quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

POR OUTRA PRAXE NAS PRAXES




1. Nunca houve tanto conhecimento como hoje. Mas será que há muita sabedoria hoje?
Isaac Asimov notou que «o aspecto mais triste da vida actual é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente do que a sociedade em sabedoria».
 
2. Como é que uma instituição é capaz de fornecer a excelência e, ao mesmo tempo, se mostra incapaz de extinguir a decadência?
 Como é que a mesma instituição tanto nos presenteia com conhecimentos de excepção como nos faz arrepiar com comportamentos de aflição?
 
3. O problema destas praxes é que matam sempre. Quando não matam o corpo, acabam por matar a alma.
Com pesar, temos de admitir que muitas praxes não correm bem e, frequentemente, terminam mal.
 
4. Muito se contesta a hierarquia. E, no entanto, não falta quem, contestando a hierarquia, exija a mais servil submissão às suas ordens e o mais rígido cumprimento das suas decisões.
Muito se exalta a diferença. E, não obstante, não falta quem, em nome da diferença, impeça os outros de serem diferentes.
 
5. Nesta hora, é urgente apurar o que aconteceu no Meco.
Mas não é menos prioritário reflectir, independentemente do que aconteceu no Meco, sobre as praxes.
 
6. A vida é sagrada e a dignidade é valiosa.
Concordo com quem defende a moderação. Mas não deve haver moderação apenas na análise das praxes. A moderação deve existir, antes de mais, na realização das próprias praxes. É aí que tem havido as atitudes mais radicais, mais imponderadas.
 
7. O figurino de certas praxes não se afastará muito da moldura do «bullying».
Num caso e noutro, não podemos acordar somente quando há vítimas. Se não actuarmos nas causas, continuaremos a sofrer as mais nefastas consequências.
 
8. Universidade, estado, família e sociedade em geral: ninguém se pode pôr de fora deste problema, ninguém deve ser colocado à margem na procura de uma solução.
Por natureza, os jovens são irreverentes. Gostam da mudança. Impressiona, por isso, que, por vezes, paire a sensação de que não admitem sequer questionar as praxes.
 
9. Os jovens são capazes de mais. Os jovens merecem (muito) melhor.
Não estacionem no passado, mesmo que seja um passado ainda perto do presente.
 
10. Inovem. Procurem ser mais criativos e positivos nas praxes.
Enfim, adoptem uma nova praxe nas praxes, uma nova praxe na escola, uma nova praxe na vida!
Fonte: aqui

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