sexta-feira, 22 de setembro de 2017

28,6% das dioceses portuguesas terão novo bispo nos próximos tempos

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O Cân. 401 §1 do Código de Direito Canónico diz:
§ 1. Roga-se ao Bispo diocesano, que tiver completado setenta e cinco anos de idade, que apresente a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, o qual providenciará depois de examinadas todas as circunstâncias.
§ 2. Roga-se instantemente ao Bispo diocesano que, em virtude da sua precária saúde ou outra causa grave, se tenha tornado menos apto para o desempenho do seu ofício, que apresente a renúncia.»


Nos próximos tempos, haverá uma remodelação bastante acentuada no episcopado português. Vejamos:
- Os  bispos de Évora, Santarém e Funchal completaram já os 75 anos e aguardam que a Santa Sé aceite a sua renúncia ao cargo e nomeio os seus sucessores.
- O bispo do Porto faleceu, aguardando-se agora a nomeação de novo bispo.
- O Bispo de Viseu apresentou e viu aceite o seu pedido de renúncia por motivos de saúde.
- Em abril próximo, o bispo de Vila Real completa 75 anos.


A Igreja em Portugal abrange 20 dioceses e o Ordinariato Castrense (Diocese das Forças Armadas e de Segurança).
Então quer dizer 28,6% das dioceses portuguesas terão novo bispo nos próximos tempos.


Assim:
- Poderá haver bispos residenciais que mudem de diocese;
- Alguns bispos auxiliares (Porto, Braga e Lisboa) certamente tornar-se-ao bispos residenciais;
- Haverá  a nomeação de novos bispos, quer para auxiliares quer porventura para residenciais.


Quer a nomeação de um novo bispo quer a nomeação de um bispo residencial estão associadas a um processo longo e complexo.
Pode ler aqui informação sobre o processo.
Na opinião de muita gente de Igreja, processo longo de mais e sumamente burocrático. E quem sofre são as comunidades diocesanas que muitas vezes esperam e desesperam pela nomeação do seu bispo. E a Igreja deve ser a casa da caridade para a poder anunciar ao mundo.
Além disso, há apelos para tornar o processo mais transparente, aberto à participação de mais gente.


Ouvi uma vez a um bispo que há falta de vocações sacerdotais na Igreja, mas não há "falta de vocações episcopais", embora se saiba que alguns sacerdotes não aceitaram a sua indigitação para bispo. Recordo aquela advertência de um antigo professor que nos dizia: "Às vezes a melhor obediência é desobedecer!" Em várias circunstâncias - também nesta - como esse professor estava carregado de razão....


Oxalá que esta ocasião seja uma oportunidade para uma verdadeira renovação na cúpula da Igreja portuguesa. Que cheguem pastores "com cheiro a ovelha" conforme pede o Papa.
Bispos próximos das pessoas e da vida, bondosos, acolhedores, abertos ao diálogo e à diversidade de ideias e de dons. Menos burocráticos e fechados e mais presentes nos tramas e dramas do mundo e das gentes. Bispos com discernimento, abertos à universalidade e nunca fechados em grupos ou pessoas que os cerceiam. Bispos que não "metam a profecia na gaveta", mas atentos ao que o "Espírito diz às Igrejas" sejam profetas do novo de Deus para o mundo de hoje. Bispos "familiares" dos seus padres e fraternos para com os leigos. Sobretudo bispos apaixonados por Deus e pela mensagem do Evangelho. Bispos convencidos e convencedores de que a Igreja só cresce quando se volta para o mundo. Fechada em si mesma, nas suas questões e problemas, asfixia.


Uma prece de hoje e de sempre:
"Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra."

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