sexta-feira, 16 de junho de 2017

Papéis, papéis e papéis ou uma burocracia monstra...


Precisei de me descolar a diversas instituições públicas para resolver assuntos quer do foro individual quer do foro paroquial.
Começo por salientar, porque é justo, que encontrei gente capaz, simpática, competente e atenciosa. Só tenho que ressaltar isto, porque foi o que aconteceu.
Mas a burocracia, seja ela em forma de papéis seja em formato digital, persegue-nos como leão pronto a abocanhar a vítima. E isto não é culpa de quem presta o serviço, é do Estado. Um Estado burocrático, pesado, caro, sempre desconfiado dos cidadãos.
Cartão de cidadão sempre na mão, acompanhado aqui e ali de outros documentos, o cidadão encharca-se de papéis levados e trazidos. Ah! E bolso sempre recheado, porque quase tudo se paga. Aqui 40€, acolá 30€, depois 20€, etc. Ora 30€ são seis contos! Parece pouco, mas é muito dinheiro. Num ou noutro caso de serviços públicos, porque se é beneficiário de um outro sistema, os custos são mais baixos ou inexistentes.  Será caso para dizer que não se pagou agora porque já se pagou noutros tempos...
Quantos horas perde o cidadão e a produtividade nacional com a burocracia? Será que está feita esta contabilidade?
Quanto tempo de espera! Quantos nervos em franja? Quanto saltitar de repartição para repartição? Não, a culpa não é dos funcionários, É DA GORDA BUROCRACIA!
Qual Simplex! Se uma pessoa obesa que peça 120 kl, passar a pesar 118 kl deixa de ser obesa?
Claro que existe o livro de reclamações. Mas utilizá-lo para quê? Pensa que o Estado se preocupa e faz mea culpa? Quando muito, pode chatear funcionários que não têm culpa...
Um partido sério que seriamente se comprometesse a reduzir a sério, repito, a sério, a burocracia, devia poder contar com elevada votação nas próximas legislativas.
E se querem que seja sincero, também sou dos que acham que na Igreja há burocracia a mais. Menos papéis, senhores do Estado e de outras instituições públicas.
Então se tem a ousadia de apresentar uma candidatura a serviços do Estado, prepare-se! É desesperante tanto, tanto, tanto papel!!! E se não tiver quem o ajude, quem colabore, então depois de apresentar a candidatura, prepare uma consulta no psiquiatra...
E atenção, a candidatura pode depois nem ser aprovada ou então demorar uma eternidade.
Estou a falar de candidaturas viradas para o empreendedorismo, a preservação ou construção de património de interesse público.
No meio de tudo o que vemos e ouvimos, hoje nem fui dos mais queixosos. No geral, nem esperei muito tempo, fui bem atendido e, quanto a candidaturas, tenho tido gente e instituições que só posso elogiar.
Mas recordo que há anos no Algarve, esperei 19 horas em hospitais públicos para que me fosse retirada da garganta uma espinha de peixe. Confesso que, partir daí, perdi toda a vontade de comer Dourada...

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