Este voto expressa também uma preferência por um chefe de Estado que respeite o equilíbrio de poderes e o papel moderador da Presidência, num contexto político já marcado por tensão e fragmentação parlamentar.
Ao mesmo tempo, os portugueses rejeitaram uma Presidência de confronto permanente. Embora o candidato derrotado tenha consolidado uma base eleitoral significativa, essa base revelou-se totalmente insuficiente para convencer a maioria do país. O resultado mostra que o discurso mais agressivo e polarizador continua a ter limites claros quando está em causa o cargo mais alto do Estado.
Em suma, Portugal não escolheu uma rutura, mas uma travagem. Não apagou as mudanças políticas em curso, mas deixou claro que, para Belém, prefere prudência a risco — e consenso a conflito.
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