sexta-feira, 11 de março de 2011

Assembleia confirma chumbo à moção de censura ao Governo

A moção de censura ao Governo apresentada pelo Bloco de Esquerda foi, quinta-feira, chumbada com os votos contra do PS e a abstenção do PSD e do CDS-PP.
Apenas votaram a favor da moção de censura ao Governo as bancadas parlamentares do BE, PCP e Partido Ecologista "Os Verdes".
Para ser aprovada, uma moção de censura necessita do voto favorável da maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções, 116 parlamentares.
Durante a votação, o sistema electrónico registou um voto contra do PS, mas já depois do encerramento da sessão foi possível apurar que se tratou de um erro informático que assumiu o voto contra da deputada Teresa Venda como voto "sim".
A própria deputada socialista esteve depois a conversar com elementos da mesa da Assembleia da República para que o sentido do seu voto fosse corrigido.
Assim, a moção de censura do Bloco de Esquerda ao Governo foi rejeitada com 91 votos contra da bancada socialista e 98 abstenções (77 do PSD e 21 do CDS-PP).
Foram ainda registados 31 votos favoráveis, 16 da bancada do BE, 13 do PCP e dois dos deputados do partido ecologista Os Verdes.
Estiveram, portanto, presentes na votação 220 dos 230 deputados da Assembleia da República.
In Jornal de Notícias

Três irmãos intoxicados por alegada inalação de gás de esquentador

Três irmãos, de 15, 18 e 21 anos, ficaram hoje intoxicados alegadamente devido à inalação de gás proveniente de um esquentador da sua casa, em Tarouca, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.
"Por aquilo que eles contaram, a intoxicação terá sido provocada por monóxido de carbono libertado pelo esquentador", relatou o subchefe dos Bombeiros Voluntários de Tarouca, Jorge Pinto.
A mesma fonte explicou que se tratou de "intoxicações ligeiras" e que, quando os bombeiros chegaram a casa, "estavam os três conscientes e colaborantes".
Os três irmãos foram transportados para o Hospital de Lamego.
Fonte: aqui

quinta-feira, 10 de março de 2011

A alegria de encontrar uma filha

Este facto recente é conhecido mas vale a pena trazê-lo para aqui pois encerra grandes lições.
Doze anos depois das enxurradas que destruíram parcialmente o estado de Vargas (a norte de Caracas), a portuguesa Lucinda Nunes reencontrou, através do Facebook, a filha dada como desaparecida em Dezembro de 1999, quando tinha 10 anos de idade.
"Estou feliz, feliz não, superfeliz, já tenho a minha filha, graças a Deus que tudo lhe devo. Encontrei-a por sorte no Facebook, num dia em que procurava uma pessoa, e na emoção telefonei para um irmão em Portugal que constatou as semelhanças. Ele pediu-lhe amizade, estabeleceu contacto e soube que ela era vítima de Vargas, mas não se lembrava de nada", disse a emigrante natural do Arco da Calheta, Madeira.
Lucinda Nunes, explicou, em declarações à Agência Lusa, que a filha, Angely Sofia Nunes, "tem agora 22 anos, estava até há poucos dias numa instituição para adolescentes" em Caracas. "O tribunal autorizou que viesse viver comigo para iniciar um processo de adaptação."
Garantindo que as duas se dão muito bem, Lucinda Nunes precisou que aguardam o resultado de provas de ADN feitas pela polícia venezuelana e que algumas características físicas foram determinantes para a decisão do tribunal de permitir que a jovem, que é conhecida por Carla Ures, fosse viver com ela.
Para poder vê-la, a mãe fez-se passar por freira de S. Vicente de Paulo e foi a uma festa promovida pelas Irmãs no lar onde vivia a jovem dada como desaparecida. Tudo isto combinado com as Irmãs religiosas. Assim pôde não só vê-la mas conversar com ela. E ficou a saber que a sua filha tinha vivida na rua, por ter fugido de um asilo. E mais: quando vivia nas ruas de Caracas, apaixonou-se por um rapaz e ficou grávida. Ele negou ser o pai e teve que enfrentar toda a família que dizia que o bebé não era dele. Foram as freiras da instituição onde viveu nos últimos dois anos que a ajudaram.
Os pais que têm um restaurante em Valência, a uns duzentos quilómetros da capital da Venezuela, nunca perderam a esperança e estão convencidos que foi Deus que lhes trouxe a filha que agora passa algumas horas a ajudar a família naquele estabelecimento.
E ela diz-se muito feliz por saber que o seu futuro está assegurado e também por ter encontrado os pais e os três irmãos que a amam enternecidamente.
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 9 de março de 2011

NÃO HÁ DRAMA NAS PALAVRAS DO PRESIDENTE (drama há na vida de muita gente)

Se a sociedade se assemelha a um vulcão perto de explodir, a classe política parece uma tempestade já a desabar.

A tomada de posse do reeleito Presidente da República foi marcada pelas reacções negativas de parte do Parlamento.

Nada disto é dramático. Em democracia, ninguém se deve sentir coagido ao falar e ninguém se deve sentir inibido no reagir.

Um sistema político como o nosso é feito daquilo que, habitualmente, recebe o nome de «checks and balances» (pesos e contrapesos). Ou seja, os diferentes poderes controlam-se mutuamente.


É assim que nem o presidente da república está acima da crítica. Mas se não está acima da crítica, também não estará diminuído na sua capacidade de intervenção.


E a tradição democrática portuguesa mostra que o chefe de estado costuma ser bastante assertivo nas apreciações das políticas governativas.


Há quem veja, no discurso de Cavaco Silva, uma preparação para a demissão do governo. Penso que tal leitura é excessiva.


Mais do que mudança de políticos o que se espera é uma mudança de políticas.

E se alguma coisa há a reter é que há limites para os sacrifícios.


O apelo ao sobressalto cívico parece replicar o direito à indignação, defendido por outro presidente da república.


Não creio que o discurso presidencial tenha primado pela novidade. Foi até redundante. Limitou-se a fazer eco da realidade quotidiana.


Mas há coisas que dificilmente mudarão. Deixar de tomar medidas por instinto, por puro voluntarismo, ou fazer nomeações por mérito e não por critérios de ordem partidária era necessário, mas parece quase impossível. O código genético da política lusa não consentirá mudanças em certos domínios. Nem à direita nem à esquerda.


Não há drama nas palavras do presidente. Drama há (e não é pequeno) no dia-a-dia das pessoas.


E todos os esforços devem ser conjugados na resolução dos problemas. Não no seu agravamento.


Mas, já agora, um pouco de fair play fica bem a toda a gente. Até à classe política. O discurso presidencial terá sido duro, mas daí a qualificá-lo como sectário vai uma grande distância. Há que ter alguma temperança. Na acção e na reacção. No aplauso e na crítica.


Confesso que também não gostei muito do que ouvi hoje. Mas gosto ainda menos do que vejo todos os dias.


E reconheçamos que, diante do desemprego galopante, do aumento do custo de vida e da insegurança, é difícil tecer grandes ornamentos retóricos.


Não vale a pena amuar por causa de um discurso. Importante é olhar em frente, encarar a realidade e tentar transformá-la.


É isso que se espera. É isso que urge.
Fonte: aqui

QUERES COMPREENDER O SENTIDO DO JEJUM QUARESMAL?

(carrega na na setinha do filme edepois na imagem para veres maior)

Recolha de Sangue em Tarouca

ÚLTIMA HORA: Lisboa tem novo Cardeal Patriarca! Ahahahahah!

A RÁDIO RENASCENÇA ESTÁ A NOTICIAR A GRANDE REVIRAVOLTA NA ESCOLHA DO SUCESSOR DE D. JOSÉ POLICARPO PARA O CARGO DE PATRIARCA DE LISBOA.

DESDE O PEDIDO DE RESIGNAÇÃO DO PRELADO, COMEÇARAM A CIRCULAR OS NOMES DOS 3 POTENCIAIS CANDIDATOS:
  • D. MANUEL CLEMENTE, BISPO DO PORTO;
  • D. CARLOS AZEVEDO, BISPO AUXILIAR DE LISBOA e
  • D. ANTÓNIO MARTO, BISPO DE LEIRIA-FÁTIMA

PORÉM, E POR PROPOSTA DA NUNCIATURA APOSTÓLICA, O PAPA ACABA DE NOMEAR PARA CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA, D. LUIS FILIPE VIEIRA, BISPO DA LUZ.

OS ARGUMENTOS CANÓNICOS, SÃO DEMOLIDORES :
1.     DIRIGE, HÁ SEIS ANOS, A MAIOR CATEDRAL DO PAÍS.
2.     É O LÍDER DE 6.000.000 DE FIÉIS SEGUIDORES. 
3. FALA, TODOS OS DIAS, COM JESUS.

Para ajudar à alegria da conversão quaresmal, há que começar  com boa disposição...

Quarta-Feira de Cinzas 2011: Início da Quaresma

1. Quaresma NÃO é um tempo "chato", com imposições! Quaresma é a alegria de escancarar as portas da nossa vida para que Deus limpe as silvas, ortigas e fieitos do nosso coração. Então não vale a pena o trabalho para deixar o campo limpo, livre e produtico?

2. Descubra aqui - http://paroquiadetarouca.blogspot.com/  - o sentido de Quarta-Feira de Cinzas e o projecto da nossa caminhada quaresmal.

3. Se é cristão (ã), onde quer que esteja, não deixe de fazer um esforço para participar na "Missa das Cinzas"! (em Tarouca. às 18h).

Boa Quaresma, especialmente para si!

terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval em Tarouca

Veja aqui

Contratar funcionários, sobretudo portugueses, é uma das maiores dificuldades dos lojistas de centros comerciais

Contratar funcionários, sobretudo portugueses, é uma das maiores dificuldades dos lojistas de centros comerciais, diz o presidente da associação do sector. Há pessoas que só trabalham dois ou três meses, antes do Verão, para terem dinheiro para as férias, conta Sampaio Mattos, que reconhece a existência de vínculos precários e de salários baixos.

O português não quer fazer determinadas actividades. Não gosta de trabalhar atrás de um balcão. Acha que é desprestigiante. Vê-se que quem faz estas actividades são, sobretudo, estrangeiros. Quando o Amoreiras abriu (1985), não havia um estrangeiro atrás de balcões. Agora, a dificuldade é encontrar um português.

Hoje não há nenhuma actividade em que se contrate alguém e fique logo nos quadros. Diria que os contratos iniciais, para as lojas, são todos a prazo. Mas muitos chegam ao fim e as pessoas passam a efectivas. E, se há muita gente que ganha o salário mínimo, há muitos que recebem muito mais.

Fonte: aqui

1. Os baixos salários não serão a melhor forma de estimular a economia e de motivar os trabalhadores.
2. Os portugueses, mesmo com "as calças na mão", continuam agarradas a preconceitos, a manias, ao "prestígio" da profissão...Estamos numa crise profundíssima e não sabemos o que nos espera. Mas ainda não despertamos, esquecendo que "em tempos de guerra não se limpam armas"...
3. "Há pessoas que só trabalham dois ou três meses, antes do Verão, para terem dinheiro para as férias."
E continua a farra! Parece que o que interessa é gozar a vida. Melhorar o nível de vida, precaver o futuro, contribuir para o bem do país que somos, não preocupa muita gente...
4. Desculpem-me os leitores. Fala-se hoje muito da "geração à rasca". Mas não terá a ver com o facto de sermos hoje uma sociedade "rasca"?

Dia Internacional da Mulher

O foco do Dia Internacional da Mulher, este ano, é sobre o acesso igualitário das mulheres à educação, às ciências e à tecnologia e dá ênfase à necessidade de realizar esse potencial.
Há cem anos, mulheres de todo o mundo deram um passo histórico no longo caminho em busca da igualdade. O primeiro Dia Internacional da Mulher foi proclamado para chamar a atenção sobre as inaceitáveis – e frequentemente perigosas – condições de trabalho que muitas mulheres enfrentavam em todo o mundo.
Embora o evento tenha sido celebrado apenas em alguns, poucos, países, levou mais de um milhão de mulheres às ruas, exigindo não só melhores condições de trabalho, mas também o direito ao voto, de ocupar cargos públicos e de serem parceiras dos homens em condição de igualdade.
Eu suspeito que aquelas pioneiras corajosas olhariam para o nosso mundo de hoje com uma mescla de orgulho e frustração. Houve um progresso notável, uma vez que o último século testemunhou uma expansão sem precedentes dos direitos legais e da promoção social das mulheres. De fato, o avanço dos direitos da mulher pode ser entendido como uma das mais profundas revoluções sociais que o mundo já viu.
Há cem anos, apenas dois países permitiam o voto feminino. Hoje, esse direito é virtualmente universal e as mulheres têm sido eleitas para liderar governos em todos os continentes. As mulheres também passaram a ocupar cargos de liderança em profissões das quais eram antes banidas.
Bem mais recentemente do que há um século, a polícia, os tribunais e os vizinhos ainda viam a violência doméstica como um assunto inteiramente privado. Hoje, dois terços dos países dispõem de leis específicas para penalizar a violência doméstica e o Conselho de Segurança das Nações Unidas reconhece, agora, a violência sexual como uma tática deliberada de guerra.
Mas, apesar do progresso durante o último século, as esperanças de igualdade expressas naquele primeiro Dia Internacional da Mulher ainda estão bem longe de serem concretizadas. Quase duas em três pessoas adultas analfabetas são mulheres. É menos provável que meninas estejam na escola do que os meninos.
Todos os dias, a cada 90 segundos, uma mulher morre durante a gravidez ou devido a complicações do parto, apesar de todos os conhecimentos e recursos que dispomos para tornar a gestação segura.
Em todo o mundo, as mulheres continuam a ganhar menos que os homens para executar o mesmo trabalho. Em muitos países, elas também têm acesso desigual à terra e aos direitos de herança.
E, apesar de avanços notórios, as mulheres representam apenas 19% das legislaturas, 8% dos negociadores da paz e apenas 28 mulheres ocupam cargos de chefe de estado ou de governo.
Não são apenas as mulheres que pagam o preço da discriminação. Todos nós sofremos por não conseguir obter o melhor de metade do talento do mundo.
Nós minamos a qualidade de nossa democracia, a força de nossas economias, a saúde de nossas sociedades e a sustentabilidade da paz.
O foco do Dia Internacional da Mulher, este ano, é sobre o acesso igualitário das mulheres à educação, às ciências e à tecnologia e dá ênfase à necessidade de realizar esse potencial.
O projeto para assegurar a igualdade dos géneros e os direitos das mulheres é um projeto global, um desafio para cada país, rico ou pobre, do Norte ou do Sul.
Foi em reconhecimento da universalidade e das vantagens, se as entendermos corretamente, que as Nações Unidas articularam quatro organizações existentes para criar a ONU Mulher.
O objetivo dessa nova entidade, que tenho o grande privilégio de dirigir, é galvanizar todo o sistema das Nações Unidas, para que possamos cumprir a promessa da Carta da ONU de direitos iguais para homens e mulheres. Um ideal, pelo qual lutei toda a minha vida.
Como uma jovem mãe e pediatra, eu passei pela experiência das lutas para equilibrar a família com a carreira e constatei como a inexistência de creches pode afastar a mulher do trabalho remunerado.
A oportunidade de remover essas barreiras foi uma das razões que me levou à política. Foi por isso que apoiei políticas que ampliavam os serviços de saúde e de creche para as famílias e davam prioridade aos gastos públicos destinados à proteção social.
Como presidente, trabalhei duramente para criar oportunidades iguais para os homens e as mulheres de contribuírem com seus talentos e experiências para enfrentar os desafios que o nosso país tinha pela frente. Foi por isso que montei um gabinete governamental com um número igual de homens e mulheres.
Como diretora-executiva da ONU Mulher, quero aproveitar o meu mandato, o conhecimento coletivo e toda experiência acumulada, para encorajar o progresso na busca de uma igualdade real de géneros, em todo o mundo.
Nós vamos trabalhar em parceria estreita com homens e mulheres, líderes e cidadãos, a sociedade civil, o setor privado e todo o sistema das Nações Unidas para ajudar os países a implementar políticas, programas e orçamentos para atingir esse importante objetivo.
Tenho visto por mim mesma que as mulheres podem, com muita frequência e nas circunstâncias mais difíceis, realizar conquistas para suas famílias e para a sociedade, se lhes for dada a oportunidade. A força, a diligência e a sabedoria das mulheres continuam a ser o maior recurso inexplorado da humanidade.
Simplesmente, não podemos esperar outros cem anos para resgatar esse potencial.
Michelle Bachelet, aqui

segunda-feira, 7 de março de 2011

Vida fora da Terra

Estudo da NASA que prova haver vida fora da Terra não surpreende especialista português

O especialista português em astrobiologia Francisco Carrapiço não se mostrou surpreendido com o estudo divulgado por um cientista da NASA que prova a existência de vida fora da Terra em fósseis de bactérias encontrados num fragmento de meteorito.
«É uma questão que deve ser encarada de forma natural. Agora, temos de acordar um pouco mais para saber se a forma como estes dados foram apresentados correspondem a uma realidade concreta, mas não me surpreende nada a existência desta situação», sustentou Francisco Carrapiço, professor da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa.
No entanto, o especialista considerou que o estudo, publicado pela revista científica 'Journal of Cosmology' está «muito bem fundamentado» e «mostra de forma bastante clara a existência de estruturas fertilizadas nos meteoritos que foram estudados».
«Não fico surpreendido com os resultados que apresenta, porque já era mais ou menos conhecida a existência de microfósseis em alguns organismos nas estruturas que foram recolhidas, nomeadamente na Antártida», acrescentou o professor, mostrando-se expectante quanto ao desenrolar da discussão em torno desta matéria.
«O 'Journal of Cosmology' abriu agora uma discussão nesta área e vamos ver no que é que dá. A existência de vida no Universo é uma questão que vem a ser encontrada e portanto não me parece nada de extraordinário isso ser real», concluiu.
O estudo é da autoria de Richard Hoover, investigador da Agência Espacial Norte-Americana, que interpreta esta sua descoberta como "um indício de que a vida está distribuída de uma forma mais ampla e que não se restringe em exclusivo à Terra".
O cientista chegou a esta conclusão depois de mais de uma década dedicada a estudar um tipo de meteorito extremamente raro, encontrado em áreas remotas como Antártida, Sibéria e Alasca, susceptível de conter vestígios de água e microorganismos terrestres e extra-terrestres.
Lusa/ SOL

Sabe quem venceu Festival RTP da Canção/2011?

Veja aqui

domingo, 6 de março de 2011

Não metas o nariz onde não és chamado!

Mas o PCP tinha alguma coisa que meter o nariz no
"Protesto da Geração À Rasca" ?


Francisco Moita Flores escreve no Correio da Manhã:
"Agora chega-nos a ‘Geração à Rasca’, que se manifesta pedindo a demissão de toda a ‘classe política’. Toda! Jerónimo de Sousa já informou que o seu partido vai integrar a manifestação, pois o PCP, na sua indumentária CDU, considera-se fora da classe política e adora ser o Pôncio Pilatos, que lava as mãos, em todas as crises. A verdade é que a sua força destrutiva, voraz na defesa de privilégios, defensor maior da preguiça e da inutilidade daqueles que em nome dos trabalhadores os vão iludindo com cânticos às injustiças dos outros, é um dos principais responsáveis por esta ‘geração que está à rasca’. É fácil, hipócrita, e de um cinismo enervante, vê-los, tal como ver o Bloco, apostar tudo na crítica ao governo e aos partidos que foram governo.

Quantos milhões não custa ao País, e a milhares de famílias, a alegre sucessão de greves nos transportes falidos que esta gente tem provocado? Mas acham que não. Estarão na manif da ‘geração à rasca’. A verdade é que o País está em apuros. A tal ponto que ninguém sabe como vai ser a nossa vida na próxima semana, no próximo mês. São os novos e os velhos atingidos por esta terrível crise, os pobres, os desempregados, os mais velhotes. É um País inteiro à rasca que não sabe se vai ou não para a bancarrota, se aguenta o vendaval dos juros, se vai para eleições, se inventa maneira de viver ou, pelo menos, de sobreviver. Somos um país inteiro em aflição, e daí que o oportunismo de quem manipula esta enorme preocupação não mereça uma ponta de respeito."

Uma jovem dizia-me ontem: " Desde que soube que o PCP estaria na 'manif" deixei de ter vontade de participar."
Nenhum partido tem o direito de se querer aproveitar de um protesco advindo da cidadania.
Como dizia aquela jovem, "alguns  políticos só estragam!"



sábado, 5 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

Desfile de Carnaval das Escolas de Tarouca

Veja aqui a reportagem fotográfica.

Não faria hoje mais sentido falar de "subsídio de interioridade"?

1. Ouvi na televisão e li no jornal Sol.
"O conselho do Governo da Madeira deliberou hoje um acréscimo de dois por cento no salário dos trabalhadores da função pública no arquipélago em 2011 a título de subsidio de insularidade.
Esta foi uma das conclusões da reunião do conselho do executivo madeirense que decorreu sob a presidência de Alberto João Jardim." 

2. "Absoluta falta de vergonha!
Os políticos iam diminuir os vencimentos em 15% não iam?
Pois iam, tinham essa intenção....
Mas agora, no Orçamento, aumentaram-se em 20% nas despesas de representação e assim compensam aquele sacrifício.
Um truque que é um escândalo, pois tem a condescendência do maior partido da oposição!!!
Isto é de bradar aos céus.
É tão baixo e tão despudorado que não há palavras para qualificar esta situação torpe e asquerosa que só envergonha e diminui aqueles que a tornaram possível!
Este país não vai longe...com políticos deste calibre!
Haja vergonha, senso e respeito pelas pessoas!"

( Pode ler estes dois textos aqui)

Palavras para quê? Há tempos foram as compensações dadas aos funcionários públicos dos Açores para que estes não sintam os cortes orçamentais. Agora é a Madeira...
Mas então há portugueses e "pretugueses", como diz o povo? Há uns que pagam a crise para que outros não sintam a crise? Que país é este? Que justiça? Que vergonha?
Fala-se em  "subsídio de insularidade" como justificação para o aumentos de 2% na Madeira. Não faria hoje mais sentido falar de  "subsídio de interioridade"? Regiões como a transmontana e a beirã interior têm um nível de vida bem abaixo da madeirense.

Quanto ao aumento de 20% nas despesas de representação (se é mesmo assim), que é que esperamos da classe política que temos!?
Os políticos - governo e oposições - parecem apostados em não querer aprender nadinha. A mesma linguagem, as mesmas guerrinhas de "Alecrim e Manjerona", o mesmo vazio de projectos, a mesma divisão, a mesma sedução fatal pelo "poleiro", o mesmo apetite por "tachos", a mesma vã cobiça de mandar...
Que todos os inquéritos ponham os políticos sempre no fundo da lista de confiança da população, que a abstenção eleitoral seja gigantesca, que o desinteresse das gentes pela política esteja no auge...Nada os incomoda. Parece que vivem numa estufa à prova de balas. Até quando?