Qualquer empresa que queira retirar um bom desempenho das suas equipas tem de desenvolver as competências e conhecimentos de cada colaborador, promover uma cultura interna de transparência e espírito de equipa e oferecer perspectivas de carreira e crescimento para todos. "As pessoas passam uma parte substancial da sua vida a trabalhar e, por isso, têm de sentir o apoio, o estímulo e o desafio no seu dia-a-dia para progredirem e se desenvolverem, profissional e pessoalmente", defende António Gomes Mota.
O que falta a muitas das empresas portuguesas é, portanto, tão simples quanto reconhecer o valor do trabalho dos seus colaboradores no seu crescimento a médio e longo prazo.
Veja aqui
sábado, 10 de setembro de 2011
ACORDO NA EDUCAÇÃO...
Segundo o Correio da Manhã, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e sete dos treze sindicatos chegaram esta sexta-feira a acordo sobre o novo modelo de avaliação. De fora do entendimento ficou a Fenprof. Já a segunda maior estrutura sindical, FNE, aceitou assinar o acordo com o MEC, apesar da manutenção das quotas para as classificações mais elevadas.
João Dias da Silva, da FNE, explicou que, "mantendo-se a discordância em relação às quotas, foram conseguidos pressupostos essenciais" para os docentes, entre os quais a não contabilização da avaliação para efeitos de concurso no caso dos professores de quadro. A Fenprof ficou de fora do acordo, e Mário Nogueira, secretário--geral, disse que é um capítulo "fechado".
Nuno Crato elogiou o "grande espírito de diálogo" que norteou as negociações com os sindicatos e explicou que o novo modelo "terá uma avaliação com ciclos mais longos" e que o novo modelo "evita conflitos de interesses entre avaliadores e avaliados". "É uma avaliação não burocrática, vamos virar uma página", garantiu.
João Dias da Silva, da FNE, explicou que, "mantendo-se a discordância em relação às quotas, foram conseguidos pressupostos essenciais" para os docentes, entre os quais a não contabilização da avaliação para efeitos de concurso no caso dos professores de quadro. A Fenprof ficou de fora do acordo, e Mário Nogueira, secretário--geral, disse que é um capítulo "fechado".
Nuno Crato elogiou o "grande espírito de diálogo" que norteou as negociações com os sindicatos e explicou que o novo modelo "terá uma avaliação com ciclos mais longos" e que o novo modelo "evita conflitos de interesses entre avaliadores e avaliados". "É uma avaliação não burocrática, vamos virar uma página", garantiu.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
ÚLTIMA SONDAGEM
Se acha que há leis da Igreja que estão obsoletas, indique quais:
. O celibato dos padres. | 60% |
| . Proibição de os recasados comungarem. | 100% |
| . Obrigatoridade da missa ao domingo. | 40% |
| . A posição da Igreja em relação aos anticonceptivos. | 70% |
| . Disposições da Igreja em relação ao "sexo seguro". | 40% |
| . A não admissão das mulheres ao sacerdócio. | 50% |
| . Posição da Igreja face ao aborto. | 30% |
| . Outras... | 10% |
1. A sondagem possibilitava respostas múltiplas.
2. Respeito a opinião das pessoas e agradeço a sua participação.
3. São as opiniões das pessoas que tiveram a gentileza de participar na sondagem. Não comprometem minimamente o autor do blog.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Três vinhos portugueses nos melhores do mundo
Três vinhos portugueses foram eleitos para o grupo dos 25 melhores a nível mundial pela revista especializada Decanter, que anunciou os vencedores dos Prémios Mundiais do Vinho.
Este ano, Portugal igualou a França, país tradicionalmente reconhecido pelos seus vinhos, no número de prémios internacionais e ultrapassou-a no total de medalhas atribuídas este ano. O júri da Decanter avaliou no total 12 254 candidatos, dos quais 237 foram distinguidos com medalhas de ouro e 118 receberam troféus regionais.
A Decanter afirma que "o país para o qual os consumidores e especialistas devem estar atentos é Portugal, que ganhou prémios para mais de 84 por cento dos candidatos, incluindo três troféus internacionais". Os vencedores dos prémios partem agora em digressão por uma série de provas de vinho em 21 países, incluindo o Brasil, EUA, França, China e Rússia.
Fonte: aqui
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A cruz que nasceu dos escombros do World Trade Center
O 11 de Setembro de 2001 deixou a baixa de Manhattan com toneladas de escombros que demoraram meses a limpar. O mais famoso deles acabou por ser uma curiosa formação de aço que levou os mais crentes a acreditar que uma cruz se tinha erguido dos destroços da tragédia.
A intersecção de duas vigas formou esta cruz, que se tornou num símbolo dos atentados e que foi colocada numa igreja de Manhattan. Agora, a cruz foi integrada no «National September 11 Memorial & Museum».
Até aqui, foram muitas as polémicas que assombraram este «pedaço» do 11 de Setembro. Várias organizações de ateus reclamaram que a cruz não poderia ser um símbolo de um Estado que se pretende laico, ainda para mais quando nenhuma outra religião além da católica estaria a ser homenageada.
A intersecção de duas vigas formou esta cruz, que se tornou num símbolo dos atentados e que foi colocada numa igreja de Manhattan. Agora, a cruz foi integrada no «National September 11 Memorial & Museum».
Até aqui, foram muitas as polémicas que assombraram este «pedaço» do 11 de Setembro. Várias organizações de ateus reclamaram que a cruz não poderia ser um símbolo de um Estado que se pretende laico, ainda para mais quando nenhuma outra religião além da católica estaria a ser homenageada.
Fonte:aqui
Comentário:
Nos destroços dos World Trade Center encontraram uma cruz de proporções tradicionais. Só vê significado religioso nisso quem é crente. E quem não é, quando muito, pode ficar sensibilizado. Por isso, na notícia (acima publicada), compreendo a atitude dos crentes. Já a atitude dos ateus não me parece resultar de um desejo sincero de igualdade, mas de uma tentativa de apagar o símbolo maior do cristianismo (e não apenas do catolicismo), que, segundo a teologia clássica e mais básica, nos diz que o crucificado sofreu por todos. Incluindo os ateus. E isso, admito, será algo sempre difícil de aceitar. Nunca a cruz deixará se ser motivo de escândalo.
Fonte: aqui
Novo ano escolar
Cerca de um milhão e meio de jovens e crianças está prestes a iniciar mais um ano escolar. Pelo número de alunos, vê-se que o regresso às aulas tem a ver directamente com grande parte dos portugueses: alunos, famílias, pessoal docente e não docente, etc..
E para além destes, todos beneficiamos ou somos prejudicados com o que se passa nas escolas. É que o que se passa nestas tem sempre reflexo na sociedade. Agora e no futuro.
Por outro lado parece que a escola não consegue educar para uma boa convivência social, desde logo na comunidade escolar. Ao todo, no ano lectivo 2009/2010 foram abertos 17 629 processos disciplinares, representando um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Um crescimento que preocupa e que nos diz que as coisas vão muito mal no aspecto disciplinar.
Há pois um grande caminho a percorrer por todos os agentes da educação para que a escola funcione bem e seja motivadora para os que têm mais dificuldade no aproveitamento.
Há necessidade de um estudo aprofundado do problema e sua resolução. E depois era bom que todos os representantes dos interessados se sentassem a uma mesa e chegassem a alguns consensos. Para que as escolas, de uma vez por todas, cumprissem os objectivos.
In O Amigo do Povo
Asas da Montanha deseja a todos os estudantes e suas famílias um ano escolar repleto de sucesso. Lembrem-se que o sucesso começa no 1º dia de aulas...
A escola não é um lugar para passar o tempo. É o local de trabalho para crianças e jovens.
Então mãos à obra!
E para além destes, todos beneficiamos ou somos prejudicados com o que se passa nas escolas. É que o que se passa nestas tem sempre reflexo na sociedade. Agora e no futuro.
A escola existe em função da educação dos alunos. E da sua preparação para a vida. E hoje os tempos são exigentes e só vence o que estiver bem preparado para aguentar o esforço que lhe é exigido
A escola tem de criar hábitos de disciplina e trabalho e parece que há muito a corrigir nestes aspectos. Reformas atrás de reformas não têm resolvido o problema. Desde logo porque o aproveitamento é muito deficiente. Em 2006, um quarto da população portuguesa entre os 18 e os 24 anos tinha abandonado o sistema de ensino sem ter sequer concluído a escolaridade obrigatória. Aos 15 anos, a taxa de desistência já é de sete por cento.
Fez-se algum esforço nos últimos anos mas há muito quem pense que se podia ter ido mais longe. "Trabalhou-se muito mas para as estatísticas", dizem. Por outro lado parece que a escola não consegue educar para uma boa convivência social, desde logo na comunidade escolar. Ao todo, no ano lectivo 2009/2010 foram abertos 17 629 processos disciplinares, representando um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Um crescimento que preocupa e que nos diz que as coisas vão muito mal no aspecto disciplinar.
Há pois um grande caminho a percorrer por todos os agentes da educação para que a escola funcione bem e seja motivadora para os que têm mais dificuldade no aproveitamento.
Há necessidade de um estudo aprofundado do problema e sua resolução. E depois era bom que todos os representantes dos interessados se sentassem a uma mesa e chegassem a alguns consensos. Para que as escolas, de uma vez por todas, cumprissem os objectivos.
In O Amigo do Povo
No Agrupamento vertical de Escolas de Tarouca, o ano lectivo 2011/2012 arranca no próximo dia 15 de Setembro nos estabelecimentos de ensino de Tarouca. Contudo, no dia 14 do mesmo mês, ocorre a recepção aos alunos do primeiro e quinto anos e pré-escolar, recepções que decorrem apenas durante a manhã.
Asas da Montanha deseja a todos os estudantes e suas famílias um ano escolar repleto de sucesso. Lembrem-se que o sucesso começa no 1º dia de aulas...
A escola não é um lugar para passar o tempo. É o local de trabalho para crianças e jovens.
Então mãos à obra!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
OBESIDADE MENTAL - Não perca, por favor!
( Carregue na seta e depois carregue no vídeo para ver em janela cheia. Para ler e reler o magnífico texto, carregue nas barras verticais para parar e depois na seta para continuar)
--- «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
- Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
Da união à divisão no pós-11 de Setembro
Laurie Garrett, jornalista premiada com um Pulitzer e autora do e-book “I Heard the Sirens Scream: How Americans Responded to the 9/11 and Anthrax Attacks”, explica o que mudou nos EUA com os atentados de 2001. Da união sem precedentes após os atentados à divisão do país provocada pelos ataques de Antrax.
Veja o vídeo aqui
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Necessidades e ganância
«O mundo tem o suficiente para as necessidades, mas não para a sua ganância»! - Gandhi
domingo, 4 de setembro de 2011
Túmulo do Apóstolo Filipe
Uma equipa de arqueólogos dirigida pelo italiano Francesco d’Andria afirmou ter encontrado na cidade turca de Pamukkale, antiga Hierápolis, o túmulo de Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus, informou a agência Anatólia.
"Tentámos encontrar há anos o túmulo de Filipe. Finalmente o encontrámos entre os escombros de uma igreja que escavamos há cerca de um mês", explicou o arqueólogo, acrescentando que a tumba ainda não foi aberta.
"Um dia será aberta, sem dúvida. Esta descoberta é de grande importância para a arqueologia e o mundo cristão", afirmou ainda.
Originário da Galileia, actual Israel, Filipe foi um dos discípulos de Cristo. Teria viajado para evangelizar as regiões da Ásia Menor, teria sido apedrejado e depois crucificado pelos romanos em Hierápolis, na Frígia.
A actual Pamukkale é um local turístico conhecido por suas águas termais, suas rochas sedimentares e sua pedra calcárea branca, de onde vem o nome da cidade, que significa em turco "castelo de algodão".
In O Amigo do Povo
sábado, 3 de setembro de 2011
Economia: «É necessário ir além da troika», diz presidente da Pastoral Social da Igreja
«Cortes cegos ou demasiado drásticos podem não ser cura mas assassinato», adverte D. Carlos Azevedo
Lisboa, 03 set 2011 (Ecclesia) – O responsável pela ação social da Igreja Católica, o bispo D. Carlos Azevedo, afirmou hoje que o Governo deve ultrapassar as medidas apontadas pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia para reduzir o défice público. “É necessário ir além da troika porque alguma recessão que se produz na economia e alguns buracos que se vão descobrindo requerem que sejamos mais poupados do que o que nos exigem. Caso contrário não iremos chegar ao fim e cumprir”, disse o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social à Agência ECCLESIA. As reduções na despesa pública anunciadas esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, contribuíram para que Portugal tenha “consciência profunda” da “gravidade da situação”, marcada por “gastos desnecessários e gestões de luxo” que têm de “sofrer cortes”, acrescentou. O prelado, também bispo auxiliar de Lisboa, reconhece que “muita gente perde benefícios, o que não é agradável mas é preciso”, e recorda que a classe média, “atingida” pelo agravamento fiscal e diminuição nos encargos sociais do Estado, “ainda tem ordenado e pode ajudar a colmatar os erros cometidos”. “Somos um país pobre e fazíamos de conta que não éramos. E isso paga-se caro”, declara D. Carlos Azevedo, que apela a “outro estilo de vida”: “Não é para voltarmos ao mesmo mas para que seja mais sereno, equilibrado e rigoroso na gestão dos nossos recursos”. Depois de sublinhar que “os cortes cegos ou demasiado drásticos podem não ser cura mas assassinato”, o responsável pelo departamento que orienta a ação social católica em Portugal constata que “o aumento do preço dos transportes e da energia têm tido sempre salvaguarda para quem vive com um teto de rendimentos mínimo”. D. Carlos Azevedo acentua que “a demagogia tem terreno livre e tem sido muito fácil nestes últimos meses”, e dá como exemplo a situação no mercado laboral, onde a ausência de “soluções mágicas” impõe respostas como a “partilha de emprego” ou a aposta em setores como o turismo para a criação de riqueza e postos de trabalho. “É urgente substituir a demagogia pela pedagogia, explicando as razões de ser das opções políticas”, indica o responsável, que valoriza o papel crítico da oposição parlamentar, “chamando a atenção para aspetos que possam a estar a ser esquecidos” pelo Executivo. O responsável, que prevê serem precisos “alguns anos” para restabelecer o equilíbrio das contas públicas, propõe a revisão de Estado Social, conceito que sem o envolvimento de uma “sociedade solidária” torna os cidadãos “dependentes da máquina estatal”, fazendo com “qualquer corte na despesa pública afete grande parte da população”. O tema vai ser refletido na Semana Social agendada para 2012, no Porto, mas antes, nos próximos dias 13 a 15, a comissão presidida por D. Carlos Azevedo organiza em Fátima o seu 27.º encontro nacional dedicado ao tema “Desenvolvimento local, caridade global’. |
O responsável pela ação social da Igreja Católica, o bispo D. Carlos Azevedo, afirmou hoje que o Governo deve ultrapassar as medidas apontadas pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia para reduzir o défice público.
“É necessário ir além da troika porque alguma recessão que se produz na economia e alguns buracos que se vão descobrindo requerem que sejamos mais poupados do que o que nos exigem. Caso contrário não iremos chegar ao fim e cumprir”, disse o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social à Agência ECCLESIA.
As reduções na despesa pública anunciadas esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, contribuíram para que Portugal tenha “consciência profunda” da “gravidade da situação”, marcada por “gastos desnecessários e gestões de luxo” que têm de “sofrer cortes”, acrescentou.
O prelado, também bispo auxiliar de Lisboa, reconhece que “muita gente perde benefícios, o que não é agradável mas é preciso”, e recorda que a classe média, “atingida” pelo agravamento fiscal e diminuição nos encargos sociais do Estado, “ainda tem ordenado e pode ajudar a colmatar os erros cometidos”.
“Somos um país pobre e fazíamos de conta que não éramos. E isso paga-se caro”, declara D. Carlos Azevedo, que apela a “outro estilo de vida”: “Não é para voltarmos ao mesmo mas para que seja mais sereno, equilibrado e rigoroso na gestão dos nossos recursos”.
Depois de sublinhar que “os cortes cegos ou demasiado drásticos podem não ser cura mas assassinato”, o responsável pelo departamento que orienta a ação social católica em Portugal constata que “o aumento do preço dos transportes e da energia têm tido sempre salvaguarda para quem vive com um teto de rendimentos mínimo”.
D. Carlos Azevedo acentua que “a demagogia tem terreno livre e tem sido muito fácil nestes últimos meses”, e dá como exemplo a situação no mercado laboral, onde a ausência de “soluções mágicas” impõe respostas como a “partilha de emprego” ou a aposta em setores como o turismo para a criação de riqueza e postos de trabalho.
“É urgente substituir a demagogia pela pedagogia, explicando as razões de ser das opções políticas”, indica o responsável, que valoriza o papel crítico da oposição parlamentar, “chamando a atenção para aspetos que possam a estar a ser esquecidos” pelo Executivo.
O responsável, que prevê serem precisos “alguns anos” para restabelecer o equilíbrio das contas públicas, propõe a revisão de Estado Social, conceito que sem o envolvimento de uma “sociedade solidária” torna os cidadãos “dependentes da máquina estatal”, fazendo com “qualquer corte na despesa pública afete grande parte da população”.
O tema vai ser refletido na Semana Social agendada para 2012, no Porto, mas antes, nos próximos dias 13 a 15, a comissão presidida por D. Carlos Azevedo organiza em Fátima o seu 27.º encontro nacional dedicado ao tema “Desenvolvimento local, caridade global’.
In ecclesia
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Os ricos e a crise
Terminadas as férias, damo-nos conta da realidade. Os meios de comunicação falam-nos do aumento dos desempregados sem subsídio e dos que vêem a sua vida a andar para trás.
O número de pessoas que procura ajuda para comer está a aumentar e o principal motivo que as pessoas alegam para pedir refeições às organizações de solidariedade é o desemprego. Mas há pessoas que têm emprego e um tecto onde viver, mas o dinheiro que ganham vai todo para a casa ou para o quarto e acabam por não ter dinheiro para mais nada.
Muitos não têm rendimentos fixos nem certos, há famílias em que todos estão desempregados e a coisa complica-se.
Mas surgem também notícias inesperadas: há dias, Warren Buffet, o terceiro homem mais rico do mundo, desafiou o Presidente Obama a fazer os ricos pagar mais impostos. Antes já tinha tentado convencer Bush da justeza da ideia, apoiada pelo amigo Bill Gates. Mas se nos Estados Unidos há tradição de gente endinheirada a protestar com os políticos para que lhes cobrem mais, já do lado de cá do Atlântico isso também acontece. Conhece-se o caso dos 51 milionários alemães que escreveram em 2009 à chanceler Merkel a propor um imposto extraordinário
Nem todos os bilionários americanos (e são mais de 400, segundo a Forbes) alinham com Buffet, dono de 50 mil milhões de dólares e visto como um mãos-largas, que ainda há cinco anos fez a maior doação da história ao entregar 30 mil milhões à Fundação Gates. Contra estão figuras como Steve Ballmer, sucessor de Gates na Microsoft, ou Steve Forbes, o homem que dá nome à revista que se entretém a contar os magnatas do planeta e que chegou este ano à conclusão de que nunca foram tantos (1210) nem tão ricos no total (4,5 biliões de dólares). Ao lado de Buffet está, porém, Mark Zuckerberg, pai do Facebook e aos 27 anos dono de 13,5 mil milhões.
Também na Europa, representantes das dezasseis maiores fortunas de França pediram ao Governo para lhes impor um imposto especial de modo a puderem ajudar com a resolução da crise.
Isto não vai resolver a crise mas é uma ajuda e um grande estímulo. Não podem ser só os pequenos e a classe média a ser sacrificados.
In O Amigo do Povo
O número de pessoas que procura ajuda para comer está a aumentar e o principal motivo que as pessoas alegam para pedir refeições às organizações de solidariedade é o desemprego. Mas há pessoas que têm emprego e um tecto onde viver, mas o dinheiro que ganham vai todo para a casa ou para o quarto e acabam por não ter dinheiro para mais nada.
Muitos não têm rendimentos fixos nem certos, há famílias em que todos estão desempregados e a coisa complica-se.
Mas surgem também notícias inesperadas: há dias, Warren Buffet, o terceiro homem mais rico do mundo, desafiou o Presidente Obama a fazer os ricos pagar mais impostos. Antes já tinha tentado convencer Bush da justeza da ideia, apoiada pelo amigo Bill Gates. Mas se nos Estados Unidos há tradição de gente endinheirada a protestar com os políticos para que lhes cobrem mais, já do lado de cá do Atlântico isso também acontece. Conhece-se o caso dos 51 milionários alemães que escreveram em 2009 à chanceler Merkel a propor um imposto extraordinário
Nem todos os bilionários americanos (e são mais de 400, segundo a Forbes) alinham com Buffet, dono de 50 mil milhões de dólares e visto como um mãos-largas, que ainda há cinco anos fez a maior doação da história ao entregar 30 mil milhões à Fundação Gates. Contra estão figuras como Steve Ballmer, sucessor de Gates na Microsoft, ou Steve Forbes, o homem que dá nome à revista que se entretém a contar os magnatas do planeta e que chegou este ano à conclusão de que nunca foram tantos (1210) nem tão ricos no total (4,5 biliões de dólares). Ao lado de Buffet está, porém, Mark Zuckerberg, pai do Facebook e aos 27 anos dono de 13,5 mil milhões.
Também na Europa, representantes das dezasseis maiores fortunas de França pediram ao Governo para lhes impor um imposto especial de modo a puderem ajudar com a resolução da crise.
Isto não vai resolver a crise mas é uma ajuda e um grande estímulo. Não podem ser só os pequenos e a classe média a ser sacrificados.
In O Amigo do Povo
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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