terça-feira, 19 de março de 2013

19 de Março - DIA DO PAI



Ao meu pai
Aos pais desta comunidade paroquial
aos meus amigos que são pais
A todos os pais do mundo
Neste dia que lhes é dedicado
Os  meus parabéns sinceros!

sábado, 16 de março de 2013

O Papa Francisco deseja uma "Igreja pobre para os pobres"

Desde a primeira aparição na Praça de São Pedro
que o Papa Francisco revela sorriso fácil,
serenidade e proximidade com os fiéis.
 
Papa há poucos dias,
já deu inúmeros sinais da sua humildade.
Um deles é manter ao peito a cruz de prata que usa há anos,
em vez da cruz de ouro do papado.
 
E depois da polémica
em torno dos sapatos vermelhos
 de Bento XVI (da luxuosa marca Prada),
eis que Francisco se apresenta com simples sapatos pretos.
 
'Não te esqueças dos pobres'",
disse-lhe o arcebispo Cláudio Hummes,
no conclave,
e o nome de São Francisco de Assis,
"um homem da pobreza e um homem da paz",
já não lhe saiu da cabeça.
 
Na audiência com jornalistas, na Sala Paulo VI,
recebeu cumprimentos e ofertas,
como um recipiente tradicional para fazer chá na América do Sul.
 
Até o cão-guia de um jornalista cego
recebeu um gesto de ternura por parte do Sumo Pontífice.
 
Outro sinal da sua personalidade foi a saída,
após ser eleito Papa,
para pagar a conta de hotel onde esteve antes do conclave.
 
O Papa Francisco em oração na réplica da gruta de Lourdes,
Vaticano, um dia antes do primeiro Angelus na Praça de São Pedro.
 
O papa Francisco desejou, este sábado, "uma igreja pobre para os pobres" e explicou, num encontro com jornalistas, que escolheu o nome de São Francisco de Assis porque este era "um homem da pobreza e um homem da paz".
Papa Francisco deseja "Igreja pobre para os pobres"
Papa recebeu em audiência os profissionais da comunicação social no Vaticano
"Como eu gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres", disse o papa a centenas de jornalistas de todo o mundo recebidos, este sábado, em audiência na Sala Paulo VI, no Vaticano.
O novo líder da Igreja Católica explicara antes porque decidira chamar-se Francisco, fazendo referência a São Francisco de Assis, o santo dos pobres. "Francisco é o nome da paz, e foi assim que esse nome entrou no meu coração", disse.
"Durante a eleição, eu estava ao lado do arcebispo [emérito] de São Paulo Cláudio Hummes, um grande amigo (...) Quando as coisas ficaram perigosas, ele reconfortou-me. Quando os votos atingiram os dois terços, ele abraçou-me, beijou-me e disse-me: 'Não te esqueças dos pobres'", contou o papa aos jornalistas.
"Imediatamente, em relação com os pobres, eu pensei em Francisco de Assis", disse, acrescentando que para si aquele santo é "um homem da pobreza, um homem da paz, um homem que amava e protegia a criação. Neste momento as nossas relações com a criação não vão muito bem".
Antes de explicar a escolha do seu nome, o pontífice agradeceu aos meios de comunicação pelo seu trabalho nestes dias e falou sobre a dificuldade de informar sobre os eventos da Igreja, já que "não são uma categoria mundana e por isso não são fáceis de comunicar a um público vasto e heterogéneo".
Francisco acrescentou que a comunicação deve basear-se na busca da "verdade, da bondade e da beleza" tal como faz a Igreja.

Fonte: Jornal de Notícias, de hoje.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dez gestos inesperados de um Papa surpreendente

Veja aqui

Acusações contra o Papa são "caluniosas e difamatórias"

Acusações contra o Papa são "caluniosas e difamatórias"


O Vaticano rejeitou ontem "de forma clara e firme" as acusações de alegada conivência do Papa Francisco com a junta militar argentina, qualificando-as de "caluniosas e difamatórias".  
Trata-se de uma campanha que tem origem "em elementos da esquerda anticlerical para atacar a Igreja e devem ser rejeitadas", afirmou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, lendo um comunicado oficial durante a sua conferência de imprensa diária.
"Nunca houve acusações credíveis contra ele, foi interrogado uma vez pela justiça argentina enquanto pessoa com conhecimento dos factos, mas nunca foi acusado de nada", acrescentou o porta-voz. Lombardi explicou que, pelo contrário, "existem várias provas de que fez muito para proteger as pessoas durante a ditadura" e apoiou "os pedidos de desculpa da Igreja na Argentina por não ter feito o suficiente" neste período negro da história do país.
Quando Jorge Mario Bergoglio era responsável dos jesuítas em Buenos Aires, dois padres da ordem foram sequestrados e torturados pela ditadura argentina (1976-1983). Franz Jalics e Orlando Yorio foram sequestrados quando trabalhavam num bairro de lata da capital argentina, em 1976. Foram libertados cinco meses depois.
Ontem, o ativistas dos direitos humanos e prémio Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel, já tinha rejeitado as acusações contra Jorge Mario Bergoglio. À BBC afirmou que "houve bispos que foram cúmplices da ditadura argentina, mas Bergoglio não".
Na mesma conferência de imprensa, Lombardi explicou que não são emitidos convites oficiais para Chefes de Estado ou de Governo estarem presentes na missa inaugural, na próxima terça-feira às 9.30 locais (8.30 em Lisboa). "Não há convites diretos nenhuns", explicou, dizendo que devem ser os dignatários a informar que querem estar presentes. "Todos são bem vindos, não vamos fazer qualquer discriminação", acrescentou. O Presidente português, Cavaco Silva, já anunciou que estará presente, tal como o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
Em relação aos boatos de que o Papa teria dito aos bispos argentinos para não virem à missa inaugural, Lombardi explicou que Francisco telefonou ao núncio de Buenos Aires, Paul Tscherring, para informar que os arcebispos e bispos argentinos não precisavam de se sentir obrigados a ir a Roma, já que a viagem é muito cara. E que preferia que substituíssem a viagem por "um gesto de caridade para com os mais necessitados".
Já o tinha feito em 2001, quando João Paulo II o nomeou cardeal: pediu-lhes que não fossem a Roma porque o dinheiro era necessário para os mais pobres, segundo refere o jornal espanhol ABC.
 
Fonte: aqui

quinta-feira, 14 de março de 2013

Nota-se alguma apreensão...

Foto

Papa Francisco presidiu à primeira missa do pontificado
 O Papa Francisco proferiu hoje a sua primeira homilia na missa que assinalou o final do Conclave, na Capela Sistina, com todos os cardeais que participaram na eleição que decorreu entre terça e quarta-feira.
 A celebração, vista como o primeiro momento em que o Papa apresenta o seu "programa", contou em 2005 com uma homilia em latim de Bento XVI, mas Francisco optou por falar em italiano, sem qualquer texto, durante seis minutos.

- "Esta vida é um caminho e quando paramos, as coisas não correm bem."
- Francisco admitiu que existem forças que impedem a caminhada e puxam "para trás" e que alguns querem seguir Jesus "sem a cruz".

Pelo que tenho lido e escutado, a reacção das pessoas é muito favorável e confiadamente expectante. Os gestos e palavras do Papa Francisco estão a cair bem.
Mas...
Tive o cuidado de ver alguns blogues e sites conservadores e ultra-conservadores, normalmente propícios à exaltação da figura do Papa. Nestes espaços, a prudência predomina. Este Papa começa a inquietar esta gente. E ainda bem! E então algumas palavras do Papa Francisco  certamente que os deixam com as orelhas  a arder, pois o Pontífice admitiu que existem forças que impedem a caminhada e puxam "para trás".
Os conservadores - e ainda mais os ultra-conservadores -  gostavam de um Papa, estilo Pio XII (cujos méritos, historicamente contextuados, nem se quer me atrevo a contestar).
Mais, esta gente apreciaria mais um  "Papa- Imperador" do que um "Papa-Pedro".
Oxalá que eles, como todos nós, não cessemos de quer caminhar, como belamente nos desafiou o Papa Francisco.

Mas o que mais me abanou foi a reacção de alguns (poucos) jovens. Segundo estes, o Papa é velho demais, é muito liberal e fala pouco. Destes, há quem gostasse de um Papa mais conservador, mais rígido e inflexível.  E há quem assim pense e que no futuro próximo será chamado a responsabilidades na Igreja!!!
Porquê?
Será o medo da desinstalação que as palavras e os gestos do novo Papa propiciam?
Será o receio de perder  privilégios?
Será o pânico de sair do alto da cadeira confortável das certezas e princípios?
Será o incómodo de caminhar com as pessoas, sujando os pés nos caminhos da História?
Será o medo de um Cristo crucificado?

Eu e o Diác. Adriano estamos contentes pela Papa que Deus ofereceu à sua Igreja.  Serenos, mas saudavelmente expectantes.

Comemorações do Dia Mundial da Proteção Civil no Agrupamento de Escolas Dr. José Leite de Vasconcelos

Veja aqui

Pressente-se algo de novo


Foto
Cardeal Jorje Mario Bergoglio ; Papa Francisco 1º, 76 anos...
Que, assim como Francisco de Assis, ele atenda o
chamamento de Jesus para reerguer a sua igreja.
Os católicos estão felizes. O Senhor nos enviou um pastor..
 
Enquanto Cardeal-Arcebispo de Buenos Aires, Jorje Mario Bergoglio, vivia num apartamento, confeccionava as suas refeições e viajava nos transportes públicos, coisas poucos vistas nos Bispos e muito menos nos cardeais.
Foi sintomática a humildade, quase no limite da timidez, com que se apresentou esta tarde. A escolha do nome é sugestiva. Francisco é nome de grandes santos: S. Francisco Xavier, S. Francisco de Sales, mas sobretudo S. Francisco de Assis são fontes de inspiração. Este era um homem que via o que mais ninguém conseguia ver: amor onde havia ódio, luz onde há trevas, etc.
O actual Papa foi sempre um homem firme na doutrina e profundamente envolvido nas questões sociais. Não são, por isso, de esperar mudanças na doutrina. Mas são de aguardar mudanças na forma de agir. E alguns sinais estão dados. Desde logo, é impossível não reparar na escolha do nome. S. Francisco foi o grande reformador da Igreja na linha da simplicidade e da pobreza. Há dois pormenores na primeira intervenção do Santo Padre que são sugestivos. Se repararmos, ele apresentou-se só com batina, sem a mantelete. E, depois, inclinou-se diante do povo para receber a sua oração. A força dos sinais é muito importante. A humildade é tão (ou mais) necessária como a autoridade.
O novo Papa Francisco tem uma noção muito própria de pobreza. Por exemplo, quando foi nomeado cardeal, convenceu centenas de argentinos a não o acompanhar a Roma para celebrar com ele e em vez disso, doar esse dinheiro aos pobres.
VIVA O PAPA!!!

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Pressente-se algo de novo.
Quem passa pela comunicação social e pelas novas tecnologias, vislumbra esperança nas pessoas.
Rasto do passo de Deus na sua Igreja e no mundo...

quarta-feira, 13 de março de 2013

D. António Couto não ficou "surpreendido" com um Papa argentino e acredita que vai "ajudar a Igreja a ser mais próxima e mais missionária"


Bispo de Lamego acredita que novo Papa pode ser «uma lição para o Mundo»

O bispo de Lamego diz ser bom para a Igreja ter um Papa que venha da Igreja “viva e missionária” como é na América Latina.
“Termos um Papa que vem da Argentina, esse mundo rejuvenescido e pujante de vida, pode ser uma lição para o Mundo”, afirma D. António Couto, em declarações à Agência ECCLESIA.
“A Argentina é dos países que mais evoluiu na ideia e concretização da missão, tendo uma Igreja muito dinâmica.”
O prelado, que já tinha ouvido falar do arcebispo de Buenos Aires, como uma pessoa “simples e próxima dos fiéis” acredita que será um pontificado “próximo e missionário”.
A preferência de D. António Couto era a eleição de um papa latino-americano por isso não ficou “surpreendido” mas “muito feliz” e crente que o Papa Francisco I irá “ajudar a Igreja a ser mais próxima e mais missionária”.
Quanto ao nome escolhido pelo novo Papa o bispo de Lamego diz ser um “santo nome”.
“Pode ser por influência de São Francisco de Assis, pela sua humildade, beleza e fraternidade que já hoje foi citada.
Mas também acredito que possa ser por São Francisco Xavier, o maior missionário da época moderna e jesuíta, como este Papa é”.
D. António Couto refere ainda que não sabe qual dos dois santos “pesará mais na vida” do novo Papa mas acredita que “qualquer um dos exemplos aponta para a renovação”.
O fumo branco saiu hoje da chaminé colocada sobre a Capela Sistina a partir 19h06 locais (menos uma em Lisboa).
O sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado, foi eleito no quinto escrutínio da reunião eleitoral iniciada esta terça-feira, à porta fechada, pelas 17h34 (hora de Roma).
Francisco I tem menos dois anos do que Joseph Ratzinger quando este foi eleito em abril de 2005, aos 78 anos.
O agora Papa emérito, de 85 anos, renunciou por causa da sua “idade avançada”.
In Agência ecclesia

Quem não perdoa sabe o que é amor? Sabe o que é a vida?

 
"Os cristãos não são diferentes dos outros homens nem pelo território, nem pela língua, nem pelo modo de viver.
Eles não moram numa cidade exclusivamente sua, não usam uma língua própria, nem levam um género de vida especial."
( Carta a Diogneto)
Os cristãos são humanos como os outros, "feitos do mesmo barro", sujeitos a fraquezas e pecados.
Logo desde o início, esta realidade está presente. Do grupo que acompanhou Jesus, Judas Iscariotes traíu-o por dinheiro e Pedro negou-o.
Como procedeu Cristo? Como procederam os que falharam?
Judas, não aguentando o remorso, enforcou-se; Pedro deixou que o olhar de Cristo o refizesse e perdoasse. Após esta conversa de olhares, diz o Evangelho que Pedro chorou amargamente o seu pecado. 
Pedro! Exatamente aquele que Cristo escolhera para liderar a Igreja e confirmar os irmãos na fé.
Após o pecado, Cristo retirou-o da sua missão? Não.
 
E se Judas, em vez de correr para o enforcamento, tivesse corrido para Cristo? Certamente teria sido perdoado. Não duvido.
 
Como dizia um cardeal há dias, se Deus quisesse que a sua Igreja fosse liderada por impolutos, teria escolhido anjos, pois não faltam anjos no Céu...
Mas aqui é que está a grandeza e beleza de Deus. Quer servir-se de pessoas, frágeis como os outros, para proclamar a salvação a todos, pois a "vontade do Pai é que todos se salvem".
 
Na oração "que o Senhor nos ensinou", lá está: "Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos..."
E após ter ensinado o Pai Nosso, Jesus acrescenta: "Se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração, também o Pai Celeste vos não perdoará."
E a Pedro, que certa vez lhe pergunta quantas vezes se deveria perdoar, Jesus responde: "Até setenta vezes sete", isto é, sempre.
 
O PERDÃO, cume do amor, está presente e omnipresente na vida e na mensagem de Jesus Cristo. Viveu anunciando o perdão; morreu, perdoando aos algozes.
 
A Igreja de hoje precisa de retomar a mensagem do perdão cristão. Até porque me parece demasiado preocupada com outras temáticas e pouco focada neste ponto fulcral do Evangelho.
 
Os cristãos e pessoas de boa vontade necessitam todos de se converter à mensagem do perdão. Só ele liberta, poda, monda, faz crescer, renova e fraternaliza. Sem o perdão, temos corações que não passam de campos de silvas, grilhões que não deixam andar, muros entre as gentes, ostracismos, vinganças em cadeia, revoltas, esmagamentos exteriores e interiores.
 
A beleza do perdoar e pedir perdão reside no gesto de Pedro: reconhecer o erro e abrir-se à bondade de Deus, muito maior do que o nosso pecado.
A beleza do perdão abre os corações das pessoas e semeia futuros de recuperação e abraços de paz.
Só o perdão gera pessoas felizes.

terça-feira, 12 de março de 2013

Vaticano: Cardeais dão início ao Conclave com procissão e juramento (em atualização)

Vaticano: Cardeais dão início ao Conclave com procissão e juramento (em atualização)

Grandes mudanças para uma melhor continuidade na Igreja

Grandes mudanças para uma melhor continuidade na Igreja
Igreja enfrenta numerosos desafios, mas lidará com eles ao seu ritmo próprio

Annuntio vobis gaudium magnum, júbilo a preceder o ansiado habemus papam. Algo que poderá ouvir-se esta semana, saindo fumo branco do conclave que dita o futuro da firme e abalada Igreja Católica.

São muitos anos. Muita experiência de governação, de política no mais estrito sentido do termo, independentemente da divina inspiração dos cardeais que, a partir de hoje, por volta das 17 horas (em Portugal) estão fechados na Capela Sistina, no Vaticano, com a missão de escolher o sucessor de Pedro, ou, numa visão mais prosaica, de Bento XVI, retirado na paz de Castel Gandolfo.
Daí que todos os prognósticos, relativos ao que virá a ser escolhido ou ao rumo que este ditará para a Igreja, sejam espantosamente falíveis. Sempre que muda o pontífice romano, crentes e outros observadores são atacados pela síndrome "As Sandálias do Pescador", inspirando-se no romance de Morris West para sonhar um Papa protagonista de radicais mudanças, mas é evidente que uma instituição não se perpetua através dos tempos através de ruturas. Não obstante, tempos conturbados, coincidentes com o pontificado de Bento XVI, poderão inspirar algum arrojo.
Até porque o venerando Joseph Ratzinger, eleito aos 78 anos, foi sempre apontado como um Papa de transição. Falta saber em que desaguará essa transição.
É velha a máxima de que os que entram "papáveis" no conclave saem de lá cardeais. Valem essas listagens o que valem, fruto dos contactos estabelecidos pelos vaticanistas (os jornalistas com acreditação permanente na Santa Sé), mas dão para perceber que, de um modo geral, retrata-se uma divisão entre conservadores e reformistas.
Antes das grandes questões, que tanto são levantadas por fiéis como por incréus (celibato, ordenação de mulheres, preservativo...), há que arrumar a casa. Nesta peculiar eleição sem candidatos assumidos, em que 115 cardeais eleitores decidem o futuro de mais de mil milhões de fiéis será maior a preocupação de preservar a solidez da instituição, seriamente abalada com o escândalo batizado pelo porta-voz do Vaticano de "Vatileaks", envolvendo a fuga de documentos secretos de Bento XVI.
Passada a Cúria a pente fino, um relatório foi entregue ao agora Papa Emérito, que o passará apenas ao sucessor. E desse documento, ou dessa batata quente, dependerá em boa parte o Pontificado que em breve se iniciará - havendo Papa, estima-se que possa ser empossado daqui a uma semana, terça-feira santa, dia de São José e do Pai.
Um dos imperativos de evolução - a necessidade de descentralizar - pode passar por essa reformulação da Cúria. Algo que motivará resistências, tal como a adaptação da Igreja à sociedade moderna (não se espere excessiva, mas apenas alguma abertura em questões ligadas à sexualidade).
A crise das vocações, por outro lado, abre o debate de questões como o celibato dos padres ou a abertura do sacerdócio a mulheres. Outros pilares do novo Pontificado serão, ainda, o aprofundamento dos diálogos ecuménico e inter-religioso, muito fomentados tanto por João Paulo II como por Bento XVI.
Fonte: aqui

Recolha de Sangue


A importância da primeira votação

 Apesar do fumo negro ser quase certo, o primeiro escrutínio tem uma importância crucial para determinar quem é que tem verdadeiramente hipóteses de ser eleito Papa.

Apesar de os cardeais eleitores poderem optar, em teoria, por não votar no primeiro dia do Conclave, é praticamente certo que a primeira votação vai mesmo decorrer na tarde desta terça-feira.

A saída de fumo branco da chaminé da Capela Sistina seria uma enorme surpresa e tornaria este o mais rápido Conclave da história da Igreja. Tudo indica, porém, que sairá fumo negro, indicando que o Papa ainda não foi escolhido e ficando a decisão relegada para os dias seguintes.

Contudo, esta primeira votação é crucial em vários sentidos. Ao longo das últimas semanas, e sobretudo desde o início das congregações gerais, todos os cardeais, mas principalmente os eleitores, têm estado a trocar ideias e a definir alianças. Na primeira votação ficará claro para todos quem tem verdadeiramente possibilidades de chegar aos 77 votos necessários para ser eleito Papa.

Este momento é particularmente importante neste Conclave em que não surge um nome como claramente favorito, mas sim vários. Dos cerca de dez cardeais que estão a ser apresentados pela imprensa especializada como tendo possibilidades de eleição, vários devem ficar imediatamente arredados ao fim do dia de hoje.

Neste cenário pode acontecer que dois cardeais recebam 40 votos cada e um terceiro receba 30. A passagem dos apoiantes de um desses cardeais para outro será então crucial para garantir a eleição. Esta passagem pode ser natural caso dois dos cardeais em questão tenham perfis próximos ou pode ser forçada pelo próprio, que dará a entender aos seus apoiantes que desiste da corrida em favor de um dos outros.

A noite servirá para pesar os efeitos dos primeiros resultados, com os apoiantes desses cardeais a escolherem em quem devem votar no dia seguinte.

Há ainda outra possibilidade: dois cardeais com muitos votos, mas ainda longe da maioria de dois terços, criando um impasse em que nenhum parece disposto a ceder. Surge então a hipótese de se procurar um terceiro candidato, de consenso, que poderá até nem ter recebido muitos votos no primeiro escrutínio, mas que se vê assim lançado para a cadeira de Pedro. Foi precisamente isto que se passou em 1978 quando foi eleito João Paulo II.´
Fonte: aqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

GOLF - DEPOIS DE PORTUGAL, A EUROPA

VW Golf é Carro do Ano na Europa
 

O VW Golf foi eleito Carro do Ano 2013 na Europa repetindo assim sucesso obtido na eleição nacional do Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal, anunciou hoje a organização.

O Volkswagen Golf VII foi eleito com 414 votos, superiorizando-se à dupla Toyota GT86/Subaru BRZ, que amealhou 202 votos. Em terceiro lugar, ficou o Volvo V40 com 189 votos. Ford B-MAX, Mercedes Classe A, Renault Clio, Peugeot 208 e Hyundai i30 foram os restantes finalistas.

O Golf III já tinha ganho este troféu em 1992 e a par do Renault Clio é o único a ter conquistado o galardão por mais que uma vez. Em 2012, o Carro do Ano foi entregue à dupla Chevrolet Volt/Opel Ampera.

As duas votações são participadas pela revista especializada semanal AUTO FOCO. No caso do Carro do Ano 2013, o jornalista Joaquim Oliveira, colaborador de AUTO FOCO, integra painel de 58 jurados de 21 países europeus. No caso do Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal, o júri é constituído por 17 jornalistas de diversas publicações entre as quais AUTO FOCO e o diário desportivo A BOLA, títulos da Sociedade Vicra Desportiva SA.
Fonte: aqui

A idolatria que ajuda a curtir a vida

Os fãs de Justin Bieber acampados desde sábado à porta
do Pavilhão Atlântico para o concerto

O Público online escreve o seguinte, caracterizando o que move os jovens para ver e ouvir o concerto do cantor do Canadá, Justin Bieber: «O Justin canta como ninguém. O Justin é lindo. O Justin é humilde. O Justin gosta de nós. O Justin é genuíno. O Justin é um exemplo. O Justin é diferente. O Justin é único. O Justin, o Justin, o Justin. “Vá lá, não é preciso explicar, é o Justin.” Nunca falaram com ele, e dificilmente terão essa oportunidade, mas sabem, ou acham que sabem, tudo sobre ele. Falam como se de um irmão, um amigo ou um namorado se tratasse, mesmo que “o Justin” nem os seus nomes saiba. Mas o que é que isso interessa? “É o Justin.” Sim, o Bieber. Motivo mais do que suficiente para acampar à porta do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, e esperar pelo “melhor concerto do mundo”, que é já nesta segunda-feira». E há mais, «Poder-se-ia falar do frio, da chuva ou do vento. Do dinheiro que já gastaram para estarem ali ou dos dias que faltaram, ou vão faltar, à escola. Mas a verdade é que não há nada, mas mesmo nada, que arranque do Pavilhão Atlântico as dezenas de fãs que desde sábado de manhã estão acampadas à porta do recinto. A não ser, claro, que o Justin apareça num qualquer outro lugar».

No direto das redondezas do Pavilhão Atlântico, onde se vai realizar o concerto, um jovem dizia: «As músicas dele dizem-nos coisas que as pessoas que estão à nossa volta não nos conseguem dizer».
O que move estes jovens? Porque se sacrificam tanto, passando noites inteiras sem dormir, ao frio e à chuva para escutarem um cantor, que esperam que lhes diga algo que desejam ouvir, porque as pessoas que estão consigo todos os dias já não conseguem lhes dizer, só servirão então para lhes dar comida, casa, roupa lavada e dinheiro para andarem na vida que tanto gostam, sem diversão e mais diversão sem sentirem a responsabilidade de darem nenhum contributo para a família que os pariu e para a sociedade que os acolhe? – Inquietante e deve levar-nos a todos a tomarmos a reflexão sobre este assunto muito a sério…
Os pais dos jovens atuais estão mesmo de facto a dormir e não perecem despertar para este estado de coisas terrível que ameaça o futuro dos mais novos. Não é triste saber que 84% dos jovens consome drogas para se divertir? – Quais serão as diversões que nos querem falar? Ou ainda, onde está esse divertimento tão bom e tão elevado que necessita de intoxicação para acontecer? – Há nisto tudo algo que não bate certo ou então estamos todos fora do mundo e da realidade.
Há entre os nossos jovens um desencanto tal acerca da vida, que até mete dó. Não surpreende, que as noitadas constantes a embebedar-se, a drogar-se e a prostituir-se sejam regra semanal. A dimensão espiritual radica na idolatria de pessoas que se destacam em qualquer área da vida e não havendo pessoas pata tal fixa a escuta nas coisas e em formas banais de viver só porque sim, isso ajuda a «curtir». Eis então a crise a quanto obrigas...
As formas e as expressões que se utilizam para qualificar ou desqualificar a existência, são de uma barbaridade que até dói os nossos ouvidos quando as escutamos. O que conta para uma grande parte dos jovens, é única e exclusivamente «aproveitar a vida» ou «gozar a vida». Logo a seguir, com uma ingenuidade premeditada, atrevemo-nos a perguntar o que significa tal coisa. Respondem com o maior desassombro que quer dizer, saborear exaustivamente todos os prazeres que a vida tem. Isto é, comer, beber e fazer sexo.
Mas que mundo é este, que estamos a construir? – Os valores não têm lugar nenhum na reflexão que ainda tentamos fazer. Não há predisposição absolutamente nenhuma para discutir ou refletir sobre a dignidade, sobre o amor, sobre a paz ou sobre a harmonia das relações humanas.
Nunca como hoje se percebeu realmente como se tornou difícil comunicar o verdadeiro sentido da vida. Porque, até mesmo isso que noutros tempos seria elementar para a realização humana, hoje, tornou-se manifestação de «caretas» e teimosia de gente que é retrógrada.
A banalidade da vida é um sinal dos tempos que urge combater com todas as nossas energias. A distinção entre nascer, viver e morrer está cada vez mais ténue. Ou seja, são cada vez menos aqueles que distinguem as diversas etapas da vida como momentos essenciais para a felicidade. E a predisposição para aceitar aprender como se integram essas etapas na beleza que é viver, é também um horizonte cada vez mais distante.

Fonte: aqui