terça-feira, 4 de novembro de 2014

4 pontos

1. No mês de Novembro encontramo-nos em pleno Outono, esta estação do ano que tanto  fascina, pelo encanto da natureza que se recolhe para o Inverno, das folhas que se revestem dos mais belos tons antes de caírem, como a mostrar a nobreza do entardecer da vida, que se recolhe e se despede serenamente antes de repousar no silêncio do mistério!... E mesmo o nevoeiro denso que em muitos dias de Outono nos envolve, também isso é um convite ao recolhimento, mesmo ao mistério que diz a nossa existência. Talvez tenha sido por isso que a Igreja, na sua admirável pedagogia da fé que respeita os ritmos da natureza, tenha escolhido o mês de Novembro para nos recordar o mistério da morte, com a celebração dos fiéis defuntos logo no início, a 2 de Novembro, e dedicando todo o mês à meditação da morte e à contemplação do purgatório. Novembro é o mês das almas!


2. Mercadinho Santa Helena funciona ao sábado, de 15 em 15 dias, no Centro Cívico de Tarouca.
Uma das queixas que se ouviam aos agricultores é que não havia escoamentos dos produtos ou então que tinham que os vender ao custo da "uva mijona".
Ora uma boa parte dos nossos agricultores tem já a sua idade e debate-se com a falta de mobilidade. O Mercadinho Sta Helena pode ajudar ao escoamento dos produtos, dentro de um preço compatível, e pode facilitar a vida aos consumidores pelo acesso a bens de qualidade e a preço justo. Andam por aí produtos que regalam a vista mas depois desgostam o sabor. Veja-se o caso de certas maçãs importadas ou de certas castanhas grande, bonitas, mas de sabor nulo.
Oxalá que produtores e consumidores aproveitem este espaço e o valorizem cada vez mais. Em prol das pessoas e da economia local.


3. Durante 2014 e até ao momento, 32 mulheres foram assassinadas em Portugal em contexto de conjugalidade e de relações familiares. Uma vergonha que nos cobre como cidadãos e como sociedade.
A vida desceu ao nível do perfeitamente descartável. Mata-se com a mesma facilidade com que se bebe um copo de água. Ciúmes, separação, desconfiança, amores não correspondidos, altercações verbais, questões económicas, borracheira, droga, roubo, etc, tudo parece mais importante do que a vida para certos indivíduos.
A vida é o valor fundamental. A vida é sagrada desde a conceção até à morte natural. Sem o apreço, valorização e incremento do respeito pela vida, estamos a construir uma sociedade assente na areia. 
Família, escola, igrejas, governo, sociedade são chamadas ao excelso dever de defender, proteger e propor a vida. Sempre.
É isso que acontece??? Pergunto-me tantas vez por que motivo são gratuitas as intervenções médicas e medicamentosas para quem quer abortar e não o são para tantos doentes idosos e pobres… Gratuitidade para acabar com a vida; onerosidade para manter e proteger a vida…


4. A chanceler alemã, senhora Merkel, afirmou que "Portugal tem demasiados licenciados" e acrescentou que a formação profissional deve ser o caminho para baixar o desemprego jovem em Portugal e Espanha, que têm demasiados licenciados".
Ui, o que dirá a "inteligência nacional" sobre estas afirmações de Merkel? Imaginamos...
A mentalidade lusa é muito isto: ser doutor, mesmo que depois fique com um diploma na mão, mas sem emprego. Os cursos e a formação profissional são olhados de soslaio como desprestigiantes.
A formação profissional é muito incipiente entre nós. Urge implantá-la a sério, massificá-la e motivar para ela. Aliás os nossos emigrantes na Suíça, Alemanha, Holanda, etc, defendem claramente a opinião da chanceler.
Todos sabemos que um dos "calcanhares de Aquiles" da economia portuguesa é a falta de formação profissional. Valorizemo-la. Que seja chamativa, mormente a nível de remuneração.

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