quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Portugal a arder

 
A brutal vaga de incêndios florestais nos últimos dias demonstra que Portugal ainda não aprendeu a lidar com o inferno que se repete, ano após ano, sem tréguas nem descanso.

Não são suficientes as ações preventivas. A mais eficaz, segundo prova a experiência, é a limpeza do mato. Mas as florestas, regra geral, continuam por limpar. Sonhou-se, em tempos, com uma solução: as centrais de biomassa.
O aproveitamento da lenha para a produção de energia tornaria rentável a limpeza da floresta. O negócio, porém, ainda dá passos curtos e tímidos. O grande número de fogos parece ainda provar a insuficiência do dispositivo de ataque inicial ao fogo. Combater o incêndio às primeiras chamas permite evitar que lavre em proporções incontroláveis – que as temperaturas altas e o vento se encarregam de fazer crescer.
Quando tudo falha, restam os meios aéreos – mas dá a ideia de que neste verão falta aos bombeiros a ajuda do ar. Ao ponto de Portugal ter solicitado o auxílio espanhol e francês. E falta vigilância policial: o número de fogos criminosos é alarmante.
Fonte: aqui
 
1. A ideia de centrais de biomassa parece interessante. Ao tornar rentável a limpeza das matas, contribuiria para eliminar uma das circunstâncias que mais favorecem os incêndios: as matas por limpar.
 
2. Ninguém tem muitas dúvidas. A maioria dos incêndios terá origem criminosa. E que tal colocar os criminosos a replantar as terras ardidas? Depois de devidamente investigadas, essas pessoas trabalhariam delongada e gratuitamente na replantação.
 
3. Não se ouve atualmente a insinuação outrora feita a supostos mandantes que se serviriam de pessoas com deficiência ou pobreza de espírito para atear fogo a matas. Será que se provou que tal insinuação era desprovida de sentido?
 
4. Os bombeiros fazem o que podem. E fazem imenso. Tanta vez com prejuízo para a própria vida. Terão os meios e o apoio de que precisam?
 
5. Quem tem matas deve mantê-las limpas. E aí as multas deveriam ser pesadíssimas para os faltosos. No caso das matas públicas, o trabalho dos que usufruem do popularmente chamado "rendimento mínimo" seria de grande importância para a conservação das mesmas. E olhem que existem pessoas que usufruem desse rendimento social que bem podiam e deviam executar essa tarefa!

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