I
Diz ele que não sei ler
Isso que tem? Cá na aldeia
Não se arranjam dúzia e meia
Que saibam ler e escrever.
II
P'ra escolas não há bairrismo,
Não há amor nem dinheiro.
Por quê? Porque estão primeiro
O Futebol e o Ciclismo!
III
Desporto e pedagogia
Se os juntassem, como irmãos,
Esse conjunto daria,
Verdadeiros cidadãos!
Assim, sem darem as mãos,
O que um faz, outro atrofia.
IV
Da educação desportiva,
Que nos prepara p'ra vida,
Fizeram luta renhida
Sem nada de educativa.
V
E o povo, espectador em altos gritos,
Provoca, gesticula, a direito e torto,
Crendo assim defender seus favoritos
Sem lhe importar saber o que é desporto.
VI
Interessa é ganhar de qualquer maneira.
Enquanto em campo o dever se atropela,
Faz-se outro jogo lá na bilheiteira,
Que enche os bolsinhos aos que vivem dela.
VII
Convém manter o Zé bem distraído
Enquanto ele se entrega à diversão,
Não pode ver por quantos é comido
E nem se importa que o comam, ou não.
VIII
E assim os ratos vão roendo o queijo
E o Zé, sem ver que é palerma, que é bruto,
De vez em quando solta o seu bocejo,
Sem ter p'ra ceia nem pão, nem conduto.
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
terça-feira, 16 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Quermesse em Santa Helena
O Grupo ELAS levou a efeito uma quermesse
durante a Festa de Santa Helena cujos proventos reverteram a favor do Centro
Paroquial.
Marcante atitude deste grupo que, por
iniciativa própria, realizou este gesto em prol do bem comum. São gestos
bonitos como estes que dão força e coragem para todos levarmos em frente as
obras da 3ª parte do Centro Paroquial. Nem as condições difíceis em que
realizaram a tarefas as desmotivou.
Merecem pela atividade realizada e pelo
empenho demonstrado os mais sinceros e vivos parabéns!
quinta-feira, 11 de julho de 2013
"Esqueceram-se de Mim", diz o Senhor
Muitos andores, tantos que nem lembro. Anjinhos e figuras, muitos mesmo. Banda de música, cruzes, bandeiras, pálio, padre, acólitos, entidades, associações... Um longo cortejo.
Nas bermas das ruas, muita gente que comenta, fotografa, ri, acena para amigos... Uns de pé, outros sentados. Há quem beba e até quem fume. Com o calor, qualquer coisa serve de leque para refrescar o rosto. Um longo percurso, porque é assim que o povo gosta.
Na Igreja depois, já pouca gente entra. Os intervenientes, afogueados, tentam escapuli-se rapidamente para refrescar a garganta. Os assistentes debandam porque é preciso acolher os convidados em casa e saciar o "bichinho do estômago".
- Senhor, pareces triste. Que tens? - Inquiriu a criança que levara o guião mais pequenino e que fora a única que se lembrou do Senhor da festa.
- Amiguito - respondeu o Senhor - esqueceram-se de Mim nesta festa.
- OIlha que não, Senhor! Não viste tanta gente na procissão?
- Eu vi, amiguito, mas essa gente é que Me não viu.
- Como assim? - insistiu o petiz.
- Olha - continua o Senhor a quem a voz saía profunda, meiga, envolvente apesar da mágoa - esta gente não Me quis a Mim, mas o espectáculo. Fizeram da procissão um desfile qualquer. Viste que nem sequer houve respeito em alguns assistentes? Viste como eles estavam? As posições que tomaram? Os comentários que fazeram? As brincadeiras que alimentaram?
- Senhor, eu ia na procissão, concentrado em levar o guião direitinho e, para o fim, já me doíam os braços, por isso não prestei muita atenção aos comentários. Fazia o meu papel...
- Eu vi, amiguito. E reparei bem que ias vestido com dignidade. Não foste de calções como alguns. Se as pessoas reparassem no ridículo que é vestir uma opa por cima de uns calções, vestiriam umas calças ou um vestido decente antes de participar na procissão. Não é por Mim, amiguito, é por elas. Atos solenes, roiupa digna.
- Senhor, começo a perceber que tens razão...
- Pois, amiguito... E reparaste certamente que a maioria das pessoas que presenciou e participou na procissão Me abandonou quando Eu desci para estar com elas. Viste a Missa? Onde estavam os mirones da procissão? É na Eucaristia que estou realmente presente para os meus amigos. É na Eucaristia que lhes falo e os alimento. É na Eucaristia que faço com eles família.
- Senhor, eu reparei porque estive presente com meus pais que sempre me ensinaram que a parte central da festa é a Eucaristia. Nós não gostamos de deixar o nosso lugar vazio.
- Vês, amiguito? Há tanta festa dita religiosa sem Deus, sem fé... As pessoas ficam-se pelo aspeto mais folclórico.
A que festa se refere o texto? A NENHUMA em particular. Todas, de uma forma ou de outra, padecem daquilo de que se queixou o Senhor.
Cabe a cada pessoas e a todas as pessoas fazer algo para que o Senhor não se queixe.
Nas bermas das ruas, muita gente que comenta, fotografa, ri, acena para amigos... Uns de pé, outros sentados. Há quem beba e até quem fume. Com o calor, qualquer coisa serve de leque para refrescar o rosto. Um longo percurso, porque é assim que o povo gosta.
Na Igreja depois, já pouca gente entra. Os intervenientes, afogueados, tentam escapuli-se rapidamente para refrescar a garganta. Os assistentes debandam porque é preciso acolher os convidados em casa e saciar o "bichinho do estômago".
- Senhor, pareces triste. Que tens? - Inquiriu a criança que levara o guião mais pequenino e que fora a única que se lembrou do Senhor da festa.
- Amiguito - respondeu o Senhor - esqueceram-se de Mim nesta festa.
- OIlha que não, Senhor! Não viste tanta gente na procissão?
- Eu vi, amiguito, mas essa gente é que Me não viu.
- Como assim? - insistiu o petiz.
- Olha - continua o Senhor a quem a voz saía profunda, meiga, envolvente apesar da mágoa - esta gente não Me quis a Mim, mas o espectáculo. Fizeram da procissão um desfile qualquer. Viste que nem sequer houve respeito em alguns assistentes? Viste como eles estavam? As posições que tomaram? Os comentários que fazeram? As brincadeiras que alimentaram?
- Senhor, eu ia na procissão, concentrado em levar o guião direitinho e, para o fim, já me doíam os braços, por isso não prestei muita atenção aos comentários. Fazia o meu papel...
- Eu vi, amiguito. E reparei bem que ias vestido com dignidade. Não foste de calções como alguns. Se as pessoas reparassem no ridículo que é vestir uma opa por cima de uns calções, vestiriam umas calças ou um vestido decente antes de participar na procissão. Não é por Mim, amiguito, é por elas. Atos solenes, roiupa digna.
- Senhor, começo a perceber que tens razão...
- Pois, amiguito... E reparaste certamente que a maioria das pessoas que presenciou e participou na procissão Me abandonou quando Eu desci para estar com elas. Viste a Missa? Onde estavam os mirones da procissão? É na Eucaristia que estou realmente presente para os meus amigos. É na Eucaristia que lhes falo e os alimento. É na Eucaristia que faço com eles família.
- Senhor, eu reparei porque estive presente com meus pais que sempre me ensinaram que a parte central da festa é a Eucaristia. Nós não gostamos de deixar o nosso lugar vazio.
- Vês, amiguito? Há tanta festa dita religiosa sem Deus, sem fé... As pessoas ficam-se pelo aspeto mais folclórico.
A que festa se refere o texto? A NENHUMA em particular. Todas, de uma forma ou de outra, padecem daquilo de que se queixou o Senhor.
Cabe a cada pessoas e a todas as pessoas fazer algo para que o Senhor não se queixe.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
"O país precisa de compromisso de salvação nacional", afirmou o chefe de Estado
Na comunicação que fez nesta noite ao país, o presidente da República defendeu um acordo de médio prazo entre PSD e CDS e PS. "O país precisa de compromisso de salvação nacional", afirmou o chefe de Estado."Darei todo o apoio a esse compromisso patriótico", disse.
Veja aqui
Veja aqui
terça-feira, 9 de julho de 2013
Mário Soares diz que puseram na missa do patriarca de Lisboa "capangas" para "bater palmas aos políticos"
Veja aqui
Como se ouve com frequência, já não há pachorra para ouvir o antigo presidente da República e candidato severamente derrotado nas últimas eleições presidenciais a que concorreu. Não nego o importante papel que Soares teve em momentos críticos da nossa História recente. Mas não esqueço também as asneiras políticas que cometeu.
Pensava que agora os cabelos brancos lhe trariam a prudência, a sabedoria e a postura de um vero ancião. Neste campo, Eanes ganha-lhe de longe.
"De velho se volta a menino", diz o povo. Mas se há paciência, até alguma simpatia, para com certa irreverência da juventude, o mesmo já não acontece face à reguilice de uma pessoa daquela idade.
De um ancião espera-se muito mais. Outra postura.
De deita-abaixo está o país cheio. De Mário Soares espera-se muito mais. Ao menos a dignidade do silêncio.
"¿Por qué no te callas?", Mário Soares?
Mário Soares e Torgal Ferreira só fariam bem em prestar alguma atenção àquilo que o rei Juan Carlos disse ao falecido presidente da Venezuela naquela célebre reunião.Como se ouve com frequência, já não há pachorra para ouvir o antigo presidente da República e candidato severamente derrotado nas últimas eleições presidenciais a que concorreu. Não nego o importante papel que Soares teve em momentos críticos da nossa História recente. Mas não esqueço também as asneiras políticas que cometeu.
Pensava que agora os cabelos brancos lhe trariam a prudência, a sabedoria e a postura de um vero ancião. Neste campo, Eanes ganha-lhe de longe.
"De velho se volta a menino", diz o povo. Mas se há paciência, até alguma simpatia, para com certa irreverência da juventude, o mesmo já não acontece face à reguilice de uma pessoa daquela idade.
De um ancião espera-se muito mais. Outra postura.
De deita-abaixo está o país cheio. De Mário Soares espera-se muito mais. Ao menos a dignidade do silêncio.
sábado, 6 de julho de 2013
Momentos especiais da novena:
- Domingo, dia 7, Festa da Senhora das Dores, às 18.30h
ÀS 21 HORAS:
- 3ªfeira, dia 9: VIA LUCIS (via sacra da Ressurreição)
- 5ª feira, dia 11: Melodias com Fé. A beleza da
Música, com o P.e Marcos Alvim
- 6ªfeira, dia 12: Vidas com fé. Encontro/partilha
com a presença de um casal e de um jovem
Começa a NOVENA
Vou agora para Santa Helena.
Às 18.30h começa a novena e é preciso acolher as pessoas que vão chegando.
Quem quer vir?
sexta-feira, 5 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
O BALDE
Um velho senhor tinha um bonito lago na sua enorme propriedade.
Depois de algum tempo sem ir ao local, decidiu naquele dia dar uma olhada geral para ver se estava tudo em ordem.
Pegou um balde para aproveitar o passeio e trazer umas frutas das árvores pelo caminho, e ao aproximar-se do lago, escutou vozes femininas, animadas, divertidas.. ..
Então viu um grupo de jovens mulheres a tomar banho no lago, completamente nuas.
Chegou mais perto e, com isso, todas elas fugiram para a parte mais funda do lago, deixando apenas a cabeça fora de água.
Uma das mulheres gritou:
-Não saímos daqui enquanto o senhor não for embora!
O velho respondeu:
- Calma moças, eu não vim até aqui para vê-las nadar ou para vê-las sair nuas no lago!
Levantando o balde, ele disse:
-Eu só vim dar comida ao jacaré...
(Recebido do por email)
Santa Helena ... indica-nos o caminho para horizontes mais largos!

A partir desse lugar místico , poderemos abraçar um dos mais belos horizontes que conheço.
Aproxima-se a altura especial de subir a serra.
São muitas as pessoas de todo o concelho e região que sobem para sentir, cada um à sua maneira , n(a) Serra.
Santa Helena tem muito de especial sempre, e nesta altura então ....!
A Cruz da subida indica-nos o caminho para horizontes mais largos!
Domingos Nascimento, aqui
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Portugueses estão reféns de governo incompetente e não depositam qualquer esperança na oposição
A governação de Passos Coelho falhou em toda a linha. Este já só se aguenta no poder porque não há à vista qualquer alternativa credível.
A equipa de Coelho, Portas e Gaspar, não só não conseguiu tirar o país do beco para onde Sócrates nos tinha atirado, como ainda piorou a situação. As finanças públicas estão num caos. Há milhares de empresas a fechar, o desemprego é galopante. Os mais pobres passam fome, a classe média extingue-se. A coligação PSD-CDS não reduziu a despesa com as estruturas inúteis do estado. Não se baixaram sequer as rendas das parcerias, como preconizava o memorando com a troika.
Caminhamos para o abismo e o maior drama é que nem sequer há alternativa eleitoral. O PS é inconsistente. Seguro é feito da mesma massa de Passos e Relvas. Vindo das juventudes partidárias, não tem mundividência nem currículo. Não se lhe conhece uma ideia. Apenas se sabe que domina bem o aparelho socialista. Seguro é, afinal, um clone de Passos.
Restaria, como opção, a hipótese de um governo de iniciativa presidencial, apadrinhado por Cavaco Silva. Mas quais seriam as políticas desse seu executivo? Provavelmente, apenas fazer chegar à governação a ala cavaquista do PSD, constituída por gente habituada a bons empregos do estado, negócios fáceis e privilégios; e que está ávida de poder.
E quem seria o preferido de Cavaco para primeiro-ministro? Talvez Rui Rio ou Guilherme de Oliveira Martins. Mas das escolhas de Cavaco há que temer. Recorde-se que foi o atual presidente que, enquanto líder do PSD, nomeou para secretário-geral Dias Loureiro, um dos principais responsáveis pela maior burla financeira do regime, o BPN. Como primeiro-ministro, designou como líder parlamentar um atual presidiário, Duarte Lima. E já recentemente, para liderar o grupo de sua iniciativa "EPIS - empresários pela inclusão social", escolheu João Rendeiro, o responsável pela fraude do BPP. Não se pode pois confiar em quem erra tão clamorosamente em nomeações de tamanha importância.
Os portugueses estão em fim de linha, reféns de um governo incompetente, e não depositam qualquer esperança na oposição. Sabem que o Presidente é desastrado. Só com novos protagonistas poderemos sair deste atoleiro. O regime precisa de uma reviravolta.
Paulo Morais, Professor Universitário, aqui
terça-feira, 2 de julho de 2013
Fim da atual coligação?
Portas demite-se do Governo
descontente com solução para as Finanças
Veja aqui
Será que há salvação para o atual governo? Para já Passos Coelho diz que não se demite, mas as condições de governação estão a esgotar-se.
A maioria não tem cessado de dar tiros nos pés. Muito mais do que as manifestações e greves, muito mais do que as oposições, têm sido as constantes trapalhadas desta maioria que a têm enfraquecido e levado ao esgotamento.
A opinião que as pessoas têm é que o governo não se entende, não tem liderança, nem um projeto para Portugal e é mais troikista do que a Troika.
Passos Coelho e seus ministros têm-se desgastado por culpa própria, à custa de muitas e constantes asneiras, revelando alguma impreparação para o cargo.
E depois a grande oposição política ao governo vem de dentro dos partidos que apoiam a atual maioria. Sobretudo do PSD. Basta ver certos comentadores televisivos. É sintomática aquela questão que há dias ouvi a uma pessoa do povo: "Se ele (Passos Coelho) não põe em ordem o partido, vai pôr em ordem o país?"
Vamos certamente caminhar para eleições legislativas antecipadas, com custos muito altos para o país. Mas é próprio da democracia gerar soluções, a mais importante das quais passa por devolver a palavra ao eleitorado.
Só desejo como cidadão que não volte a aparecer por aí um novo "Sócrates"...
Vamos certamente caminhar para eleições legislativas antecipadas, com custos muito altos para o país. Mas é próprio da democracia gerar soluções, a mais importante das quais passa por devolver a palavra ao eleitorado.
Só desejo como cidadão que não volte a aparecer por aí um novo "Sócrates"...
pessismo e derrotismo lusitanos
O pessimismo e o derrotismo com que muita gente encara o nosso mundo não servem para tornar o mundo melhor, antes pelo contrário. Ninguém gosta de viver ao lado de gente que não sabe fazer outra coisa senão lamentar-se e dizer mal de tudo e de todos.
Alguns jornais online apresentam as notícias mais lidas pelos seus leitores. Quem estiver minimamente atento verificará que as preferências vão para a informação que apresenta o lado negro da vida: mortes violentas, assassínios, roubos, raptos, escândalos sexuais, vigarices e quejandos...
A comunicação social, em constante "guerra" de audiências, espreme até ao tutano o gosto dos leitores pelo lado negro da vida. Sem faltar à verdade, a comunicação social poderia e deveria ir muito mais além, apresentado o lado bom e positivo da vida e da sociedade. É que temos direito à verdade total. Por seu lado, os consumidores de informação, que são as pessoas, poderiam obrigar a comunicação social a mudar de agulha. Bastava que dessem muita mais importância aos aspetos positivos.
Sabe-se bem que o otimismo e a vontade de viver são uma forte alavanca na recuperação da doença e na ultrapassagem dos problemas. Ao contrário, o pessimismo e o derrotismo aumentam a doença e alargam os problemas.
O otimista não deixa de ter os pés no chão. Só que onde outros vêm desilusões, obstáculos e dificuldades, ele enxerga oportunidades, desafios e saídas.
O derrotista pessimista gasta na má língua, na crítica estéril e na alheia culpabilização as energias que o deixam ainda mais em baixo e o destroem.
Também na Igreja há demasiado pessimismo, pese embora a lufada de ar fresco trazida pelo Papa Francisco. Uma das coisas que me custa mais na Igreja de hoje é ouvir leigos, padres e bispos com uma visão derrotista. Penso que há hoje muita coisa melhor na Igreja do que há anos atrás. E até no que diz respeito à ética e relação afetiva entre as pessoas o mundo antigo não era melhor do que hoje. Sem já falar nos bens materiais e na política.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Parabéns, P.e Adriano!
Veja aqui
Bispo alerta para «ilusão do poder»
D. António Couto ordenou dois padres e lembra que anúncio do Evangelho implica «rejeição»
O bispo de Lamego afirmou neste domingo que a Igreja deve saber resistir à “ilusão de poder”, com a consciência de que o anúncio do Evangelho implica rejeição e dificuldades.
“Se a rejeição acompanha o Evangelho em pessoa, que é Jesus Cristo, os seus discípulos de ontem e de hoje devem saber bem estas coisas, para não procurarem facilidades no seguimento fiel do caminho de Jesus”, disse D. António Couto. A celebração decorreu na Catedral de Lamego e inclui a ordenação de dois padres, Adriano Filipe Assis e António Júlio Fernandes Pinto. O bispo diocesano partiu de uma passagem do Evangelho na qual dois apóstolos, Tiago e João, “propõem a Jesus dizimar uma povoação samaritana” porque esta recusa a acolhê-lo. “A postura do mensageiro ou missionário é a de um pedinte que vai à frente e bate à porta, às portas. Tem de aprender a pedir e a receber; não a insultar, a suspeitar e a ameaçar”, observou. D. António Couto disse que “Jesus caminha sem hesitação para a cruz” e que quem o quiser seguir “tem, portanto, de apostar tudo no novo sentido que Jesus imprime à existência, partir da morte para a vida, com a única chave possível que abre este caminho Crucial: o amor, o amor, o amor”. “Entenda-se: é um caminho novo que se abre à nossa frente. Sem retrocessos, sem desvios, sem distrações, sem nostalgias, sem qualquer saída de segurança”, precisou. In agência ecclesia |
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