Os Bispos admitem mal-estar com o Governo... E motivos não faltam, conforme se pode verificar por aquilo que aqui publicámos noutro post.
Só que colocadas assim as coisas, a Igreja não se livra de as suas justas preocupações serem vistas como "reivindicações corporativias". Para quem está de fora, as preocupações dos Bispos são equiparadas às preocupações de outros grupos profissionais. Apesar de o Secretário da CEP ter claramente afastado esse enfoque.
É que ao ficar só por questão que directamente lhe dizem respeito, os seus jornais, as suas escolas, os seus capelães, a concordata... não se livra do referido "corporativismo" perante uma comunicação social sempre pouco compreensiva em relação à perspectiva eclesial.
Quanto aos problemas graves das pessoas, das quais me parece que os Pastores deviam ser voz e vez, continuam montanhas de silêncio!
O desemprego, a gritante desigualdade social, o autoritarismo de quem está agora no poder, as falências, o desprezo pelas regras (mudam-se as regras a meio do jogo - basta ver a função pública), as reformas de miséria, o caos da saúde, a situação aflitivo dos agricultores, o despovoamento do interior, o pessimismo reinante, enfim...
Mas não, quer queiramos quer não, a Igreja ao invocar as razões que invoca para o seu mal-estar, não consegue afastar a ideia de se colocar ao nível do corporativismo e de calar a profecia.!
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Bispos apresentam preocupações em áreas como a educação, a acção social ou a imprensa
Uma delegação da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) será recebida hoje, pelas 15h00, por José Sócrates na residência oficial do Primeiro-Ministro. O encontro acontece depois de, na passada terça-feira, os Bispos terem lamentado a falta "diálogo" por parte do Governo, na relação com a Igreja Católica.
O secretário da CEP, D. Carlos Azevedo, admitindo algum "mal-estar" perante o acumular de situações que permanecem por resolver. Após a reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal, que decorreu em Fátima, o Bispo Auxiliar de Lisboa alertou para as "situações preocupantes" vividas pelas pessoas que estão integradas nas comunidades cristãs e as Instituições que estão ligadas à Igreja.
Os Bispos falam, em especial, de problemas em áreas como "a educação, a solidariedade social, o sector da comunicação social, o acompanhamento espiritual dos doentes e dos presos, o apoio à família e à natalidade", para além da falta de apoio à construção de espaços litúrgicos.
Não escondendo que existe "bastante preocupação", D. Carlos Azevedo disse aos jornalistas que acredita que o "diálogo é possível". Nesse sentido, revelou que a audiência com o Primeiro-Ministro foi marcada ontem e deverá decorrer nos próximos dias.
Na raiz do "mal-estar" referido, o secretário da CEP coloca o crescimento da "mentalidade laicista" e os atrasos na regulamentação da Concordata, assinada em 2004.
In ecclesia
O secretário da CEP, D. Carlos Azevedo, admitindo algum "mal-estar" perante o acumular de situações que permanecem por resolver. Após a reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal, que decorreu em Fátima, o Bispo Auxiliar de Lisboa alertou para as "situações preocupantes" vividas pelas pessoas que estão integradas nas comunidades cristãs e as Instituições que estão ligadas à Igreja.
Os Bispos falam, em especial, de problemas em áreas como "a educação, a solidariedade social, o sector da comunicação social, o acompanhamento espiritual dos doentes e dos presos, o apoio à família e à natalidade", para além da falta de apoio à construção de espaços litúrgicos.
Não escondendo que existe "bastante preocupação", D. Carlos Azevedo disse aos jornalistas que acredita que o "diálogo é possível". Nesse sentido, revelou que a audiência com o Primeiro-Ministro foi marcada ontem e deverá decorrer nos próximos dias.
Na raiz do "mal-estar" referido, o secretário da CEP coloca o crescimento da "mentalidade laicista" e os atrasos na regulamentação da Concordata, assinada em 2004.
In ecclesia
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Tarouca na Quinta da Malafaia
No âmbito do Programa "Rejuvenescer Tarouca", a Câmara Municipal organizou uma visita à Quinta da Malafaia (Minho). Participaram 300 pessoas, quase todas as que estão abrangidas pelo referido Programa.
Quando chegámos, foi celebrada a Eucaristia na qual todas as 10 freguesias participaram (leituras e cânticos). Depois segiu-se o almoço, findo o qual teve lugar o arrail minhoto que se prolongou até às 18 horas.
Foi uma tarde divertida, cheia de música e onde muita gente deu ao pezinho até mais não.
Todos os anos a Câmara organiza um passeio para os idosos do concelho, só que este ano abrangeu os do "Rejunenescer Tarouca". Penso que é uma medida justa. Esta gente trabalhou toda a vida de sol a sol, quase nunca teve férias, deram tudo à sociedade e esta tão pouco lhes dá!... Basta ver a pobreza das reformas que os idosos recebem.
Como neste mês se celebra o Dia dos Avós, procurou-se centrar a homilia no papel indispensável que os avós são chamados a desempenhar na educação humana e cristã dos seus netinhos. Disse-lhes para serem "chatos" com os filhos quanto à formação na fé dos netos. Os pais de hoje, por motivos vários, andam demasiado distraídos da educação cristã dos seus rebentos. E é aqui que os avós são chamados a "entrar"! Quer actuando directamente nos netos, quer alertando com paciência e perseverança os filhos no tocante ao seu indispensável papel educativo.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Humor e poder de encaixe
Temos um Governo que transpira crispação por todos os poros. Tirando talvez Santos Silva, que me parece dotado de fleuma britânica, o que mais há são ministros sem ponta de humor e/ou poder de encaixe. A começar pelo primeiro de todos, o eng.º José Sócrates, um autêntico vidrinho de cheiro. Mas está bem acompanhado. Há ministros sem sentido de humor, esquecidos de que quem anda à chuva se molha e de que quem governa se sujeita a críticas, a que se deve responder, não com repelões, mas com esclarecimentos.
Mas não é isso o que se vê. Por exemplo, o eng.º Mário Lino, que acumula gaffes, dá o flanco com frequência e responde com exaltação, quase de cabeça perdida, como sucedeu numa reunião com economistas, um dos quais lhe fez uma pergunta incómoda.
A ministra da Educação também não é flor que se cheire. Tem uma voz doce, mas um génio azedo aos membros de uma comissão que lhe fez qualquer crítica, pô-los todos na rua com o argumento de que "quem não está bem muda-se".
O ministro da Agricultura tem, igualmente, a sensibilidade à flor da pele. A um pescador que gritava que a UE anda a desgraçar-nos, respondeu "Peça para sair da União Europeia!". Simplesmente sublime!
Mas, para mim, dificilmente algum bate o dr. Correia de Campos. Claro que se a saúde anda pela hora da morte não é só culpa dele - e até por isso poderia ter mais sentido de humor. Mas viu-se o que sucedeu com a directora de um centro de saúde - exonerou-a porque não retirou um recorte do JN afixado no seu local de trabalho e a que um médico acrescentara um comentário que significava apenas uma coisa que tem sentido de humor, ao contrário do dr. Correia de Campos.
Sucede que esse comentário resultava de uma declaração no mínimo dúbia feita pelo próprio ministro acerca dos SAP. No entanto, o comentário era praticamente inócuo - para mim, que tenho sentido de humor, mas não para o visado. E alguém acabou por pagar as favas dos maus humores ministeriais.
Ora, com um Governo a transbordar de sensibilidades tão femininas (passe o machismo...), não é admirar que os estrangeiros considerem que somos um povo tristonho. De facto, e pelo que está a ver-se, quando resolvemos brincar um bocadinho, apanhamos uma trancada nas costas. Bem se diz que "o calado é o melhor"!
Sérgio de Andrade, Jornalista, in JN 10/07/2007
Mas não é isso o que se vê. Por exemplo, o eng.º Mário Lino, que acumula gaffes, dá o flanco com frequência e responde com exaltação, quase de cabeça perdida, como sucedeu numa reunião com economistas, um dos quais lhe fez uma pergunta incómoda.
A ministra da Educação também não é flor que se cheire. Tem uma voz doce, mas um génio azedo aos membros de uma comissão que lhe fez qualquer crítica, pô-los todos na rua com o argumento de que "quem não está bem muda-se".
O ministro da Agricultura tem, igualmente, a sensibilidade à flor da pele. A um pescador que gritava que a UE anda a desgraçar-nos, respondeu "Peça para sair da União Europeia!". Simplesmente sublime!
Mas, para mim, dificilmente algum bate o dr. Correia de Campos. Claro que se a saúde anda pela hora da morte não é só culpa dele - e até por isso poderia ter mais sentido de humor. Mas viu-se o que sucedeu com a directora de um centro de saúde - exonerou-a porque não retirou um recorte do JN afixado no seu local de trabalho e a que um médico acrescentara um comentário que significava apenas uma coisa que tem sentido de humor, ao contrário do dr. Correia de Campos.
Sucede que esse comentário resultava de uma declaração no mínimo dúbia feita pelo próprio ministro acerca dos SAP. No entanto, o comentário era praticamente inócuo - para mim, que tenho sentido de humor, mas não para o visado. E alguém acabou por pagar as favas dos maus humores ministeriais.
Ora, com um Governo a transbordar de sensibilidades tão femininas (passe o machismo...), não é admirar que os estrangeiros considerem que somos um povo tristonho. De facto, e pelo que está a ver-se, quando resolvemos brincar um bocadinho, apanhamos uma trancada nas costas. Bem se diz que "o calado é o melhor"!
Sérgio de Andrade, Jornalista, in JN 10/07/2007
The Day After
É sempre especial o dia a seguir à Festa de Santa Helena. A descompressão, por estranho que pareça, acentua a saudade. Na sexta à noite, penso sempre: "Ah! Quem cá dera domingo à noite e que tudo corra bem!" Mas depois na segunda, volto e os últimos dias, vividos intensamente, desfilam vezes sem conta pela mente e pelo coração, carregados de sensações.
Não é fácil e o stress é muito, de modo especial para quem sofre congenitamente de ansiedade. E já são 16 anos! O problema que mais me preocupa é a feira. Eu sei que o conselho económico é espectacular na maneira como planeia, orienta e marca presença. Mas... Onde há dinheiro, calor e copos, nunca se sabe... Felizmente, tudo tem corrido bem. Depois são os mil problemas que surgem, condicionados pelo isolamente da serra. Onde há tanta gente, podem surgir - e surgem - as situações mais imprevistas e é preciso responder adequadamente. Com presença de espírito. Ele é a presença junto do conselho económico; ele é o atendimento aos pregrinos; ele é a preparação dos actos litúrgicos; ele é as confissões - dezenas de pessoas aproximam-se do Sacramento da Reconciliação -; ele é a atenção à Irmandade, à casa, até à cozinha, aos mesários, à instalação sonora, ao stress dos colaboradores.... Então este ano com o Crisma, imaginem!
Felizmente que um vasto grupo de pessoas desempenha responsavelmente diversas tarefas.
Eu sei que as pessoas requerem atenção e que muitas vezes não é possivel dar-lha. "Então, já nem liga! ... Conhece-me? ... Precisava de falar consigo... Queria marcar um casamento... ou um baptizado... " Por mais que se explique que certas situações não são para levar para aquele dia, elas aparecem.
Hoje foi um dia terrível. Reuniões na escola. Fala-se de Simplex, mas na educação parece que aumenta o complex... papéis, mais papéis, tanto papel! Com menos tempo gasto com papéis e mais tempo para as pessoas, todos lucraríamos!!! Ao meio dia, presidi à Eucaristia de acção de graças em Santa Helena e almocei lá. Voltei para a escola. De tarde tive o serviço paroquial marcado e à noite foi para a revisão de provas do jornal que tem que entrar amanhã de manhã na tipografia. E já está atrasado 8 dias, por causa de Santa Helena... E depois, parece que é nestes dias que o telefone mais toca, que mais gente me procura... Dio!!!
Estou completamente cansadito, mas sem sono. Então, olhem, massacro a paciência dos meus amigos leitores. Enquanto escrevo, desabafo, descomprimo. Mas estou feliz.
Uma boa terça-feira para todos. Façam o favor de quererem ser felizes!
Não é fácil e o stress é muito, de modo especial para quem sofre congenitamente de ansiedade. E já são 16 anos! O problema que mais me preocupa é a feira. Eu sei que o conselho económico é espectacular na maneira como planeia, orienta e marca presença. Mas... Onde há dinheiro, calor e copos, nunca se sabe... Felizmente, tudo tem corrido bem. Depois são os mil problemas que surgem, condicionados pelo isolamente da serra. Onde há tanta gente, podem surgir - e surgem - as situações mais imprevistas e é preciso responder adequadamente. Com presença de espírito. Ele é a presença junto do conselho económico; ele é o atendimento aos pregrinos; ele é a preparação dos actos litúrgicos; ele é as confissões - dezenas de pessoas aproximam-se do Sacramento da Reconciliação -; ele é a atenção à Irmandade, à casa, até à cozinha, aos mesários, à instalação sonora, ao stress dos colaboradores.... Então este ano com o Crisma, imaginem!
Felizmente que um vasto grupo de pessoas desempenha responsavelmente diversas tarefas.
Eu sei que as pessoas requerem atenção e que muitas vezes não é possivel dar-lha. "Então, já nem liga! ... Conhece-me? ... Precisava de falar consigo... Queria marcar um casamento... ou um baptizado... " Por mais que se explique que certas situações não são para levar para aquele dia, elas aparecem.
Hoje foi um dia terrível. Reuniões na escola. Fala-se de Simplex, mas na educação parece que aumenta o complex... papéis, mais papéis, tanto papel! Com menos tempo gasto com papéis e mais tempo para as pessoas, todos lucraríamos!!! Ao meio dia, presidi à Eucaristia de acção de graças em Santa Helena e almocei lá. Voltei para a escola. De tarde tive o serviço paroquial marcado e à noite foi para a revisão de provas do jornal que tem que entrar amanhã de manhã na tipografia. E já está atrasado 8 dias, por causa de Santa Helena... E depois, parece que é nestes dias que o telefone mais toca, que mais gente me procura... Dio!!!
Estou completamente cansadito, mas sem sono. Então, olhem, massacro a paciência dos meus amigos leitores. Enquanto escrevo, desabafo, descomprimo. Mas estou feliz.
Uma boa terça-feira para todos. Façam o favor de quererem ser felizes!
domingo, 8 de julho de 2007
Muito obrigado!
O senhor Cónego Melo foi o pregador da novena. Muito obrigado.
Os sacerdotes do arciprestado de Tarouca marcaram presença amiga e fraterna. Muito obrigado.
Dezenas de jovens oriundos de Cimbres, Dalvares, Gouviães, Mondim, S. João de Tarouca, S. Pedro de Tarouca e Várzea foram crismados. Felicitamo-los vivamente, bem como seus pais, padrinhos e catequistas.
Ao Conselho Económico da nossa Paróquia, sempre incansável, generoso, presente e organizador, dizemos muito obrigado, que estendemos a suas esposas e famílias.
À Irmandade de Santa Helena e seus zeladores, o nosso obrigado.
Aos novenistas, aos corais da novena e da festa, aos leitores, arranjadores dos andores, ofertantes de flores, sacristão, condutor da carrinha, cozinheiras, dizemos muito obrigado.
A todos os que tiveram gestos de amizade, de partilha e de oferta, muito obrigado.
A Todos os peregrinos, obrigado pela vossa presença, pela vossa fé, pela vossa ajuda.
A todos os que se deslocaram à serra e à GNR, o nosso obrigado. Há muitos anos que não havia uma noite de festa tão calma em Santa Helena.
Apreciei mais uma vez a postura calma, serena, crente do nosso Bispo. Tenho várias vezes a sensação que o seu silêncio fala. Gostei da homilia (talvez um bocadinho longa?), especialmente daquele momento em que se virou para os crismandos e falou com eles, olhos nos olhos. Foi claro, directo e falou-lhe como um pai na fé.
Gostei da presença do senhor Vigário Geral, Cón. Joaquim Dias Rebelo. Um velho e grande, grande amigo. Veio pela 1ª vez a Santa Helena na Festa e disse que gostou. Aqui crismou pela primeira vez e todos gostámos. Aquele bocadinho em que falámos os dois foi magnífico. Com larga experiência paroquial, compreende os párocos às mil maravilhas. Foram uns intantes de partilha pastoral, de projectos e dificuldades. Homem muito inteligente, metódico e sereno, com larga experiência de gestão no mundo escolar, estou totalmente convicto que fará um óptimo papel na vigararia geral. Torço por isso e falei do assunto a Santa Helena.
Gostei da presença dos sacerdotes. Uma Crisma interparoquial foi uma acção arciprestal, que envolveu quase todos os sacerdotes que aqui trabalham. Dois, por motivos sérios e dignos, não trouxeram jovens a este Crisma. Abração, Padres Ramos, Matias, Armindo, Zé Manel.
O Cón. Melo, pregador da novena, é uma amigo da casa. Estou-lhe grato pela amizade e pela colaboração.
O "nosso patriarca", P.e Costa Pinto, marcou presença no trabalho e na amizade. Bem-haja.
Mas senti falta de muita gente. Ninguém tira o lugar dos amigos. Ficaram lugares vazios, sobretudo na mesa da amizade. P.e Víctor e P.e Seixeira, que por razões válidas, não puderam estar presentes (as melhoras, P.e Víctor); o meu grande amigo senhor Reitor do Seminário, Cón. João António também não pôde vir (estive até ao fim da refeição com uma vista na janela a ver se chegava); O senhor Presidente da Câmara, bom amigo e confrade portista, em virtude de ter ido ao encontro dos emigrantes, dez-se represebtar por senhores vereadores. Já agora, quando é que o meu enorme amigo Adriano Alberto me faz uma visita neste dia??? Pronto, é arcipreste de Cinfães, já não liga aos pobres! Ahahahah
E muitos, muitos mais...
Quem esteve e em cheio foi a nossa juventude! Espectáculo, meus! Que festa linda. E olhem que eram miúdos à volta dos 15 anos! E aguentaram em pé cerca de 3 horas (contando o ensaio). Ambiente maravilhoso. Naqueles circuntâncias não seria possível mais.
A esta hora da noite, ainda estou trauteando algumas das vossas músicas. Também "tou bué feliz! O Espírito é fixe!"
Obrigado pelo vosso canto, pela vossa alegria, pela vossa postura. Espero que não fiqueis por aqui. Não ides ficar, pois vamos "dar-vos nas orelhas"!!! Vós e o Espírito não deixareis!
E só para terminar, quero dizer, repetindo, aquilo que disse aos meus reguilas no fim de tudo: "adoro-vos"!
Obrigado, Laidita, João Pedro, Rui, D. Alda. Não tenho palavras. Sois espectaculares. Obrigado aos outros catequistas que os acompanharam no seu percurso catequético. Obrigado, Ir Teresa e Diác Amorim.
sábado, 7 de julho de 2007
São uns amores!
Trinta e três "reguilas" da Paróquia de São Pedro de Tarouca vão ser crismados neste domingo.D. Alda, Dra Laida e João Pedro, os três catequistas mais ligados à preparação próxima para o Sacramento da Confirmação, têm -se revelado satisfeitos com a atitude destes adolescentes.
Eles são reguilas, traquinas, questionadores, contestários. Mas são uns amores. Desde que se sintam compreendidos, aceites, respeitados correspondem, trabalham, autocorrigem-se e aceitam correcção, empenham-se, caminham.
Muitas vezes, nós, adultos esquecemos muito depressa que já fomos adolescentes e falta-nos, por isso, alguma sensibilidade para saber lidar com eles. Claro que não é fácil para os pais e educadores tratar com os problemáticos adolescentes. Mas também não é fácil para eles esta fase da vida. Acreditem.
Estou feliz com eles e por eles. Trabalharam muito nos ensaios e em toda a preparação. Foram assíduos e colaborantes. Abração para vós, malta! Sois bué fixes.
Rezo para que o Espírito Santo que vão receber em plenitude no Crisma, os unja com os seus dons e lhes aqueça o coração e a mente para jamais desistirem de ser felizes. Com Cristo no coração.
A seus pais e padrinhos; a todos os catequistas que os acompanharam ao longo do seu percurso catequético; à D. Alda, Dra Laida, João Pedro e Ir. Teresa, os meus parabéns e muito obrigado em nome da comunidade paroquial.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Vidros sujos
Certa manhã, enquanto tomavam o pequeno alomoço, a esposa olha pela janela e comenta para o marido:
- A nossa vizinha é mesmo "porquinha"! Olha como tem a roupa estendida! Toda encardida, enrodilhada, mal apresentada...
O marido levanta a cabeça, olha e volta à sua refeição.
No dia seguinte, a mulher volta a olhar pela janela e comenta:
- Realmente... Como é possível ser tão descuidada! Que maneira de tratar a roupa a da nossa vizinha! Eu cortava o pescoço se fosse assim tão má dona de casa!
O marido levanta a cabeça, olha e continua a refeição.
No terceiro dia, a esposa olha pela janela e comenta:
- Ah! a nossa vizinha deve ter ouvido o que eu disse! Olha como ela tem a roupa! Toda compostinha, bem tratada, bem estendida... Vês como vale a pena falar!?
O homem levanta a cabeça, olha e responde calmamente:
- Hoje levantei-me antes de ti e limpei a nossa janela!
- A nossa vizinha é mesmo "porquinha"! Olha como tem a roupa estendida! Toda encardida, enrodilhada, mal apresentada...
O marido levanta a cabeça, olha e volta à sua refeição.
No dia seguinte, a mulher volta a olhar pela janela e comenta:
- Realmente... Como é possível ser tão descuidada! Que maneira de tratar a roupa a da nossa vizinha! Eu cortava o pescoço se fosse assim tão má dona de casa!
O marido levanta a cabeça, olha e continua a refeição.
No terceiro dia, a esposa olha pela janela e comenta:
- Ah! a nossa vizinha deve ter ouvido o que eu disse! Olha como ela tem a roupa! Toda compostinha, bem tratada, bem estendida... Vês como vale a pena falar!?
O homem levanta a cabeça, olha e responde calmamente:
- Hoje levantei-me antes de ti e limpei a nossa janela!
quinta-feira, 5 de julho de 2007
A dança das transferências
Os jornais, em papel ou online, enchem páginas e páginas com transferências de futebolistas. Sabem que este assunto apaixona os apaniguados e então há que dar realce a transferêcias reais, possíveis ou boateiras...Ressalta que, quando um dos colossos europeus pretende um futebolista que actua num clube português, é quase certo que este parta. Nenhum clube português tem possibilidades económicas de competir com os ricos clubes europeus. Os casos de Anderson e de
Nani é paradigmático.
Por outro lado, as equipas portuguesas reforçam-se como e onde podem - quase sempre para lá do que podem. Por isso, não é de estranhar o déficit monumental que apresentam.
E a aposta na formação? Que fazem os clubes dos jovens formados nas suas camadas? Ou os emprestam - o caso do meu clube de coração é sintomático - ou os despacham. Quantos futebolistas portugueses jogam actualmente nos principais clubes nacionais??? Com a agravante de a nível internacional não fazermos má figura a nível de futebol jovem. Tantas vezes dou comigo a perguntar por que razão têm os treinadores tanto receio de apostar nos jovens. Honra seja a Paulo Bento que vai lançando miúdos saídos da cratera de Alvalade.
Não sei se não seria de dar passos em frente, rumo a uma solidariedade social e desportiva, pese embora a força do lobby dos grandes clubes europeus. Por exemplo, limitar o número de estrangeiros por clube, ou fixar um tecto para as transferências, evitando a loucura dos milhões, escândalo para uma humanidade com multidões famintas.
O "Apito Dourado" continua a dar que falar e a ser filão para jornalistas desportivos e não só. Porquê este cerco da justiça aos clubes do norte, mormente ao FCP? Será que no sul não há corrupção? Será que só alguns clubes do Norte e seus dirigentes é que podem ser corruptos? A justiça, para ser justa, tem que tratar os cidadãos todos por igual. É isto que se passa?
Longe de mim condenar ou absolver seja quem for. Compete à justiça. Só desejo uma justiça justa.
Que o futebol seja cada vez mais transparente, mais desporto, mais festa do povo. Sem guerras, sem ameaças, sem intolerâncias, sem arruaceiros (Ai, essas claques!!!). Sem corrupção. Que se viva com paixão o nosso clube, sem jamais ver inimigos em qualquer clube adversário.
Os dirigentes desportivos fariam um óptimo serviço à sociedade se falassem menos, se não incendiassem, se cuidassem mais e melhor do desporto em Portugal. Até porque em colaboração resolveriam muito melhor os problemas que os afectam.
Permitam que o diga - que me desculpem os meus confrades portistas - o meu clube não tem crescido em número de adeptos ao ritmo das conquistas alcançadas, porque os dirigentes o têm deliberadamente circunscrito a uma região, talvez para unir forças. Mas ao entrincheirar-se, rejeita, repele, afasta, cria anticorpos. E eu gostava de ver o meu FCP como um clube de dimensão nacional tal como a tem internacionalmente. Um clube carismático, valente, corajoso, mas leal e admirado por todo o país. Com muitossssssssssssssssssssss mais portistas.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Cães perigosos: Nova lei prevê multas até 45 mil euros
Ora aqui está uma lei com que eu concordo plenamente. Já não era sem tempo! Há que ser absolutamente rigoroso para com quem tenha animais perigosos que ponham em causa a integridade, saúde e vida das pessoas. Chega de notícias de pessoas atacadas, às vezes mortalmente, por esses animais perigosos.Já sei que vêm sempre os defensores dos animais: "Coitadinhos, eles não têm culpa. O mal é de quem os tem que não os sabes educar..." Pois, pois, o que é certo é que a vida humana não tem preço. Por muito que se goste de animais, e eu até gosto, nada é comparável à dignidade e vida da pessoa humana.
Respeite-se o animal. Mas super-respeite-se a dignidade da pessoa humana!
Novos requisitos para a posse de «animais perigosos» foram hoje aprovados na especialidade no Parlamento, exigindo aos proprietários exames de aptidão física e psicológica e um registo criminal limpo, além de impor multas máximas de 45.000 euros.
As alterações à lei que estabelece o regime jurídico para a detenção destes animais foram aprovadas por unanimidade na Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, segundo um texto conjunto das bancadas do PS, do PSD e do CDS.
Aos proprietários de «animais potencialmente perigosos», a lei exige agora exames de aptidão física e psicológica, e um registo criminal limpo de crimes contra a vida e a integridade física, contra a liberdade pessoal ou a autodeterminação sexual e contra a saúde a paz públicas.
A nova lei regula igualmente a «imposição de um atestado de capacidade física e psíquica [dos proprietários de animais perigosos], bem como a proibição da publicidade à comercialização destes animais».
Foram também fixadas coimas para quem não cumpra os requisitos, estando o valor mínimo fixado em 500 euros e o montante máximo em 44.890 euros, agravado em 30 por cento no caso de reincidência.
Estes valores representam um aumento face à lei actual, que estipula multas de 50 a 1.850 para pessoas individuais que não identifiquem os seus animais e até 22 mil euros, caso se trate de pessoas colectivas.
Os criadores e reprodutores «só poderão exercer a actividade mediante uma licença emitida pela Direcção Geral de Veterinária, que obriga a indicar a espécie, a raça» e todos os dados referentes ao animal, a constar no chip electrónico de identificação.
As raças ou cruzamentos «potencialmente perigosas» são sete: o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pit bull terrier, o rottweiller, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier, e o tosa inu.
Estas alterações resultam de propostas apresentadas ao Parlamento em Abril pelo CDS-PP e pelo PS, que visavam apertar as regras para os proprietários de animais potencialmente perigosos, um mês depois da morte de uma mulher atacada por quatro cães em Sintra.
As duas propostas acabaram por ser aprovadas por unanimidade na generalidade em plenário, a 26 de Abril, um consenso que se repetiu agora na especialidade.
As alterações à lei que estabelece o regime jurídico para a detenção destes animais foram aprovadas por unanimidade na Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, segundo um texto conjunto das bancadas do PS, do PSD e do CDS.
Aos proprietários de «animais potencialmente perigosos», a lei exige agora exames de aptidão física e psicológica, e um registo criminal limpo de crimes contra a vida e a integridade física, contra a liberdade pessoal ou a autodeterminação sexual e contra a saúde a paz públicas.
A nova lei regula igualmente a «imposição de um atestado de capacidade física e psíquica [dos proprietários de animais perigosos], bem como a proibição da publicidade à comercialização destes animais».
Foram também fixadas coimas para quem não cumpra os requisitos, estando o valor mínimo fixado em 500 euros e o montante máximo em 44.890 euros, agravado em 30 por cento no caso de reincidência.
Estes valores representam um aumento face à lei actual, que estipula multas de 50 a 1.850 para pessoas individuais que não identifiquem os seus animais e até 22 mil euros, caso se trate de pessoas colectivas.
Os criadores e reprodutores «só poderão exercer a actividade mediante uma licença emitida pela Direcção Geral de Veterinária, que obriga a indicar a espécie, a raça» e todos os dados referentes ao animal, a constar no chip electrónico de identificação.
As raças ou cruzamentos «potencialmente perigosas» são sete: o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o pit bull terrier, o rottweiller, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier, e o tosa inu.
Estas alterações resultam de propostas apresentadas ao Parlamento em Abril pelo CDS-PP e pelo PS, que visavam apertar as regras para os proprietários de animais potencialmente perigosos, um mês depois da morte de uma mulher atacada por quatro cães em Sintra.
As duas propostas acabaram por ser aprovadas por unanimidade na generalidade em plenário, a 26 de Abril, um consenso que se repetiu agora na especialidade.
Diário Digital
"A Santa com mais devoção em Portugal é a santa ignorância"
Vai já a meio o triénio que a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu dedicar ao tema genérico da Transmissão da Fé. Os desafios que se colocam à Igreja Católica nesta missão essencial têm sido abordados pelos Bispos do nosso país de uma forma sistemática, nas suas Assembleias de Primavera e Outono, embora os resultados nem sempre sejam perceptíveis para o comum dos fiéis."... a maioria dos católicos portugueses ... foi baptizado em pequenino, teve uma catequese rudimentar que correspondeu mais à infância e adolescência do que à juventude e à adultez, portanto não temos cristãos adultos na fé."
"Notámos que há uma deficiência na iniciação à oração: dizemos às pessoas que têm de rezar, mas elas não sabem como. Também na Doutrina Social da Igreja as pessoas estão muito longe do corpo doutrinal que a Igreja propõe sobre a relação com o Estado, com a economia, com a política. "
"... temos consciência de que os cristãos católicos não querem formação. Querem religião, mas não querem formação. "
"A Igreja, toda ela, actua no meio cultural: começou assim no diálogo com o judaísmo, com o mundo helénico, e ao longo dos tempos tem dialogado sempre com a cultura ambiente porque é uma fé que tem reflexão, porque é uma fé que usa a razão e tem de recorrer aos mecanismos culturais para poder fazer-se entender e poder fazer passar a mesma mensagem, mas com linguagens diferentes. Se mantivermos a linguagem, passamos a já não dizer o mesmo que queremos dizer, temos de mudar a linguagem para dizer a mesma coisa e não adulterar a linguagem. "
D. Carlos Azevedo, Secretário da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa ) à ecclesia
terça-feira, 3 de julho de 2007
O GOVERNO SÓCRATES AMA O CHICOTE (SAIBA PORQUÊ)
Tenho andado para aqui a matutar: porquê? Porquê esta sucessão de casos em que o Governo aparece travestido de carrasco da liberdade de expressão, a chicotear o lombo a quem se atreve a pecar contra essa extraordinária coisa a que chama devotamente "autoridade do Estado". Um professor larga uma piadola sobre o primeiro-ministro? Corra-se com o professor. Um blogue mais mexido anda a levantar dúvidas sobre o impoluto currículo de Sócrates? Enfie-se o autor do blogue em tribunal. Um médico coloca uma fotocópia comentada nas paredes de um serviço de saúde? Pontapé na directora, que não arrancou o papel à velocidade que se exigia. A rapaziada que manda no País anda com os nervos à flor da pele. Por este andar, qualquer dia vai ser preciso bater a continência cada vez que passarmos em frente a São Bento.
Matutemos em conjunto: porquê? É que, convenhamos, tudo isto é um bocado burro. O que se ganha em meter funcionários públicos e cidadãos anónimos "na ordem" não compensa minimamente o desgaste que tal provoca na popularidade do Governo. Entre as próprias fileiras do PS há sempre um Manuel Alegre que não perde a ocasião para recordar os tempos de Caixas e sublinhar que "a esquerda" não pode fazer destas coisas. Então, porque é que os ministros se deixam enredar em questiúnculas da treta, que só servem para se queimarem? A minha tese é esta: eu diria que é assim porque eles não conseguem que seja de outra forma - bramir o pingalim é uma espécie de segunda natureza dos governos reformistas em Portugal.
Estranhamente, aqui na terriola não se consegue ter o melhor de dois mundos. Ou se tem governos panhonhas que não se mexem (género Guterres ou Durão), ou se tem governos esforçados, com vontade de mudança, mas que depois acham que toda a gente tem de dobrar a espinha ao seu extraordinário esforço patriótico (género Cavaco ou Sócrates). Uns não fazem nem chateiam; os outros fazem e por isso acreditam sinceramente que lhes devemos estar muito agradecidos por isso. Isto não é falta de cultura democrática - é mesmo falta de cultura de competência. O primeiro-ministro, a ministra da Educação ou o ministro da Saúde acham, à sua maneira, que são special ones - ou, pelo menos, que fazem parte de um special governo, que está finalmente a pôr o País na ordem. E, por isso, não acham graça nenhuma às pequenas rebeldias de indígenas ingratos. Aqui, sim, falta-nos uma terceira via: sermos um dia governados por gente que perceba que reformar é o seu trabalho natural, e que ao mesmo tempo possa ouvir uma crítica sem de imediato soltar os cães. Um dia. Quem sabe um dia.
jmtavares@dn.pt
Matutemos em conjunto: porquê? É que, convenhamos, tudo isto é um bocado burro. O que se ganha em meter funcionários públicos e cidadãos anónimos "na ordem" não compensa minimamente o desgaste que tal provoca na popularidade do Governo. Entre as próprias fileiras do PS há sempre um Manuel Alegre que não perde a ocasião para recordar os tempos de Caixas e sublinhar que "a esquerda" não pode fazer destas coisas. Então, porque é que os ministros se deixam enredar em questiúnculas da treta, que só servem para se queimarem? A minha tese é esta: eu diria que é assim porque eles não conseguem que seja de outra forma - bramir o pingalim é uma espécie de segunda natureza dos governos reformistas em Portugal.
Estranhamente, aqui na terriola não se consegue ter o melhor de dois mundos. Ou se tem governos panhonhas que não se mexem (género Guterres ou Durão), ou se tem governos esforçados, com vontade de mudança, mas que depois acham que toda a gente tem de dobrar a espinha ao seu extraordinário esforço patriótico (género Cavaco ou Sócrates). Uns não fazem nem chateiam; os outros fazem e por isso acreditam sinceramente que lhes devemos estar muito agradecidos por isso. Isto não é falta de cultura democrática - é mesmo falta de cultura de competência. O primeiro-ministro, a ministra da Educação ou o ministro da Saúde acham, à sua maneira, que são special ones - ou, pelo menos, que fazem parte de um special governo, que está finalmente a pôr o País na ordem. E, por isso, não acham graça nenhuma às pequenas rebeldias de indígenas ingratos. Aqui, sim, falta-nos uma terceira via: sermos um dia governados por gente que perceba que reformar é o seu trabalho natural, e que ao mesmo tempo possa ouvir uma crítica sem de imediato soltar os cães. Um dia. Quem sabe um dia.
jmtavares@dn.pt
O Senhor Bispo de Aveiro passou por Santa Helena
Hoje o Senhor Bispo de Aveiro e um simpático grupo de sacerdotes daquela diocese passou por Santa Helena, visitando ainda a Igreja Paroquial de Tarouca.
Não tinha sido feito nenhum aviso público acerca desta visita. O que é certo é que as pessoas que durante a novena estão na serra, mal souberam da visita de D. António Francisco dos Santos, juntaram-se e cumprimentaram-no. Tal o carinho que esta gente sente por ele. Foi um simpático gesto que creio D. António também apreciou.
D. António sente mesmo esta diocese. Notava-se nas palavras e explicações que ia dando aos seus padres.
Penso que os sacerdotes também gostaram. Foi um monento da sã partilha sacerdotal. Gostei de os ter por cá. Ficamos a aguardar por mais.
Não tinha sido feito nenhum aviso público acerca desta visita. O que é certo é que as pessoas que durante a novena estão na serra, mal souberam da visita de D. António Francisco dos Santos, juntaram-se e cumprimentaram-no. Tal o carinho que esta gente sente por ele. Foi um simpático gesto que creio D. António também apreciou.
D. António sente mesmo esta diocese. Notava-se nas palavras e explicações que ia dando aos seus padres.
Penso que os sacerdotes também gostaram. Foi um monento da sã partilha sacerdotal. Gostei de os ter por cá. Ficamos a aguardar por mais.
Zapatero apoia natalidade oferecendo 2500 euros por criança
O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, anunciou no Parlamento que a partir de hoje «cada família com residência legal em Espanha receberá 2500 euros por cada novo filho»
Com esta medida, Zapatero espera incentivar a criação «de mais famílias com mais filhos», que «necessitam de apoio para ter essas crianças e mais recursos para criá-los».
Enfim, alguns países ocidentais, depois da liberalização do aborto, tentam agora o remendo: subsidiar o nascimento de mais crianças. Outros, como Portugal, nem remendo... E Portugal apresenta na União Europeia a mais baixa taxa de natalidade.
Nunca apoiaremos qualquer tentativa de cercear a vida desde a sua concepção até à morte natural. Apoiaremos toda a tentativa séria de promover, dignificar e estimular a vida.
Com esta medida, Zapatero espera incentivar a criação «de mais famílias com mais filhos», que «necessitam de apoio para ter essas crianças e mais recursos para criá-los».
Enfim, alguns países ocidentais, depois da liberalização do aborto, tentam agora o remendo: subsidiar o nascimento de mais crianças. Outros, como Portugal, nem remendo... E Portugal apresenta na União Europeia a mais baixa taxa de natalidade.
Nunca apoiaremos qualquer tentativa de cercear a vida desde a sua concepção até à morte natural. Apoiaremos toda a tentativa séria de promover, dignificar e estimular a vida.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Aquele espaço físico-humano é único
Longe vão os tempos em que as instalações de Santa Helena não chegavam para os pretendentes. Hoje, com estrada e a familiaridade do automóvel, as pessoas vão, mas não ficam.Todavia é muito agradável o ambiente humano que se experimenta na serra durante estes dias. Na serra não há nada, o que torna as pessoas mais próximas, mais vizinhas, mais solidárias, mais colaborantes.
Há gente que aproveita para dar belos passeios pelo silêncio da serra. Cada um colabora, à sua maneira, na realização de tarefas que a novena e a festa sempre urgem. A partilha de teres e haveres decorre com muita naturalidade. As pessoas conversam e brincam sem se ofenderem. Há lugar para o encontro pessoal com Deus. Respira-se um clima empático que seduz.
Aquele espaço físico-humano é único. Só o entende quem o experimenta.
domingo, 1 de julho de 2007
Obrigado, irmãos de Paio Pires!
Bonito. Dezenas de pessoas deslocaram-se em autocarros de Paio Pires (Seixal) a Tarouca para rezar e homenagear P.e Duarte Teixeira. Este sacerdote jesuita era natural daqui e nos últimos anos de vida sacerdotal paroquiou Paio Pires. Faleceu há um ano e os seus restos portais repusam no nosso cemitério.
Acompanhados pelo actual pároco, celebraram a Eucaristia na nossa Igreja Paroquial, que ficou completamente cheia, e seguiram depois em romagem até ao cemitério para um momento de oração e colocação de uma placa alusiva.
Por ser o dia que foi, não tive liminarmente ocasião para estar com eles. Mas fiquei sensibilizado.
Ainda há pessoas para quem a palavra gratidão diz alguma coisa; ainda há gente que reconhce a importância do sacerdócio ministerial; ainda há paroquianos que não esquecem tantos anos de dedicação, de entrega, de acolhimento; ainda há crentes que sabem apreciar e agradecer a quem tão belamente lhes falou de Deus.
Porque a gratidão é a memória do coração, então o melhor túmulo dos mortos é o coração dos vivos.
Obrigado, irmãos de Paio Pires, por este testemunho tão carregado de humanismo e tão belamente cristão.
Acompanhados pelo actual pároco, celebraram a Eucaristia na nossa Igreja Paroquial, que ficou completamente cheia, e seguiram depois em romagem até ao cemitério para um momento de oração e colocação de uma placa alusiva.
Por ser o dia que foi, não tive liminarmente ocasião para estar com eles. Mas fiquei sensibilizado.
Ainda há pessoas para quem a palavra gratidão diz alguma coisa; ainda há gente que reconhce a importância do sacerdócio ministerial; ainda há paroquianos que não esquecem tantos anos de dedicação, de entrega, de acolhimento; ainda há crentes que sabem apreciar e agradecer a quem tão belamente lhes falou de Deus.
Porque a gratidão é a memória do coração, então o melhor túmulo dos mortos é o coração dos vivos.
Obrigado, irmãos de Paio Pires, por este testemunho tão carregado de humanismo e tão belamente cristão.
1º Domingo de Julho: Nossa Senhora entre nós...
De manhã, Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas fizeram a Festa à Mãe, invocando-a com o título de Senhora das Necessidades.A Capela da Senhora das Necessidades é um pequeno templo hexagonal, líndíssimo. Merece uma visita, até porque já tem uma estrada alcatroada que facilita o acesso.
À tarde, na Serra de Santa Helena, voltamos a estar com a Mãe, agora invocada como Senhora das Dores.
Celebrar Maria é sempre uma festa para o povo. Oxalá o faça com a alma em festa.
O DIA 1 DE JULHO EM NOTÍCIA
1. A partir de hoje, Portugal assume a presidência da União Europeia (UE). Durante meio ano, o nosso país desempenhará esta presidência.Torcemos pelo êxito. Que não se fique apenas e só pelas questões relativas ao Tratado. Que os valores, mormente a justiça social, o combate ao desemprego, o acesso à plena cidadania, estejam na primeira linha das preocupações da presidência lusa.
Gostaríamos ainda de não ver distracções do Governo em relação às questões internas. E oxalá que não se aproveite o facto de todos os holofotes da comunicação social estarem virados para as questõies da União Europeia, para fazer passar subrepticiamente leis ainda mais penosas para a população.
2. Hoje é o Dia do Vinho. Use mas nunca abuse.
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