso de Deus para nada."

Canção Bíblica

Mira lo que hizo en mi

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Seria óptimo que todos os pais agissem assim...

Dia de Ano Novo. Ao fim da Missa das 17 horas, fui à minha aldeia para saudar meu pai e meus familiares.
Ia entre a rotunda do Seminário e a ponte do Balsemão quando uma carrinha de nove lugares, ao passar por mim, desanda numa de piscadelas e sinais sonoros intensos. "Hum! Que será isto? Vou no meu lugar, só médios ligados... Será que tenho alguma lâmpada fundida? Será aviso da proximidade da polícia?"
Como os sinais não paravam, resolvi encostar. Era uma família amiga. Os pais, os dois filhos, já casados e a viver em Lisboa. Depois dos cumprimentos e da festa do reencontro, a mãe conta-me que os filhos haviam passado o fim de ano no Gerês na companhia de outros casais amigos. Como estavam relativamente perto de casa, resolveram fazer uma surpresa aos pais. Apareceram pelas 9.30 horas, quando os pais se preparavam para participar na Missa de Ano Novo.
Um que estava cansado e lhe doía a cabeça, outro que tinha sono. E lá foram dizendo que, enquanto os pais Iam à Missa, eles queriam descansar um pouco...
Então o pai diz-lhes:
- Filhos, não nos ides dar esse desgosto! Quero acreditar que nos acompanhais à Missa. Então sois capazes de passar uma noite na borga e não tendes uma hora para celebrar a vossa fé?!
E logo a mãe acrescenta:
- Se vos dizeis cristãos, se até quisestes baptizar os vossos filhos, quereis agora começar o ano sem um momento com Cristo? Que fé é a vossa? Que verdade há na vossa vida? Se estais com sono, eu faço aqui um café num instante. Depois da Missa, enquanto preparo o almoço, descansais um bocado...
Olharam um para o outro, encolheram os ombros e acabaram por acompanhar os pais.
Enquanto os pais me contavam este episódio, os dois, de cabisbaixo, mostravam um sorriso amarelo. Então viro-me para eles e disparo:
- Isto é que são pais, ehin? Penso que vos sentis orgulhosos dos pais que tendes.
- Sim - respondeu o mais velho - pelo menos "apanhámos nas orelhas" logo no primeiro dia do ano. Mas foi justo, eles têm razão. Sabe como é? A gente na lufa-lufa da vida, com a cabeça feita pelo ambiente social, até nos esquecemos de Quem não se esquece de nós. É muito bom termos uns pais assim, pais mesmo!
Durante o resto do dia, não me saiu da cabeça o testemunho maravilhoso destes pais cristãos que não se demitem de o serem apesar dos filhos já serem bem crescidos. E fui pensando que seria óptimo que todos os pais, a começar pelos da comunidade cristã que sirvo, pensassem e agissem assim... Como tudo seria diferente!
Vejo muitos pais sempre preocupados - e bem - com a saúde, o emprego, o bem-estar dos filhos. Vejo pouquísssimos pais preocupados com a vivência da fé dos filhos. E até acontece que muitos pais, que não ligam nada à maneira como os filhos vivem e testemunham a fé, aparecem depois preocupadíssimos com o baptismo dos netos, esquecendo que Deus não condena inocentes, mas aos adultos pedirá contas da forma como usam a liberdade...

Carta ao Primeiro Ministro

"Senhor Primeiro Ministro, neste Natal, que é tempo de paz e de alegria, eu gostava que o senhor Engenheiro pusesse os olhos em alguns dos seus colegas de outros países da Europa, sobretudo no primeiro da Irlanda, que parece ser um político às direitas. Siga-lhe o exemplo, senhor Primeiro Ministro! Não sei se o senhor está lembrado que esse seu homólogo, entre outros gestos significativos para ultrapassar a crise económica em que todos estamos mergulhados, resolveu baixar os ordenados dos seus ministros e secretários de estado, a começar pelo seu próprio vencimento que, a partir de agora, é reduzido em vinte por cento. Ora eu não sei se a sua matemática está muito actualizada. Mas eu lembro-lhe que vinte por cento de cinco mil euros são precisamente mil euros. Uma ninharia para vossa excelência. Mas o suficiente para pagar o aumento do salário mínimo precisamente a quarenta trabalhadores. Agora multiplique isto por trinta ministros, quarenta ou cinquenta secretários de estado e mais outros tantos assessores, e mais os conselheiros e mais os secretários dos assessores e dos conselheiros... e verá que os tais vinte por cento são suficientes para se aumentar o ordenado mínimo a dez ou quinze mil trabalhadores. E não me venha dizer vossa excelência que não consegue ter um teor de vida digna com menos vinte por cento do seu vencimento. Então como é que o hão-de conseguir os quinhentos mil desempregados, entre os quais vários milhares de jovens licenciados? Desejo-lhe um Natal com muitas rabanadas e um Ano Novo sem acidentes".
Paulo Felício
http://www.oamigodopovo.com/

sábado, 2 de janeiro de 2010

Era uma pessoa magoada

Falou comigo. Vinha saber como estavam a correr as festas. Perguntei-lhe e disse-me que com ela tudo correra bem. Mas aquele olhar não me convenceu.
- Hum! Não parece muito feliz!
- Sabe, amigo, na noite de Ano Novo liguei a um punhadinho de pessoas muito especiais para mim, que me dizem demais. A todos os meus amigos e conhecidos tinha atempadamente enviado os votos de Boas Festas. Por isso, naquele noite, cingi-me ao tal grupinho especial. Todos me atenderam com alegria, mesmo um ou outro que não pôde atender no momento, deu sinal logo que lhe foi possível. Mas houve um, que eu considerava o melhor amigo, que me desligou o telefone duas vezes, mantendo depois o aparelho desligado. E olhe que nem à minha mensagem respondeu!
Sabe, já não é a primeira nem a segunda que me faz, mas sempre passei por cima, porque sou mesmo amiga dessa pessoa. Mas agora... foi demais! Já me tinham avisado para ter cuidado, mas desta vez caí na real. Não é meu amigo, quando muito será do que é meu...
- Oh! Não se deixe amarrar por uns telefonemas não atendidos. O ano acaba de começar. Solte esse coração, viva a esperança e o sonho! Há mais mundo para lá desse episódio...
- Pois é. Mas as grandes pisadelas tornam mais penosa a nossa caminhada. Se tornam!...

Agradecido

Ao terminar esta quadra festiva, não quero deixar de ter uma palavra de agradecimento. A gratidão é a memória do coração.
O meu sentido obrigado a todos os que pelo correio, telemóvel, email, pessoalmente me fizeram chegar votos de Boas-Festas.
O meu sentido obrigado a todos os que, de uma forma ou de outra, traduziram a amizade em gestos vários.
Não sou um confessado adepto do telemóvel. Só mesmo quando é preciso. E então escrever aí mensagens... é uma confusão. Ou os dedos apanham várias teclas ao mesmo tempo, ou carregam na tecla errada... ui, que confuso para mim! Prefiro de longe usar o email e o blog. Sinto-me mais avontade.
Por isso, aqui fica o meu claro e sentido bem-haja a toda e cada pessoa que se lembrou de mim neste altura festiva.

O QUE DIRÁ ELE AO PAÍS?

"Quando o défice público já bate nos 9% e o endividamento está a ultrapassar os 100%, quando todos os organismos e autoridades internacionais afirmam que a economia portuguesa vai ficar ainda mais para trás e ter um crescimento mínimo nos próximos anos, incapaz de criar emprego e melhorar o nível de vida, Sócrates vem dizer aos portugueses, na sua mensagem de Natal, que «há sinais claros que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação». Se ainda for primeiro-ministro, o que dirá ao país quando se vir obrigado a tomar medidas drásticas, como está a acontecer na Irlanda e na Grécia?"
http://sol.sapo.pt/Blogs/jal/default.aspx

A orgia do presente

O período de festas desperta o moralista que há em nós. Crise? Qual crise? A julgar pelos números, os portugueses não estão em crise. Consomem como nunca (mais de 5 milhões em levantamentos e compras) e viajam como loucos. O que implica saber: será a crise uma ilusão? Ou serão os portugueses uma raça degenerada que come e bebe enquanto o barco se afunda?

Por paradoxal que pareça, ambas as coisas: com uma economia estagnada e sem perspectivas de melhoras, os portugueses gastam como se não houvesse amanhã precisamente porque não sabem se haverá amanhã. É a velha história da vaca e do pobre, popularizada em tempos por Vasco Pulido Valente: a ‘poupança’ e o ‘investimento’ só fazem sentido quando se pressente uma possibilidade de futuro. Quando essa possibilidade é estreita, a única certeza que resta ao pobre é a orgia do presente.

João Pereira Coutinho, Correio da Manhã

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

PAZ PELA PAZ