terça-feira, 11 de setembro de 2012

As últimas medidas de austeridade estão a causar um verdadeiro tsunami

1. A consultora Deloitte garante que, com as medidas anunciadas por Passos Coelho na sexta-feira, sai mais penalizado quem tem menos rendimentos.

2. O secretário-geral da Deco, Jorge Morgado, considerou hoje que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro na sexta-feira são um “duro golpe” para os “bolsos já secos” dos portugueses e vão criar "mais miséria” nas famílias pobres.

3. O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana,  arcebispo D. Jorge Ortiga, afirmou: “Não sei até que ponto este povo de brandos costumes poderá aguentar durante muito tempo”, acrescentando logo a seguir que não está “de maneira nenhuma a incitar à violência”, embora sinta que “as pessoas começam a ficar sem horizontes de um amanhã que possa dar tranquilidade”.

3. "Quando se tira dinheiro ao povo falta dinheiro para comprar coisas, quer seja na economia quer seja nas empresas" - afirmou Belmiro de Azevedo, que acrescenta: "Isso depois tem um impacto tremendamente negativo para a atividade económica, que desaparece. Nós não temos instrumentos de estudo em Portugal como muitos países têm. É tudo navegação à vista. Faz, não dá certo, corrige porque não há informação", sublinhou.

4. Críticas à austeridade de Passos Coelho crescem dentro do PSD
-  Marcelo Rebelo de Sousa, antigo líder do PSD, acusou Passos Coelho, no seu habitual comentário na TVI, de ser um primeiro-ministro "impreparado" e de ter feito um discurso ao país "no mínimo descuidado e no máximo desastroso".
- A Juventude Social Democrata (JSD) exigiu na segunda-feira ao Governo que aumente a equidade na distribuição dos sacrifícios, sugerindo a aplicação de um imposto extraordinário às empresas beneficiadas por rendas excessivas, cortes na despesa e negociação das parcerias público-privadas no setor rodoviário.
- Já o conselho diretivo dos Trabalhadores Sociais Democratas (TSD) diz que as medidas anunciadas "transmitem a incómoda sensação de se onerarem os rendimentos do trabalho e, ao invés, desonerarem os rendimentos do capital. Tal sensação vem minar a indispensável confiança que tem de existir entre governantes e governados", escreve o jornal.
- “Sinto uma grande revolta dentro do PSD, porque o primeiro-ministro foi longe demais. Estas medidas deviam ser as últimas a ser tomadas porque não se vê da parte do Governo vontade em acabar, por exemplo, com os benefícios fiscais das fundações”, adiantou um deputado social-democrata citado pela edição impressa de terça-feira do jornal Público.

5. António Nogueira Leita, vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos, criticou esta terça-feira na sua página no Facebook as últimas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo.

6. O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas acusa o Governo de estar a levar o país à ruina e assume estar solidário com as manifestações convocadas contra a política do Executivo.

7. A Agência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostrou-se esta terça-feira contra o aumento de impostos em tempos de crise e chegou mesmo a aconselhar uma redução das contribuições das famílias para reduzir as desigualdades e estimular o consumo.

Isto e muito mais lê-se na imprensa de hoje...

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