Não deixe de ler este artigo.
Esteja por dentro das coisas que lhe dizem respeito. E a escola, de uma forma ou de outra, diz respeito a cada um de nós!
Leia então. Encontrará "verdades como punhos!".
Obrigado por aceitar o meu convite.
http://aeiou.visao.pt/Opiniao/pedronorton/Pages/Cadatiro,cadamelro.aspx
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Liga Operária Católica critica proposta do governo
A Liga Operária Católica/Movimento Trabalhadores Cristãos sustenta que o Orçamento de Estado de 2008 não promove o apoio social, segundo declarações da coordenadora nacional da organização, divulgadas ontem pela agência Ecclesia.
Maria de Fátima Almeida considera que o Orçamento de Estado deve ser um instrumento «que tem como princípio fundamental o desenvolvimento económico baseado na equidade social, na solidariedade e na sustentabilidade».
Para a dirigente, o Governo devia preocupar-se com o desemprego, o trabalho precário, os salários e as pensões de reformas muito baixas, assim como o sistema de saúde deficitário.
«Não se preocupa em apoiar os mais carenciados, parece que caminhamos para uma sociedade menos equitativa socialmente», acrescentou.
Maria de Fátima Almeida destacou ainda a dificuldade de inúmeros trabalhadores em se adaptarem a novos conceitos de trabalho e à nova organização laboral e sustentou que devem ser apoiados através do subsídio de desemprego «pois dificilmente conseguirão ter um novo emprego».
Contudo, a Liga Operária Católica aprecia o programa Novas Oportunidades, lançado pelo Governo, embora não seja uma «solução para todas as situações».
A coordenadora nacional denuncia também que a actual situação social e o endividamento das famílias é «geradora do quadro de pobreza que o País atravessa» e que os cidadãos têm de se envolver «em organizações e desencadear iniciativas».
O Estado, por sua vez, «poderia dar maior atenção às estruturas já existentes».
In Sol
Maria de Fátima Almeida considera que o Orçamento de Estado deve ser um instrumento «que tem como princípio fundamental o desenvolvimento económico baseado na equidade social, na solidariedade e na sustentabilidade».
Para a dirigente, o Governo devia preocupar-se com o desemprego, o trabalho precário, os salários e as pensões de reformas muito baixas, assim como o sistema de saúde deficitário.
«Não se preocupa em apoiar os mais carenciados, parece que caminhamos para uma sociedade menos equitativa socialmente», acrescentou.
Maria de Fátima Almeida destacou ainda a dificuldade de inúmeros trabalhadores em se adaptarem a novos conceitos de trabalho e à nova organização laboral e sustentou que devem ser apoiados através do subsídio de desemprego «pois dificilmente conseguirão ter um novo emprego».
Contudo, a Liga Operária Católica aprecia o programa Novas Oportunidades, lançado pelo Governo, embora não seja uma «solução para todas as situações».
A coordenadora nacional denuncia também que a actual situação social e o endividamento das famílias é «geradora do quadro de pobreza que o País atravessa» e que os cidadãos têm de se envolver «em organizações e desencadear iniciativas».
O Estado, por sua vez, «poderia dar maior atenção às estruturas já existentes».
In Sol
Vem aí o dia de São Martinho: 11 de Novembro
São Martinho nasceu no ano de 316, na Sabária da Panónia (Hungria). Seu pai era oficial do Exército Romano. Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se cristão. Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano. Aconteceu, nessa época, o famoso episódio da manta de guarda imperial: ao ver um mendigo tiritando de frio, corta ao meio a sua manta e oferece-lhe uma parte. À noite sonhou e viu Jesus envolto naquele pedaço de manta, dizendo: "Martinho, ainda não baptizado, deu-me este vestuário".Abandonou, então, o Exército e fez-se baptizar por Santo Hilário de Poitiers. Entregou-se à vida de eremíta, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário. Ordenado sacerdote, foi mais tarde aclamado bispo de Tours (371). Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros, instruindo o clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Morreu no ano de 397.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
É mais fácil construir um menino do que consertar um homem.
"É mais fácil construir um menino do que consertar um homem." - assim o disse Charles Chick Govin.Toda a gente sabe que a adolescência é uma fase difícil para todos os educadores. Mas também é difícil para o próprio adolescente, que tantas vezes não se sente compreendido nem auto-compreendido.
Mas isso tira alguma coisa à obrigação de educar??? Pelo contrário, aumenta-a.
Que adolescência hoje?
- Desconcentrada e desmotivada;
- Irreverente e atrevida;
- Sem as noções básicas de respeito;
- Que iguala tudo por baixo, sem diferenciar mais velhos e superiores;
- Adversária incondicional do esforço;
- Estudante? Não. Passeadora de livros;
- Mimada, egoísta e orgulhosa;
- Cultivadora indomável de dependências: telemóvel, jogos, chiclets, marcas de roupa, certos estilos de música ...;
- Acrítica e superficial;
- Pavoneadora da sua própria ignorância e má-criação;
- Imensamente dada a superficialismos e infimamente dada à reflexão e aos valores;
- Alérgica ao silêncio, à leitura e à meditação;
- Mal alimentada. Apesar de toda a informação que lhe chega, teima em alimentar-se mal e desprestigia toda a alimentação correcta;
Todos assim?
Não. Felizmente ainda há muitos adolescentes que são maravilhosos. Onde é fácil distinguir alguma rebeldia própria da idade dos aspectos acima mencionados.
Culpa deles? Penso que não, esmagadoramente. Então de quem é?
Sem, de modo algum quer ser exaustivo e abrangente, deixo algumas pistas que me têm particularmente chamado a atenção.
- Da família, em 1º lugar. Penso e sinto que na educação muitos pais de hoje falham como cestos rotos. Não dão o verdadeiro exemplo da vivência dos valores, deixam correr, dão coisas mas não dão tempo nem atenção, não são persistentes, ficam-se pelo "papá e pela mamã", mas não são pais e pais verdadeiros. Não assumem toda a autoridade paterna e mimam - no mau sentido- exageradamente os seus filhos, tornando-os uns "vidrinhos" e elevando-os a reizinhos lá de casa.
- Dos governantes. Com medo de perder os votinhos, tentam aumentar a todo o custo a simpatia dos mais novos. Já ouviram algum político dizer aos adolescentes que, sem trabalho e esforço, nada conseguem? Que estudar não é exploração da mão de obra infantil?
Na perspectiva dos governantes, a culpa do insucesso é sempre de todos, a começar pelos professores, mas nunca do aluno. Querem maior desfaçatez?
- Da sociedade e respectivas estruturas sociais. Uma sociedade consumista e materialista cria necessidades artificiais, seduz para o supérfluo, cria ilusões de facilitismo, semeia dependências, elege a superficialidade como ídolo...
O nosso Bispo com o Papa
A visita ad limina, oficialmente, compõe-se de três momentos especiais:
- Peregrinação ao sepulcro de Pedro e Paulo para testemunhar a nossa efectiva ligação a Cristo de que deram testemunho pelo seu martírio.
- Encontro com o Sucessor de S. Pedro para uma afirmação da nossa colegialidade afectiva e efectiva com a Igreja de Roma que preside à comunhão universal da caridade. Na verdade, vivemos e queremos viver, no específico das nossas comunidades, uma comunhão cum Petro e sub Petro.
- Encontro com os responsáveis de alguns Dicastérios da Cúria Romana para manifestarmos a nossa solicitude pastoral comum e, através dum conhecimento das orientações e propostas pastorais, crescermos no compromisso evangelizador como resposta aos diferentes desafios que caracterizam o quotidiano das nossas comunidades.
- Peregrinação ao sepulcro de Pedro e Paulo para testemunhar a nossa efectiva ligação a Cristo de que deram testemunho pelo seu martírio.
- Encontro com o Sucessor de S. Pedro para uma afirmação da nossa colegialidade afectiva e efectiva com a Igreja de Roma que preside à comunhão universal da caridade. Na verdade, vivemos e queremos viver, no específico das nossas comunidades, uma comunhão cum Petro e sub Petro.
- Encontro com os responsáveis de alguns Dicastérios da Cúria Romana para manifestarmos a nossa solicitude pastoral comum e, através dum conhecimento das orientações e propostas pastorais, crescermos no compromisso evangelizador como resposta aos diferentes desafios que caracterizam o quotidiano das nossas comunidades.
D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
A audiência privada do nosso Bispo com o Papa realiza-se hoje, dia 8.
Toda a Diocese vai estar diante do Santo Padre: Ubi Episcopus ibi Ecclesia! (onde está o Bispo aí está a Igreja).
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
REFLEXÃO SERENA SOBRE UMA TRAGÉDIA
A tragédia da A-23 é um acontecimento e é um retrato. Infelizmente, podia lá estar qualquer um de nós.
Vale a pena atender ao desenrolar do acontecimento, agora que vai sendo conhecido.
Tudo terá começado com a tentativa de ultrapassagem de um carro. Esse carro era conduzido por uma professora, esposa e mãe.
Além da actividade docente, tinha participado em reuniões. Sucede que às oito da noite (hora a que regressava) é hora de estar com a família, a jantar.
Percebe-se que o atraso gere ansiedade e desencadeie algum desequilíbrio. Pelo menos, pensemos no sistema que estamos a implantar, pouco humano, às vezes inumano.
Eu sei que há coisas que se tornam inevitáveis. Mas se nos pudermos acautelar a montante, não seria bem melhor?
Não vamos condenar ninguém. Mas quem tem responsabilidades neste (desumano) sistema não pode fazer algo?
Theosfera
Vale a pena atender ao desenrolar do acontecimento, agora que vai sendo conhecido.
Tudo terá começado com a tentativa de ultrapassagem de um carro. Esse carro era conduzido por uma professora, esposa e mãe.
Além da actividade docente, tinha participado em reuniões. Sucede que às oito da noite (hora a que regressava) é hora de estar com a família, a jantar.
Percebe-se que o atraso gere ansiedade e desencadeie algum desequilíbrio. Pelo menos, pensemos no sistema que estamos a implantar, pouco humano, às vezes inumano.
Eu sei que há coisas que se tornam inevitáveis. Mas se nos pudermos acautelar a montante, não seria bem melhor?
Não vamos condenar ninguém. Mas quem tem responsabilidades neste (desumano) sistema não pode fazer algo?
Theosfera
Tomada de posição da ACEGE sobre o Orçamento de Estado 2008
O Orçamento de Estado (OE) é um instrumento que reflecte as políticas públicas e, como tal, deve reflectir, como primeira prioridade, o combate ao sofrimento social.Os dois principais problemas da sociedade portuguesa são o desemprego e a pobreza, factores causadores de profunda indignidade humana.
Nos termos do OE 2008, as políticas públicas de combate ao sofrimento social são insuficientes.
O OE 2008 não contém a resposta necessária aos flagelos do desemprego e da pobreza, antes privilegia outras prioridades.
O drama do desemprego combate-se com criação de riqueza e desenvolvimento económico, o que exige redução da despesa pública e libertação de recursos para os agentes criadores de riqueza.
O drama da pobreza combate-se com políticas sociais avançadas, o que exige uma priorização diferente dos gastos públicos daquela que o OE 2008 prevê.
O Governo fez nos dois anos anteriores um esforço apreciável para controlo do défice orçamental, o que é positivo. Todavia, a redução da despesa pública ficou aquém do necessário e o OE 2008 dá nota de abrandamento do esforço efectuado nos dois anos anteriores.
Sendo assim, o OE 2008 mantém e reflecte uma injustiça de fundo na afectação de recursos em Portugal: o Estado continuará a consumir, abusivamente, recursos da sociedade, o que é, de si, injusto, e reafectará esses recursos de modo também injusto.
Esgotada a capacidade de aplicação de mais impostos às empresas e às pessoas, só a reforma do Estado permitirá libertar meios para combater o sofrimento social, nomeadamente o desemprego e a pobreza.
OE 2008 traduz a incapacidade política de reforma do Estado e, nomeadamente, a incapacidade do governo em aplicar critérios efectivos de eficiência à Administração Pública, ajustando o seu custo ao benefício social que produz.
A reforma do Estado impõe um programa social para o efeito, espaçado no tempo e com recurso a um conjunto integrado de soluções - de modo a que a transição de paradigma de eficiência e de relação custo benefício do Estado seja efectuada com paz social e com respeito por cada pessoa abrangida.
Sem a reforma do Estado, os recursos nacionais, já de si escassos, continuarão, de modo estrutural, a ser desperdiçados e a ser reafectados injustamente.
A reforma do Estado é, assim, não só um imperativo político, mas também um imperativo de consciência.
A não aplicação de critérios de eficiência na Administração Pública coloca em contraste os portugueses do sector privado, sujeitos às consequências desses critérios, e os portugueses que trabalham para o Estado, constituindo esta dicotomia uma injustiça social em si.
Por outro lado, a incapacidade de reformar o Estado significa a afectação não justa de recursos, ou seja, para uns receberem, outros não chegam a receber o que lhes é devido ou, mesmo, o que dramaticamente lhes falta.
Finalmente, como há muitos anos sucede, o OE 2008, também ele, privilegia os grupos sociais com maior poder reivindicativo, como o funcionalismo público, em detrimento dos grupos sociais em maior sofrimento, como os pobres e os desempregados, sendo também, nesta medida, um instrumento político injusto.
Os números são eloquentes.
A redução do défice público, em 2008, tal como nos anos anteriores, será obtida bem mais pelo lado da receita do que pelo lado da redução da despesa.
Assim, enquanto em 2007 se estima que a despesa aumente 2,4% em relação a 2006, o OE 2008 prevê que a despesa aumente 4,4 % em relação a 2007, quando é certo que a inflação estimada é de 2,1%.
Também o peso do funcionalismo público na despesa pública, ainda que em rota positiva, corresponderá a 12,8%, peso este ainda superior à média europeia e revelador de inaceitável ineficiência, sobretudo tendo em conta a escassez de recursos e o sofrimento social existente.
O OE 2008 revela que se impõe um largo consenso político sobre o principal factor social bloqueador, a reforma do Estado.
Não são apenas critérios de ordem política, financeira ou económica que relevam. São, sobretudo, razões de natureza social e humanitária que se impõem.
Enquanto o Estado gastar o que gasta e como gasta a margem de sofrimento social aumentará.
Reformar o Estado é, assim, também uma questão de amor ao próximo.
ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores )
In ecclesia
Mas...
- Se os empresários e gestores cristãos disseram da sua justiça, falta saber o que pensam os trabalhadores cristãos sobre o mesmo Orçamento de Estado.
- Se os empresários e gestores cristãos disseram da sua justiça, falta saber o que pensam os pobres e desempregados sobre o mesmo Orçamento de Estado.
- Se os empresários e gestores cristãos disseram da sua justiça, falta saber o que pensam os funcionários públicos cristãos sobre o mesmo Orçamento de Estado.
Não sou bruxo, mas aposto que diriam muito pior sobre o referido OE.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Um Bom Vizinho
Há um adágio popular que diz: “um bom vizinho aumenta o valor da casa”.
Pode um prédio ser belo e espaçoso, mas se tiver um mau vizinho – turbulento e antipático – o seu valor desce e a procura é menor.
Mas se ao lado vive uma família atenciosa, serviçal e simpática, o prédio mesmo pequeno e de má arquitectura vale uns pontos mais.
Não são raras as altercações entre vizinhos, com insultos, discussões, agressões físicas e até mortes.
Quantas vezes uma família sofre pela falta de educação de vizinhos barulhentos, ou que não respeitam as regras da limpeza , etc..
Acho com interesse este episódio que passo a narrar. Um homem honesto, ao fim de vinte e cinco anos de trabalho, conseguiu comprar um pequeno campo nos arredores da cidade. Pensava entreter-se ali os fins de semana com a mulher e os filhos.
Numa das primeiras vezes em que foi ao seu campo, viu parar um motorista que lhe perguntou: o senhor é que é o dono desta propriedade?
- Sou! Respondeu com alegria.
- Pois lamento dizer-lhe que você comprou com a sua propriedade uma questão judicial. O muro do seu terreno está dois metros dentro do meu . E esclareceu: dentro de dias tomarei providências para que o muro volte ao seu lugar.
Sem perder a calma e sem se irritar, o dono do campo respondeu: para mim, ter um bom vizinho é mais importante do que dois metros de terreno.
O motorista, surpreendido com a resposta, respondeu: para mim também um bom vizinho é mais importante que dois metros de terreno. E saiu do carro, abraçou calorosamente o dono do campo e acrescentou: o muro ficará no lugar onde está.
Quantas desavenças, quantas agressões verbais ou físicas podiam ser evitadas se houvesse um bom entendimento, uma boa negociação. Afinal a vida é uma arte de negociar...
Mário Salgueirinho
Pode um prédio ser belo e espaçoso, mas se tiver um mau vizinho – turbulento e antipático – o seu valor desce e a procura é menor.
Mas se ao lado vive uma família atenciosa, serviçal e simpática, o prédio mesmo pequeno e de má arquitectura vale uns pontos mais.
Não são raras as altercações entre vizinhos, com insultos, discussões, agressões físicas e até mortes.
Quantas vezes uma família sofre pela falta de educação de vizinhos barulhentos, ou que não respeitam as regras da limpeza , etc..
Acho com interesse este episódio que passo a narrar. Um homem honesto, ao fim de vinte e cinco anos de trabalho, conseguiu comprar um pequeno campo nos arredores da cidade. Pensava entreter-se ali os fins de semana com a mulher e os filhos.
Numa das primeiras vezes em que foi ao seu campo, viu parar um motorista que lhe perguntou: o senhor é que é o dono desta propriedade?
- Sou! Respondeu com alegria.
- Pois lamento dizer-lhe que você comprou com a sua propriedade uma questão judicial. O muro do seu terreno está dois metros dentro do meu . E esclareceu: dentro de dias tomarei providências para que o muro volte ao seu lugar.
Sem perder a calma e sem se irritar, o dono do campo respondeu: para mim, ter um bom vizinho é mais importante do que dois metros de terreno.
O motorista, surpreendido com a resposta, respondeu: para mim também um bom vizinho é mais importante que dois metros de terreno. E saiu do carro, abraçou calorosamente o dono do campo e acrescentou: o muro ficará no lugar onde está.
Quantas desavenças, quantas agressões verbais ou físicas podiam ser evitadas se houvesse um bom entendimento, uma boa negociação. Afinal a vida é uma arte de negociar...
Mário Salgueirinho
Obrigado, colega!
Hoje o P.e Doutor Victor passou pela casa paroquial.Veio partilhar comigo. Trouxe um cabaz de maçãs. Ele não tem esse fruto. Foram os paroquianos que lho ofereceram.
Um gesto bonito de amizade sacerdotal que sublinho e agradeço.
Só penso que quem não fica bem no retrato é esta comunidade. Afinal se há local onde existem pomares é aqui.
Fala-se de presença do pároco junto dos paroquianos. E estes não devem ter gestos de partilha e amizade???
Tanta genica para criticar e exigir; tanta moleza para apoiar, partilhar, acarinhar....
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Sporting Lisboa e Benfica ou Benfica Clube de Portugal?
O jornalista Rui Santos acredita que uma fusão entre Sporting e Benfica, formando um único clube, seria benéfica. Juntar-se-ia o melhor das duas equipas, podendo criar-se um clube de dimensão internacional.
Passei pelo Relvado e li as reacções dos adeptos. Exactamente o que eu imaginava. Uma guerra de palavras sem limites!
Pode ler aqui: http://relvado.aeiou.pt/?st=64728
Claro que um portista fica a observar, equidistante.
Agora que não me venham falar na fusão do meu FCP seja com quem for. JAMAIS!
Um homem de bem nasce portista, vive portista e morre portista. Sem misturas! Sem hibridismos. Ahahahahah!
Passei pelo Relvado e li as reacções dos adeptos. Exactamente o que eu imaginava. Uma guerra de palavras sem limites!
Pode ler aqui: http://relvado.aeiou.pt/?st=64728
Claro que um portista fica a observar, equidistante.
Agora que não me venham falar na fusão do meu FCP seja com quem for. JAMAIS!
Um homem de bem nasce portista, vive portista e morre portista. Sem misturas! Sem hibridismos. Ahahahahah!
Até quando?
Incêndios fora de época, atropelamentos nas passadeiras, mortes nas estradas, pessoas completamente incapacitadas a quem foi negada a reforma, assaltos, agentes feridos por ladrões, estudantes universitários, completamente alcoolizados, causam pânico nas ruas ... Cortejo intermináveis de misérias neste desafortunado país.
Já nos chegavam os governantes que temos para calvário nosso.
Até quando tudo isto!?
Já nos chegavam os governantes que temos para calvário nosso.
Até quando tudo isto!?
domingo, 4 de novembro de 2007
Um cristão das arábias...
Informaram-me hoje que tinha falecido. Tive pena de não ter estado no seu funeral. Não sendo uma pessoa com quem tivesse uma forte amizade, admirava, contudo, a postura, a verticalidade, a lisura de processos com que lidava com os haveres e interesses da sua paróquia, durante os tempos em que integrou a comissão da Igreja. Era até picuinhas, explicava as coisas de mil maneiras, exigindo aos outros membros da comissão nervos de aço para não explodirem. Mas de uma rectidão!!! Disse-me uma vez que não conseguiu dormir uma noite inteira, porque as contas não lhe davam certas... Faltavam cinco tostões!
Integrou a comissão da Igreja num tempo de forte azáfama, dadas as obras de monta que então decorriam na sua paróquia. Foi preciso vender terrenos e casas (com a devida autorização diocesana, evidentemente!) para realizar as obras que urgiam. Amigos, amigos dos amigos, tentaram chantageá-lo com vista à aquisição dos imóveis à venda por preços mais convenientes para os interessados, ou para conseguir ganhar a empreitada deste ou daquele trabalho, sugerindo-lhe mil estratégias para que tudo parecesse o mais normal possível! NADA nem NINGUÉM o vergou. Nunca arredou pé na defesa incondicional dos interesses da paróquia. Houve quem lhe virasse a cara; houve quem, por vingança, espalhasse boatos ofensivos e caluniosos. "Enquanto puder dormir em paz com a minha consciência e puder olhar toda a gente olhos nos olhos, não tenho qualquer problema! - dizia. E acrescentava: "Não permitirei que a comissão ofenda ou prejudique seja quem for, mas também não permitirei que os interesses da paróquia deixem de ser ligitimamente defendidos, pois temos que ter respeito pela generosidade das ofertas das pessoas."
Um homem de critérios cristãos. Sei até que nunca deixou de dar a salvação mesmo àqueles que lhe viraram a cara. Frontal com todos, a começar pelo pároco a quem nunca deixou de dizer correctamente o que pensava, cá fora defendia-o afoitamente. Nunca foi pessoa de criar divisões, bem pelo contrário. Mas era implacável perante a sacanice e as tentativas de suborno.
Um cristãos das arábias.
Paz à sua alma.
Integrou a comissão da Igreja num tempo de forte azáfama, dadas as obras de monta que então decorriam na sua paróquia. Foi preciso vender terrenos e casas (com a devida autorização diocesana, evidentemente!) para realizar as obras que urgiam. Amigos, amigos dos amigos, tentaram chantageá-lo com vista à aquisição dos imóveis à venda por preços mais convenientes para os interessados, ou para conseguir ganhar a empreitada deste ou daquele trabalho, sugerindo-lhe mil estratégias para que tudo parecesse o mais normal possível! NADA nem NINGUÉM o vergou. Nunca arredou pé na defesa incondicional dos interesses da paróquia. Houve quem lhe virasse a cara; houve quem, por vingança, espalhasse boatos ofensivos e caluniosos. "Enquanto puder dormir em paz com a minha consciência e puder olhar toda a gente olhos nos olhos, não tenho qualquer problema! - dizia. E acrescentava: "Não permitirei que a comissão ofenda ou prejudique seja quem for, mas também não permitirei que os interesses da paróquia deixem de ser ligitimamente defendidos, pois temos que ter respeito pela generosidade das ofertas das pessoas."
Um homem de critérios cristãos. Sei até que nunca deixou de dar a salvação mesmo àqueles que lhe viraram a cara. Frontal com todos, a começar pelo pároco a quem nunca deixou de dizer correctamente o que pensava, cá fora defendia-o afoitamente. Nunca foi pessoa de criar divisões, bem pelo contrário. Mas era implacável perante a sacanice e as tentativas de suborno.
Um cristãos das arábias.
Paz à sua alma.
sábado, 3 de novembro de 2007
31º Domingo do Tempo Comum - C
"Naquele tempo, Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali.Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria.
Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-se em cada dum pecador». Entretanto, Zaqueu apresentou-Se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». Disse-lhe Jesus:«Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvaro que estava perdido». (Lc 19,1-10)
Do que a graça de Cristo não é capaz!... Um só olhar divino de misericórdia, atrai um grande pecador. Uma só palavra de salvação, transforma uma vida inteira; um simples gesto de proximidade, salva o rico da sua riqueza. Longe do olhar cego da multidão, Zaqueu abre a Jesus as portas da casa e do coração. E aí abre também mão de boa parte dos seus bens. «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres; e, se defraudei alguém em qualquer coisa, devolver-lhe-ei quatro vezes mais». Não é simples emoção. É mesmo uma conversão; é a luz de Deus a entrar na vida, na sua mente e a transformar, por inteiro, o seu coração. Na verdade, dar-se conta da existência de outro ser humano, começar a ver o próximo, sentir a necessidade de ser para os outros, abandonar o egoísmo e tornar-se altruísta, constitui já um belo fruto duma conversão sincera.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Para muitos, a morte é tabu...
A morte é assunto que cai fora das conversas das pessoas. É tabu.
Fala-se da emoção perante certas mortes em determinadas circunstâncias. Morte de um jovem, uma criança, um (a) pai/mãe ainda muito novos; mortes violentas ou por descuido... Mas falar da morte de cada um de nós, isso não...
Não interrogamos a morte, não nos abrimos ao seu mistério... Talvez por isso, tanta vida sem sentido. Sem buscarmos a luz da meta, o caminho permanece incerto. Sem o sentido último, vagueamos por aí, perdidos no mar alteroso da vida, sem bússola nem rumo, Sem direcção nem dimensão.
A morte é tabu. Por isso se esconde das crianças, em vez de se lhes explicar o sentido. Por isso, não vemos jovens nos funerais.
Há dias li que um jovem estudante de medicina nunca vira um cadáver antes da primeira experiência como aluno num hospital!!! Não privemos da luz do mistério da morte a gente nova para que as trevas a não traguem.
Depois também perante a pessoa que morre, mantemos o mesmo espírito de consumismo e superficialismo. Levamos coroas caras para colocar na urna, mas durante a Missa ficamos cá fora na conversa; acompanhamos o cortejo fúnebre com os nossos carros, mas não nos dispomos para levar uma cruz ou uma alenterna; enchemos o cemitério de flores e de velas, mas esvaziamo-lo de oração e de respeito. Há pessoas que falam, que brincam, que fumam em pleno cemitério....
Damos coisas, mas não nos damos. Aparecemos, mas não estamos. Vamos mas não participamos.
Não será tempo de mudarmos? Não será altura de fazer girar uma lufada de humanidade no mundo?
Fala-se da emoção perante certas mortes em determinadas circunstâncias. Morte de um jovem, uma criança, um (a) pai/mãe ainda muito novos; mortes violentas ou por descuido... Mas falar da morte de cada um de nós, isso não...
Não interrogamos a morte, não nos abrimos ao seu mistério... Talvez por isso, tanta vida sem sentido. Sem buscarmos a luz da meta, o caminho permanece incerto. Sem o sentido último, vagueamos por aí, perdidos no mar alteroso da vida, sem bússola nem rumo, Sem direcção nem dimensão.
A morte é tabu. Por isso se esconde das crianças, em vez de se lhes explicar o sentido. Por isso, não vemos jovens nos funerais.
Há dias li que um jovem estudante de medicina nunca vira um cadáver antes da primeira experiência como aluno num hospital!!! Não privemos da luz do mistério da morte a gente nova para que as trevas a não traguem.
Depois também perante a pessoa que morre, mantemos o mesmo espírito de consumismo e superficialismo. Levamos coroas caras para colocar na urna, mas durante a Missa ficamos cá fora na conversa; acompanhamos o cortejo fúnebre com os nossos carros, mas não nos dispomos para levar uma cruz ou uma alenterna; enchemos o cemitério de flores e de velas, mas esvaziamo-lo de oração e de respeito. Há pessoas que falam, que brincam, que fumam em pleno cemitério....
Damos coisas, mas não nos damos. Aparecemos, mas não estamos. Vamos mas não participamos.
Não será tempo de mudarmos? Não será altura de fazer girar uma lufada de humanidade no mundo?
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Todos os Fiéis Defuntos
2 de Novembro. Dia da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos."Houve uma “mulher da minha rua” que não tive a sorte de conhecer: “Tinha ela, uma filha doente, que jazia, há muito tempo, no seu leito de dor, à espera da hora incerta da partida. Numa manhã de Domingo, aquela mãe, aproximou-se, como sempre, da filha, para lhe transmitir o segredo mais íntimo da vida, em gestos simples de ternura, num cuidado materno, em vigília contínua. Mas naquele domingo, encontrou-a de olhos fechados. Um corpo infante, que lhe arrefecia nas mãos, confirmava a notícia da ressurreição e a certeza de um anjo, que voltava ao Paraíso. Sua filha era já um coração arrebatado ao céu. Aquela mulher forte, não entrou em gritos. Não chamou por ninguém. Afagou no lençol de linho o corpo morto da filha! Ouviu o sino chamar para a Missa Dominical. Deixou então a sua menina, «a dormir». Estava já nas mãos de Deus, e por isso nenhum mal a podia mais atingir! Foi para a Igreja, serena e tranquila. As pessoas amigas, à ida e à vinda da Missa, desconhecendo ainda morte da filha – só a Mãe o sabia – perguntavam-lhe timidamente: «Como está a sua filha? Está melhor?». E aquela Mãe bendita, respondeu, sem que ninguém se apercebesse de nada: “Sim. A minha filha agora está melhor. Muito melhor”. E regressou a Casa, sem pressa de tocar a finados, trazendo consigo a Eucaristia, remédio de imortalidade. Abriram-se-lhe os olhos. E, na sombra daquela morte, viu a preciosa Luz daquela gloriosa manhã de Páscoa!"
In Varanda dos Reis
TODOS OS SANTOS
O dia 1 de Novembro convida-nos a compartilhar o júbilo celeste dos santos, a saborear a sua alegria. Os santos não são uma exígua casta de eleitos, mas uma multidão inumerável, para a qual o dia de hoje nos exorta a levantar o olhar. Em tal multidão não estão somente os santos oficialmente reconhecidos, mas os baptizados de todas as épocas e nações, que procuraram cumprir com amor e fidelidade a vontade divina. De uma grande parte deles não conhecemos os rostos e nem sequer os nomes, mas com os olhos da fé vemo-los resplandecer, como astros repletos de glória, no firmamento de Deus.OU SOMOS SANTOS
OU NÃO SOMOS CRISTÃOS
Os cristãos, hoje, como sempre, ou são «santos» ou não são «cristãos»! Não basta que sejamos «boas pessoas» ou «pessoas boas». É preciso que brilhe no nosso modo de olhar a vida “uma luz” diferente; é preciso, que a prática do amor, tenha uma marca de pureza e grandeza, que conduzam à fonte divina donde brota. É preciso que a nossa vida, apareça “transformada dia a dia” não apenas pelo nosso esforço, mas sobretudo pela graça de Deus, que torna possível «um camelo passar pelo fundo da agulha». Só assim seremos «santos, como os santos», «santos entre os santos». Só assim, seremos «santos» para os outros, marcos e pontos de referência da própria fé. Foi, pelo testemunho da santidade e não por qualquer estratégia poderosa, que os primeiros cristãos se multiplicaram, em terras pagãs. Por isso, o único necessário e o desafio posto hoje aos cristãos é tão simples como isto: «Sede santos, como o Pai celeste é Santo!».
Eu ainda tenho alguém, mas o senhor...
Fui visitá-la. Com remorsos de o não fazer já há algum tempo.
Na sua cama, tolhidita, recebeu-me com um ar de riso que lhe inundava o rosto e me iluminou a alma. Quase nem me deixou falar. Fez-me imensas perguntas sobre mim, cada uma delas aquecida pela preocupação da amizade.
Disse-lhe que não fora ali para falar de mim, mas para partilhar a sua situação, ouvir, acolher, ser presente.
Agradeceu. Disse que havia mais razões para ela se preocupar comigo do que eu com ela. Tinha filhos muito bons, sempre atentos e atenciosos. Eu é que muitas vezes não tinha ninguém a não ser as paredes para partilhar. "Aquela solidão, sozinho naquela casa, aflige-me, sabia?"
E vim de lá, monologando:" Meus Deus, como me sinto pequenino ao pé da grandeza extraordinária desta pessoa! Tantas vezes me queixo da vida e esta senhora que sofre imenso, totalmente dependente dos outros, diz-me que eu sofro mais do que ela...
Eu que fora para apoiar, escutar, dar força, saí de junto dela apoiado, compreendido, acolhido, amado.
Que lição me deste, irmã doente! Que força interior, que delicadeza de sentimentos, que saúde de alma!!!
Na sua cama, tolhidita, recebeu-me com um ar de riso que lhe inundava o rosto e me iluminou a alma. Quase nem me deixou falar. Fez-me imensas perguntas sobre mim, cada uma delas aquecida pela preocupação da amizade.
Disse-lhe que não fora ali para falar de mim, mas para partilhar a sua situação, ouvir, acolher, ser presente.
Agradeceu. Disse que havia mais razões para ela se preocupar comigo do que eu com ela. Tinha filhos muito bons, sempre atentos e atenciosos. Eu é que muitas vezes não tinha ninguém a não ser as paredes para partilhar. "Aquela solidão, sozinho naquela casa, aflige-me, sabia?"
E vim de lá, monologando:" Meus Deus, como me sinto pequenino ao pé da grandeza extraordinária desta pessoa! Tantas vezes me queixo da vida e esta senhora que sofre imenso, totalmente dependente dos outros, diz-me que eu sofro mais do que ela...
Eu que fora para apoiar, escutar, dar força, saí de junto dela apoiado, compreendido, acolhido, amado.
Que lição me deste, irmã doente! Que força interior, que delicadeza de sentimentos, que saúde de alma!!!
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