quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pequenos agricultores revoltados


Excesso de zelo e gula de impos­tos desgraçam pequenos agricultores e destroem postos de trabalho nas al­deias.


Para vender meia dúzia de couves, al­guns quilos de castanhas, meia dúzia de molhadas de grelos..., o pequeno agricul­tor, às vezes já com idade que requeria total descanso, é obrigado a ir às Finanças colectar-se.
Quanto a mim, são leis cujos autores desconhecem totalmente a realidade do nosso país, no que respeita à subsistência da maior parte dos habitantes das nossas aldeias.
Já quase despovoadas, ficarão, breve­mente, totalmente desertificadas. A quem interessa esta situação?
Não são estes idosos, porque o que ti­ram da terra que lhes dá, às vezes, uns euros pretos, que prejudicam as finanças do Estado.
O que prejudicará as finanças do Es­tado serão aqueles que plantam grandes florestas, pagando pelo aluguer das terras desertificadas “dez reis de mel coado” para tirarem grandes lucros e, esses sim, fugirem aos impostos, que ajudariam as tais finanças nacionais, mas que, com a ajuda de leis inócuas e facilmente reinterpretadas, ajudarão, sim, os bolsos dos grandes empresários.
Pobre agricultor, que tanto suou, a ponto de ficar com o rosto tisnado, vê agora, nos últimos tempos da sua vida, os “ladrões credenciados” entrar-lhe nos bolsos e levar-lhe os últimos cêntimos que consegue amealhar, quando os dos bolsos cheios continuam a poder desperdiçar, porque o “seu” lá lhe vai ter.
Será  isto conhecer Portugal, as suas terras e as suas gentes?

In Sempre Jovem

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