Numa segunda volta presidencial, essa exigência torna-se ainda mais clara. Já não se trata apenas de preferências, mas de uma decisão consciente entre caminhos distintos para o país. A democracia vive desse momento: quando os cidadãos, informados e livres, assumem o peso do seu voto não como um gesto emocional, mas como um compromisso com o futuro comum.
Defender a democracia é defender instituições fortes, respeito pelas regras, pela Constituição e pelo pluralismo. É acreditar que o poder deve servir, unir e representar, e não dividir ou enfraquecer. É reconhecer que o Presidente da República deve ser um garante da estabilidade, do diálogo e da confiança, sobretudo em tempos de incerteza.
A segunda volta é, por isso, menos sobre slogans e mais sobre carácter. Menos sobre ruído e mais sobre serenidade. A democracia precisa de líderes que compreendam os seus limites, respeitem o seu espírito e saibam colocar o interesse coletivo acima de ambições pessoais.
Votar é mais do que escolher um nome: é afirmar que acreditamos num país governado pela razão, pela moderação e pelo respeito democrático. E, nesse sentido, cada voto consciente é também uma defesa ativa da própria democracia.
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