sábado, 7 de junho de 2014

Santa Helena: Dois hobbies juntos pela 1ª vez


Foi no  fim de semana, dias 3 e 4 de maio, que o monte de Santa Helena, junto a Tarouca, aco­lheu centenas de desportistas na­cionais e estrangeiros que partici­param na prova a contar para a Taça de Portugal Downhill Vodafone.

Igualmente a estação de radioa­mador de indicativo CT1AL partici­pou desse lugar no concurso EA1 RCS, da Associação de Segóvia, a pontuar para o campeonato de Es­panha.

O desporto ligado às bicicletas, que descem montes a grande ve­locidade, e o hobby do radioamadorismo tiveram oportunidade de deliciar os muitos visitantes que se deslocaram àquele santuário com boas condições e capazes de res­ponder com comodidade a quem ali se desloque. Mesmo no alto, tem um amplo terreiro empedrado, com altar no topo norte e onde se cele­bram as cerimónias religiosas no mês de julho. Pouco abaixo, a cape­la de grossas paredes que a resguar­dam das intempéries e a hospeda­ria com boas condições de aloja­mento para os peregrinos. A gestão do espaço é da responsabilidade da cimissão da Igreja,  composta por 11 elementos, incansáveis em prestar um eficiente serviço de apoio a quem se dirige ao santuário.

Estas infraestruturas e o apoio da Câmara Municipal foram essen­ciais para que a realização desta prova resultasse num êxito.

Desta vez foi utilizada uma pista que rasga vertiginosamente a en­costa norte do monte que desce, com grande inclinação para os lados de Tarouca. A velocidade que os atletas atingem é alucinante, provo­cando grande emoção perante a as­sistência dispersa pelo monte ver­dejante de carquejas e urzes. Quer os atletas quer os comissários na­cionais e internacionais elogiaram a prova que esteve impecável. Daniel Carvalho da organização informou-nos: "Das várias categorias em pro­va, subiram ao pódio atletas de di­ferentes nacionalidades. Na Classe Elite, o campeão nacional em título, o português Francisco Pardal, foi o vencedor, com uma descida de 2:48:664 minutos, tendo ficado em 29 lugar o campeão de Espanha, Toni Ferreiro, e em lugar o inglês Alex Bond".

E a rádio desperta, ainda, muita curiosidade também pela magia do funcionamento, sendo que desta vez eu utilizei uma maior parafer­nália de antenas rotativas, cabos coaxiais e espias de mastros auto montantes, sendo este conjunto de equipamentos que uma das fotos documenta, que estiveram em fun­cionamento e serviram igualmente de demonstração para o muito pú­blico que acorreu ao local, sobretu­do na tarde soalheiro do domingo.

Em frequências muito, mesmo muito elevadas, desde os 144 MHz, 432MHz até os 1200MHz, foi pos­sível contactar com lugares a cente­nas de quilómetros, sobre o solo, até Barcelona e, via propagação marítima até às Canárias, a mais de 1500 Km!

O concurso de comunicações via rádio teve lugar desde as 15 ho­ras de sábado às 15 horas de do­mingo, consistindo em transmitir e receber para o mais distante pos­sível e com o maior número de co­municados. Igualmente, como hobby, serviu para testar material, aperfeiçoar técnicas de montagem de antenas e cultivar um espírito sadio entre os participantes que se encontram ou nas suas casas ou no alto das serras.

Foi mais uma oportunidade de validar este singular desejo de con­tacto com outros radioamadores da Península Ibérica irmanados no mesmo espírito de fraternidade e, se for preciso, em casos de catástro­fes ou falência de sistema, servir de rede alternativa aos telemóveis.

Adelino Francisco, editor da QSP
Notícias de Viseu

 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Nós por cá...

CENTRO PAROQUIAL




Aí estão as obras!
Muitas preocupações, muitas horas sem sono, mas um grande, grande sonho! Ver a obra feita!

 E isto DEPENDE DE CADA UM DE NÓS! DE TODOS NÓS!
Não é o Padre que precisa da obra!!!! É a COMUNIDADE!...

Que nunca nos doa as mãos, o coração e a língua...
 as mãos para colaborar;
 o coração para dar, dar, dar;
 a língua para falar desta obra a toda a gente, pedindo a generosidade de todos!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Portugal visto do céu

A lição da criança angolana


Quando nasci, era preto.
Quando cresci, era preto.
Quando pego sol, fico preto.
Quando sinto frio, continuo preto....
Quando estou assustado, também fico preto.
Quando estou doente, preto.
E, quando eu morrer continuarei preto !

E tu, cara branco.
Quando nasce, é rosa.
Quando cresce, é branco.
Quando pega sol, fica vermelho.
Quando sente frio, fica roxo.
Quando se assusta, fica amarelo.
Quando está doente, fica verde.
Quando morrer, ficará cinzento.

 
E vem me chamar de homem de cor ?
  (Escrito por uma criança angolana)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Praça de Tiananmen, há 25 anos

Homenagem
Neste dia não posso deixar de homenagear, como dizia Popper, "the countless men and women of all creeds or nations or races who fell victim to the fascist and communist belief in Inexorable Laws of Historical Destiny". Hoje em particular, os jovens que, com uma coragem imensa, estiveram na Praça de Tiananmen há 25 anos. Não se sabe ao certo os mortos, estima-se desde 500 a milhares. O certo é que, nesse dia, o Exército Chinês abriu fogo perante civis desarmados. Há duas razões pelas quais esta data me afecta especialmente - não só porque a maioria dos mortos tinham a minha idade, mas porque também, já estive na Praça da 'Paz Celestial' (= Tiananmen) e foi uma sensação indescritível, de tentar perceber a dimensão do massacre que ali ocorrera, enquanto que a guia turística (membro do Partido claro) falava "ah e tal, houve aqui um punhado de troublemakers, nada mais". Naquele momento isso causou-me uma angústia profunda - pensar naquela gente, com a minha idade, e tendo as mesmas aspirações que eu, que foi massacrada sem misericórdia em nome de uma ideologia totalitária, e pelo seu 'Exército Popular de Libertação'.


 António Garcia Rolo, em 04.06.14, aqui

terça-feira, 3 de junho de 2014

Rota das Catedrais Portuguesas

Abra e depois para ver em pormenor cada uma delas click e use as setas para rodar em qualquer direcção que pretenda. Muito bom mesmo 
Excelente: rápido, prático, óptima qualidade, barato... basta um simples click .
Uma bela forma de visitar as nossas Catedrais, sem sair de casa...
Zoom espectacular...
Ao vivo, não se consegue ver tanto pormenor.
Sempre abertas ao público, sem filas e sem custos.
Por enquanto, apenas 12 estão disponíveis, mas espero enviar mais e em breve.
 
CLIQUE
AQUI

A Igreja e a sexualidade

Ontem, programa Prós e Contras.
Veja aqui uma opinião sobre o debate.
Se quer seguir o debate, encontra-o aqui.

O frio que vem de dentro


segunda-feira, 2 de junho de 2014

sábado, 31 de maio de 2014

Mundo Louco


sexta-feira, 30 de maio de 2014

A CORAGEM E A VONTADE


Dia Mundial das Comunicações Sociais

Dia 1 de Junho. A Igreja celebra mais um Dia Mundial das Comunicações Sociais e foi publicada pelo Papa Francisco, como é habitual, uma mensagem para este Dia. Nela o Papa traça um retrato da nossa época: cada vez estamos mais interligados, mas grande parte das vezes muito distantes uns dos outros. E coloca o dedo em várias feridas deste tempo: a banalização dos enormes contrastes entre ricos e pobres; a velocidade da informação que supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento; o desejo de conexão digital que tantas vezes acaba por nos isolar de quem está mais perto de nós; a exclusão de todos os que não têm acesso aos meios de comunicação social.
Na nossa época está a desenvolver-se uma nova cultura, favorecida pela tecnologia, e a comunicação é em certo modo ‘amplificada’ e ‘contínua’. Uma tal comunicação requer honestidade, respeito recíproco e compromisso para aprender uns com os outros, exige a capacidade de saber dialogar respeitosamente com as verdades dos outros.
Por isso o Papa convida cada católico a testemunhar "os valores nos quais acredita, a sua identidade cristã, a sua experiência cultural, expressa com uma nova linguagem, para se chegar à partilha".
Num outro passo da sua mensagem, o Papa Francisco reforça a dimensão do verdadeiro diálogo, mostrando mais uma vez a firmeza do seu pensamento: "Dialogar não significa renunciar as próprias ideias e tradições, mas à  pretensão de que sejam únicas e absolutas."
Em relação à  presença cristã no mundo da comunicação, o Papa Francisco torna claro que é mais importante o testemunho pessoal do que o bombardeio de mensagens piedosas. E cita Bento XVI, sobre a forma como deve ser feito o testemunho cristão. Diz o Papa que deve ser através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência.
Fonte: aqui


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Próximo domingo...


quarta-feira, 28 de maio de 2014

O primeiro obstáculo sou eu!


A afirmação epigráfica é do Papa Francisco na ronda de questões lançadas pelos jornalistas aquando do regresso da Terra Santa. Ela encimou a resposta a uma pergunta em concreto sobre os obstáculos à reforma da Cúria Romana. Mesmo assim, ela dá-me azo a uma reflexão mais alargada, embora sem me afastar muito da temática daquele encontro com os jornalistas.

É óbvio que o Papa argentino, quando esclarece os jornalistas sobre o panorama político e social que contextualiza as eleições europeias, como aliás as grandes movimentações no mundo, tem como subjacente que o maior obstáculo às reformas é sempre o homem que se deixe dominar pelo “eu” eivado do egocentrismo, do egoísmo exacerbado, do egotismo.

Com a simplicidade já proverbial de Francisco, temos a resposta a uma pergunta sobre o crescimento do populismo manifestado nas recentes eleições europeias, estribada no facto de nos últimos dias ter tido tempo para rezar um pouco o Pai Nosso, mas não haver disposto de notícias. Mais: confessa que, ao ouvir falar de confiança ou desconfiança na e da Europa ou mesmo da saída do Euro, disto não entende nada. No entanto, não deixa de sublinhar aquilo que deve preocupar todas as pessoas, porque é extremamente grave – o desemprego, a palavra-chave do momento. E a sua grande causa explicita-se de forma muito simples: estamos num sistema económico múltiplo que se centra exclusivamente no dinheiro, quando o centro do verdadeiro sistema económico deve ser a pessoa humana – o homem e a mulher.

Ora, o grande obstáculo à centração do sistema económico no homem é o outro homem, aquele que pensa e diz coisa parecida com isto: o mundo sou eu, o Estado sou eu. Ah, pois, o grande obstáculo sou eu! Não haja a menor dúvida de que o enunciado hobbesiano do homem como lobo do homem tem plena atualidade no hoje do mundo. E os sinais não abrem para otimismos.

E o homem, enquanto obstáculo à humanização das estruturas e dos sistemas, à verdadeira reforma, para manter o status quo sistémico do “lucro pelo lucro”, ao mesmo tempo que faz o discurso da fala mansa da solidariedade e da repartição equânime dos sacrifícios, empreende várias medidas de descarte, que o Papa especifica: o descarte das crianças, como o indicam as taxas de natalidade na Europa; e o descarte dos idosos. E chega ao ponto de afirmar que, quando necessitam deles, remobilizam-nos para o trabalho, mesmo que estejam jubilados/reformados. Porém, na ancianidade, descartam-nos, recorrendo a situações de eutanásia, oculta em muitos países. E, ainda para mais, negoceia-se escandalosamente com lares de idosos, saúde e funeral.

Mas o descarte estende-se aos jovens, o que o Papa considera “gravíssimo”. E de cor lança dados sobre a desocupação juvenil: 40%, em Itália; 50%, em Espanha (mas, na Andaluzia e Sul de Espanha, 60%). E refere que este sistema económico desumano produz a geração jovem de nem-nem, isto é, de jovens que nem estudam nem trabalham. E assim se descarta toda uma geração.

Este é um quadro traçado por um Pontífice que diz não estar suficientemente informado, que mal teve tempo de rezar o Pai Nosso nos últimos dias e que não entende nada de confiança e desconfiança na e da Europa ou de vantagens e desvantagens da saída do Euro. Que diria se tivesse tempo, papéis e o conhecimento que talvez desejasse.

Mas a afirmação referenciada em epígrafe aplica-se a mais outros campos.

É o “eu” do homem pecador que impede a reforma diária da Igreja (como diziam os antigos Padres da Igreja, Ecclesia semprer reformanda est – a Igreja deve reformar-se sempre) e a sua purificação pertinente. E, como apostava Frei Bartolomeu dos Mártires, também os cardeais! Ficou célebre a sua sentença: eminemtissimi cardinales indigent eminentissima reformatione.

Por isso, em termos de reforma na postura, ao mesmo tempo que se faz uma opção de Igreja preferencial pelos pobres e se preconiza uma Igreja pobre e serva, surgem as contradições com a mensagem, destacando-se as que vieram para as pantalhas da comunicação social: a alegada festa opípara no dia das canonizações de João XXIII e João Paulo II e as questões económicas protagonizadas pelo cardeal Bertone, atualmente sob estudo. O Papa refere a advertência do Mestre sobre a inevitabilidade da existência dos escândalos. Todavia, evoca o trabalho levado a cabo na reformulação da missão e estratégia do IOR, acentuando que foram encerradas quase dois milhares de contas tituladas por pessoas e entidades que não tinham direito a elas, bem como o esforço de reordenamento das finanças vaticanas através da criação e entrada em funcionamento da Secretaria de Economia, que levará por diante as reformas aconselhadas pelas comissões de estudo das finanças. Mesmo assim, Francisco alerta para a necessidade de atenção à continuidade das reformas e à nossa condição de pecadores e de pessoas débeis.

Sobre a necessidade de purificação da Igreja, a dificuldade é a mesma – a condição de pecadores e de débeis dos homens da Igreja. Todavia, o fenómeno gravíssimo do abuso sexual de menores constitui por parte de clérigos, segundo o Papa, uma traição, que ele carateriza:

Atraiçoa o corpo do Senhor porque estes sacerdotes que devem conduzir este menino, esta menina, este rapaz, esta rapariga à santidade, e este menino e esta menina confiam. E estes sacerdotes, em vez de os encaminharem à santidade, abusam. E isto é gravíssimo. É como… Far-vos-ei uma comparação: é como uma missa negra, por exemplo: tu tens que levá-lo (ao menino) à santidade e leva-lo a um problema que vai durar toda a vida.

Assegura o Papa que, nestas coisas, não há “filhos de papá”. Todos têm de ser punidos – abusadores e encobridores – há, pois, vários casos sob investigação e deve prestar-se toda a colaboração às autoridades civis. Não deixa de sublinhar que se trata de um crime hediondo existente em muitos lugares, mas que lhe interessa sobremodo o que se passa em Igreja.

É também o homem manipulado pelo seu egotismo, pelos interesses, que se tem tornado o grande obstáculo à paz, à paz duradoura e também em Jerusalém. A isto, Francisco diz:

A Igreja Católica já estabeleceu a sua posição do ponto de vista religioso: a cidade da paz, das três religiões. Porém, as medidas concretas de paz devem resultar de negociação […] Creio que se deve negociar com honestidade, fraternidade e muita confiança. Necessita-se de valentia para isto e eu rezo muito para que estes dirigentes tenham a valentia de percorrer o caminho da paz.

Provavelmente será o ego histórico de homens que prefere a observância das regras burocráticas e rubricistas ou a multiplicação das comunidades sem a celebração eucarística a atender ao essencial e a, por exemplo, colocar com franqueza as cartas na mesa da discussão sobre a obrigatoriedade do celibato eclesiástico como condição de ingresso no sacerdócio na Igreja Latina. Se, como todos referem, se trata de questão disciplinar (e não dogmática), estude-se a sério e passem-se das palavras aos atos, evidentemente sem deixar de salientar as vantagens teológicas e espirituais da opção também por sacerdócio celibatário, tal como em Igreja há, tem havido e creio continuar a haver a abundância das pessoas (homens e mulheres) consagradas na observância dos valores evangélicos da pobreza, obediência e castidade

Evidentemente que o obstáculo à reforma contínua da Igreja e do Estado será sempre um ou mais “eus”.

2014.05.27
Louro de Carvalho

terça-feira, 27 de maio de 2014

É verdade


A Pia

Passei hoje pela minha terra natal. Além de visitar meu pai, estive no meu campito, no sítio da Pia,  para ver as arvorezitas. Durante muito tempo, esteve abandonado e as silvas cresceram loucamente até ao ponto de se tornar praticamente impossível penetrar naquele espaço. Sentia-me envergonhado com o ar abandonado do campito e resolvi, com o apoio e a generosa ajuda do compadre Teixeira, tratar do espaço. Destruído o matagal, tratada a terra, foram ali plantadas algumas árvores a quem tem sido dispensada atenção. Só que os velhos hábitos do terreno estão sempre a irromper. As plantas nocivas crescem a um ritmo infernal, enquanto as boas o fazem lenta e titubeantemente .
 Esta oliveira é uma desistente. 
Das que mais crescera, mas ao primeiro obstáculo, desistiu e foi-se. 
Bastou que um vento mais forte a tombasse, para ele deixar de quer viver.
 Este kiwi foi uma decepção. 
Parecia mostrar uma força de viver invencível 
e de um momento para o outro finou-se. 
Quem vê caras não vê corações...
 Este castanheiro  o rei do "poleiro". 
Cresce, cresce! Mas castanhas nem vê-las! 
Cresce-lhe o corpo mas diminui-lhe habilidade.
Muita parra e pouca uva...
 Valente! Esta promete um vagão de azeitonas. 
O melhor será negociar já com o exportador 
antes que me faltem celeiros para recolher tanto fruto!| 
Ahhhh
Está lindo o pequeno castanheiro e promete. 
Aguardo para ver de que qualidade são as suas castanhas. 
Serão longais? Pedrais? Judias? 
 Aleluia! Este meu limoeiro apresenta os primeiros limões da sua vida! Três. 
Vá, amigo, nada de desanimar! 
Espero que percas a vergonha e comeces a produzir como gente grande!
Alho, salsa e loureiro. Ingredientes da tradicional cozinha portuguesa. 
Loureiro já tenho...
 A figueirinha , embora novita, mostra a sua raça e diz ao que vem.
 É assim mesmo. amiga! 
De parasitas está o mundo cheio...
Esta desmiolada não tem vergonha. Só pensa nela! 
Três vezes que foi podada e não apanha juízo. 
Parece que quer levar os figos para o firmamento e deixar os mortais a penar...
Aterra, menina!
Valente, persistente, exemplar!
Foi arrancada e, por esquecimento, deixada abandonada.
Uma mão amiga replantou-a.
E ela agarrou-se à vida com todas as forças.
Esta nascente é de 8 ou de 80. Em pleno Inverno, 
uma bela belga de água. Mal sopram uns pingos de calor, 
vai-se até chegar a desaparecer quando mais era precisa. 
Cheira a falso amigo...
Flores. Um convite à festa, um hino à vida, uma força de esperança. 
Amigas árvores, amai a vida, porque no vosso campo há flores.
Um kiwi que é uma lição. Dos seus companheiros, bastantes secaram. 
Nas mesmas condições e passando os mesmos suplícios da sede, este vive e floresce. 
Dos fracos não reza a História...

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pelourinho de Vila Nova de Souto d'El Rei


A antiga povoação de Arneirós é hoje uma aldeia integrada em Vila Nova de Souto d'el Rei, freguesia de Lamego. Chegou a ter a categoria de vila, como Couto dos Bispos de Lamego, criado pelo rei D. Dinis com territórios que até então pertenciam à Coroa, e extinto em 1836. Nunca teve foral, mas a sua equiparação a concelho garantiu-lhe o direito a levantar pelourinho, símbolo da relativa autonomia da jurisdição local.

Para onde é que isto vai?

A derrota do sistema. A vitória de Marinho. A subida dos partidos anti-Europa. O pavor dos extremismos. E o medo de não perceber para onde é que isto vai.
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