quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O abandono das zonas antigas das povoações

Pelo que se ouve, em cidades como Lisboa e Porto tem sido feito ultimamente um esforço em ordem à recuperação das zonas históricas.
E no resto do país?
Por muitas  aldeias, vilas e cidades do interior, as zonas históricas vão sendo abandonadas ao seu destino e não se vislumbram um esforço sério,  planeamento eficaz, estratégias adequadas à recuperação de tão importantes zonas.
As pessoas vão abandonando estes espaços em fuga para as periferias onde é mais barato, cómodo e aprazível comprar/construir/arrendar casa.
Comprar e recuperar um edifício em zona histórica não sai barato. Além das mil chatices com a burocracia em que este país é pródigo.
Há que arrepiar caminho antes que as zonas históricas se transformem num montão de ruínas. Há que estancar a desertificação de tais espaços. Há que ser ousado e meter mãos à obra. De lamúrias está o inferno cheio.
Não poderiam o governo e as autarquias oferecer incentivos à reabilitação de tais espaços? Por exemplo, oferecer a planta de reabilitação, minimizar burocracias, possibilitar comodidades modernas sem denegrir o valor histórico dos imóveis?
Não terão alguns desses imóveis potencialidades para turismo rural? Se sim, onde está a iniciativa privada? Não seria esta uma forma de gerar trabalho, fomentar riqueza e dar vida às zonas históricas? Penso que não estarei enganado, pois acho que tais empreendimentos poderão ser subsidiados por fundos estatais.
Estado e privados não podem continuar no jogo do empurra. O estado a criticar a falta de iniciativa dos privados; privados a atirar-se ao estado e a culpá-lo pela situação das zonas históricas.
Só um projeto que envolva e empenhe ambos pode levar à requalificação de tais espaços, carregados de história e de alma portuguesa.

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