segunda-feira, 12 de maio de 2014

"Cheiro a ovelhas."

Há dias, os cónegos Senra Coelho e José Traquina foram nomeados pelo Papa bispos auxiliares. O primeiro, de Braga; o segundo, de Lisboa.
Nestes dois nomeados há um facto que de imediato me chamou a atenção. Ambos têm uma longa história como párocos. Exerceram outros serviços nas suas dioceses de origem, mas foram realmente párocos, não ocasionalmente, mas durante muito tempo.
Penso que há aqui um dedo claro do Papa Francisco que quer pastores com "cheiro a ovelhas."
Mais do que burocratas que procuram habilmente "subir" na estrutura da Igreja, ziguezagueando ao sabor das suas pretensões; mais do que intelectuais que  têm "muito cheiro a livros", mas pouco "a ovelhas", o que o Papa pretende - e muito bem - é que os pastores tenham "cheiro a ovelhas". E os sinais parecem claros...

domingo, 11 de maio de 2014

Festa do Emigrante em Tarouca


Jogos de futebol, projeção do filme "A Gaiola Dourada", Missa junto ao Monumento ao Emigrante e animada  belamente animada pelo Grupo Coral Português de Engadina - Suiça, almoço-convívio e Noite do Emigrante, foram alguns dos acontecimentos que tiveram lugar durante a Festa dos Emigrantes, promovida pela Câmara Municipal, nos dias 9 e 10 de maio.


A Festa do Emigrante tem total cabimento num concelho marcado por forte corrente migratória. Isto parece-me inquestionável.
Mas algumas questões se levantam, uma vez que a referida festa já se realiza há alguns anos nesta data.
- Será a melhor altura para a sua realização? Atendendo aos participantes, parece que não, pois o grupo é pequeno, embora muito participativo e simpático.
- Não deverá a Eucaristia ser celebrada com a comunidade ao domingo? Residentes e emigrantes são um só povo, uma só comunidade. A gratidão e a estima mútuas seriam mais exponenciadas.
- Tratando-se dos emigrantes do CONCELHO, não teria mais sentido fazer esta festa,  sucessivamente, nas várias freguesias?  Pelo menos a Eucaristia... É que todas as freguesias têm um grande número de emigrantes. A rotatividade evitava a monotonia e aproximava as pessoas, transmitindo melhor a ideia de uma solidariedade ativa.


Certamente que quem de direito vai refletir sobre a situação e o debate contribuirá para encontrar as melhores saídas. Aguardemos.

Neste dia, as comunidades lembram os seus párocos


No dia do Bom Pastor, as comunidades paroquiais lembram os seus párocos, os "pastores" que, apesar dos seus limites e imperfeições, receberam de Cristo, pela Igreja, a missão de presidir, de animar uma comunidade, numa dinâmica de serviço aos irmãos, segundo Cristo-Modelo.
Também em Eucaristias deste fim-de-semana, cristãos de Tarouca rezaram pelo seu pároco, dirigiram-lhe uma palavra amiga e houve gestos de carinho.
Uma coisa ficou clara nos corações. O único e verdadeiro Pastor das nossas vidas é Jesus Cristo.
Muito obrigado a todos.


sábado, 10 de maio de 2014

Gerar vida – construir futuro

 
De 11 a 18 de Maio a Igreja portuguesa celebra a semana da vida, este ano sob o tema "Gerar vida - construir o futuro". Esta é uma iniciativa da Conferência Episcopal Portuguesa, e que surgiu na sequência do apelo lançado em 1991 pelo Papa João Paulo II, na Encíclica "O Evangelho da Vida" sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana.
Esta celebração tem por objectivo suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições. E hoje já começam a estar à vista de todos os efeitos nefastos da falta de políticas que ajudem as famílias a gerar e sustentar vidas. Os nossos governantes, sob a capa de modernismo, têm vindo a descurar o valor sagrado e inviolável da vida humana. O diagnóstico há muito que está feito, mas o problema demográfico que atinge o país começa agora a ter contornos preocupantes. Por um lado, subiu a esperança de vida, mas muitos idosos são abandonados e vivem numa solidão desumana e indigna de toda a pessoa. Por outro, a baixa natalidade, tendência de décadas, está agora a ser agravada pela crescente emigração, principalmente de jovens em idade de procriação. Sem jovens e sem casais jovens não temos crianças. E sem crianças não temos futuro! O cuidado dos idosos e o saudável convívio entre gerações torna-se cada vez mais pobre. Neste ritmo, caminhamos para uma situação insustentável…
Para inverter esta lógica é urgente uma política de protecção às famílias e à vida, capaz de criar condições concretas para que os casais tenham mais filhos e possam cuidar mais uns dos outros. É indispensável um diálogo mais próximo entre gerações, numa cultura de encontro e partilha, para valorizar a vida em todas as suas fases: desde a concepção ao nascimento, passando pela educação e pelo apoio recíproco permanente em cada dia.
In O Amigo do Povo 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014

«Posso acabar por morrer da doença, mas a doença não matará a minha vida.»

há cerca de um mês. Desde 2010 Manuel Forjaz tinha cancro mas mesmo assim nunca se deixou vencer pela doença. Continuou com uma agenda muito preenchida, entre entrevistas, conferências, tratamentos variados e uma vida profissional que quis manter até ao fim. Não gostava de adiar nada, nem de faltar aos seus compromissos.
O professor universitário e empresário tinha um programa semanal na TVI24 e publicou o livro 'Não te Distraias da Vida', onde relatava a sua luta contra a doença. Tinha-lhe sido diagnosticado um cancro no pulmão há 4 anos. Manuel Forjaz notabilizou-se pela forma como encarou a sua doença e a sua luta contra o cancro. Uma das suas frases mais célebres foi: «Posso acabar por morrer da doença, mas a doença não matará a minha vida.»
A forma como expôs a sua doença acabou por ser natural. Abordava o tema da doença e da morte sem medos, e acabou por deixar escritos os seus desejos para o seu velório. A racionalidade e a sensatez foram sempre acompanhadas de uma fé inabalável.
«Sei que vou morrer – vai acontecer com todos – e o facto de ter fé e de não ter medo alivia-me muita da pressão do dia-a-dia», disse diversas vezes.
Manuel Forjaz era católico praticante e acreditava numa vida para além desta vida do mundo. Foi isso que lhe deu forças para não se deixar vencer pela doença.
O cancro não lhe tirava o sono. No dia em que recebeu o diagnóstico, adormeceu em apenas dois minutos. «Vivo com um optimismo esquizofrénico e um pragmatismo muito matemático. Adoro os tratamentos e a quimioterapia, porque enquanto tiverem qualquer coisa para me dar, significa que estou no caminho das pessoas que têm hipótese de se tratarem».

 Fonte: aqui

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Lopetegui é o novo treinador do FC Porto


Julen Lopetegui é o novo treinador do FC Porto. Tem 47 anos e é natural de Asteasu, Guipúzcoa, no País Basco, em Espanha. Apresenta no currículo, enquanto treinador, um título de Campeão da Europa de Sub-21 (2013) e de Campeão da Europa de Sub-19 (2012) pelas selecções jovens de Espanha (onde esteve entre 2010 e 2013) e conta com passagens pelo Rayo Vallecano, na Segunda Liga espanhola (2003/2004) e pelo Real Madrid Castilla (2008/09).
​Como jogador, actuou como guarda-redes e passou pela Real Sociedad, Real Madrid Castilla, Las Palmas, Real Madrid, Logroñes, Barcelona e, por fim, Rayo Vallecano, onde terminou a carreira. Conquistou, enquanto futebolista, uma Taça das Taças (pelo Barcelona, em 1996/97), um Campeonato espanhol (ao serviço do Real Madrid, em 1988/89), uma Taça do Rei (Barcelona, 1996/97) e quatro Supertaças espanholas (1989, 1990, 1994 e 1996, ao serviço de Real Madrid e de Barcelona).
Na sua passagem pelo Barcelona foi treinado por Bobby Robson (cujo adjunto era José Mourinho) e foi companheiro de equipa de Vítor Baía. (Fonte: aqui)



Penso eu de que....
1. Ao ler e escutar as opiniões dos portistas, constata-se a diversidade de opiniões a respeito do novo treinador. Há quem esperasse um técnico português, quem perspectivasse um treinador estrangeiro  de créditos firmados, quem  aceite, embora com algumas interrogações, a escolha do presidente.
Depois de uma época frustrante, o capital de confiança dos apaniguados em relação à direcção não é o mesmo, como se compreende.
Numa coisa parece que o Porto voltou à estratégia de sucesso. A apresentação do novo treinador colheu de surpresa quase toda a gente. Voltou à estrutura do Clube a velha máxima: o segredo é a alma do negócio.
2. Embora mantenha naturais reservas, não me chocou esta escolha. Trata-se de um técnico que tem um passado recente ganhador com jovens espanhóis. Ora cada vez mais - e permitam-me que o diga, felizmente- os clubes portugueses têm que voltar-se para a formação, cuidar da formação, promover os seus talentos. Não há dinheiro para comprar passes de jogadores por autênticas loucuras. Ora, promovendo os seus talentos, quem acaba por beneficiar é também a selecção nacional.
O facto de ter assinado um contrato por três anos poderá ser um sinal de que se pretende construir um projecto desportivo sólido, voltado para a valorização dos jovens.
3. Todos nós, portistas, queremos de volta aquela estrutura sólida, coesa, determinada, ganhadora que na presente época não funcionou. Esperamos que os erros cometidos sejam um aviso claro à navegação. Não interessa se é com Antero Henriques ou sem ele. Não estão em causa pessoas. Quer-se é uma estrutura à Porto.
4. Há que haver alguma paciência. A próxima época pode ainda não ser aquilo que nós desejamos. Mas se os simpatizantes virem que há trabalho, que se labuta num projecto com pernas para andar, que a equipa joga à Porto, que a disciplina e a mística estão de volta, que a equipa deixa tudo em campo em cada jogo, então, mesmo sofrendo, saberão esperar.
5. Aguarda-se agora a constituição do plantel. Será um claro sinal do caminho a percorrer... Naturalmente, como outros clubes nacionais, também o F.C. Porto terá que vender os passes de alguns dos seus principais activos, como Fernando, Jackson, Mangala.
Não acredito que muitos dos atletas que este ano não sobressaíram sejam tão maus como os pintam. A equipa é que funcionou tão mal como a pintaram. Jogadores como Reyes, Herrera, Quintero, Ricardo, Kelvin e Ghilas  irão certamente dar muitas alegrias aos portistas. Numa equipa à Porto, desenvolverão as suas capacidades e afirmar-se-ão.
Talvez o regresso de uma das antigas glórias portistas ao plantel (como Raúl Meireles ou Paulo Alves) pudesse ajudar a trazer para dentro de campo a mística portista.
6. Penso que está na hora da união da "família portista", apoiando e incentivando a equipa. A nossa desunião e o preconceito são trunfos que passamos aos adversários.
Só a nossa adesão total ao novo projecto desportivo do Porto nos dará depois autoridade para uma crítica séria e fundamentada.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Todos os meses ficam por preencher 5737 ofertas de trabalho em Portugal

Desde o início de 2014 que têm ficado em média, por mês, 5737 ofertas de emprego por preencher. Os dados, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, revelam ainda que, em 2013, das 137.456 ofertas de emprego criadas só 60% foram preenchidas.
A área da agricultura é uma das mais afetadas pela falta de mão-de-obra, razão pela qual muitos empresários recorrem a estrangeiros para trabalhar.
Na Hortomelão, que no pico das colheitas emprega 600 pessoas, 90% são estrangeiras, pela simples razão de que os portugueses não querem trabalhar nas tarefas disponibilizadas. 
Ler mais: aqui

Pois!
E conhecemos as desculpas:
- Não foi para isto que estudei...
- Os ordenados são baixos...
- O emprego fica longe de casa

- Ganho mais se ficar em casa a usufruir dos subsídios
- Não me sujeito a qualquer trabalho
- Etc

A toda a hora somos martelados nas televisões, rádios, jornais com o problema do desemprego como a maior praga social que afeta o país. E é verdade.
Mas não tenho escutado ninguém a denunciar esta situação: cada mês há 5737 ofertas de emprego que ficam por preencher. Talvez multiplicar pelos 12 meses e poder-se-á tirar alguma conclusão...
Partidos políticos, sindicatos, Igreja, comentadores... Quem põe a mão na ferida? Quem tem a coragem da verdade total?

É certo que muitas destas ofertas de emprego estão ligadas a ordenados baixos. Mas é melhor ficar em casa?  É preferível beneficiar de subsídios estatais quando o Estado está na situação em que está? 
Não será a contribuição de todos que fará com que o país ande para a frente e então se possam pagar salários dignos?  E que haverá de dignidade quando uma pessoa pode trabalhar e prefere viver parasiticamente dos subsídos? Para quando  o retirar de "ordenados mínimos" a pessoas que podiam trabalhar e se negam a fazê-lo?

Depois surge a mania nacional das importâncias. Somos um país que dá todo o relevo às aparências. "Porque estudei, porque tenho um curso superior, não me sujeito a tal ou tal trabalho..."
Há pessoas formadas que no estrangeiro são capazes de lavar pratos , trabalhar na construção ou na agricultura. Mas cá dentro, credo!  Até lhe caía a cara ao chão! Eu sonho com outro país em que um agricultor, um carpinteiro, uma empregada doméstica possam ter a sua licenciatura. Precisamos da cultura para valorizar o trabalho, mais do que do trabalho para valorizar a cultura.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Ponha esta rosa na campa da sua mãe


Numa das missas deste fim-de-semana, os jovens, no fim da Eucaristia, leram um poema dedicado às mães e entregaram uma flor às mães presentes.
Uma senhora recebeu a sua flor e depois pediu aos jovens que ma entregassem para colocar na campa de minha mãe.
Há gestos que dizem muito, dizem tudo. Obrigado, amiga! Encheu-me a alma este seu gesto, natural, espontâneo, amigo.

Verdade, verdadinha

Foto: Cuidado...

domingo, 4 de maio de 2014

sábado, 3 de maio de 2014

A todas as mães



Toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho

“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38).
 
Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a acção eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino.
 Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.
 Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs.»
 Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projecto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.
  A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?
Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!»
 Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há-de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós.
 Da Mensagem do Papa Francisco para DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

A decorrer em Tarouca - Taça de Portugal - DownHill

Foto


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Parabéns, Campeões!



O ADR Tarouquense sagrou-se campeão distrital.
Os dirigentes, a equipa, os sócios e todos os apoiantes do ADR Tarouquense estão de parabéns.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

MAIS UM FERIADO

           
Eis mais um feriado, um feriado ferido.
Devia ser de festa este dia e é provável que algum ar de festa se venha a respirar.
Mas o espírito de muitos mantém-se em apuros, dominado pela incerteza e sufocado pela ansiedade.
É Dia do Trabalhador. E quem tem trabalho nos tempos que correm até terá motivos para celebrar.
Os direitos do trabalhador são sagrados. Mas será que o trabalho continua a ser um direito?
Importante é que (neste e em todos os dias) pensemos em quem procura trabalho, em quem foi despedido do trabalho, em quem procura e não encontra, em quem bate a portas que estão fechadas.
É, pois, um feriado diferente. É, pois, um feriado ferido.
Meditemos, neste dia, nas palavras de Thomas Carlyle: «Um homem desejoso de trabalhar e que não consegue encontrar trabalho talvez seja o espectáculo mais triste que a desigualdade ostenta ao cimo da Terra»!
Escutemos as palavras gritadas. Mas não deixemos de prestar atenção a tantas vozes caladas!
Fonte do texto: aqui

quarta-feira, 30 de abril de 2014

1 de maio: Dia do Trabalhador, de São José Operário e início do Mês de Maria

                                    



Há um ano atrás, o papa Francisco falou sobre o desemprego e pediu às autoridades políticas para que criem ofertas de emprego.
“Peço aos políticos que façam todo o possível para reativar o mercado de trabalho”, afirmou o Papa diante de milhares de fiéis na audiência semanal na praça de São Pedro.
“O trabalho é fundamental para a dignidade”, completou.
“Penso nas dificuldades do mercado de trabalho nos distintos países. Penso nas pessoas, não apenas nos jovens, que estão sem emprego, geralmente por causa de uma visão económica da sociedade fundada no lucro egoísta fora das regras da justiça social”, disse o pontífice.
Momentos antes o Papa na sua catequese falou da festa de São José Operário, e do mês de maio, tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. A figura de São José – disse Papa Francisco – nos remete à dignidade e importância do trabalho, pois foi com seu pai adotivo que Jesus aprendeu a trabalhar. De fato, o trabalho enche o homem de dignidade e, em certo sentido, o assemelha a Deus que, como se lê na Bíblia, “trabalha sempre” (cf. Jo 5,17). Isso nos leva a pensar em tantas pessoas que se encontram desempregadas, muitas vezes por causa de uma concepção económica que busca somente o lucro egoísta. Também São José teve de enfrentar momentos difíceis, saindo vencedor pela confiança em Deus que nunca nos abandona.
Ao lado de São José, Nossa Senhora acompanhava com carinho e ternura o crescimento do Filho de Deus feito homem. Aproveitemos o mês de maio para reforçar a consciência da importância e beleza da oração do terço, que permite aprender de Nossa Senhora a contemplar os mistérios da vida de Jesus, percebendo sempre mais a Sua presença junto de nós.
Fonte: aqui