domingo, 9 de agosto de 2015

O que esteve bem. O que podia ser melhor...

Após análise pessoal, tendo ainda em conta a opinião de pessoas que escutei, apresento uma sucinta análise  da Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Tarouca.

I. O QUE ESTEVE BEM
1. O trabalho alegre, empenhado, gratuito de muita gente.
O Conselho Pastoral que reuniu, estudou e propôs; as pessoas que intervieram na elaboração do Guião de Oração (criação em grupo, composição e impressão); quem escolheu os cânticos para a Eucaristia e o Guião; tanta gente que esteve presente para levar em frente a passadeira de flores no trajeto próximo da Igreja, no enfeite do muro junto à escola e no Castanheiro do Ouro; pessoas que deram flores, tempo e outros haveres; os responsáveis pela ornamentação do andor da Imagem Peregrina; quem ofereceu os foguetes e os deitou na chegada e quem ofereceu a instalação sonora...
2. A enorme multidão que esperou a chegada da Imagem e a acompanhou na procissão de velas até à Igreja. Alguém dizia que "nunca se vira tanta gente junta em Tarouca"...
3. A Eucaristia celebrada e vivida na Igreja Paroquial.
4. A presença orante dos povos e dos grupos durante a noite e manhã. Realce especial para aquele grupinho de pessoas que aguentou toda a noite!
5. A Presença na procissão e na Eucaristia de várias entidades, entre as quais a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, a Santa Casa, os Bombeiros, etc. Saliente-se também a colaboração da GNR.
6. A despedida. Aquele canto "De Vós me aparto, ó Virgem", entoada pelos presentes na Igreja quando o andor com a Imagem começou a descer pela Igreja rumo à carrinha e continuado até à Santa Casa,  ainda ferve nos corações.
6. A passagem frente à Santa Casa foi qualquer coisa de maravilhoso, que encheu os olhos e a alma!

II. O QUE PODIA SER MELHOR...
1. A organização precisa de rever a carrinha que transporta a Senhora. O veículo não aguentou o passo da procissão e teve que andar em frente, esperando a chegada da mesma procissão. Mas este problema não é nosso, é da organização.
2. Faltou um cordão humano que ajudasse as pessoas a caminhar na procissão, evitando a tentação de alguns poucos de acompanhar a Imagem pelos lados...
3. A Eucaristia deveria ter sido celebrada no adro da Igreja, pois esta é muito pequena para acolher tanta gente, o que provocou que muitas pessoas não tivessem participado adequadamente na Missa.. Ninguém pensou nisso, nem  fez sugestões. De qualquer maneira, aqui assumo que fui eu quem mais falhou. Quando tivermos o Centro Paroquial, temos este problema do espaço resolvido...
4. A criatividade não é monopólio de ninguém. Estas atividades exigem que todos ponhamos a criatividade a funcionar em prol do bem comum. Assim como Gondomar, por sua iniciativa, decorou o muro da escola, não poderiam os outros povos decorar um trecho do percurso?  Claro que muita gente, de todos os lados, interveio na implantação do tapete de flores no trajeto próximo da Igreja. Mas com mais criatividade e distribuição de tarefas, poder-se-ia ter ido mais além.
5. O apelo "Uma direta com Maria" foi muito pouco escutado. Pouquinhos o aceitaram. Penso que aqui esteve o maior falhanço da comunidade. É certo que estávamos em plena semana de trabalho e que haverá razões válidas para muita gente não ter ficado. Mas pergunto: os adolescentes e os jovens não estão de férias? Não gostam tanto eles da night? Não há muitos migrantes em férias? E os reformados? Não há gente que vai para as noitadas dos Remédios? Não há tainadas que duram pela noite fora?
6. Apesar dos vários e insistentes avisos e informações no fim das Eucaristias, apesar da divulgação diversificada e plural pela internet, apesar da afixação do programa no placard da Igreja, apesar do apelo insistente para que as pessoas levassem a informação aos seus familiares, amigos e vizinhos, o certo é que ainda apareceu gente a dizer que não sabia de nada, dizendo que tinha pena de não ter participado. Razão total tem o Papa quando insiste que os cristão partam para as periferias existenciais... Cada um de nós tem que despertar para a fundamentalidade do contacto pessoal.

1 comentário:

Alda Fernandes disse...

Apetece-me dizer, ou melhor apetece-me perguntar que mais divulgação queriam as pessoas.
Em dois fins de semana o Pároco anunciou o que se iria passar; a que horas chegava a imagem de Nossa Senhora, quanto tempo estaria a imagem peregrina connosco, a distribuição dos vários grupos para que venerassem a imagem, a hora da celebração ad Eucaristia, enfim tudo foi dito. E mais em vários estabelecimentos comerciais esteve o programa fixado, querem mais? Não vão á missa de Domingo?
Por amor de Deus...