Eu dei duas voltas de joelhos à Capelinha das Aparições e o meu marido foi acender duas velinhas.”
(Visto no Facebook)
Meu Deus! É isto que se leva de Fátima? Velinhas e voltas de joelhos?
E a oração? E o encontro com Deus? Pararam sequer diante da Mãe para Lhe falar da pessoa doente — ou limitaram-se a cumprir um ritual, como se estivessem a pagar uma promessa?
Onde ficou o silêncio que permite escutar? Onde ficou o exame de consciência? Onde ficou o pedido sério de conversão — a única coisa que realmente muda a vida?
Desde quando é que Nossa Senhora pediu velas? Desde quando pediu joelhos em sangue ou sacrifícios que ferem o corpo mas deixam o coração intacto? Quando foi que ensinou uma fé de gestos vazios?
Em Fátima, a Mãe não pediu teatro religioso: pediu conversão. Pediu penitência verdadeira. Pediu vida mudada. Pediu que se faça tudo o que o seu Filho manda.
Quando deixaremos de ser cristãos de velinhas para sermos cristãos de Cristo?
Maria não é destino — é sinaleira. E o caminho é Cristo.
Por isso, de que servem as velas acesas e os quilómetros percorridos, se depois Cristo é ignorado? De que servem os joelhos no chão, se a vida continua de pé contra o Evangelho? De que servem promessas, se a Missa dominical é descartada, a comunidade esquecida, os irmãos ignorados e o testemunho cristão trocado por uma vida igual à de quem não crê?
Isto não é devoção. É ilusão religiosa.
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