terça-feira, 12 de abril de 2011
O charivari e o essencial
O charivari que por aí vai a propósito da candidadura de Fernando Nobre, o independente que jurou nunca dar troco aos partidos políticos, nas listas do PSD é bem exemplificativo do desnorte e do desarranjo em que nos metemos. As equipas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e BCE que determinarão o nosso futuro por muitos e maus anos já começaram a chegar. O que aí vem deveria ser matéria de reflexão bem mais importante do que a escolha de Nobre.
O fundador da AMI decidiu, está decidido. Que acrescentar a este epifenómeno? Que o PSD se engana, caso julgue que Nobre leva consigo os 600 mil votos conseguidos nas eleições presidenciais? Que assusta ter um homem sem qualquer experiência política relevante como segunda figura da Nação? São evidências que contam pouco para os trabalhos que temos pela frente...
Para o caso de ser insuficiente sabermos que o empréstimo de 80 mil milhões vai demorar anos a ser pago, aqui ficam as mais fresquinhas estimativas do FMI para Portugal, mesmo antes de se conhecerem as medidas de austeridade: seremos a única das ditas economias periféricas da Zona Euro em recessão no próximo ano (a quebra estimada é de 1,5%); o défice das contas públicas será o mais elevado de todos. Se sobrevivermos, em 2012 a Grécia, a Irlanda e a Espanha já deverão apresentar taxas de crescimento entre 1,1% e 1,9%. Nós? Nós voltaremos a cair na produção de riqueza (0,5%).
Sim, são muitos e negros números. A tradução é a seguinte: o desemprego vai aumentar; o custo de vida vai aumentar; o poder de compra vai baixar; a economia vai sofrer. Quer dizer: as famílias vão ter muito mais dificuldade em chegar ao final do mês com as necessidades básicas, pelo menos essas, todas satisfeitas.
De modo que devíamos estar todos a preparar-nos para este histórico apertão. E, no mínimo, a ouvir dos principais partidos propostas, caminhos, saídas... Em vez disso, é-nos oferecido um menu em que constam congressos de plebiscito, ódios cordiais e discusões infindáveis sobre a desilusão que um personagem chamado Fernando Nobre acaba de causar a 600 mil almas que nele vislumbraram, com tremenda bonomia e muita ingenuidade, a salvação.
Rejeitemos o menu. É uma questão de higiene política não embarcar neste salsifré que está ser montado à nossa volta. As próximas eleições não são eleições normais - são, infelizmente, anormais. Sabemos (e quem não sabe deve ir amadurecendo a ideia...) que o nosso modo de vida não voltará a ser o mesmo durante muitos e muitos anos. Exijamos que as tratem como tal. Como decisivas.
Paulo Ferreira
Fonte: aqui
O fundador da AMI decidiu, está decidido. Que acrescentar a este epifenómeno? Que o PSD se engana, caso julgue que Nobre leva consigo os 600 mil votos conseguidos nas eleições presidenciais? Que assusta ter um homem sem qualquer experiência política relevante como segunda figura da Nação? São evidências que contam pouco para os trabalhos que temos pela frente...
Para o caso de ser insuficiente sabermos que o empréstimo de 80 mil milhões vai demorar anos a ser pago, aqui ficam as mais fresquinhas estimativas do FMI para Portugal, mesmo antes de se conhecerem as medidas de austeridade: seremos a única das ditas economias periféricas da Zona Euro em recessão no próximo ano (a quebra estimada é de 1,5%); o défice das contas públicas será o mais elevado de todos. Se sobrevivermos, em 2012 a Grécia, a Irlanda e a Espanha já deverão apresentar taxas de crescimento entre 1,1% e 1,9%. Nós? Nós voltaremos a cair na produção de riqueza (0,5%).
Sim, são muitos e negros números. A tradução é a seguinte: o desemprego vai aumentar; o custo de vida vai aumentar; o poder de compra vai baixar; a economia vai sofrer. Quer dizer: as famílias vão ter muito mais dificuldade em chegar ao final do mês com as necessidades básicas, pelo menos essas, todas satisfeitas.
De modo que devíamos estar todos a preparar-nos para este histórico apertão. E, no mínimo, a ouvir dos principais partidos propostas, caminhos, saídas... Em vez disso, é-nos oferecido um menu em que constam congressos de plebiscito, ódios cordiais e discusões infindáveis sobre a desilusão que um personagem chamado Fernando Nobre acaba de causar a 600 mil almas que nele vislumbraram, com tremenda bonomia e muita ingenuidade, a salvação.
Rejeitemos o menu. É uma questão de higiene política não embarcar neste salsifré que está ser montado à nossa volta. As próximas eleições não são eleições normais - são, infelizmente, anormais. Sabemos (e quem não sabe deve ir amadurecendo a ideia...) que o nosso modo de vida não voltará a ser o mesmo durante muitos e muitos anos. Exijamos que as tratem como tal. Como decisivas.
Paulo Ferreira
Fonte: aqui
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Igreja condena novo vídeo de Lady Gaga
As críticas surgem de vários grupos religiosos e devem-se ao facto de a cantora aparecer no vídeo no papel de Maria Madalena e de o teledisco ser lançado em vésperas da celebrações da Páscoa.
"Existem as pessoas com talento e depois existe Lady Gaga. Acho-a cada vez mais irrelevante. É esta a única forma de se destacar? Isto não está a ser feito por acaso: estamos próximos da Semana Santa e da Páscoa", afirmou o presidente da Liga Católica para Direitos Civis e Religiosos, Bill Donahue.
Segundo o director criativo da cantora, Laurieann Gibson, o vídeo "mudará o mundo, mas não é uma blasfémia. Nos Estados Unidos há já quem compare este videoclip ao Like a Prayer, de Maddona, que na altura também gerou uma enrome polémica com a Igreja e chegou mesmo a ser censurado pelo Vaticano.
In Diário de Notícias
"Existem as pessoas com talento e depois existe Lady Gaga. Acho-a cada vez mais irrelevante. É esta a única forma de se destacar? Isto não está a ser feito por acaso: estamos próximos da Semana Santa e da Páscoa", afirmou o presidente da Liga Católica para Direitos Civis e Religiosos, Bill Donahue.
Segundo o director criativo da cantora, Laurieann Gibson, o vídeo "mudará o mundo, mas não é uma blasfémia. Nos Estados Unidos há já quem compare este videoclip ao Like a Prayer, de Maddona, que na altura também gerou uma enrome polémica com a Igreja e chegou mesmo a ser censurado pelo Vaticano.
In Diário de Notícias
É estranho! Por alturas de grandes momentos do ano litúrgico, hão-se aparecer sempre casos que machuquem o espírito católico.
Normalmente, antes do Natal, Semana dos Seminários e, sobretudo, Páscoa, lá aprecem um filme, um livro, uma canção, uma reportagem, uma peça teatral... cuja função principal é arranhar a Igreja.
Com que intenção? Que interesses obscuros comandam tais ataques? Que lobbies poderosos os manipulam?
domingo, 10 de abril de 2011
Ter um amigo é bom, vê-lo partir faz sofrer
Felizmente, tenho conhecido muita gente boa. Uma dessas pessoas era o senhor Vinício Félix que, na noite de sábado para domingo, Deus chamou para Si.
Recordo-me bem. Há vinte anos, quando aqui cheguei, fui certa vez celebrar Missa à capela dos Esporões. Terminado o acto litúrgico, o senhor Vinício dirigiu-se a mim e disse-me: "Sempre que vier aqui celebrar Missa, janta connosco." E assim tem sido a partir dessa data.
Nos primeiros tempos, era uma casa cheia. O senhor Vinício e sua esposa, D.Cândida, o pai e a irmã desta os quais Deus já chamou a si, os seis filhos, eu, muitas vezes os sacerdotes ou estagiários que por cá foram passando. Parecia uma "vessada"! Nas sentia-se um enorme encantamento, uma alegria e um acolhimento fantásticos! Depois os filhos foram casando e saindo, o Niço chamou-o Deus no momento em que aquele tractor lhe tirou a vida e a casa foi ficando com menos gente, embora recebesse amplas obras de beneficiação.
Há uns tempos a esta parte, jantávamos quase sempre os três no dia da Missa nos Esporões. Mas continuava a sentir-me muito bem ali. Em família. Conversávamos, partilhávamos inquietações, dificuldades e esperanças. Eles eram um casal encantador. Pareciam dois namorados. Ríamos muito e normalmente o senhor Vinício é que fornecia os motivos para a nossa boa disposição.
Não sendo de forma alguma gente rica, a sua casa estava sempre aberta a quem chegasse e quem entrasse era recebido com satisfação.
O senhor Vinício jogou futebol, era sportinguista, trabalhou competentemente na Tipografia e na Câmara de Tarouca, deixando sempre um rasto de simpatia e de sã camaradagem junto de colegas de trabalho ou de desporto. Vivia intensamente para a família, onde era referência pela forma serena e bondosa como sabia estar na vida. O exemplo e a discrição eram as suas armas.
Integrou ainda o Conselho Económico e fora eleito pelos cristãos da sua povoação para a representar no Conselho Pastoral Paroquial. Era ainda o tesoureiro da Capela dos Esporões para a qual, há anos, ele, sua família e todo o povo haviam dado o máximo para a erguerem.
Cristão convicto, nunca deixava o seu lugar vazio ao domingo na assembleia dos crentes, mesmo quando a doença já lhe tornava penosa a caminhada. No rosto cansado do esforço, estampava-se a alegria da presença.
Santa Helena estava-lhe no coração. Aquele lugar era mágico para ele e durante a novena ali acampava com a família e a sua tenda era a tenda do povo, tantas as pessoas que, especialmente à noite, por lá iam passando. Nunca precisou de títulos ou de dar nas vistas para oferecer sempre o seu melhor em prol de Santa Helena. Trabalhou, enquanto a saúde lho permitiu, com gosto e discrição.
A bondade deixa sempre pegadas inapagáveis. Este homem era genuinamente bondoso. Por isso, a sua recordação oferece aos que com ele conviveram o perfume da amizade.
Obrigado, Amigo, por tudo. Por tanto.
Descansa nos braços de Deus para sempre.
Recordo-me bem. Há vinte anos, quando aqui cheguei, fui certa vez celebrar Missa à capela dos Esporões. Terminado o acto litúrgico, o senhor Vinício dirigiu-se a mim e disse-me: "Sempre que vier aqui celebrar Missa, janta connosco." E assim tem sido a partir dessa data.
Nos primeiros tempos, era uma casa cheia. O senhor Vinício e sua esposa, D.Cândida, o pai e a irmã desta os quais Deus já chamou a si, os seis filhos, eu, muitas vezes os sacerdotes ou estagiários que por cá foram passando. Parecia uma "vessada"! Nas sentia-se um enorme encantamento, uma alegria e um acolhimento fantásticos! Depois os filhos foram casando e saindo, o Niço chamou-o Deus no momento em que aquele tractor lhe tirou a vida e a casa foi ficando com menos gente, embora recebesse amplas obras de beneficiação.
Há uns tempos a esta parte, jantávamos quase sempre os três no dia da Missa nos Esporões. Mas continuava a sentir-me muito bem ali. Em família. Conversávamos, partilhávamos inquietações, dificuldades e esperanças. Eles eram um casal encantador. Pareciam dois namorados. Ríamos muito e normalmente o senhor Vinício é que fornecia os motivos para a nossa boa disposição.
Não sendo de forma alguma gente rica, a sua casa estava sempre aberta a quem chegasse e quem entrasse era recebido com satisfação.
O senhor Vinício jogou futebol, era sportinguista, trabalhou competentemente na Tipografia e na Câmara de Tarouca, deixando sempre um rasto de simpatia e de sã camaradagem junto de colegas de trabalho ou de desporto. Vivia intensamente para a família, onde era referência pela forma serena e bondosa como sabia estar na vida. O exemplo e a discrição eram as suas armas.
Integrou ainda o Conselho Económico e fora eleito pelos cristãos da sua povoação para a representar no Conselho Pastoral Paroquial. Era ainda o tesoureiro da Capela dos Esporões para a qual, há anos, ele, sua família e todo o povo haviam dado o máximo para a erguerem.
Cristão convicto, nunca deixava o seu lugar vazio ao domingo na assembleia dos crentes, mesmo quando a doença já lhe tornava penosa a caminhada. No rosto cansado do esforço, estampava-se a alegria da presença.
Santa Helena estava-lhe no coração. Aquele lugar era mágico para ele e durante a novena ali acampava com a família e a sua tenda era a tenda do povo, tantas as pessoas que, especialmente à noite, por lá iam passando. Nunca precisou de títulos ou de dar nas vistas para oferecer sempre o seu melhor em prol de Santa Helena. Trabalhou, enquanto a saúde lho permitiu, com gosto e discrição.
A bondade deixa sempre pegadas inapagáveis. Este homem era genuinamente bondoso. Por isso, a sua recordação oferece aos que com ele conviveram o perfume da amizade.
Obrigado, Amigo, por tudo. Por tanto.
Descansa nos braços de Deus para sempre.
sábado, 9 de abril de 2011
Jovens mais responsáveis
Segundo o jornal El Mundo, o Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS) inquiriu 13.495 pessoas, com idades entre 15 e 44 anos, sobre as suas identidades sexuais e hábitos de sexo. E de acordo com esse estudo os jovens estão a ter um comportamento mais responsável na questão das relações sexuais: 29% dos rapazes e 27% das raparigas inquiridos entre 2006 e 2008 disseram nunca ter tido qualquer acto sexual com outra pessoa.
Estes números são francamente mais elevados que os 22% verificados no anterior inquérito, realizado em 2002.A abstinência sexual torna-se ainda mais comum se os cálculos estatísticos incluírem apenas os inquiridos que na altura tinham entre 15 e 17 anos: 58% das raparigas e 53% dos rapazes nunca tinham tido encontros sexuais. Entre os 20 e os 24 anos, 13% dos rapazes e 12% das raparigas também eram ainda abstinentes, quando em 2002 esta faixa etária se ficava pelos 8%.
Por outro lado, um relatório recentemente divulgado, com o título "Comportamento Sexual, Atracção Sexual e Identidade Sexual nos Estados Unidos", revela que a abstinência está a aumentar entre os adolescentes norte-americanos. Os primeiros impactos já se fazem sentir no nível de doenças sexualmente transmissíveis.
Estes estudos dizem-nos que os jovens são actualmente mais responsáveis no que diz respeito à promiscuidade sexual. A abstinência ganha cada vez mais popularidade entre os jovens dos Estados Unidos da América. Um terço dos norte-americanos com idades entre os 15 e os 24 anos nunca tiveram um contacto sexual, incluindo penetração, sexo oral ou outros tipos de relação sexual.
Por mim, acredito que o que se passa nos Estados Unidos não será muito diferente do que se passa no mundo. E com isto todos ficam a ganhar: os jovens porque se defendem de contágios infecciosos e se preparam melhor para um eventual compromisso familiar; a sociedade porque pode contar com indivíduos mais saudáveis e com formação de famílias mais estáveis.| In O Amigo do Povo |
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Aproveitar o FMI
Quando a Banca sentiu apertar o garrote da crise, o Governo foi obrigado a pedir ajuda e a acabar com a pantomina patriótica de Sócrates. Não há nenhuma tese conspirativa: quem financia esta política e este Estado disse basta e a festa acabou. Venha, portanto, o FMI para fazer o trabalho que há muito deveria ter sido feito pelo Governo sem tanta dor.
Com este apoio vem também um ‘pacote’ de austeridade que vamos todos pagar. É uma factura certa e segura, não tenhamos ilusões. Poderia ser relativamente mitigada se tivéssemos a consolação de ver associadas aos cortes orçamentais medidas legislativas ou outras que tornassem mais eficaz o combate à fraude, à evasão fiscal, à corrupção, ao enriquecimento ilícito, ao desperdício, etc.
Medidas que acabassem com o sentimento de impunidade reinante em matéria de criminalidade económica e financeira. Que não permitissem utilizar o sigilo bancário de forma dilatória, como ainda acontece nas investigações de branqueamento. Que também não consentissem aos bancos vender produtos em sucursais situadas em paraísos fiscais quando o poderiam fazer em território nacional, evitando que as investigações bloqueassem em ordenamentos jurídicos de países hostis à cooperação. Já agora, podiam pensar nisto.
Eduardo Dâmaso, in Correio da Manhã
quinta-feira, 7 de abril de 2011
A Igreja e a República
O padre e historiador Joaquim Correia Duarte, da diocese de Lamego, afirmou ontem em Lisboa que a Lei da Separação da Igreja do Estado, datada de 1911, foi o “maior ataque” do regime republicano às instituições católicas em Portugal.O especialista falava numa conferência dedicada ao tema «Incidências da “Lei da Separação”, de 20.04.1911, no Distrito de Viseu», com base nas respostas ao inquérito dirigido aos presidentes de Câmara e aos administradores dos Concelhos pelo presidente da Comissão Central de Execução da Lei da Separação, por ofício de 26 de fevereiro de 1914.
“A lei, nos seus 196 artigos, começando por garantir a liberdade de consciência a todos os cidadãos residentes declarava em seguida que a Religião Católica deixava de ser religião do Estado e condicionava o culto religioso, mormente as manifestações externas do mesmo culto, a locais e a horas determinadas, na dependência das autoridades civis de cada localidade”, referiu o sacerdote, na Academia Portuguesa de História.
“Na prática, a hierarquia eclesiástica deixava de ser reconhecida e respeitada, substituindo-se ao poder eclesiástico o poder civil, e tomando este último o controlo quase absoluto da vida e da organização da Igreja”, assinalou Joaquim Correia Duarte.
Veja AQUI a belíssima intervenção do historiador na qual a posição do concelho de Tarouca, como de outros desta região, é abordada.
Governo vai pedir assistência financeira à Comissão Europeia
O Governo decidiu dirigir à Comissão Europeia um "pedido de assistência financeira" a Portugal, anunciou José Sócrates. A decisão, justificou o primeiro-ministro, tornou-se inevitável face às "ameaças ao financiamento do país" após a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento. PSD aplaude e apoia, enquanto a Esquerda critica pedido de ajuda. FMI diz que está pronto a ajudar, apesar de ainda aguardar confirmação oficial.
Veja aqui
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Governo - Adiada introdução de portagens nas SCUT
Seria inconstitucional introduzir novas portagens nas SCUT por um Governo de gestão, justifica o Ministério das Obras Públicas.
Em causa está a introdução de portagens nas auto-estradas SCUT do Algarve, da Beira Interior, das Beiras Litoral e Alta e do Interior Norte.
"Tendo em conta que o parecer emitido pelo Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros se pronunciou pela inconstitucionalidade da aprovação por um Governo de gestão de um Decreto-lei destinado a introduzir portagens nas Auto-Estradas SCUT, o Governo não poderá proceder à aprovação da referida iniciativa legislativa e concretizar a cobrança de portagens naquelas SCUT, a partir do dia 15 de Abril, como estava previsto", refere o Ministério de Obras Públicas, Transportes e Comunicações numa nota enviada à comunicação social.
aquiEm causa está a introdução de portagens nas auto-estradas SCUT do Algarve, da Beira Interior, das Beiras Litoral e Alta e do Interior Norte.
"Tendo em conta que o parecer emitido pelo Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros se pronunciou pela inconstitucionalidade da aprovação por um Governo de gestão de um Decreto-lei destinado a introduzir portagens nas Auto-Estradas SCUT, o Governo não poderá proceder à aprovação da referida iniciativa legislativa e concretizar a cobrança de portagens naquelas SCUT, a partir do dia 15 de Abril, como estava previsto", refere o Ministério de Obras Públicas, Transportes e Comunicações numa nota enviada à comunicação social.
Pois...
1. Sempre me tenho batido aqui pelo desprezado interior deste país. Continuo a pensar que para os políticos e para os fazedores de opinião Portugal se reduz a uma faixa de 20 km junto ao mar.
2. Hoje mais do que nunca penso que Portugal não se pode dar ao luxo de ter auto-estradas grátis. Não temos quaisquer hipóteses económicas de assim ser, por muito que sejam espeitabilíssimas as reclamações de quem o defende.
3. Agora penso que deve ser tida em conta a idiossincrasia
Que me perdoem os amigos algarvios, mas não concordo que uma das regiões mais ricas do país tenha isenção de portagens. Há países ricos da Europa onde a taxa de desemprego é muito elevada...
4. "Em tempo de guerra não se limpam armas" e temos todos nós que dar o nosso melhor", a começar pelos mais ricos, pelos lobbies e pelos do litoral.
terça-feira, 5 de abril de 2011
JOBS FOR BOYS?
Governo demitido
faz 156 nomeações e promoções
O Governo demissionário não parou de contratar e promover funcionários após o chumbo do PEC 4 a 23 de Março. De acordo com as publicações em Diário da República contabilizadas pelo jornal «Diário de Notícias», o Executivo de José Sócrates assinou 85 nomeações e 71 promoções.
Com as eleições marcadas já para 5 de Junho, algumas nomeações para, por exemplo, gabinetes ministeriais terão de sair num máximo de três meses. Caso disso é a nomeação para adjunto da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
Em sete dias, este número de nomeações - 85 - traduz-se numa média recorde de 12 por dia.
O ministério que mais nomeações fez foi o da Administração Interna, com 19 novos membros. Depois seguiu-se a Presidência do Conselho de Ministro, com 13 nomeações e, depois o Ministério da Defesa, com nove. O jornal escreve que das 85 nomeações, 27 foram substituições.
Com as eleições marcadas já para 5 de Junho, algumas nomeações para, por exemplo, gabinetes ministeriais terão de sair num máximo de três meses. Caso disso é a nomeação para adjunto da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
Em sete dias, este número de nomeações - 85 - traduz-se numa média recorde de 12 por dia.
O ministério que mais nomeações fez foi o da Administração Interna, com 19 novos membros. Depois seguiu-se a Presidência do Conselho de Ministro, com 13 nomeações e, depois o Ministério da Defesa, com nove. O jornal escreve que das 85 nomeações, 27 foram substituições.
Fonte: aqui
O Governo nega
O Governo nega que as nomeações e promoções publicadas em Diário da República tenham sido feitas depois da demissão do executivo. Em causa estão 85 nomeações e 71 promoções, que o Governo diz terem sido assinadas antes de 23 de março.
Segundo a edição de domingo do Diário de Notícias, desde o dia 23 de março, altura em que o executivo de José Sócrates se demitiu, a tutela já publicou em Diário da República 85 nomeações e 71 promoções, a uma média de 12 diárias.
O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, João Silveira, negou que as 156 nomeações tenham sido acertadas depois da demissão, afirmando que as nomeações publicadas em Diário da República após 23 de Março "foram todas" alvo de despachos assinados antes dessa data e, "como é hábito", foram publicadas semanas depois.
O DN refere, ainda, que não está a ser aplicada a regra definida para as substituições na administração pública de sairem dois fuuncionários por cada um que entra.
Fonte: aqui
“À mulher de César não basta ser honesta,
tem de parecer honesta”
Numa altura em que o país "ferve" social e politicamente, não seria possível evitar mais este empolamento?
E os nomeados tê-lo-ão sido pela sua competência ou pelo seu cartão partidário?
E seriam mesmo necessárias estas nomeações, que presumo que vão receber lautos ordenados, numa altura de vizinhança de banca rota???
Quando cessarão estes actos provocadores por parte de governos em fim de linha? Não é a 1ª vez que um governo demissionário faz nomeações em catadupa... Não aprendemos nada? Parece que há mesmo vontade, por parte dos agentes políticos, de acirrar os ânimos!...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Vitor Bento diz que políticos foram os maiores culpados da crise económica
Os políticos são os principais culpados da actual crise económica internacional, porque criaram as condições para ela se instalar, disse o economista e conselheiro de Estado, Vítor Bento.
Vítor Bento, que apresentou recentemente o livro Economia, Moral e Política, publicado pela Fundação Francisco Soares dos Santos, considerou que a crise resultou de uma crise de valores morais, mas que os políticos falharam nas escolhas que fizeram.
«No livro olhei para a crise internacional não apenas do ponto de vista estritamente económico, mas enquanto erupção de uma crise de valores da própria sociedade. Há muitos factores que contribuíram, mas uma delas é o facto de hoje vivermos numa sociedade onde os valores materiais são a referência comum, que quase toda a gente subscreve», afirmou.
O economista considerou que, no caminho para a crise, uns têm mais culpa do que outros, destacando neste grupo de maiores culpados, «políticos, banqueiros, gestores em geral», que tinham a obrigação de saber que as escolhas que faziam «conduziriam a caminhos errados», além da obrigação de limitar a possibilidade dos indivíduos fazerem escolhas erradas.
«Em última instância, os políticos têm sempre mais culpas, porque têm a obrigação de gerir a casa comum, de ver melhor e mais longe. Enquanto os outros elementos privilegiam muito o seu interesse particular, os políticos têm a obrigação de colocar o interesse comum acima de tudo, de estar no cimo da torre com uma visão mais ampla e, portanto, limitar os estragos que os interesses particulares possam fazer», afirmou.
«Os políticos que aparentemente surgem agora como quem tem que limpar a sujidade feita pela crise, foram grandes responsáveis na criação das condições que levaram à crise», acrescentou.
Garantindo que não quer assumir o papel de juiz, «e muito menos de juiz da moralidade», Vítor Bento disse que o livro que agora lançou é uma forma de arrumar as ideias, de «estruturar o conhecimento» num processo próprio de aprendizagem e reflexão sobre a relação entre a economia, a moral e a política.
«A forma de regulação económica, em si, é amoral, mas o comportamento das pessoas não é. Essa é que é grande questão. Não é a economia que se deteriora, é o quadro de moralidade de uma sociedade que aceita comportamentos que, de outra forma, não teria aceite», defendeu.
«Quando a economia leva por maus caminhos, é porque o quadro de moralidade permite esses caminhos», disse ainda o professor de economia.
In Sol
Vítor Bento, que apresentou recentemente o livro Economia, Moral e Política, publicado pela Fundação Francisco Soares dos Santos, considerou que a crise resultou de uma crise de valores morais, mas que os políticos falharam nas escolhas que fizeram.
«No livro olhei para a crise internacional não apenas do ponto de vista estritamente económico, mas enquanto erupção de uma crise de valores da própria sociedade. Há muitos factores que contribuíram, mas uma delas é o facto de hoje vivermos numa sociedade onde os valores materiais são a referência comum, que quase toda a gente subscreve», afirmou.
O economista considerou que, no caminho para a crise, uns têm mais culpa do que outros, destacando neste grupo de maiores culpados, «políticos, banqueiros, gestores em geral», que tinham a obrigação de saber que as escolhas que faziam «conduziriam a caminhos errados», além da obrigação de limitar a possibilidade dos indivíduos fazerem escolhas erradas.
«Em última instância, os políticos têm sempre mais culpas, porque têm a obrigação de gerir a casa comum, de ver melhor e mais longe. Enquanto os outros elementos privilegiam muito o seu interesse particular, os políticos têm a obrigação de colocar o interesse comum acima de tudo, de estar no cimo da torre com uma visão mais ampla e, portanto, limitar os estragos que os interesses particulares possam fazer», afirmou.
«Os políticos que aparentemente surgem agora como quem tem que limpar a sujidade feita pela crise, foram grandes responsáveis na criação das condições que levaram à crise», acrescentou.
Garantindo que não quer assumir o papel de juiz, «e muito menos de juiz da moralidade», Vítor Bento disse que o livro que agora lançou é uma forma de arrumar as ideias, de «estruturar o conhecimento» num processo próprio de aprendizagem e reflexão sobre a relação entre a economia, a moral e a política.
«A forma de regulação económica, em si, é amoral, mas o comportamento das pessoas não é. Essa é que é grande questão. Não é a economia que se deteriora, é o quadro de moralidade de uma sociedade que aceita comportamentos que, de outra forma, não teria aceite», defendeu.
«Quando a economia leva por maus caminhos, é porque o quadro de moralidade permite esses caminhos», disse ainda o professor de economia.
In Sol
domingo, 3 de abril de 2011
FUTEBOL CLUBE DO PORTO JÁ É CAMPEÃO!
Ao vencer o Benfica em pleno Estádio da Luz por 2 - 1, o Futebol Clube do Porto tornou-se no novo CAMPEÃO NACIONAL.
Penso que é um justíssimo vencedor da prova quando ainda faltam cinco jornadas para ela terminar.
Exceptuando os empates em Guimarães e em Alvalade, o Porto venceu todos os desafios realizados até ao momento para o campeonato. E os números são elucidativos: 16 pontos separam-no do segundo classificado que é exactamente o Benfica. Como elucidativo é o facto de, no cômputo das duas partidas disputadas entre os dois clubes para o campeonato, o Porto vencer por 7 - 1.
Parabéns, Grande Futebol Clube do Porto!
Penso que é um justíssimo vencedor da prova quando ainda faltam cinco jornadas para ela terminar.
Exceptuando os empates em Guimarães e em Alvalade, o Porto venceu todos os desafios realizados até ao momento para o campeonato. E os números são elucidativos: 16 pontos separam-no do segundo classificado que é exactamente o Benfica. Como elucidativo é o facto de, no cômputo das duas partidas disputadas entre os dois clubes para o campeonato, o Porto vencer por 7 - 1.
Parabéns, Grande Futebol Clube do Porto!
Vândalos à solta
É uma vergonha e prova provada de menor idade cívica. Apedrejamento - ou tentativas - de autocarros de clubes e de carros de dirigentes clubísticos, ataques a casas de clubes em diversas localidades do país.. Pedras e bolas de golfe atiradas contra adeptos que circulam em algumas estradas, arremesso de objectos perigosos para dentro do relvado...
Para já não falar na violência verbal, traduzida em palavreado, palavras de ordem e cânticos, no insulto e na provocação gravados nas paredes.
Até quando será permitida esta situação? Até que apareçam vítimas mortais?
E não vale a pena atirar com a responsabilidade toda para cima dos agentes da autoridade. Penso que os maiores responsáveis são alguns dirigentes dos clubes que não param de incendiar o ambiente. Estes é que têm de ser devidamente responsabilizados pelo clima de violência que se vive no futebol, não são porque incendeiam o ambiente, mas também porque não actuam devidamente junto dos apaniguados dos seus clubes. Ora na actual crispação que a crise potencia, qualquer palavra ou atitude de um dirigente ou responsável técnico é um barril de gasolina despejado na fogueira da insatisfação e da revolta sociais.
Há mais vida para além de um jogo de futebol. Muito mais, felizmente.
Que as pessoas exteriorizem as suas paixões clubísticas, que o futebol sirva de válvula de escape para a pressão social que se vive, até será compreensível. Mas as ofensas a clubes concorrentes, as pedradas, a violência física, a destruição de bens alheios, o fanatismo resolvem alguma coisa? Por que motivo comprometer o presente e o futuro, próprio ou alheio, por cauda da rivalidade futebolística?
Façamos do futebol uma festa, um espectáculo, exijamos aos atletas e treinadores que ofereçam grandes desafios de futebol, deixemos que seja o mérito das equipas a ganhar dentro do campo, reclamemos constantemente pela clareza e verdade desportivas. Então as vitórias darão outro prazer e as derrotas não terão o paladar de tragédia.
Se a vida diária já é uma luta, vamos carregá-la ainda mais ao domingo por causa de uma partida de futebol?
Para já não falar na violência verbal, traduzida em palavreado, palavras de ordem e cânticos, no insulto e na provocação gravados nas paredes.
Até quando será permitida esta situação? Até que apareçam vítimas mortais?
E não vale a pena atirar com a responsabilidade toda para cima dos agentes da autoridade. Penso que os maiores responsáveis são alguns dirigentes dos clubes que não param de incendiar o ambiente. Estes é que têm de ser devidamente responsabilizados pelo clima de violência que se vive no futebol, não são porque incendeiam o ambiente, mas também porque não actuam devidamente junto dos apaniguados dos seus clubes. Ora na actual crispação que a crise potencia, qualquer palavra ou atitude de um dirigente ou responsável técnico é um barril de gasolina despejado na fogueira da insatisfação e da revolta sociais.
Há mais vida para além de um jogo de futebol. Muito mais, felizmente.
Que as pessoas exteriorizem as suas paixões clubísticas, que o futebol sirva de válvula de escape para a pressão social que se vive, até será compreensível. Mas as ofensas a clubes concorrentes, as pedradas, a violência física, a destruição de bens alheios, o fanatismo resolvem alguma coisa? Por que motivo comprometer o presente e o futuro, próprio ou alheio, por cauda da rivalidade futebolística?
Façamos do futebol uma festa, um espectáculo, exijamos aos atletas e treinadores que ofereçam grandes desafios de futebol, deixemos que seja o mérito das equipas a ganhar dentro do campo, reclamemos constantemente pela clareza e verdade desportivas. Então as vitórias darão outro prazer e as derrotas não terão o paladar de tragédia.
Se a vida diária já é uma luta, vamos carregá-la ainda mais ao domingo por causa de uma partida de futebol?
sábado, 2 de abril de 2011
Casal Cláudia e Albino Martins, um exemplo que nos interpela!
No post anterior, fiz referência a um casal fantástico que, em nome da sua fé, desenvolve um trabalho admirável numa aldeia perdida na Serra do Caldeirão.
Sem pretender ser exaustivo e retirar toda a profundidade do exemplo deste casal, levanto apenas algumas questões:
1. Muitos que ferozmente defendem o celibato, entre os argumentos que apresentam, está a disponibilidade do padre celibatário para o serviço das pessoas e da comunidade.
O exemplo deste casal rebate com a vida o argumento teórico. São casados, têm duas filhas e um trabalho admirável nos campos pastoral, litúrgico e sócio-caritativo.
2. Quem apostou e desafiou para a missão este casal foi um antigo bispo do Algarve. Os nossos bispos estão atentos à vida das comunidades e às pessoas? Ou nas visitas pastorais passam pelas comunidades como "gato por vinha vindimada"?
3. Que lugar dá a hierarquia aos leigos? Fala-se continuamente das vocações sacerdotais e religiosas. E dos leigos? Que formação lhes é oferecida? Confia-se neles? Reconhece-se a especificidade da sua missão como no-la apresenta o Concílio? Que se tem feito para desmistificar a ideia que continuamente atravessa a comunicação social, restringindo a Igreja à hierarquia? Aproveitam-se as grandes peregrinações para ajudar os leigos a compreender e a vivenciar a sua missão como Igreja que são?
4. E os leigos? Querem assumir-se como Igreja que são? Estão disponíveis para a formação e para a missão? Ou ficam-se por um certo tipo de anticlericalismo, pois é mais fácil criticar do que assumir?
5. Pela minha experiência de contacto com vários blogues, noto que são lidos os posts que abordam temáticas relacionadas com os padres...
Mas quando se abordam temas que têm a ver com os leigos, esses posts não merecem importância. Porque será?
Os leigos são a esmagadora maioria na Igreja!!! Penso que parte deles sabe muito bem qual a missão do padre, mas porventura desconhece qual a missão dos leigos na vida da Igreja e no mundo...
6. O vídeo em que intervém aquele casal algarvio revela gestos e atitudes plenos de humanidade por parte da Cláudia e do Albino Martins. A maneira como estão com os idosos, os gestos de atenção que patenteiam, a proximidade que evidenciam, a vivência quotidiana que os leva a estar junto das pessoas... Não ganharia a Igreja imenso em humanidade se os seus leigos assumissem cada vez mais a frente do apostolado, do testemunho, da direcção e da missão?
7. Apesar da diversidade de tarefas, este casal não se escusa em tal para fugir ao testemunho da fé. No vídeo vê-se o Alberto a rezar o terço com os idosos. Só uma pergunta: quantos Provedores das Santas Casas o fazem? Mas as Misericórdias não fazem parte da Igreja?
Sem pretender ser exaustivo e retirar toda a profundidade do exemplo deste casal, levanto apenas algumas questões:
1. Muitos que ferozmente defendem o celibato, entre os argumentos que apresentam, está a disponibilidade do padre celibatário para o serviço das pessoas e da comunidade.
O exemplo deste casal rebate com a vida o argumento teórico. São casados, têm duas filhas e um trabalho admirável nos campos pastoral, litúrgico e sócio-caritativo.
2. Quem apostou e desafiou para a missão este casal foi um antigo bispo do Algarve. Os nossos bispos estão atentos à vida das comunidades e às pessoas? Ou nas visitas pastorais passam pelas comunidades como "gato por vinha vindimada"?
3. Que lugar dá a hierarquia aos leigos? Fala-se continuamente das vocações sacerdotais e religiosas. E dos leigos? Que formação lhes é oferecida? Confia-se neles? Reconhece-se a especificidade da sua missão como no-la apresenta o Concílio? Que se tem feito para desmistificar a ideia que continuamente atravessa a comunicação social, restringindo a Igreja à hierarquia? Aproveitam-se as grandes peregrinações para ajudar os leigos a compreender e a vivenciar a sua missão como Igreja que são?
4. E os leigos? Querem assumir-se como Igreja que são? Estão disponíveis para a formação e para a missão? Ou ficam-se por um certo tipo de anticlericalismo, pois é mais fácil criticar do que assumir?
5. Pela minha experiência de contacto com vários blogues, noto que são lidos os posts que abordam temáticas relacionadas com os padres...
Mas quando se abordam temas que têm a ver com os leigos, esses posts não merecem importância. Porque será?
Os leigos são a esmagadora maioria na Igreja!!! Penso que parte deles sabe muito bem qual a missão do padre, mas porventura desconhece qual a missão dos leigos na vida da Igreja e no mundo...
6. O vídeo em que intervém aquele casal algarvio revela gestos e atitudes plenos de humanidade por parte da Cláudia e do Albino Martins. A maneira como estão com os idosos, os gestos de atenção que patenteiam, a proximidade que evidenciam, a vivência quotidiana que os leva a estar junto das pessoas... Não ganharia a Igreja imenso em humanidade se os seus leigos assumissem cada vez mais a frente do apostolado, do testemunho, da direcção e da missão?
7. Apesar da diversidade de tarefas, este casal não se escusa em tal para fugir ao testemunho da fé. No vídeo vê-se o Alberto a rezar o terço com os idosos. Só uma pergunta: quantos Provedores das Santas Casas o fazem? Mas as Misericórdias não fazem parte da Igreja?
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Sensacional, primaveril, notável! Quando os leigos querem, a Igreja é isto.
. Confesso que me emocionei ao ver o vídeo. FANTÁSTICO! Quando os leigos se sentem Igreja e trabalham como Igreja, parece que tudo muda e sente-se ar fresco...A Igreja adquire uma atracção como nos seus primeiros tempos.
Amigo, amiga! Peço-lhe um favor com o coração nas mãos: veja isto e repare no vídeo:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl&id=84987
Sensacional, primaveril, notável!
Quando os leigos querem, a Igreja é isto.
Porque não pegam os leigos na Igreja que são?
A hierarquia da Igreja também deveria olhar para este caso com olhos de ver. E concluir em conformidade...
Amigo, amiga! Peço-lhe um favor com o coração nas mãos: veja isto e repare no vídeo:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl&id=84987
Sensacional, primaveril, notável!
Quando os leigos querem, a Igreja é isto.
Porque não pegam os leigos na Igreja que são?
A hierarquia da Igreja também deveria olhar para este caso com olhos de ver. E concluir em conformidade...
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