quarta-feira, 9 de março de 2016

Marcelo Presidente: "Temos de sair do clima de crise em que quase sempre vivemos"

O juramento de Marcelo Rebelo de Sousa
No primeiro discurso como Presidente da República, Marcelo prometeu “lutar por mais justiça social”, "cicatrizar feridas" e ser o Presidente "de todos sem excepção".

Defendendo a viabilidade financeira e o crescimento económico, Marcelo fez questão de sublinhar que a justiça social "supõe efectiva criação de riqueza, mas não se satisfaz com a contemplação dos números, quer chegar às pessoas".
Na mesma linha, o Presidente apontou a necessidade do rigor financeiro, sem o qual "o risco de regresso ou de perpetuação das crises é dolorosamente maior", mas sem esquecer que "finanças sãs desacompanhadas de crescimento e emprego podem significar empobrecimento e agravadas injustiças e conflitos sociais".
O "Presidente de todos sem excepção"
Neste discurso inaugural da sua Presidência, Marcelo concluiu afirmando-se o "Presidente de todos sem excepção", "nem a favor nem contra ninguém", garantindo ser essa a linha política que o guiará "do princípio ao fim do seu mandato".
Do jovem desempregado "que quer exercitar as suas qualificações", à mulher que "espera ver mais reconhecido o seu papel", ao "pensionista que sonhou com um 25 de Abril que não corresponde ao seu actual horizonte de vida", passando pelo cientista, o agricultor, o comerciante e o industrial que dia-a-dia "sobrevivem ao mundo de obstáculos que os rodeiam"; ao trabalhador que "paga os impostos que vão sustentando o Estado Social" e até ao "novo e ousado talento que vai mudando a nossa sociedade", Marcelo quis traçar o retrato de "todos e muitos mais" de quem pretende ser "a favor".
No seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a "reforma de instituições que se tornem notoriamente desajustadas ou insuficientes", prometendo ser "um guardião permanente e escrupuloso da Constituição" para a qual contribuiu como "jovem constituinte" e, mais tarde, acompanhando as suas principais revisões.
O mar como prioridade nacional e os desafios "incómodos" mas "prementes" da Europa
O Presidente notou também a importância do mar, que deve ser assumido como uma "prioridade nacional" "nascida de uma geoestratégia e, sobretudo, de uma vocação universal", aproveitando para citar António Lobo Antunes: "Se a minha terra é pequena, eu quero morrer no mar".
Marcelo Rebelo de Sousa apontou ainda três questões externas "prementes" e "relevantes", "mesmo se incómodas": "Os desafios dos refugiados na Europa, da não discriminação económica e financeira na CPLP e das fronteiras da Aliança Atlântica."
O Presidente concluiu com uma longa citação de Miguel Torga, sublinhando "a indomável inquietação criadora" que distingue os portugueses "dos demais": "Ela nos fez como somos, grandes no passado, grandes no futuro. Por isso, aqui estou. Pelo Portugal de sempre", rematou.
Marcelo Rebelo de Sousa jurou esta quarta-feira cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, num juramento feito num exemplar original de 1976.
Fonte: aqui

segunda-feira, 7 de março de 2016

App portuguesa põe milhões a rezar com o Papa


Através do telemóvel ou de um site, uma aplicação portuguesa permite rezar a qualquer hora do dia em qualquer parte do mundo
Chama-se "Click To Pray" e foi concebida por jesuítas portugueses. Em francês, inglês, português ou espanhol, esta aplicação aceite agora pelo Vaticano apresenta textos profundos mas simples para uma oração de manhã, outra à tarde e outra à noite, por exemplo. À distância de um site ou de um telemóvel.
A plataforma multicanal (web e app móvel para Android e para iOS) convida qualquer pessoa de qualquer canto do mundo a unir-se ao Papa Francisco.
Uma primeira versão de "Click To Pray" foi lançada em 2014, em Portugal, através do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração e conquistou agora o Vaticano.
A intenção de internacionalizar a versão portuguesa do "Click To Pray" foi apresentada pessoalmente ao Papa Francisco, em agosto de 2015, e recebeu do Sumo Pontífice um excelente acolhimento e incentivo, "para que pessoas de várias línguas e culturas se associassem em oração pelas suas intenções mensais", segundo explica em comunicado a "Click To Pray".
"É para nós um motivo de grande alegria ver uma iniciativa nascida em Portugal ter agora a sua versão internacional para bem da Igreja universal", explica o Padre António Valério, secretário nacional da Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração) em Portugal.
A aplicação apresenta uma oração diferente para cada um dos 365 dias do ano e envia uma notificação para recordar o dia mundial de oração pelas intenções do Papa (primeira sexta-feira de cada mês) e propor um ritmo de oração diária com três momentos: pela manhã, durante o dia e à noite.
Mais de 35 milhões de pessoas integram a Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração). Em Portugal, o Apostolado da Oração procura, desde há 150 anos, proporcionar ajudas para a oração e formação cristã, a nível das suas publicações periódicas e editoriais e, mais recentemente, através das suas iniciativas digitais.
Fonte: aqui

A carta de uma mãe com Alzheimer para a sua filha! Vale mesmo a pena ler!

A carta que se segue foi escrita por uma mãe com a doença de Alzheimer, para a sua filha… Vale mesmo a pena ler, talvez te deixe a pensar, e te faça mudar em algo em que estejas a errar, e ainda não o tenhas percebido… Pois um dia pode ser tarde para mudar isso…

"Querida filha, escute com atenção o que tenho para falar. No dia que esta doença se apoderar totalmente de mim e eu não for mais a mesma, tenha paciência e compreenda-me. Quando eu derrubar comida sobre minha roupa e esquecer como calçar meus sapatos, não perca a sua paciência.
Lembra-te das horas que passei a ensinar-te essas mesmas coisas.
Se ao conversar contigo repito as mesmas palavras e já sabes o final da historia, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequena tive que contar-te mil vezes a mesma historia para que dormisses.
Quando fizer as minhas necessidades em mim, não sintas vergonha nem fiques chateada, pois não posso controlar-me. Pense em quantas vezes, quando eras uma menina, eu te limpei e te ajudei quando também não conseguias controlar-te.
Não te sintas triste ao me ver assim. É possível que eu já não entenda as tuas palavras, mas sempre entenderei os teus abraços, teus carinhos e beijos.
Eu desejo-te o melhor para a tua vida com todo o meu coração.
Da sua mãe!"

domingo, 6 de março de 2016

Upa! Que fim-de-semana, Dio mio!


Sexta-feira, após a celebração da 1ª sexta-feira na Igreja Paroquial, toca para Arguedeira onde, sob um frio de rachar, foi realizada a Via Sacra da Misericórdia pelos povos. A seguir parti para Lamego para a "DIRETA com DEUS". Embora a Via Sacra, subindo aquele escadório, decorresse envolvida num frio bem desagradável, a noite foi fantástica. Uma calma, uma serenidade, uma envolvência de todos! Que belo momento de Deus!
Mal cheguei a casa na manhã de sábado, fui a o Lar para a Eucaristia. Ao princípio da tarde, ajudei a confessar noutra paróquia, regressando para a Eucaristia com crianças que é sempre muito exigente no que toca a dar o máximo. Estive ainda em Gondomar e à noite presidi ao Conselho Pastoral que, embora os elementos sejam simpáticos, exige muito no que toca à preparação e realização.
Domingo. As Eucaristias normais e à tarde a Via Sacra na Senhora das Necessidades.
Entretanto é aos fins-de-semana que mais gente nos procura e nós encontramos mais facilmente as pessoas com quem precisamos de contactar. E já sabemos como é. Nestas alturas é quando nos aparecem mais situações a precisar de resposta. Não é que as pessoas façam por mal, mas é a vida...
Entretanto não se podem defraudar os visitantes de blogues e facebook. Há que ir dizendo alguma coisa, mesmo que as mãos no teclado sintam muita dificuldade em sintonizar com o raciocínio e vice-versa.
Telefone e email também trazem exigências de resposta.
Há a vida pessoal  como de qualquer outra pessoa...
E o Centro Paroquial, como um sino de badalação contínua, a martirizar-me a cabeça, gerando ansiedades.
Confesso que a paciência não é, infelizmente, o meu forte. Mas nestas alturas desce mesmo ao fundo. Vale-me a compreensão das pessoas que, após 25 anos de presença, já vão sabendo o que a casa gasta...
Entretanto amanhã esperam-me, após a Eucaristia, uma reunião muito importante e a correção do jornal pela noite dentro.
A grande maioria das pessoas nem suspeita o trabalho que o jornal dá! É mesmo uma segunda paróquia! Um trabalho miudinho, constante, que não se vê, mas que tem que aparecer.
Não me queixo, apenas partilho. Tenho o que escolhi e gosto da escolha.
Podia trabalhar bem menos? Podia. Mas não seria a mesma coisa.

Limpeza dos terrenos


Está a decorrer no Nosso Concelho a ação de fiscalização realizada pela equipa dos GIPS da GNR, sendo este um projeto a nível Distrital. Tem como objetivo sinalizar os terrenos que confinam com edifícios como habitações e armazéns, arrumos agrícolas, que esteja com matos e pinhal, e não respeitem a lei, ou seja:

"Os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edificações,... são obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa de 50m à volta daquelas edificações ou instalações, de acordo com as normas constantes no anexo do decreto-lei "( n.° 2 do artigo 15° do Dec. Lei 124/06 de 28 de junho rep. Dec. Lei 83/14 de 23 de maio).

Tem por base a proteção de pessoas e bens, sendo esta da responsabilidade de cada um. Assim deverão proceder à limpeza dos terrenos até 30 de Maio do presente ano, pedindo que passem a palavra. Caso não façam a limpeza dos mesmos, serão levantados processos de contra ordenação com coimas no valor de € 140 a € 5000, no caso de pessoa singular e de € 800 a € 60 000, no caso de pessoas coletivas.

Para mais esclarecimentos, poderão contactar o Gabinete Técnico Florestal do Município.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Há muito tempo que não vai à missa?

Passo a passo para voltar a ter intimidade com Deus
Eucharist © Antoine Mekary - pt
Veja AQUI

quinta-feira, 3 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

DÁ-ME OS TEUS OLHOS

Bendita juventude


O testemunho de hoje é-me fornecido por uma jovem, filha de pais não praticantes. Chegou a estar na catequese mas saiu, quando fez a primeira comunhão.
Andou por fora da freguesia mas aqui há tempos veio ter comigo. Queria confessar-se!
– Então, mas tu sabes confessar-te?
– Então não sei?! Já o tenho feito várias vezes. E agora queria confessar-me, mas quando tiver tempo. Não é preciso ser hoje. Um dia que me possa atender com tempo. Marquei o dia e a hora e quando cheguei já estava na igreja. E, posso dizê-lo, porque o segredo da confissão abrange só os pecados, confessou-se com método e profundidade espiritual. Fiquei admirado. E perguntei-lhe como tinha feito uma caminhada religiosa tão boa?!
– Foram os meus colegas que me ajudaram...
Foi mais uma lição para mim! Os jovens são mesmo evangelizadores de jovens. Noutra ocasião referirei outro caso parecido que também me impressionou.
Há quem diga que os jovens estão perdidos. Só pensam em sexo, droga, brincadeiras de mau gosto...
Sei que há muitos jovens desses. Afinal sempre houve. Mas também há muito boa juventude. Com ideais e gosto de viver uma vida séria. Bendita Juventude!
Oxalá o contacto com o mundo adulto os não materialize e adultere.
Fonte: aqui

A TERNURA EM IMAGENS


terça-feira, 1 de março de 2016

EXPOSIÇÃO DE COLECIONISMO NO SALÃO NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE TAROUCA

Abriu ontem ao público uma exposição de colecionismo, iniciativa do Coisas de Tarouca, que estará patente no Salão Nobre da Câmara Municipal de Tarouca até ao dia 7 de março. 
Cerca de duas dezenas de colecionadores dão a conhecer as suas relíquias numa mostra que vai desde miniaturas de carros, a coleções de notas, rótulos de vinhos, chávenas de café, borrachas, porta-chaves, entre outros.
A mostra, de entrada livre, pode ser visitada no horário de funcionamento da Câmara Municipal (de segunda a sexta, das 9h00 às 17h00). 
Apresentamos a lista dos colecionadores com peças em exposição, convidando-o a vir espreitar estes pequenos tesouros:
- Vítor Manuel Teixeira Cardoso - Coleção de Máquinas Pesadas/Carros antigos;
- Nuno Alexandre Muralha Guedes/ Sérgio Miguel Muralha Guedes - Coleção de Pin`s;
- Virgílio De Melo Guedes (Vergel) – Esculturas; 
- César Luís de Carvalho / Maria Elisa de Carvalho - Exemplares da obra “O Principezinho”;
- António Hélder Oliveira Andrade - Coleção de Moedas, Notas e Canetas;
- António Alberto Santos Nobre - Coleção de Miniaturas de Carros em Maquetes;
- Agostinho da Silva Oliveira - Coleção de Postais Ilustrados e Selos;
- Alzira Jesus Silva Pinto - Coleção de Almanaques “Boa Nova”;
- Maria José de Almeida - Coleção de Mochos;
- Eduardo Figueiredo - Coleção de Canecas;
- Abílio Teixeira - Coleção de Miniaturas de carros;
- Isaac Luís Proença - Coleção de Notas antigas;
- Rafaela Borges Duarte - Coleção de Borrachas;
- Maria Helena Gomes de Melo - Coleção de Porta-chaves;
- Maria José Borges Trindade Duarte - Miniaturas de Porquinhos;
- Carlos Manuel Albuquerque - Coleção de Tigelas antigas;
- António Sorrilha Ferreira - Coleção de Rótulos de Vinhos, Papel e Madeira/álbuns vinícolas;
- Bráulio Manuel F. Carvalho - Coleção de Chávenas de Café.  
 
Cátia Rocha
TÉCNICA SUPERIOR

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Para falar com Deus e escutá-l'O, não são precisos telemóveis


Pede-se a cada pessoa que, durante as procissões e as vias sacras desligue MESMO o seu telemóvel porque causa da interferência com a instalação sonora, causando aquele ruído incómodo e aborrecido.
 
 Para falar e escutar Deus, não são precisos telemóveis, felizmente.  Por isso, não se esqueça. Ao entrar numa Igreja ou capela, desligue sempre o telemóvel. Pelo respeito que merece Deus, pelo respeito que as outras pessoas merecem, pelo respeito para consigo mesmo.
 
E já agora outra coisa. Quando estiver à mesa e o telefone tocar, querendo atender, peça licença, levante-se e venha atender cá fora. Os outros não têm que levar com as conversas telefónicas!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A Rapariga Dinamarquesa

Cartaz do Filme
Durante a semana passada, à conversa com uma senhora amiga, esta perguntou-me o que pensava do filme "A Rapariga Dinamarquesa", pois ela ainda não o tinha visto, embora sobre o mesmo tivesse presenciado uma discussão acesa.
Respondi à minha amiga que não vira o filme em causa e que dele nada sabia.
Depois procurei na internet onde aparece muita informação sobre este filme. Mas uma coisa é ver o trailer e ler várias comentário, outra bem diferente é visualizar o filme todo e, assim ter bases para uma análise e opinião fundamentadas.
Para uma primeira e superficial abordagem, aqui deixo uma referência, de onde pode ter acesso ao trailer.

O fim-de-semana nesta Paróquia




Foi carregado, mas belo este fim-de-semana.
No sábado, teve lugar a Festa da Catequese. Um regalo para os sentidos e o coração.
No domingo, realizou-se a celebração das Bodas de Prata e de Ouro de casais que as fazem em 2016.
À tarde, houve a Via Sacra da Misericórdia pelos povos, desta feita em Gondomar.
Pode inteirar-se de todas estas  e de outras atividades pastorais, visitando o blog da Paróquia. AQUI

sábado, 27 de fevereiro de 2016

15 simples atos de caridade para a Quaresma


Para a Quaresma, o Papa Francisco propõe 15 simples atos de caridade que mencionou como manifestações concretas de amor:
1. Sorrir, um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo)....
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que êle possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.

O MELHOR JEJUM
• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Jovens católicos exigem um pedido de desculpa por parte do Bloco de Esquerda:


O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que o cartaz do Bloco de Esquerda sobre a adoção por casais do mesmo sexo “não se enquadra num respeito mútuo” e critica o “aproveitamento abusivo” da figura de Jesus Cristo.
‘Jesus também tinha dois pais’, é a frase que acompanha o cartar que o Bloco de Esquerda, divulgou esta quinta-feira, para se referir à aprovação da adoção por casais do mesmo sexo.
“Há um aproveitamento abusivo, sem sentido, da figura de Jesus Cristo. É uma analogia que não faz qualquer sentido. É abusiva e mesmo de mau gosto”, analisou o porta-voz da CEP.
À Agência ECCLESIA, o padre Manuel Barbosa destacou que a família para a Igreja “é sempre constituída por um casal, homem e mulher”.
“As convicções são diferentes não podemos dizer de outro modo”, observou.
O sacerdote defendeu o respeito pela liberdade de expressão mas observou que, neste caso, “não há o respeito mútuo” pelo outro, não só na Igreja mas “outros cristãos que seguem Jesus nas suas vidas”.
“Enquadra naturalmente no respeito pela liberdade de expressão mas não se enquadra num respeito mútuo que deveria existir porque a liberdade implica sempre uma corresponsabilidade e uma relação também com os valores essenciais da vida”, desenvolveu.
O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa assinala que está a “dar importância” a este cartaz e slogan pela utilização da figura de Jesus porque “há aspetos mais importantes, outras problemáticas” que Igreja e sociedade têm de atender.
O padre Manuel Barbosa recordou que já se lamentou que aquando da aprovação da lei da adoção por casais do mesmo sexo não tivesse existido uma “ocultação mais séria, mais demorada” das várias instituições da sociedade civil, “onde também está a Igreja”.
“Pode ser entendido também com o desviar de atenções de outros problemas mais candentes”, frisou o responsável que lamentou mais uma vez a forma “como é utilizada a figura de Jesus Cristo” e “as alusões”, sobretudo, quando a Igreja está “a viver em força” o tempo forte da Quaresma e o Ano Santo da Misericórdia.
O jornal ‘Económico’, divulga que na internet já circula uma petição pública de jovens católicos que exigem um pedido de desculpa por parte do Bloco de Esquerda: “O cartaz tem, de forma clara e inequívoca, o propósito de ofender a comunidade católica portuguesa.”
Fonte: aqui

Austeridade e saúde


Quando o país se sentiu mergulhado na crise económica e financeira, no contexto do inevitável alinhamento com a conjuntura internacional, e depois que os decisores políticos enveredaram, sob a batuta europeia, pela via austeritária, os efeitos da crise, que se fez global, sentiram-se gravemente por todo o lado. A maior parte da população sofreu o empobrecimento enquanto uma fatia mínima dos cidadãos logrou ver na circunstância uma privilegiante oportunidade única de autoencastelamento num refastelado estatuto económico-social.

Alguns grupos económicos, com o auxílio do Estado, que alguns consideravam falido, cresceram. Veja-se o incremento dado ao ensino privado, mercê da transferência de verbas do setor público, à luz do princípio da livre escolha, ou o crescimento do setor privado da saúde mediante a celebração de acordos entre as unidades de saúde privada e os subsistemas de saúde – alguns públicos como a ADSE superavitária – a que se furtaram os hospitais públicos.

Inúmeras empresas faliram, o desemprego aumentou em dimensão colossal; o estigma da precariedade pairou sobre a maior parte da população ativa; centenas de milhares de trabalhadores emigraram; aumentou abissalmente o número de pensionistas (reformados, aposentados e jubilados) e as pensões sofreram graves reduções; e muitos milhares ficaram na dependência das instituições de beneficência para sobreviverem.

Desinvestiu-se na educação, na saúde, na segurança social. As prestações sociais (no desemprego, pensões, subsídios por doença, rendimento social de inserção) emagreceram em montantes e tempo.

Os efeitos da crise socioeconómica assumiram visibilidade nas escolas, nos supermercados, nas empresas e serviços, na rua, nas coletividades, nos bancos alimentares. Os bancos, embora sujeitos a testes de stresse e a operações de recapitalização, deixaram de fazer chegar dinheiro à economia e alguns tornaram-se vassalos de bancos maiores, sendo que outros pura e simplesmente se eclipsaram ou ficaram como um peso pesado para o Estado.

***

Cedo a Comunicação Social deu conta da existência de um número significativo de pessoas, sobretudo as marcadas pela idade, doenças crónicas e penúria de recursos (nomeadamente pessoas contempladas por baixíssimas pensões de velhice de doença ou de desemprego) que se viam na necessidade de cortar na alimentação e/ou na medicação. É certo que os sucessivos governos fizeram um grande esforço na disciplina do medicamento, quer promovendo a produção e venda dos medicamentos genéricos quer determinando a prescrição médica por substância ativa e não pela designação comercial do produto, deixando ao doente a capacidade de escolha. No entanto, muitos viram o acesso à consulta e à medicação dificultado; e alguns morreram isolados.

Entretanto, surgiram dois estudos que pretenderam uma abordagem aprofundada e sistemática dos efeitos da austeridade na saúde.

Um foi dado a conhecer hoje, dia 25 de fevereiro, na RTP: três investigadores do Porto – Andreia Filipa Novo, Rui Alves Castro e Marcelo Sá Carvalho – deram corpo a um estudo, cuja publicação se aguarda, sobre o “impacto da austeridade na saúde”, tendo concluído que a instabilidade económica provocou, entre 2000 e 2010, mais fraturas no fémur, por via da osteoporose, referindo que a fratura do colo do fémur é uma das maiores causas da mortalidade.


Mais dizem que “a falta de acesso a medicamentos e a diminuição do poder de compra estão diretamente relacionados com o problema”.

Embora se trate de um estudo que ainda não abrange o tempo mais pernicioso da austeridade – de 2011 a 2015 – o mesmo releva para a reflexão dos cidadãos e como marco de referência para a tomada de decisão de quem democraticamente é obrigado a dirigir o rumo do país.

Diga-se que um estudo que abrangesse o período da aplicação da austeridade como receita plasmada num afolha de Excel provavelmente permitiria chegar a conclusões mais gravosas, dada a aplicação cega da receita “custe o que custar” ou ainda além da troika. Muito embora, durante esse período, se fizessem sentir os efeitos de algumas políticas setoriais, como a da disciplinação do medicamento ou a do envolvimento das autarquias e da chamada sociedade civil na solução de muitas das situações de carência, houve aspetos de notória dificuldade, como: situações de legionella, gripe A, hepatite C, entupimento das urgências, rarefação dos médicos no serviço nacional de saúde, precariedade no trabalho, isolamento crescente de membros das famílias.

***

Também em 2013 a Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa publicou um trabalho sob o título Os efeitos da austeridade na saúde da população: evidência internacional e experiência portuguesa”, da autoria dum grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa: Carlos Matias Dias, Rita Carvalho da Fonseca, Teresa Contreiras e José Pereira Miguel. No seu resumo, os autores referem:

“A evidência disponível, em parte histórica, demonstra que a austeridade em tempos de crise económica tem efeitos predominantemente negativos sobre a saúde dos indivíduos e das populações que incluem aumentos na mortalidade, morbilidade e fatores de risco, assim como diminuição no acesso e utilização de cuidados de saúde. Alguns destes efeitos não são imediatos e podem fazer-se sentir a médio prazo. Numa perspetiva de saúde pública, a austeridade surge, assim, como parte do sistema complexo e ainda não totalmente conhecido que explica porque é que algumas pessoas e algumas sociedades são mais saudáveis do que outras. A austeridade influencia de forma complexa, os fatores de risco, protetores e promotores do estado de saúde, assim como as consequências dos problemas de saúde e a resposta organizada das sociedades, consubstanciada nos sistemas de saúde de cada país.”

O site do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge tem acessível um PowerPoint organizado pelos referidos investigadores. Este instrumento de apresentação do estudo releva que a “austeridade surge como um elemento fundamental a considerar no planeamento e organização das respostas da sociedade com vista à promoção, prevenção e melhoria do estado de saúde da população”.

Num primeiro momento, põem em evidência a dupla “austeridade e saúde pública, tentando definir o “Estado de Saúde da População” e elencando os “determinantes sociais da saúde”, bem como as “políticas adotadas na generalidade dos setores”, nomeadamente no da “saúde” e no respeitante a “todas as políticas públicas” que possam repercutir-se na saúde ou desta receber significativa influência.  

Depois, sob a asserção de que a “austeridade influencia de forma complexa e não completamente conhecida o estado de saúde”, abordam os “fatores de risco” e os “fatores de proteção e promoção”; as “consequências dos problemas de saúde existentes”; e a “capacidade de resposta dos sistemas de saúde”.

Salientam que “estudos com análise de dados individuais reportam essencialmente efeitos negativos”, ao passo que “estudos com análise de dados agregados apresentam efeitos negativos a curto e médio prazo”, reportando, no entanto, “alguns efeitos positivos a curto prazo”.

Dos “efeitos negativos a curto e médio prazo”, selecionam: a “alteração das condições de acesso a cuidados de saúde”; o aumento dos suicídios”; o “aumento de consumo de álcool e de substâncias ilícitas”; a “doença mental”; e os “surtos de doenças transmissíveis”.

Dos “efeitos positivos a curto prazo reportados em situações de crise anteriores”, destacam; a “redução da mortalidade por acidentes de viação”; a “alteração nos estilos de vida dos grandes fumadores e nos grandes obesos; e o “aumento da atividade física”. No entanto, sabemos que a obesidade infantil parece ter vindo para ficar.

Por outro lado, a política austeritária tem como efeito sistémico a “redução de despesa pública”, que se materializa na “redução de serviços e recursos financeiros, humanos e materiais”, na “introdução (reintrodução ou aumento) de taxas de acesso”, no “aumento do pagamento das despesas de saúde pelas famílias”, na “reorganização do setor prestador de cuidados”, na “renegociação da despesa com medicamentos e outros bens e serviços” e na “alteração do quadro normativo do setor da saúde”.

Depois, a “investigação sobre os fatores determinantes e de confundimento face aos efeitos das medidas de austeridade” sublinha dados como os da morbilidade e mortalidade, em franco aumento; a “investigação sobre os mecanismos de reposta individuais e da população (epidemiologia da resiliência)” releva, por um lado a “capacidade de autodefesa” de uma grande franja da população e a corrida a apoios e, por outro, a desistência de muitos; e a “monitorização dos efeitos a curto, médio e longo prazo em setores para além da saúde (da educação, da proteção social, produtivo,…)” evidencia a visibilidade que a crise projeta na escola e na autarquia, levando-as a um esforço suplementar, e nas empresas, que produzem menos e pagam menos, embora os custos de produção não baixem.

Em suma, o estudo conclui que os “efeitos da austeridade na saúde dos indivíduos e das populações parecem ser predominantemente negativos”, pelo que há “necessidade de desenvolver sistemas de registo e recolha de informação adequados” e de “monitorizar os efeitos das medidas de austeridade na saúde da população para além do período de austeridade”.

Por outro lado, há que estabelecer uma “investigação mais aprofundada sobre os mecanismos de resiliência dos indivíduos e das populações” e definir um conjunto de “intervenções planeadas, organizadas e fundamentadas em evidência que amenizem os efeitos negativos a curto e médio prazo em idênticas situações futuras”.

***

Nada que não se esperasse, mas que robora a força das vozes que protestavam contra a aplicação da receita prescrita pela política austeritária sob a égide da inevitabilidade, mas sem ter em conta a realidade sobre que iam recaindo inexoravelmente as células da folha de Excel do receptivo monitor/inspetor.

Razão tinha o atual Presidente da Comissão Europeia quando declarou que as autoridades europeias feriram a dignidade das populações dos países sujeitos a programas de resgate ou o seu assessor ao clamar que tinham sido impostos tantos sacrifícios como muito mais dor que resultados.

Ademais, os dados recentes da Comunicação Social sobre depressões, tragédias de assassinatos e suicídios e casos de abandono bem mostram como é urgente inverter a situação.

2016.02.25 – Louro de Carvalho

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

DIRECTA com DEUS

Noite de 4 para 5 de Março.
Santuário de Nossa Senhora dos Remédios
Começa com a via-sacra no Escadório (ao´pé da cidade) dia 4, às 23h, e continuaríamos pela noite no Santuário: adoração, reconciliação, terminando com Eucaristia às 06h da manhã do dia 5.
Vamos nesta "DIRECTA com DEUS"?
Vamos attender ao pedido do Papa?

Afinal Lamego é tão perto...
Jovens, adultos, todos... Convite para todos.