terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Natal. Ele são...


Ele são peditórios de todo o lado e pelas mais diversas formas... telefone, email, carta, redes sociais, à porta...
Ele são as famosas as ceias de Natal por tudo o que é sítio, associação, grupo, empresa...
Ele são todo o tipo de corridas por tudo o que é sítio...
Ele são as agressividades do comércio que não olha a meios para "dourar a pílula"...
Ele são as prendas como obsessão da época...
Ele são os preparativos para a Consoada e a passagem de ano...
Azáfama... corre-corre...efervescência...
Tanto que em outubro já se fala de Natal como se não houvesse outras etapas a percorrer.
O Advento resume-se a viver antecipadamente o Natal...
O presépio foi chutado para canto.
As referências bíblicas ao nascimento de Jesus ficam esquecidas na gaveta.
A contemplação do Deus da Paz que se faz Menino não tem espaço no coração da correria.
A solidariedade como um natal de todos os dias é despejada nesta altura como quem alivia a consciência.
As pessoas deixam-se escravizar por uma propaganda comercial sem escrúpulos que as conduz ao que pretende.
A sensação do momento, o êxtase do ter e do gozar encharcam o natal de muita gente. A tal ponte que o pai ou a mãe ficam no Lar para não estorvar o clima lá em casa.
A noite de passagem de ano baila com ímpeto no coração e na cabeça de muitos. Vale tudo. Importa a extravagância, a nova sensação, o diferente, o excesso.
O Deus do Natal  serve só de ocasião para natais pagãos.

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