quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cavaco diz que existem razões para encarar futuro com confiança

O Presidente da República disse esta quarta-feira, em Lamego, que, apesar de Portugal ainda ter um longo caminho a percorrer para voltar ao nível de vida existente antes da crise, "existem hoje razões fundadas para encarar o futuro com mais otimismo e confiança".




Aníbal Cavaco Silva falava na sessão solene das comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, durante a qual foram condecoradas 40 personalidades.
O chefe de Estado salientou que não devem contar com ele para "semear o desânimo e o pessimismo quanto ao futuro", deixando isso para os "profissionais da descrença e aos profetas do miserabilismo".
Segundo Cavaco Silva é possível festejar o 10 de junho "com confiança no futuro", se Portugal fizer o que lhe compete, salientando a "estabilidade política e a governabilidade". Mas  será também necessário "definir, num horizonte de médio prazo, uma linha de ação favorável ao crescimento económico, à criação de emprego, à sustentabilidade das finanças públicas e à promoção da justiça social".
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Bispo de Lamego fala em oportunidade para «ouvir» as pessoas


O bispo de Lamego considera que as celebrações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas são uma “oportunidade” para ouvir e estar junto das pessoas desta cidade, que acolhe pela primeira vez as comemorações oficiais.
“É sempre uma oportunidade a aproveitar para quem vai de fora poder visitar a região e visitar as pessoas, ouvi-las, não apenas passar a mensagem”, refere D. António Couto, em entrevista à Agência ECCLESIA.
“As pessoas têm de ser visitadas com carinho e ouvidas porque ai ficamos a saber o que é a realidade. Mais do que algum belo discurso, interessará que as pessoas se aproximem umas das outras, se sintam verdadeiramente irmãos e vejam o que as pessoas precisam na realidade”, acrescenta.
A Igreja Católica assume a necessidade de estar junto das populações do interior, tanto dos mais velhos como dos jovens que procuram perspetivas de futuro para a sua vida, trabalho que está a ser feito com a sociedade civil, numa colaboração que se tem vindo a revelar muito positiva e recompensadora para todas as partes.
O bispo Lamego considera que presença da Igreja tem de ser “muito mais dinâmica e intensa” especialmente numa diocese com “população extremamente idosa”, defendendo também os seus direitos nos mais diversos campos, como na saúde.
Uma preocupação que se estende à educação, onde a ausência de escolas em funcionamento acentua a sensação de isolamento e abandono.
Para o prelado o “envelhecimento radical” é uma dificuldade maior do que o “problema agudo” da desertificação, que origina uma baixa natalidade, porque “as famílias em idade fértil” migraram e há poucos casamentos.
Segundo D. António Couto, ir ao encontro das pessoas “mais idosas” é um “tom imperioso” que se impõe a todo o cristão.
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas evoca este ano as primeiras Cortes realizadas em Lamego por D. Afonso Henriques, nos primórdios da nacionalidade, e o papel do bispo-embaixador D. Miguel de Portugal na restauração da independência nacional em 1640.
O chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, evocou esta figura, na sessão solene de boas vindas na Câmara Municipal de Lamego, que decorreu na terça-feira.
"Inspirados pelo exemplo de tenacidade, de perseverança e de lealdade do bispo D. Miguel de Portugal, temos a obrigação de fazer tudo o que está ao nosso alcance para sermos bem sucedidos", referiu.
Neste contexto, Cavaco Silva recordou a dedicação à "causa da pátria" do antigo bispo de Lamego, escolhido pelo rei D. João IV para confirmar junto do Papa a legitimidade da restauração da independência.
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