Asua finalidade é estabelecer pontes para o diálogo entre as religiões e as
culturas. Olhando para o futuro, elaborou já um programa de actividades, como:
colaboração multi-religiosa para a sobrevivência e bem-estar das crianças - o
primeiro projecto terá lugar no Uganda, em aliança estratégica com "Religiões
pela Paz" -, um ciclo de conferências sobre "a imagem do outro", um projecto
internacional para futuros professores de religião e líderes religiosos com um
profundo compromisso com o diálogo inter-religioso e intercultural.
Estou a referir-me ao Centro Internacional para o Diálogo Inter-Religioso e
Intercultural King Abdullah bin Aziz (KAICIID), com sede em Viena, cujo Comité
Directivo se reuniu pela primeira vez nos dias 1 e 2 de Fevereiro, em Madrid,
como aqui anunciei no sábado passado. Os seus fundadores são a Arábia Saudita, a
Espanha e a Áustria. Tem o nome do monarca saudita, que teve a iniciativa.
Como não saudar e colaborar com o que é hoje o maior centro mundial de
diálogo? O próprio Papa Bento XVI o fez e a Santa Sé (Vaticano) assumiu o papel
de observador fundador.
Mas, evidentemente, há perguntas que têm de ser feitas e problemas que não
podem ser ignorados.
Assim, pergunta-se legitimamente se vai ser possível e quando um encontro do
Comité Directivo do KAICIID, com representantes das grandes religiões mundiais,
em Riade ou na capital de outro país islâmico. De facto, o diálogo não pode ser
unidireccional. Por isso, também se pergunta, por exemplo, quando é que a
liberdade de construção de mesquitas no mundo de influência cristã será
acompanhada da mesma liberdade de construção de igrejas nos países de influência
islâmica. De qualquer forma, o cristianismo é hoje a religião mais perseguida do
mundo, a ponto de se falar em autêntica cristianofobia, e essa perseguição dá-se
também em países de orientação islâmica, sem que sejam suficientemente claros e
fortes os protestos dos seus responsáveis políticos e religiosos.
Evidentemente, seria abusivo generalizar, mas é necessário reconhecer que a
raiz dos problemas é, porém, mais funda e tem a ver com três ordens de questões:
a interpretação dos textos sagrados, a separação da religião e da política e a
atitude de Jesus e de Maomé face à violência.
A atitude dos cristãos ao longo dos séculos e também da Igreja Católica
enquanto instituição não foi de modo nenhum exemplar. Pelo contrário, foi
frequentemente vergonhosa no que se refere a estes três domínios. Mas, quando
pensam nas origens, na atitude de Jesus e no que ele verdadeiramente quis, os
cristãos têm de arrepender-se e arrepiar caminho.
Nunca os teólogos cristãos afirmaram que a Bíbila foi ditada por Deus: é
Palavra de Deus em palavras humanas. Por isso, mais tarde ou mais cedo, teriam
de abrir-se a uma leitura histórico-crítica e à hermenêutica. Mas, no islão,
afirma-se, de modo geral, que o Alcorão foi ditado por Deus e, por isso, tantas
vezes os teólogos islâmicos que exigem uma hermenêutica histórico-crítica, não
podendo fazê-lo livremente nos seus países, tiveram de refugiar-se em
universidades europeias e norte-americanas.
Jesus disse que se deve "dar a César o que é de César e a Deus o que é de
Deus". Tem aqui um dos seus fundamentos a separação da Igreja e do Estado, em
ordem à salvaguarda da liberdade religiosa. Mas, no islão, continua, com raras
excepções, a confusão dos dois planos, tanto mais quanto Maomé foi
simultaneamente um líder religioso, político e militar.
Maomé entrou vitorioso em Meca, após anos de combates, e expandiu o islão,
certamente mediante a força da palavra e do exemplo, mas também com a luta pelas
armas. Jesus, porém, entrou pacificamente na cidade de Jerusalém, para
apresentar e oferecer o seu projecto de Reino enquanto Reino de graça e de amor
entre os seres humanos. Quando Pedro puxou pela espada, mandou que a metesse na
bainha, pois quem com ferros mata com ferros morre, e ele próprio foi
crucificado por quem não aceitou a sua mensagem.
A aprendizagem que tanto custou à Igreja Católica terá de ser também o
caminho doloroso, mas urgente, do islão.
Anselmo Borges, aqui
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Hospital de Proximidade de Lamego abre na segunda-feira


( Fotos: aqui)
O Hospital de Proximidade de Lamego abre, na segunda-feira, com uma forte aposta na cirurgia de ambulatório. Este investimento custou cerca de 42 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).
O novo hospital de Lamego é considerado, segundo o CHTMAD, um projeto de saúde inovador em Portugal, privilegiando a componente de ambulatório com o objetivo de reduzir o impacto do internamento na vida dos doentes e das suas famílias.
No novo edifício funcionarão várias especialidades médicas e médico-cirúrgicas e três blocos operatórios para fazer cirurgias de ambulatório. Possui ainda consulta externa, urgência básica qualificada, hospital de dia e visitas domiciliárias.
Ao contrário do inicialmente previsto, o hospital possui um serviço de medicina interna com 30 camas de internamento para doentes agudos.
A introdução destas melhorias no modelo funcional do novo hospital foi ao encontro das reivindicações manifestadas durante os últimos anos pelo autarca de Lamego e executivo camarário, Assembleia Municipal, forças políticas locais, profissionais de saúde e população, que apontavam a ausência daquelas valências como fragilidades graves.
A nova unidade hospitalar vai assegurar a prestação de cuidados a cerca de cem mil habitantes dos dez concelhos do Douro Sul. No que respeita às áreas de cirurgia de ambulatório, dará resposta aos 375 mil habitantes que integram o CHTMAD.
Este investimento custou cerca de 42 milhões de euros.
Este investimento custou cerca de 42 milhões de euros.
Fonte: aqui
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Governo assume que linha Lisboa-Madrid é só para mercadorias
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, explicou esta quinta-feira que a linha ferroviária que vai ligar Lisboa a Madrid não irá transportar passageiros.
«O Governo quer transportar mercadorias, o Governo não quer transportar passageiros», assegurou Sérgio Monteiro numa conferência de imprensa em Lisboa.
Entre quatro e quatro horas e meia é distância estimada da viagem entre as capitais ibéricas, a uma velocidade máxima que pode chegar a 250 quilómetros por hora. O secretário de Estado destacou que essa velocidade é compatível com o transporte de mercadorias.
Sem avançar com datas, Sérgio Monteiro realçou que o projeto está a ser discutido com a União Europeia.
«O Governo quer transportar mercadorias, o Governo não quer transportar passageiros», assegurou Sérgio Monteiro numa conferência de imprensa em Lisboa.
Entre quatro e quatro horas e meia é distância estimada da viagem entre as capitais ibéricas, a uma velocidade máxima que pode chegar a 250 quilómetros por hora. O secretário de Estado destacou que essa velocidade é compatível com o transporte de mercadorias.
Sem avançar com datas, Sérgio Monteiro realçou que o projeto está a ser discutido com a União Europeia.
Fonte: aqui
Orientações para as pessoas que visitam os doentes
1. Não visitar os doentes sem um prévio aviso. Uma visita de surpresa pode
ser agradável, porém pode não ser útil ao doente. Pode tornar-se embaraçosa para
ambos: o visitador e o doente.
2. Não fazer visitas a doentes com grande grupo de pessoas. Não mais do que dois visitantes devem entrar num quarto de doente. Mais do que isto multiplica o esforço do doente, prejudicando, assim, a sua convalescença.
3. Não fazer a visita imediatamente após a operação ou uma doença grave. Algumas pessoas ignoram quanto custa ao doente ou operado receber uma visita após uma operação ou doença grave. Estando reduzida a sua vitalidade, o esforço requerido pode prejudicar o doente.
4. Não causar desconforto ao doente. Será melhor o visitante permanecer em frente ao doente, permitindo que seja visto sem esforço do mesmo. É sempre bom conservar alguma distância da cama. Tocar ou sentar-se na cama pode causar irritação ao doente ou provocar dor.
5. O doente pode ficar incomodado e mesmo nauseado por perfumes fortes ou por flores de perfume activo. Flores em demasia podem prejudicar o doente.
6. Não alarmar o doente. O doente está na maioria dos casos, ansioso acerca da doença e observa as reacções do visitador. Mesmo que o visitador se sinta ansioso, ele deve evitar expressá-lo.
7. Não levar alimentos aos gravemente enfermos, a não ser com permissão do pessoal clínico. Os hospitais têm a sua dieta, passada pelos médicos, apropriada ao doente. É tolice pensar que bombons e outras guloseimas sejam aceitáveis.
8. Não se demorar demais. Na maioria das circunstâncias a visita deve demorar de 5 a 10 minutos.
In O Amigo do Povo
2. Não fazer visitas a doentes com grande grupo de pessoas. Não mais do que dois visitantes devem entrar num quarto de doente. Mais do que isto multiplica o esforço do doente, prejudicando, assim, a sua convalescença.
3. Não fazer a visita imediatamente após a operação ou uma doença grave. Algumas pessoas ignoram quanto custa ao doente ou operado receber uma visita após uma operação ou doença grave. Estando reduzida a sua vitalidade, o esforço requerido pode prejudicar o doente.
4. Não causar desconforto ao doente. Será melhor o visitante permanecer em frente ao doente, permitindo que seja visto sem esforço do mesmo. É sempre bom conservar alguma distância da cama. Tocar ou sentar-se na cama pode causar irritação ao doente ou provocar dor.
5. O doente pode ficar incomodado e mesmo nauseado por perfumes fortes ou por flores de perfume activo. Flores em demasia podem prejudicar o doente.
6. Não alarmar o doente. O doente está na maioria dos casos, ansioso acerca da doença e observa as reacções do visitador. Mesmo que o visitador se sinta ansioso, ele deve evitar expressá-lo.
7. Não levar alimentos aos gravemente enfermos, a não ser com permissão do pessoal clínico. Os hospitais têm a sua dieta, passada pelos médicos, apropriada ao doente. É tolice pensar que bombons e outras guloseimas sejam aceitáveis.
8. Não se demorar demais. Na maioria das circunstâncias a visita deve demorar de 5 a 10 minutos.
In O Amigo do Povo
Petição que apela à revisão de diversas leis que consideram "corroer o tecido social do país"
Bagão e César das Neves assinam petição contra o casamento gay e aborto --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Bagão Félix, Gentil Martins e João César das Neves surgem entre os primeiros signatários de uma petição que apela à revisão de diversas leis que consideram "corroer o tecido social do país".
O casamento gay, a liberalização do aborto, a nova lei do divórcio e a reprodução artificial são as principais contestações de "Defender o Futuro", petição pública à Assembleia da República, que está a correr na Internet.
Mais de quatro mil pessoas já assinaram o documento, que começa por considerar que as alterações legislativas, levadas a cabo nos últimos seis anos, contribuem para a atual crise económica e social, uma vez que destroem os "pilares estruturantes da sociedade".
Fonte: aqui
"As leis que têm vindo a corroer o tecido social do país foram sempre objeto da voz crítica do Presidente da República que, quer através do veto, quer através de mensagens ao Parlamento ou ainda por declarações ao país, indicou alguns dos erros em que incorriam. Urge pois atender de novo às suas razões", referem.
Os autores do documento incitam a Assembleia da República a fazer alterações legislativas que "coloquem e reconheçam a família como fundamento da organização social na promoção da responsabilidade pessoal, solidariedade intergeracional e fomento da economia", algo que dizem corresponder "ao sentimento dominante na sociedade portuguesa"
Bagão Felix, Gentil Martins, João César das Neves, Manuel Braga da Cruz e Rui Gomes da Silva surgem entre os primeiros signatários da petição.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Dia Mundial do Doente
Vamos celebrar, no próximo dia 11 de Fevereiro, mais um Dia Mundial do Doente. E para reflexão, o Papa coloca-nos perante a figura do Bom Samaritano que soube cuidar do judeu assaltado na estrada de Jerusalém para Jericó. Assim, o Papa desafia-nos a olhar para o homem caído na estrada e a cuidar dele. Por isso nos diz: "Vai e faz tu o mesmo".
O Bom Samaritano é um estrangeiro que nada tem a ver com aquele judeu maltratado pelos ladrões. Mas nem por isso passa indiferente à desgraça de um homem caído e em grande sofrimento.
Aproximou-se e desceu da montada em que seguia para socorrê-lo. Tratou-o com o que tinha à mão, deitando azeite e vinho nas feridas. Pegou nele e levou-o à estalagem mais próxima para ali ele poder recuperar.
Pagou as despesas e prometeu voltar para pagar tudo o que fosse preciso
para garantir a cura daquele desconhecido.
A figura do Bom Samaritano é paradigmática. Esta é a verdadeira
solidariedade, uma vez que o samaritano fez seu o problema do judeu e
salvou-o.
Jesus desafia todos os seus ouvintes a imitarem aquele samaritano.
---
Eis o programa para todos nós e para as nossas comunidades:
1. Saber ver quem à nossa volta precisa de apoio, pelo problema que tem,
pela idade avançada, pela falta da família, pela solidão;
2. Aproximar-se e cuidar das feridas, respondendo aos apelos que lhe são
feitos pela pessoa que está em sofrimento e que não tem ninguém;
3. Responder às necessidades mais urgentes, na saúde, na solidão, na
dificuldade económica, na vida espiritual e religiosa.
Na actual crise económico-social multiplicam-se as pessoas em dificuldade.
Aumenta o número de pessoas idosas, há novas doenças que invadem as famílias,
também não faltam deficientes, a par de migrantes, de desempregados, de crianças
ao abandono. É preciso levar as comunidades cristãs "a fazer o mesmo" que foi
feito pelo samaritano.
Fonte: aqui
Não só nesse dia, mas particularmente nesse dia, visite um doente pela sua saúde!
JESUS TERIA SIDO ESSÉNIO? O QUE ERAM OS ESSÉNIOS?
- Este grupo judaico ascético existiu desde, aproximadamente, o ano 150 a.C. até ao ano 70 d.C.
- Vivendo em comunidades distantes, sempre procuravam encontrar na solidão do deserto, o lugar ideal para desenvolver a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra. Eram vegetarianos.
- Um pouco
antes de um ataque romano destruir o Mosteiro de Qumran, junto ao Mar Morto, os
essénios esconderam seus manuscritos em potes de cerâmica e enterraram-nos em
cavernas, nas montanhas.
- Estes manuscritos foram encontrados em cavernas de Qumran, no Mar Morto, no fim da década de 1940 e durante a década de 1950. Ficaram conhecidos por "Manuscritos do Mar Morto" e são considerados o achado do século.
- Como viviam os essénios? Qual a sua relação com as pessoas e a natureza? Como vestiam? O que faziam? Qual a sua espiritualidade? Teria Jesus sido essénio? Qual a mensagem para os nossos tempos? Veja o vídeo para encontrar respostas...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
O que seria se tivesse sido a Igreja Católica a proferir, num só ano, os seguintes ditames religiosos!?
O que seria se tivesse sido a Igreja Católica a proferir, num só ano, os seguintes ditames religiosos:
Destruir as pirâmides;
Autorizar a pedofilia;
Permitir a mentira e a hipocrisia;
Autorizar a morte de quem protesta contra a evangelização da sociedade;
Proibir o cumprimentar os muçulmanos;
etc...
Mas como foram os líderes muçulmanos egípcios a fazer isso, nada se diz...
Link: aqui
Fonte: Tribo de Jacob
Destruir as pirâmides;
Autorizar a pedofilia;
Permitir a mentira e a hipocrisia;
Autorizar a morte de quem protesta contra a evangelização da sociedade;
Proibir o cumprimentar os muçulmanos;
etc...
Mas como foram os líderes muçulmanos egípcios a fazer isso, nada se diz...
Link: aqui
Fonte: Tribo de Jacob
Transportes reforçados entre Lamego, Vila Real e Régua
Veja aqui
Esta informação tem interesse para a nossa zona, particularmente para as pessoas que têm que se deslocar ao Hospital de Vila Real.
Esta informação tem interesse para a nossa zona, particularmente para as pessoas que têm que se deslocar ao Hospital de Vila Real.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O KAICIID em Madrid
Independentemente de se ser crente ou não, ninguém, consciente da presente
situação do mundo, em convulsão global e à procura de um novo horizonte de
compreensão, porá em dúvida a importância fundamental do diálogo inter-religioso
e intercultural em ordem à paz. De facto, como há anos vem repetindo o teólogo
Hans Küng, autor principal da "Declaração para uma Ética Mundial", aprovada pelo
Parlamento Mundial das Religiões, em Chicago, em 1993, "Não haverá paz entre as
nações sem paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões sem diálogo
entre as religiões. Não haverá diálogo entre as religiões sem critérios éticos
globais. Não haverá sobrevivência do nosso globo sem um ethos global, um ethos
mundial."
Em Novembro de 2007, o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdulaziz, encontrou-se no Vaticano com o Papa Bento XVI, sublinhando ambos a urgência da promoção do diálogo em ordem à convivência pacífica entre os povos.
No ano seguinte, com o seu patrocínio, realizou-se em Madrid uma Conferência Internacional para o Diálogo.
No dia 26 de Novembro último, na presença de centenas de convidados e de figuras eminentes do universo religioso, cultural e político de todo o mundo, foi inaugurado em Viena o KAICIID (King Abdullah bin Abdulaziz International Centre for Interreligious and Intercultural Dialogue: Centro Internacional King Abdullah bin Abdulaziz para o Diálogo Inter-religiosos e Intercultural). O Centro teve o apadrinhamento dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos sócios fundadores, do secretário- -geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, bem como de representantes das principais confissões religiosas mundiais.
A sede do Centro é Viena. Os fundadores são a Áustria, a Espanha e a Arábia Saudita. A Santa Sé (Vaticano), apoiando explicitamente a iniciativa impulsionada pelo monarca saudita, que dá o nome à instituição, participa como observador fundador. Há um comité directivo, constituído por representantes católicos, protestantes, ortodoxos, judeus, hindus, budistas e os três ramos principais do islão: sunita, xiita, wahabi. Entre os seus membros, conta-se uma mulher, a budista japonesa Kosho Niwano.
Embora seja Riade a financiar o Centro, sediado no Palácio Sturany, o seu secretário-geral, o saudita Faisal bin Abdul Rahman bin Muaammar, afirmou que "não haverá interferências políticas de nenhum tipo", sendo a direcção o único responsável pelas actividades. Aliás, fontes diplomáticas austríacas declararam que o centro faz parte dos esforços do rei saudita para apoiar sectores mais abertos do seu país. Neste sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, J. M. García- -Margallo, depois de sublinhar que "o que pretendemos é inverter a situação e que a religião seja, não parte de um problema, mas parte de uma solução", acrescentou que a iniciativa é um fórum de diálogo "não entre religiões, mas entre crentes de diferentes religiões que partilham valores e princípios, em última análise para alcançar um mundo mais pacífico, mais harmonioso e mais estável". O cardeal J.-L. Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, apresentou a saudação do Papa bem como "os seus melhores desejos para o sucesso deste Centro para o Diálogo".
Ontem e hoje, o KAICIID celebra, em Madrid, o seu primeiro acto internacional, com o primeiro encontro do Comité Directivo, a que voltarei.
Quais os objectivos estratégicos do Centro? Dentro da sua missão de "facilitar o diálogo e a compreensão inter-religiosos e interculturais, aumentar a cooperação, o respeito pela diversidade, a justiça e a paz", consistem em "gerar, desenvolver e difundir o conhecimento no âmbito do diálogo inter-religioso e inter-cultural; cultivar e promover o respeito pelas diferenças através do diálogo; criar pontes, debater e promover a colaboração entre os diversos grupos".
Perante tão elevados desígnios, só se pode, sinceramente, pedir: Oxalá! Mas fica, inevitável, a pergunta: para quando uma reunião internacional, com a presença de representantes das grandes religiões mundiais, em Riade?
ANSELMO BORGES, aqui
Em Novembro de 2007, o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdulaziz, encontrou-se no Vaticano com o Papa Bento XVI, sublinhando ambos a urgência da promoção do diálogo em ordem à convivência pacífica entre os povos.
No ano seguinte, com o seu patrocínio, realizou-se em Madrid uma Conferência Internacional para o Diálogo.
No dia 26 de Novembro último, na presença de centenas de convidados e de figuras eminentes do universo religioso, cultural e político de todo o mundo, foi inaugurado em Viena o KAICIID (King Abdullah bin Abdulaziz International Centre for Interreligious and Intercultural Dialogue: Centro Internacional King Abdullah bin Abdulaziz para o Diálogo Inter-religiosos e Intercultural). O Centro teve o apadrinhamento dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos sócios fundadores, do secretário- -geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, bem como de representantes das principais confissões religiosas mundiais.
A sede do Centro é Viena. Os fundadores são a Áustria, a Espanha e a Arábia Saudita. A Santa Sé (Vaticano), apoiando explicitamente a iniciativa impulsionada pelo monarca saudita, que dá o nome à instituição, participa como observador fundador. Há um comité directivo, constituído por representantes católicos, protestantes, ortodoxos, judeus, hindus, budistas e os três ramos principais do islão: sunita, xiita, wahabi. Entre os seus membros, conta-se uma mulher, a budista japonesa Kosho Niwano.
Embora seja Riade a financiar o Centro, sediado no Palácio Sturany, o seu secretário-geral, o saudita Faisal bin Abdul Rahman bin Muaammar, afirmou que "não haverá interferências políticas de nenhum tipo", sendo a direcção o único responsável pelas actividades. Aliás, fontes diplomáticas austríacas declararam que o centro faz parte dos esforços do rei saudita para apoiar sectores mais abertos do seu país. Neste sentido, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, J. M. García- -Margallo, depois de sublinhar que "o que pretendemos é inverter a situação e que a religião seja, não parte de um problema, mas parte de uma solução", acrescentou que a iniciativa é um fórum de diálogo "não entre religiões, mas entre crentes de diferentes religiões que partilham valores e princípios, em última análise para alcançar um mundo mais pacífico, mais harmonioso e mais estável". O cardeal J.-L. Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, apresentou a saudação do Papa bem como "os seus melhores desejos para o sucesso deste Centro para o Diálogo".
Ontem e hoje, o KAICIID celebra, em Madrid, o seu primeiro acto internacional, com o primeiro encontro do Comité Directivo, a que voltarei.
Quais os objectivos estratégicos do Centro? Dentro da sua missão de "facilitar o diálogo e a compreensão inter-religiosos e interculturais, aumentar a cooperação, o respeito pela diversidade, a justiça e a paz", consistem em "gerar, desenvolver e difundir o conhecimento no âmbito do diálogo inter-religioso e inter-cultural; cultivar e promover o respeito pelas diferenças através do diálogo; criar pontes, debater e promover a colaboração entre os diversos grupos".
Perante tão elevados desígnios, só se pode, sinceramente, pedir: Oxalá! Mas fica, inevitável, a pergunta: para quando uma reunião internacional, com a presença de representantes das grandes religiões mundiais, em Riade?
ANSELMO BORGES, aqui
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Parece que todos nós somos mais solícitos a escutar um estranho ou alguém que venha de fora do que alguém que conhecemos e com quem convivemos
Podemos imaginar Jesus a chegar à sua terra, a terra da sua infância. Aí encontra os seus companheiros, os seus amigos, os familiares, os seus vizinhos, os seus conhecidos. Aqui em Nazaré todos o conhecem e sabem ele de quem é filho. O seu pai é José.
Jesus está ficando famoso. Todos falam dele. Uns dizem que pronuncia palavras extraordinárias sobre um reino que se edificará sobre a sua pessoa, outros dirão que diz palavras estranhas porque não se compreendem, outros ainda afirmam que ele faz milagres e perdoa pecados. Ora, em Nazaré, porque sabem bem quem é Jesus, essas coisas não são olhadas com simpatia. E parece que destes que conhecem bem a pessoa de Jesus, os insultos não se farão esperar.
Jesus está ficando famoso. Todos falam dele. Uns dizem que pronuncia palavras extraordinárias sobre um reino que se edificará sobre a sua pessoa, outros dirão que diz palavras estranhas porque não se compreendem, outros ainda afirmam que ele faz milagres e perdoa pecados. Ora, em Nazaré, porque sabem bem quem é Jesus, essas coisas não são olhadas com simpatia. E parece que destes que conhecem bem a pessoa de Jesus, os insultos não se farão esperar.
“Não é este o filho de José?” - que se arma em milagreiro e que diz ser o messias filho de Deus? - Mas, afinal, não conhecemos bem esta pessoa? - Por aquilo que o texto do Evangelho testemunho, Jesus teve necessidade de se afastar dali, afirmando uma verdade terrível: “nenhum profeta é bem recebido na sua terra...” Por essas e por outras expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo de uma colina para o deitarem dali abaixo.
Muitas vezes é difícil escutar as pessoas que vivem connosco. Parece que todos nós somos mais solícitos a escutar um estranho ou alguém que venha de fora do que alguém que conhecemos e com quem convivemos. Outras vezes só damos valor às palavras pronunciadas por pessoas que não sejam da nossa convivência.
Quantas vezes escutamos os pais queixarem-se que os seus filhos não escutam os seus conselhos ou não ouvem as suas palavras? Porque será que custa tanto acreditar nas pessoas que conhecemos? Ou porque será que os jovens mais depressa escutam os amigos e companheiros do que seus os pais e irmãos? Não sabemos bem porque tal acontece. Porém, podemos ensaiar alguma explicação.
A tendência humana mais frequente, é para reconhecer desde logo que o que é de fora é que é bom. Não valorizamos o que somos e o que temos dentro da nossa casa. Quantos filhos só se dão conta que realmente amavam de verdade os seus pais só depois de eles terem morrido? E quantas coisas só são realmente importantes quando não as temos? A vida parece ser um pouco estranha e cada um de nós ainda mais estranho que a própria vida.
As palavras que nos dizem ou os conselhos que nos transmitem muitas vezes têm uma recusa imediata porque não temos vontade nem paciência para receber nada que venha de pessoas nossas conhecidas. Quando sabemos da vida de cada um é difícil escutar as suas palavras.
Assim sendo, será importante que cada um procure viver com esta convicção: ninguém é perfeito. Todos temos as nossas falhas e as nossas limitações. De que vale não receber as palavras de carinho daqueles que são da nossa casa e depois escutar aqueles que não nos conhecem e que muitas vezes não estão interessados no nosso bem mas na nossa perdição completa. Esta situação acontece muito com os jovens do nosso tempo.
É muito importante que nos deixemos conduzir por este Jesus próximo, amigo e companheiro que vem à nossa terra, à nossa casa e à nossa vida para nos mostrar o caminho da eficácia salvadora.
Fonte: aqui
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
O humano reduzido ao indivíduo
Em consequência de todo este ambiente que nos envolve,
parece instalar-se
na sociedade a vacuidade e a estagnação. “Já
nenhuma ideologia é capaz de inflamar as multidões, a sociedade pós-moderna já
não tem ídolos nem tabus, já não possui qualquer imagem gloriosa de si própria
ou projeto histórico mobilizador; doravante é o vazio que nos governa”.
Daqui nasce, segundo G. Lipovetsky, “um perfil inédito do indivíduo nas relações consigo próprio e com o seu corpo, com outrem, com o mundo e com o tempo”. A faceta mais notória deste perfil é o fascínio pelo autoconhecimento e pela autorrealização. Do mesmo modo que a planetarização não evita o nacionalismo (na Europa) e o tribalismo (em África), também a convivência social não tem impedido a afirmação do indivíduo.
Sucede que esta afirmação tende hoje a fazer-se de forma unilateral e prepotente. A individualidade é entendida e assumida não já como dimensão irrenunciável da pessoa, mas como critério supremo de atuação. Neste contexto, o relacionamento humano deixa de ser pautado pelo princípio da convicção. Já não interessa dialogar ou convencer, mas atrair e seduzir.
Daqui nasce, segundo G. Lipovetsky, “um perfil inédito do indivíduo nas relações consigo próprio e com o seu corpo, com outrem, com o mundo e com o tempo”. A faceta mais notória deste perfil é o fascínio pelo autoconhecimento e pela autorrealização. Do mesmo modo que a planetarização não evita o nacionalismo (na Europa) e o tribalismo (em África), também a convivência social não tem impedido a afirmação do indivíduo.
Sucede que esta afirmação tende hoje a fazer-se de forma unilateral e prepotente. A individualidade é entendida e assumida não já como dimensão irrenunciável da pessoa, mas como critério supremo de atuação. Neste contexto, o relacionamento humano deixa de ser pautado pelo princípio da convicção. Já não interessa dialogar ou convencer, mas atrair e seduzir.
Acontece que, no fundo, esta estratégia volta-se contra os que a executam. O culto exacerbado do indivíduo
conduz inevitavelmente à objetivação das pessoas. O outro aparece não como parceiro ou
destinatário, passando a ser visto como objeto de que se desfruta e que se abandona quando não nos é útil.
É assim que a nossa época é também a época da solidão no meio da multidão.
O individualismo desponta, portanto, não apenas como uma opção, mas sobretudo como uma imposição. Não se pode falar, neste sentido, de
um acréscimo de felicidade para o homem. O deslumbramento das conquistas
depressa deu lugar ao ceticismo, ao medo e até ao desespero.
Com efeito, muitas pessoas, apesar de disporem de recursos para viver, mostram
não ter “um sentido pelo qual viver”
Este dado é patente na procura desenfreada de formas de
evasão e torna-se
particularmente visível no consumismo
sexista, na violência (quase) institucionalizada e na corrupção incontrolada. O
êxito imediato parece ser o único estímulo, ficando as preocupações últimas da vida remetidas para uma
contínua penumbra.
Facilmente se
compreenderá que, numa situação como esta, é especialmente problemático o
acolhimento da mensagem eclesiológica do Concílio, centrada na afirmação da
comunidade e dirigida para a consumação escatológica do Reino.
In "Continuará o Concílio atual?"
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Lamego: Aposta na formação dos leigos e no acompanhamento aos mais pobres marca primeiro ano de D. António Couto à frente da diocese
A formação laical, a criação de equipas de ação social e a redução de arciprestados são algumas das orientações que marcam o primeiro ano de D. António Couto à frente da Diocese de Lamego, que hoje se assinala.
A integração de regiões com poucos sacerdotes em áreas pastorais mais amplas foi o objetivo que presidiu à nova divisão territorial da diocese, que dos 14 arciprestados (conjuntos de paróquias) passou para seis, todos a contar com uma nova “Escola de Vivência da Fé”.
Em março o prelado sublinhou a necessidade de criar equipas locais de ação social, “para que ninguém se sinta sozinho, abandonado ou desfigurado”.
“Apelo a todos os párocos e paroquianos de todas as paróquias desta nossa Diocese de Lamego a que, com a ajuda da Cáritas Diocesana e em rede com ela e comigo, formemos o mais rapidamente possível em todas as paróquias Grupos de Caridade, Grupos Cáritas”, disse D. António Couto.
Em setembro o prelado redigiu uma Carta Pastoral onde acentuava que a diocese precisava de “agilizar” os conselhos Episcopal, Presbiteral e Arciprestal, além de “formar com a urgência possível” o Conselho Pastoral.
O documento também frisava que os fiéis precisa de sacerdotes que ensinem a mensagem da Igreja, apoiem os mais pobres e centrem a sua vida na celebração da missa e na oração, “não de vez em quando, mas com a tenacidade de quem está lá de pé todos os dias”.
No mesmo mês o prelado presidia pela primeira vez às festas da padroeira da cidade de Lamego, Nossa Senhora dos Remédios, solenidade que, à semelhança de outras, ajuda a renovar a fé e serve para “contrariar” o avanço do secularismo.
“Não é tanto pelas pregações que fazemos, é muito mais por aquilo que as pessoas veêm e sentem; ficam tão sensibilizadas que vão procurar mais e mais. Sguramente isto será uma rampa de lançamento para podermos levar o Evangelho às famílias, às escolas, aos lares, ao barulho das cidades”, apontou.
Em novembro, quando ordenou dois diáconos, D. António Couto pediu “cristãos convictos e credíveis” a anunciar de “forma direta e personalizada a sua “paixão” por Jesus, de modo a promover e ampliar uma rede de evangelizadores que insista na sua missão até que a diocese tenha “ateado o fogo do Evangelho a todos os corações”.
Dias antes de tomar posse como bispo de Lamego o responsável disse que contava apresentar-se na diocese “como sempre” o fez, quer “nas Igrejas portuguesas, nomeadamente em Braga, quer nos diversos continentes” por onde passou enquanto missionário.
“Sempre o procurei fazer com a máxima simplicidade e de uma forma afetiva, é importante que nós possamos aparecer de forma mais próxima das pessoas, sempre fiz assim e também o irei fazer em Lamego”, declarou.
A Agência ECCLESIA pediu a D. António Couto para realçar os aspetos que considerava mais importantes no primeiro ano à frente da diocese e revelar os objetivos para os próximos meses mas o prelado declinou a proposta, afirmando justificando a recusa com o facto de ser muito cedo para fazer um balanço da sua atuação.
A Diocese de Lamego, que se distribui por 223 paróquias da margem sul do rio Douro, goza da característica, única em Portugal, de a cidade onde está sediada não ser sede de distrito.
Carta a Diogneto
Carta a Diogneto
“Jóia da antiguidade cristã”, “pérola da apologética do século II”, a carta a Diogneto, de autor anónimo, é um precioso fragmento da primitiva experiência cristã e do esforço de diálogo da Igreja com a cultura circunstante. Escrita provavelmente nos finais do século II, nela se encontram autênticas parcelas de ouro puro da sabedoria evangélica que conferem a este texto uma actualidade singular.
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