domingo, 31 de agosto de 2014

Barulho, barulho, barulho...



Tão pouca gente na tarde agradável de hoje em Santa Helena!!!
As pessoas preferem o barulho e a confusão ao silêncio falante e sereno da Serra! Quanto maior é o vazio interior, mais a necessidade de barulho...


Uma preocupação obsessiva com a forma física. Um descuido desolador com a forma espiritual.
Não será a forma espiritual a melhor maneira de manter o físico em forma?


Gostam-se horas em ginásios; esgrime-me até ao tutano os alimentos que não engordam; fazem-se caminhadas e "bicicletadas"; envereda-se pela natação; recorre-se às plásticas e aos técnicos de tratamento da pele...
Mas não se tem tempo para a leitura, a reflexão, o silêncio, a oração, a Missa, a  atenção aos outros.
Resultado: há tantos corpos danone que escondem almas cheias de teias de aranha!


Tratar e cuidar do corpo? Sim, claro.
E que tal tratar e cuidar igualmente da alma?


Barulho, confusão, evasão...Parece ser a loucura do nosso tempo. E olhem que não é só a malta nova.... Estes, mesmo quando estão sozinhos, não prescindem dos auriculares e do telemóvel, sempre em movimento.
O homem de hoje mostra um horror tonto ao silêncio, um medo tremendo de se reencontrar consigo mesmo. Talvez por não ter a coragem de enfrentar o vazio que lhe vai na alma...

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