sábado, 8 de março de 2014

Consegue identificar?





Foto: Valverde 

Capela de Santa Tecla





Foto

Um livro de D. António Couto



"Além de fornecer as chaves fundamentais que ajudam a uma melhor compreensão do Evangelho segundo Mateus, esta introdução também apresenta, no seu contexto, muitos textos, o que pode facilitar o estudo e a leitura. O texto do Evangelho é, como se sabe, sempre a filigrana ou a pedra preciosa que há que encontrar. As palavras desta breve introdução querem prestar apenas o humilde serviço de ajudar a encontrar a filigrana."

Parabéns, mulher!


sexta-feira, 7 de março de 2014

Venda de carros de luxo aumentou 50%




Nos automóveis ligeiros de passageiros, que não são de luxo, o comércio disparou quase 40% nos primeiros dois meses do ano





Veja aqui


Sinais de saída da crise?
Se podem existir sinais de retoma, estes refletem-se tanto nos ricos como nos pobres. É claro que os ricos os sentem primeiro e mais exuberantemente.
No plano social, os carros de luxo fazem reverter muito mais impostos para o Estado do que os utilitários, como aliás já referi num post que aqui coloquei. Ora de impostos é que o Estado precisa para custear o ensino, a saúde, as reformas, a segurança e ir pagando a tremenda dívida que temos sobre as costas.
E no plano pessoal? Será que os portugueses não aprendem com a crise? Voltamos ao despesismo que sempre traz ruína?  Para muitos portugueses, o automóvel vai além do utilitário para se situar no "status". Ter uma 'bomba' significa, para muitos, prestígio social, dar nas vistas, chamar a atenção, colocar-se acima dos demais.
Infelizmente somos uma sociedade cheia de tiques sociais, vivendo mais para o parecer do que para o ser. O carro caro e o telemóvel da última geração estão em primeiro lugar. Antes da educação dos filhos, do cuidado com o futuro, da casa, do investimento rentável, da cultura... Para muitos, poupar cheira a "fascismo" e, portanto, há que gastar, mesmo o que se não tem...
E é esta cultura de despesismo e de exibicionismo que se transmite aos mais novos. Gente que está a começar a vida, mas para quem a primeira preocupação é conseguir uma 'bruta máquina para as mãos'. Conseguir casa? Preocupação com o futuro? Investir? Que é isso!? O que está mesmo a dar é gozar a vida... Mesmo com consequências trágicas, como as que diariamente nos chegam pela comunicação social.

quinta-feira, 6 de março de 2014

13 motivos para não se confessar nesta Quaresma

Será que você também usa algum deles
como pretexto para não se reconciliar com Deus?

Quem é o padre para perdoar os pecados?
Só Deus pode perdoar os pecados. Mas sabemos que o Senhor deu este poder aos Apóstolos (João 20, 23). Aliás, este argumento era visto no Evangelho, quando os fariseus, indignados, viam Jesus perdoando os pecados (cf. Mateus 9, 1-8).

Eu confesso-me  diretamente a Deus, sem intermediários

Interessante, mas... como você vai saber que Deus aceita seu arrependimento e o perdoa? Você por acaso escuta alguma voz celestial que lhe confirma isso? E como você sabe se está em condição de ser perdoado?

A coisa não é tão simples assim. Uma pessoa que rouba um banco e se nega a devolver o dinheiro, por mais que se confesse diretamente a Deus ou a um padre, se não tiver a intenção de reparar o dano causado (neste caso, devolver o dinheiro), não pode ser perdoada, porque ela mesma não quer  "desfazer-se" do pecado.

Por outro lado, este argumento não  é novo: há cerca de 1.600 anos, Santo Agostinho respondia a quem argumentava da mesma forma: "Ninguém pense: eu ajo privadamente, diante de Deus... Não foi por acaso que o Senhor disse: 'O que atardes na terra será atado no céu'. Será que as chaves do Reino dos Céus foram dadas à Igreja sem necessidade? Ao proceder assim, frustramos o Evangelho de Deus, tornamos a palavra de Cristo inútil".

Por que devo dizer os meus pecados a um homem como eu?

Porque esse homem não é uma pessoa qualquer: ele tem um poder especial para perdoar os pecados (o sacramento da Ordem). Este é o motivo pelo qual você precisa recorrer a ele.

Mas por que dizer meus pecados a alguém que é tão pecador como eu?

O problema não radica na "quantidade" de pecados: não interessa se o padre é menos, igual ou mais pecador que você; você não vai se confessar porque o padre é santo e imaculado, mas porque ele pode  dar-lhe a absolvição, um poder conferido a ele pelo sacramento da Ordem, e não pela sua bondade. É muita sorte (na realidade, uma disposição da sabedoria divina) que o poder de perdoar os pecados não dependa da qualidade pessoal do sacerdote, algo que seria terrível, pois nunca saberíamos quem seria suficientemente santo para perdoar. Além disso, o fato de o padre ser um ser humano e, como tal, cometer pecados, facilita a confissão, porque ele já experimentou na própria carne o que significa ser fraco e, por isso, pode compreendê-lo melhor.

Tenho vergonha

É lógico, mas é preciso superá-la. Isso é fato: quanto mais lhe custar contar algo, maior será a paz interior que você experimentará depois de dizê-lo. E isso custa precisamente porque você se confessa pouco; se o fizer com mais frequência, verá como essa vergonha será superada.

De qualquer maneira, não ache que você é tão original assim... O que você vai dizer ao padre já foi ouvido milhares de vezes por ele. A essa altura, é difícil acreditar que você possa inventar pecados, não acha? Finalmente, não se esqueça de que "o Diabo tira a vergonha na hora de pecar e a devolve em dobro na hora de pedir perdão". Não caia na sua armadilha.

Sempre digo as mesmas coisas ao padre

Isso não é um problema. É preciso confessar os pecados que a pessoa cometeu, e é bastante lógico que nossos defeitos sejam sempre mais ou menos os mesmos. Seria bem estranho ficar mudando de defeitos o tempo todo; além disso, quando você toma banho ou lava roupa, não espera que apareçam manchas novas, nunca vistas antes, porque a sujeira é mais ou menos sempre do mesmo tipo. Para desejar estar limpo, basta querer remover a sujeira...

A confissão não serve para nada, porque continuo a cometer os pecados que confesso

O desânimo pode  fazê-lo pensar: "Dá na mesma me confessar ou não, porque não muda nada depois da confissão". Mas isso não é verdade. O fato de uma pessoa se sujar não a faz concluir que é inútil tomar banho. E quem toma banho todos os dias também se suja todos os dias. Mas, graças ao fato de tomar banho diariamente, a pessoa não vai acumulando sujeira e se mantém limpa. Acontece o mesmo com a confissão: quando há luta, ainda que a pessoa caia, o fato de se ir  livrando do peso dos pecados a torna melhor. É melhor pedir perdão que não pedir. Pedir perdão nos torna melhores.

Sei que voltarei a pecar, então acho que não estou arrependido

Depende. A única coisa que Deus me pede é que esteja arrependido do pecado cometido e que agora, neste momento, esteja disposto a lutar por não voltar a cometê-lo. Ninguém nos pede para penhorar um futuro que ignoramos. O que vai acontecer daqui a 15 dias? Não sabemos. O que o Senhor lhe pede é que tenha uma decisão sincera, verdadeira, agora, de rejeitar o pecado. É preciso deixar o futuro nas mãos de Deus.

E se o padre pensar mal de mim?

O padre está aí para perdoar. Se ele pensar mal, isso é um problema dele, do qual teria de se confessar. No entanto, o sacerdote tende a pensar bem de você: valorizar sua fé (sabendo que, se você está aí contando seus pecados, não é por ele, mas porque você acredita que ele representa Deus), sua sinceridade, sua vontade de melhorar etc.

Suponho que você já percebeu que sentar-se para ouvir pecados gratuitamente (sem ganhar um centavo por isso), durante horas, se não fosse por amor às almas, não seria feito. Então, se o padre dedica um tempo a você e o ouve com atenção, é porque ele o quer ajudar e porque você é importante para ele. Ainda que ele não conheça você, ele o valoriza o suficiente para querer ajudá-lo a chegar ao céu.

E se o padre contar meus pecados para alguém?

Não se preocupe com isso. A Igreja cuida tanto deste assunto, que aplica a maior penalidade que existe no Direito Canônico – a excomunhão – ao sacerdote que se atrever a dizer qualquer coisa de que teve conhecimento por meio da confissão. De fato, existem mártires do sigilo sacerdotal: padres que morreram por não revelar o conteúdo da confissão.

Tenho preguiça de me confessar

Esta preguiça pode ser real, mas não é realmente um obstáculo para a confissão, já que é bem simples de ser superada. É como se a pessoa dissesse que não toma banho há um ano porque está com preguiça...

Não tenho tempo

É difícil de acreditar que, nos últimos meses, você não tenha tido 10 minutos disponíveis para se confessar. E se comparássemos isso, por exemplo, com a quantidade de horas que você dedicou à televisão nesse tempo?

Não consigo achar um padre

Os padres não são uma raça em extinção, há milhares deles por aí. Em último caso, na lista telefônica está o número da sua paróquia; se você não sabe o nome, pode procurar pela diocese ou região. Além disso, praticamente todas as paróquias e dioceses têm sites, basta procurar. Assim, em poucos minutos, você encontrará um sacerdote para ouvir sua confissão, e inclusive para agendar um horário que seja melhor para você.
Fonte: aqui

quarta-feira, 5 de março de 2014

Vencer o abismo entre as convicções dos cristãos e a Igreja


A conferência introdutória do cardeal Walter Kasper
no último Consistório  já não está fechada a sete chaves.

 
A intervenção pode ser lida aqui na íntegra (ou aqui, num resumo dos seus pontos essenciais). Nela, Walter Kasper considerou que o ensino da Igreja aparece hoje, para muitos cristãos, como  “distante da realidade e da vida”. E citou a exortação Evangelii gaudium, do Papa Francisco: “A família atravessa uma crise cultural profunda, como todas as comunidades e vínculos sociais. No caso da família, a fragilidade dos vínculos reveste-se de especial gravidade, porque se trata da célula básica da sociedade.” (EG 66).

O cardeal alemão acrescentou que muitas famílias se confrontam hoje com “grandes dificuldades”, referindo especificamente situações como a “migração, fuga e afastamento”, as “condições de miséria indignas do homem”, o “individualismo e o consumismo”, as “condições económicas e de trabalho”. Para concluir: “O número daqueles que têm medo de fundar uma família ou que fracassam na realização do seu projeto de vida aumentou de modo dramático, como também o das crianças que não têm a sorte de crescer em uma família ordenada.”, tal como há um “rápido crescimento das famílias desagregadas, [que] parece ser uma tragédia ainda maior”. E por isso a Igreja “é desafiada por essa situação”, disse.

Além do elogio que fez à intervenção do cardeal Kasper, o Papa falou do tema de novo, na sua homilia da missa matinal na Casa de Santa Marta. Falando do casamento e da sua beleza, Francisco disse que “o amor muitas vezes fracassa” e apelou a que os cristãos sejam capazes de “sentir a dor deste fracasso” e de “acompanhar as pessoas que sofreram este fracasso do próprio amor.”. E apelou: “Não condenem! Caminhem com eles.”

Paulo Fonseca já não é treinador do FC Porto

Paulo Fonseca (foto ASF)
Paulo Fonseca

Em comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a administração da SAD azul e branca informa que, «em reunião havida esta manhã acordou com o treinador da sua equipa principal de futebol, Senhor Paulo Fonseca, a cessação das suas funções».
Comunica-se, ainda, que o cargo vai ser assumido, interinamente, por Luís Castro, treinador da equipa B dos dragões.



Luís Castro: um homem da casa, mas não só
Luís Castro

Com Paulo Fonseca saem também os adjuntos Nuno Campos e Pedro Moreira. Paulinho Santos e Wil Coort mantêm-se na equipa técnica agora liderada por Luís Castro.
Paulo Fonseca deixa o FC Porto no terceiro lugar da Liga, com 43 pontos somados, atrás de Benfica (52) e Sporting (47).
O treinador, que esta quarta-feira completa 41 anos de idade, conduziu ainda os azuis e brancos às meias-finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga, tendo igualmente garantido o acesso aos oitavos de final da Liga Europa.
Fonte: aqui


Fim da linha
Diz a comunicação social que Paulo Fonseca pedira, em três momentos distintos da época, a demissão. O presidente Pinto da Costa, ao longo dos anos, revelou aversão a 'chicotadas psicológicas' que só aconteceram em seis vezes ao longo dos seus 32 anos de presidência. Mas a situação chegara ao limite e não havia alternativa. O presidente prolongou, até mais não poder, a manutenção do técnico.
Só que  o ambiente, para os lados do Dragão, estava irrespirável. Uma equipa em campo sem rei nem roque; uma massa adepta desfasada da equipa,  afastada do estádio e com manifestações regulares de descontentamento; um futebol pobre, sem fio de jogo,  sem garra 'à Porto', previsível, inconsistente, muito vulnerável; jogadores sem força psicológica para reverter resultados, que se iam 'abaixo' face às contrariedades em campo; erros defensivos sistemáticos, quando o Porto tem dos melhores defesas;  resultados desportivos e financeiros que deixam demasiado a desejar...
Algo tinha que ser feito! Na minha opinião, tarde demais.
Uma equipa que chegou a ter 5 pontos de avanço sobre o mais direito competidor, está, neste momento, a 9 pontos do líder!!! Muito estranho. Só nos tempos antes de Pinto da Costa se verificavam tais situações.
Não está em causa a pessoa de Paulo Fonseca nem as suas qualidades técnicas. Só que no Porto não deu. Ponto final.

A culpa não pode morrer solteira
Há muitos comentadores desportivos que falam de "fim de ciclo". Tudo pode acontecer, mas pessoalmente não acredito. Pinto da Costa e a direção vão dar a volta por cima, tal como noutras crises.
Apesar da idade e de possíveis problemas de saúde, não vejo Pinto da Costa a sair pelas 'portas do fundo'. Quererá abandonar o FCP quando o clube estiver bem por cima.
O hábito de ganhar pode descambar nalguma molenguice. Desde Vilas Boas que a situação era periclitante. E os dois últimos campeonatos ganhos, sem tirar mérito ao Porto, deveram-se muito a fracassos do Benfica. Além disto, nestas três últimas épocas, as prestações europeias dos Dragões foram fraquíssimas.
Então a culpa parece ir direitinha para a SAD e a famosa estrutura portista, que, nestes anos não foi assim tão famosa...
Pinto da Costa, a quem o Clube tanto deve, encaixará certamente as suas maiores responsabilidades pela crise e saberá tirar dela as consequências que se impõem, tanto no que se refere ao funcionamento da SAD, como no que diz respeito à eficácia da estrutura. Sem esquecer que precisa de ser reavaliado o projeto Futebol Clube do Porto, adaptando-o às circunstâncias atuais. Há que ser exigente quanto ao aproveitamento da formação do clube, recrutamento de treinadores e de jogadores, pois nem tudo o que luz é ouro.
Força, FCP!

terça-feira, 4 de março de 2014

COMEÇA AMANHÃ A QUARESMA




1. Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma:
"Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza" (cf. 2 Cor 8, 9)
AQUI


2. Mensagem do Bispo de Lamego para a Quaresma:
"IDE ATÉ AO CORAÇÃO DE DEUS E DOS IRMÃOS"
AQUI


3. Quarta-feira de Cinzas:
Que significado?
AQUI


4. Jejum e abstinência:
Quem? Quando? O quê? Como?
AQUI

Quando haverá liberdade na Ucrânia?

O verdadeiro motivo da luta: liberdade e dignidade


Nos últimos meses temos acompanhado as manifestações e conflitos que acontecem na Ucrânia, na cidade de Kiev. A praça central, Maidan, passou a ser conhecida mundialmente, já que se tornou palco principal dos conflitos. Aleteia entrevistou Padre Michajlo Dymyd, sacerdote grego-católico de Leopoli, que permaneceu na praça com o povo ucraniano e passou a ser chamado: “capelão da liberdade. O papel da Europa é fundamental.

Tenho consciência de que existirá muito trabalho a se fazer para voltar a normalidade, sobretudo no aspecto cultural e de mentalidade. Por isso, creio que somente quando o último monumento de Vladimir Lenin (revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa, líder do Partido Comunista), for destruído, o nosso povo começará a ser concebido em plena liberdade.


Qual responsabilidade tem agora a Igreja no seu país? 

É necessário que eduque seus filhos a liberdade.

Santo Agostinho dizia “o meu coração não terá paz até encontrar o Senhor”. A Igreja precisa falar do sentido verdadeiro da liberdade: poder fazer o bem. Se eu faço o bem, sou livre. Se não quero fazer o bem, não sou livre. E quando pode haver liberdade? Quando você está em contato com seu Criador, porque liberdade é andar em direção ao Criador, porque fomos destinados a Ele. Cada um deve se questionar: Sou livre? O que fiz ao próximo? Estou em relação com o Criador? Esta é a liberdade que a Igreja deve educar. Praça Maidan”.

Padre Dymyd, o senhor pode nos contar sobre estes últimos dias de revolta?

Após o banho de sangue de alguns dias atrás, agora as pessoas estão tentando se reencontrar.

Aquilo que se pode ver hoje na praça são centenas de milhares de homens e mulheres que têm nos olhos a tristeza, mas também tantas perguntas sobre o futuro. Existem pessoas que trazem flores em memória daqueles que morreram, os jovens que morreram pela liberdade da Ucrânia são chamados de “pelotão celeste”, porque as pessoas verdadeiramente acreditam no sacrifício deles, não apenas humano, mas também como sacrifício aceito pelo Senhor.

Por que perante a lei foi importante permanecer na praça todos os dias? Qual foi sua experiência em meio as manifestações?

Eu fui ali antes de tudo para rezar e para sustentar as pessoas. Ajudo eles a terem em mente o verdadeiro motivo da luta: a liberdade e a dignidade. E como se pode alcançar isto? Com meios diferentes do Evangelho? Não! Amar o próximo, também o bandido.

A coisa mais bonita foi a oração. Quando um rezava, todos rezavam na praça, e isto não perturbava ninguém. Um ateu podia também estar na praça e não era perturbado pela oração do sacerdote. Todos participavam, cada um do seu modo. Era claro que o Espírito agia nas pessoas, porque todos entendiam a oração um do outro, mesmo se dita em maneira incompreensível e com gestos normalmente não aceitos.

Uma coisa bonita também foi o fato de ter sido bem quisto pelas pessoas. Tiveram aqueles que me disseram: “sem vocês sacerdotes, não existiria vitória”. Ou seja, eu estava ali como embaixador do Senhor, também porque podia batizar, crismar, casar, rezar sobre os defuntos, absolver os pecados dos que estavam à beira da morte e visitar os doentes. A praça é o lugar ideal para uma pastoral intensa.

O presidente Yanukovych foi eleito democraticamente e agora foi afastado. Este ato é realmente útil para o bem do país? Não se corre o risco de criar um vazio no poder e uma consequente anarquia?

Eu penso que Yanukovych foi eleito democraticamente, mas através das fraudes eleitorais, porque é muito estranho o fato de ter recebido tantos votos. Penso que seja correto compará-lo a Hitler. Também ele foi eleito, era chanceler da Alemanha naquele tempo e depois sabemos como tudo acabou.

O problema do vácuo no poder está quase resolvido porque o parlamento já fixou a eleição presidencial. Daqui a alguns meses existirá um novo presidente eleito democraticamente.

Alguns sustentam que o novo governo “revolucionário” da Ucrânia está nas mãos dos fascistas e neonazistas. É real este rumor?

O povo ucraniano está pacificado e não fará nenhum extremismo. Mas é preciso esclarecer o conceito de nacionalismo. Aqui na Ucrânia o patriotismo é chamado nacionalismo, ou seja, o nacionalista não é extremista, mas quer apenas o bem da sua pátria e não o mal da pátria dos outros. A Ucrânia é um Estado jovem, tem 22 anos e tem perto de si a Polônia, que aceita e ajuda a proclamação do Estado ucraniano, mas infelizmente existem nações como a Rússia que procuram opor-se à independência.

Como o senhor imagina o futuro desta nação?

Um povo escravo precisa de muitas gerações para sair desta condição.

Existe agora um grande desafio para os intelectuais, as mídias, as instituições, as Igrejas: ajudar cada ucraniano a ser livre, a aprender a conhecer a  liberdade. O papel da Europa é fundamental.

Tenho consciência de que existirá muito trabalho a se fazer para voltar a normalidade, sobretudo no aspecto cultural e de mentalidade. Por isso, creio que somente quando o último monumento de Vladimir Lenin (revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa, líder do Partido Comunista), for destruído, o nosso povo começará a ser concebido em plena liberdade.


Qual responsabilidade tem agora a Igreja no seu país? 

É necessário que eduque seus filhos a liberdade.

Santo Agostinho dizia “o meu coração não terá paz até encontrar o Senhor”. A Igreja precisa falar do sentido verdadeiro da liberdade: poder fazer o bem. Se eu faço o bem, sou livre. Se não quero fazer o bem, não sou livre. E quando pode haver liberdade? Quando você está em contato com seu Criador, porque liberdade é andar em direção ao Criador, porque fomos destinados a Ele. Cada um deve se questionar: Sou livre? O que fiz ao próximo? Estou em relação com o Criador? Esta é a liberdade que a Igreja deve educar.
Fonte: aqui

segunda-feira, 3 de março de 2014

É Carnaval, ninguém leva a mal


Não há povo que não comemore o Carnaval.
De uma maneira simples, com pequenas brincadeiras, desfiles, fogueiras, certas comidas ligadas à época, alguns desmandos nas bebidas ...
De uma forma mais grandiosa como em Ovar, Torres Novas, etc.
Entre nós merece especial referência o Carnaval de Lazarim que atrai àquela terra muitos forasteiros. Sem dúvida dos mais genuínos carnavais portugueses, mantendo bem vivas tradições ancestrais que perduraram ao longo dos tempos. Máscaras carrancudas de madeira, esculpidas por artesãos da aldeia, são nesta época festiva utilizadas por jovens de ambos os sexos - os caretos e as senhorinhas.
Nesta Paróquia, além das fogueiras em várias povoações, merece menção o Desfile de Carnaval de Tarouca e Argueira. O "salpicão da língua", o cozido à portuguesa e as fêveras...
No mundo, o famosa Carnaval brasileiro centra as atenções.


Brincar é bom. E quando as brincadeiras recorrem à inteligência e à criatividade, ainda melhor.
Desde que as brincadeiras respeitem a dignidade da pessoa humana, tudo bem.

Vídeo e fotos dos desfiles de Carnaval (Tarouca e Arguedeira)


 
Carlos Silva, in facebook









domingo, 2 de março de 2014

Recriação histórica: 500 anos do Foral de Tarouca

Vídeo de Gonçalves Vingadas, in facebook

Neste domingo, 2 de março. Uma bela recreação  da entrega da Carta de Foral a Tarouca por D. Manuel I, há 500 anos.
A Carta de Foral de Tarouca foi atribuída em 27 de fevereiro de 1514.
 Para evocar o espírito histórico e retratar o quão, à época, era importante a atribuição de tal privilégio,  o Município de Tarouca promoveun uma recriação histórica na nossa zona antiga de Tarouca, mais concretamente junto à Igreja Matriz, nas Praças do Ultramar e 25 de Abril.
As muitas pessoas presentes poderam  recuar até 1514 e vivenciar vários episódios da época, enquadrados  na moldura de um mercado quinhentista, onde foram envolvidos, numa abordagem interativa, a população e os visitantes. Pelo recinto, que serviu de cenário, foram colocados elementos decorativos e de ambientação, com animadores de rua e encenação da atribuição do foral.
Parabéns à organização pela participação, pelo empenho em dar mais vida cultural à nossa terra. 
Foi uma belíssima tarde passada nestas terras de TAROUCA.

 

 




 










 

sábado, 1 de março de 2014

Rússia envia tropas para a Ucrânia

Receio de guerra aberta

Veja aqui

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Desfile "Carnaval": 500 Anos do Foral de Tarouca

 Participação dos alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Tarouca, cujo tema versou sobre a atribuição do Foral Manuelino, em 27 de fevereiro de 1514.
Durante a manhã, as ruas de Tarouca foram preenchidas por centenas de crianças que, cuidadosamente trajadas e caraterizadas, personificaram as classes sociais quinhentistas, o povo, o clero e a nobreza.
Muito embora imbuídas no espírito carnavalesco, as crianças tiveram a oportunidade de perceber as diferenças sociais e culturais da época e aprender qual a importância que Tarouca viu reconhecida com a atribuição da Carta de Foral, há 500 anos atrás.
















Fonte: aqui

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cristo de braços cansados




SIMPLUS lançam novo álbum com reflexões sobre a vida e a fé.
Veja aqui


Conhece o grupo SIMPLUS?
(Carregue em SIMPLUS e navegue...)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

500 anos do Foral de Tarouca

A Exposição "Scriptorium"

  Escola Dr José Leite de Vasconcelos - Tarouca- leva a efeito a exposição "Sriptorium", comemorativa dos 500 anos do Foral de Tarouca.
Esta exposição cuja apresentação pública ocorre em 27 de fevereiro de 2014, pelas 12 horas, estará patente ao público até 14 de março próximo.



 Recriação histórica
 
A 2 de março, já no próximo domingo, iremos celebrar os 500 anos de atribuição da Carta de Foral a Tarouca. Pela força histórica e identitária que esta data representa para o Concelho de Tarouca, não a podíamos deixar passar em vão. A Carta de Foral de Tarouca foi atribuída em 27 de fevereiro de 1514.

Para evocar o espírito histórico e retratar o quão, à época, era importante a atribuição de tal privilégio, vai o Município de Tarouca promover, no referido dia 2 de março, uma recriação histórica na nossa zona antiga de Tarouca, mais concretamente junto à Igreja Matriz, nas Praças do Ultramar e 25 de Abril.

Vamos recuar até 1514 onde se vivenciarão vários episódios da época, enquadrados, ordinariamente, na moldura de um mercado quinhentista, onde serão envolvidos, numa abordagem interativa, a população e os visitantes. Pelo recinto, que servirá de cenário, serão colocados elementos decorativos e de ambientação, com animadores de rua e encenação da atribuição do foral.


 Desfile de Carnaval 
O Desfile de Carnaval, a realizar no dia 28 de fevereiro pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Tarouca,  tem como tema a atribuição da Carta Foral a Tarouca por D. Manuel I. As  crianças e os jovens  estão com vontade de participar e certamente que o Desfile os valorizará cultural e historicamente.

"Pequeno papa" recebe beijo de Francisco



A tradicional catequese do Papa Francisco às quartas-feiras, na Praça de São Pedro, atrai cada vez mais peregrinos, que desejam abraçar, apertar a mão ou receber um beijo do Pontífice. Com tanta gente, é preciso ser criativo para chamar a atenção de Francisco. Pensando nisso, a família do pequeno Pedro Ciabatini, de apenas um ano e meio, conseguiu ser original e conquistou o carinho não só do Papa, mas também dos fiéis que participaram da audiência geral de hoje.

Paula Ciabatini, mãe de Pedro, conta com exclusividade à Aleteia que aproveitou a proximidade do carnaval para fantasiar o menino de Papa. Foi a avó quem confeccionou toda a roupa, que não deixou de ter o solidéu e uma pequena réplica da cruz de Francisco. “Foi um gesto de carinho pelo Santo Padre, não para fazer o ridículo. Queríamos receber a bênção do Papa original”, disse a romana, que trabalha como secretária em um instituto religioso.

Catequese aborda a unção dos enfermos

O Papa começou a catequese agradecendo a presença dos quase 40 mil peregrinos que lotaram a Praça de São Pedro. “Hoje a previsão era de chuva e todos vocês vieram. Que coragem! Parabéns!”, saudou.

Continuando as meditações sobre os sacramentos, Francisco aprofundou na Unção dos Enfermos e disse que ela permite que Cristo se faça próximo dos que sofrem, por meio dos seus ministros.

“Há um pouco a ideia que, depois da visita do sacerdote a um doente, chega o caixão da funerária. Isso não é verdade. O sacerdote vem para ajudar o enfermo. É Jesus que vem para dar esperança e para perdoar os pecados e isso é belíssimo”, disse de improviso.

Segundo o Santo Padre, por meio desse sacramento, toda a comunidade cristã, como um só corpo, se une aos que sofrem para sustentá-los com a fé e a esperança. “Tenhamos o hábito de chamar o sacerdote para que os enfermos encontrem força e esperança”, pediu.

Fonte:  aqui

Pequenos agricultores revoltados


Excesso de zelo e gula de impos­tos desgraçam pequenos agricultores e destroem postos de trabalho nas al­deias.


Para vender meia dúzia de couves, al­guns quilos de castanhas, meia dúzia de molhadas de grelos..., o pequeno agricul­tor, às vezes já com idade que requeria total descanso, é obrigado a ir às Finanças colectar-se.
Quanto a mim, são leis cujos autores desconhecem totalmente a realidade do nosso país, no que respeita à subsistência da maior parte dos habitantes das nossas aldeias.
Já quase despovoadas, ficarão, breve­mente, totalmente desertificadas. A quem interessa esta situação?
Não são estes idosos, porque o que ti­ram da terra que lhes dá, às vezes, uns euros pretos, que prejudicam as finanças do Estado.
O que prejudicará as finanças do Es­tado serão aqueles que plantam grandes florestas, pagando pelo aluguer das terras desertificadas “dez reis de mel coado” para tirarem grandes lucros e, esses sim, fugirem aos impostos, que ajudariam as tais finanças nacionais, mas que, com a ajuda de leis inócuas e facilmente reinterpretadas, ajudarão, sim, os bolsos dos grandes empresários.
Pobre agricultor, que tanto suou, a ponto de ficar com o rosto tisnado, vê agora, nos últimos tempos da sua vida, os “ladrões credenciados” entrar-lhe nos bolsos e levar-lhe os últimos cêntimos que consegue amealhar, quando os dos bolsos cheios continuam a poder desperdiçar, porque o “seu” lá lhe vai ter.
Será  isto conhecer Portugal, as suas terras e as suas gentes?

In Sempre Jovem

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Morreu Mário Coluna

Mário Coluna, o histórico jogador de futebol, morreu esta tarde, aos 78 anos. O estado de saúde do ex-jogador agravou-se esta terça-feira, altura em que sofreu uma paragem cardiorrespiratória.
Mário Coluna estava internado no Instituto do Coração, em Maputo, desde Domingo.
Segundo a sua esposa, Isabel Santos, os Monstro Sagrado deu entrada no hospital apresentando complicações respiratórias. O seu estado foi considerado delicado desde o primeiro momento.
Mário Esteves Coluna nasceu a 6 de Agosto de 1935 em Magude, na província de Maputo, e, quando adolescente, viveu no bairro do Alto Maé. Ao seu lado, no bairro da Mafalala, Eusébio brincava com outras crianças.
A amizade que mais tarde uniu os dois ícones do futebol era forte. Segundo a esposa de Mário Coluna, o ex-jogador ficou muito afetado com a morte de Eusébio.
"Ficou muito abalado, ficou triste, mas depois recompôs-se, só consumia líquidos mas naquele período ficou muito abalado", explicou Isabel Santos.
Mário Coluna destacou-se como jogador de futebol ao serviço do Sport Lisboa e Benfica e da Seleção Portuguesa. Em 1966 foi capitão da seleção portuguesa, que conquistou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo em Inglaterra, naquela que a melhor posição de sempre dos Lusos numa fase final de um Mundial.
Em Moçambique, Mário Coluna jogou futebol e praticou atletismo pelo Desportivo Maputo, foi selecionador Nacional de Futebol e Presidente da Federação Moçambicana de Futebol.
Enquanto treinador, o Monstro Sagrado, conquistou o primeiro título de campeão nacional de Moçambique após independência, em 1976, sob comando do Textáfrica do Chimoio e posteriormente pelo Ferroviário de Maputo.
Fonte:  aqui