A água fechada durante muito tempo no tanque acaba por apodrecer e estragar-se.
Para se manter viva e sãzinha precisa de estar ligada à fonte que a alimenta e renova; precisa de sair para irrigar os campos que são, afinal, a razão de ser do tanque.
A Igreja é esse "tanque", alimentado e renovado pela fonte que é Cristo. Os campos são os mundos vários a que essa Igreja é enviada.
Uma Igreja a "coçar para dentro", apenas e só entretida com as suas coisas, os seus movimentos, a sua organização, a sua estrutura, a sua doutrina, as suas questões, etc, será a Igreja de Cristo?
O Papa Francisco bem fala de "periferias existenciais" às quais a Igreja é enviada constantemente. Mas, tanta vez, tenho a impressão que nós não o ouvimos!
Nós?
Sim, nós. Cada batizado. Todos os batizados. Bispos, padres, diáconos, religiosos e leigos.
A impressão geral que se tem é que a Igreja está muito fechada sobre si mesma, instalada. Por isso, à defesa! Uma Igreja que reage e pouco pro-age. Por exemplo, se verificarmos os títulos das notícias da Agência Ecclesia, tiramos facilmente esta conclusão. Estilo, o Bispo tal, o Papa, este ou aquele "condena", "está contra", "não aceita"...
Há claramente um deserto de profecia neste tempo que é o nosso. Hoje não temos Hélder Câmara, Raoul Follereau, António Ferreira Gomes, Teresa de Calcutá, Óscar Romero, João XXIII, Manuel Martins(felizmente ainda vivo, mas sem 'palco', como ele mesmo diz).
No campo da profecia, no tocante à visibilidade universal, resta-nos o Papa Francisco. Mas que não tem tido seguidores à altura. Oxalá não tardem a aparecer!
Muitas vezes, quando nos referimos a uma Igreja a "coçar para dentro", apontamos logo o dedo aos bispos e aos padres.
Sem retirar qualquer responsabilidade a estes - mormente aos bispos - temos que perguntar: os leigos sentem a preocupação da abertura? Das periferias? Não sentirão antes a tentação do choque, das "guerrinhas" entre grupos e movimentos?
Há uns tempos, passou por Santa Helena uma excursão. Servi de guia. Depois estive durante um tempo à conversa com o casal responsável do qual ouvi:
- Sabe, este passeio teve uma finalidade, contribuir para a unidade dos vários grupos da comunidade. Somos de uma paróquia com mais de 50 mil pessoas, mas cuja prática dominical não chega aos 10%. E qual a preocupação dos vários grupos paroquiais? Garanto-lhe que não são os que estão fora. Os grupos dividem-se, criticam-se, rivalizam, olham-se de lado, e até obstruem o trabalho uns dos outros...
E continuou o casal:
- Este passeio visa unir, estreitar afetos, para, como diz o nosso pároco, partirmos todos unidos ao encontro de todos os que estão fora.
Arrepia ver os cristãos divididos por questiúnculas em vez de gastarem as energias na missão, e esta está fora e para ela urge a mobilização.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)
Tema: «A Igreja, mãe de vocações»
Amados irmãos e irmãs!
Como gostaria que todos os baptizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.
Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus, 8). A acção misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário.
O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também objecto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».
A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo.
Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. Act 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. Act 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 107).
A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objectivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos.
A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes em contacto com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.
A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. Act 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. Act 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna.
Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade.
Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também mediante uma cuidadosa selecção dos candidatos ao ministério ordenado e à vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros.
Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual.
Pai de misericórdia, que destes o vosso Filho pela nossa salvação e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito, concedei-nos comunidades cristãs vivas, fervorosas e felizes, que sejam fontes de vida fraterna e suscitem nos jovens o desejo de se consagrarem a Vós e à evangelização. Sustentai-as no seu compromisso de propor uma adequada catequese vocacional e caminhos de especial consagração. Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional, de modo que, em tudo, resplandeça a grandeza do vosso amor misericordioso. Maria, Mãe e educadora de Jesus, interceda por cada comunidade cristã, para que, tornada fecunda pelo Espírito Santo, seja fonte de vocações autênticas para o serviço do povo santo de Deus.
VAIVÉM OCEANÁRIO “NAVEGA” ATÉ TAROUCA

O Vaivém Oceanário, projeto de Educação Ambiental em Movimento do Oceanário de Lisboa, estará em Tarouca de 19 a 23 de abril, junto à Loja Interativa de Turismo, convidando toda a população a participar em atividades lúdicas e pedagógicas, de acesso gratuito, que exploram as diversas profissões dos oceanos e a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos.
Com a iniciativa pretende-se sensibilizar, não só as escolas, como toda a população para a necessidade de conservar os oceanos através da alteração dos nossos comportamentos e atitudes perante o meio ambiente.
Iniciado em 2005, o Vaivém Oceanário já percorreu 161 municípios e foi visitado por mais de 180.000 pessoas.
Aproveite esta oportunidade e venha conhecer um pouco mais da vida nos oceanos.
Cátia Rocha
TÉCNICA SUPERIOR
GABINETE DA CULTURA, TURISMO E COMUNICAÇÃO
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Viagem ao mundo do negócio...
Neste dia, passei por Vila Real para a revisão anual do meu Peugeot.
Enquanto esperava, passeei com o P.e Adrano, que fez o favor de conduzir o veículo, pelo Dolce Vita e visitámos alguns stands de automóveis.
Na passagem pela grande superfície reparei que ela estava muito vazia de pessoas. Talvez por ser segunda-feira, de dia...
Visitámos à vontade estabelecimentos de novas tecnologias e livrarias. Se o preço dos livros está elevado, retraindo ainda mais o público português, já de si pouco propício "ao ato redentor" da leitura; os artigos referentes às novas tecnologias, embora não baratos, têm baixado de preço. Basta comparar o preço de um projetor com o do mesmo há meia dúzia de anos...
Também os stands visitados tinham fraca procura, apesar da gentileza de vendedores e atendedores, acolhedores e disponíveis.
Pouco me mereceu especial atenção, exceto alguns modelos da BMW - mas os preços "à BMW" são sempre de bradar aos céus! - e o novo Astra de que gostei. Quantas vezes um modelo nos chama a atenção na internet e depois ao vivo dececiona! Não foi o caso do novo Astra.
O atendimento ao público pareceu-me satisfatório. É um aspeto a que sou sensível. E nisto, penso, as empresas portuguesas e os serviços têm feito algum esforço.
Há anos falava-se numa determinada terra a quem o povo se referia, no seu português vernáculo, como a dos "focinhos de porco", tal era a má qualidade do atendimento, tanto a nível dos serviços públicos como dos privados.
Hoje qualquer empresa ou repartição sabe que, tanto na qualidade dos serviços prestados como no acolhimento ao cliente, reside o seu sucesso ou insucesso.
Mas é sempre possível melhorar...Felizmente!
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Aí está a esperada Exortação Apostólica sobre a Família, do Papa Francisco.


Esta Exortação Apostólica recolhe as conclusões dos 2 últimos Sínodos sobre a Família.
Veja AQUI os tópicos tratados.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
I Fórum Educação & Saúde em Tarouca
Em Tarouca, no âmbito do projeto de Educação para a Saúde e Educação Sexual, o Dia Mundial da Saúde 2016 assinalou-se com o I Fórum Educação & Saúde, que decorreu esta manhã no Auditório Municipal Adácio Pestana.
“A educação para a saúde é tornar cada um de vós num colaborador para prevenção destas patologias que hoje foram aqui abordadas, e não apenas num alvo das mesmas. Todos nós devemos estar atentos quanto à nossa responsabilidade enquanto agentes educadores para a saúde junto da comunidade em que estamos inseridos, procurando motivar os que nos rodeiam, e vocês desempenharam esse pape aqui hoje de forma brilhante”, referiu na ocasião o presidente da Câmara Municipal de Tarouca, parabenizando todos os que contribuíram para a excelente organização do evento.
Através do canto, da dança, da ginástica e de encenações teatrais, os alunos do Agrupamento Dr. José Leite de Vasconcelos, de Tarouca, e da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo, da Régua, abordaram as temáticas do HPV, Hepatite B e C, Alcoolismo, Infeções Sexualmente Transmissíveis, entre outras, no intuito de promover a sensibilização para a prevenção e adoção de comportamentos responsáveis.
A iniciativa foi organizada pelo Agrupamento Dr. José Leite de Vasconcelos de Tarouca, da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo - Régua e do Agrupamento de Centros de Saúde do Douro Sul, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Tarouca.




“A educação para a saúde é tornar cada um de vós num colaborador para prevenção destas patologias que hoje foram aqui abordadas, e não apenas num alvo das mesmas. Todos nós devemos estar atentos quanto à nossa responsabilidade enquanto agentes educadores para a saúde junto da comunidade em que estamos inseridos, procurando motivar os que nos rodeiam, e vocês desempenharam esse pape aqui hoje de forma brilhante”, referiu na ocasião o presidente da Câmara Municipal de Tarouca, parabenizando todos os que contribuíram para a excelente organização do evento.
Através do canto, da dança, da ginástica e de encenações teatrais, os alunos do Agrupamento Dr. José Leite de Vasconcelos, de Tarouca, e da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo, da Régua, abordaram as temáticas do HPV, Hepatite B e C, Alcoolismo, Infeções Sexualmente Transmissíveis, entre outras, no intuito de promover a sensibilização para a prevenção e adoção de comportamentos responsáveis.
A iniciativa foi organizada pelo Agrupamento Dr. José Leite de Vasconcelos de Tarouca, da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo - Régua e do Agrupamento de Centros de Saúde do Douro Sul, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Tarouca.





quarta-feira, 6 de abril de 2016
Não vale a pena sujar-nos!
Conta-se que um rapazito chega a casa a espumar ódio contra um colega que o humilhou diante da turma. E o pai que naquele dia estava por casa, aproveitou para falar com o rapaz, procurando saber o que se tinha passado. O filho esbracejava e batia com o pé:
– Pai, o Zeca, o meu melhor amigo, fez pouco de mim diante de todos os colegas. Era bem feito que Deus o castigasse.
O pai que era um homem simples mas cheio de sabedoria procurou acalmar o miúdo:
– Filho, todos nós erramos e não vale a pena guardar ódio no coração. Deus está sempre pronto a perdoar quando nos arrependemos e nós temos de fazer também o mesmo. Mas o filho continua a reclamar:
– O Zeca não podia tratar-me assim. Não lhe posso perdoar. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai resolveu levar o filho até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino acompanhou-o, calado. O pai abriu o saco e antes mesmo que ele pudesse fazer alguma pergunta, propos-lhe:
– Filho, faz de conta que aquela camisa que está a secar no varal é o Zeca. Lança-lhe todo este carvão que está neste saco. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino pôs mãos à obra. O varal com a camisa ficava no alto, o carvão era leve e poucos pedaços lhe acertavam. Não foi preciso muito tempo para o rapaz lançar todo o carvão. E o pai que estava por ali pediu-lhe que o apanhasse e o metesse de novo no saco para poder continuar a lançá-lo sobre a camisa. Ia para recomeçar mas arrependeu-se:
– Estou cansado, pai. E não vale a pena!
O pai entretanto levou o filho diante de um espelho enorme de um guarda-fatos para que ele visse a figura com que ficou. E disse-lhe:
– Quando atiramos o nosso ódio contra os outros, sujamo-nos também a nós. A raiva é como o carvão. Se discutimos, se chamamos nomes, se gritamos contra os outros, estamos também a sujar-nos a nós. E não vale a pena, como dizes... É melhor esquecer, pôr de lado, deixar passar o tempo.
(O Amigo do Povo)
Fiat que Papa usou em Nova Iorque rende 440 mil euros
Venda do papamóvel é uma oportunidade para dar continuidade às obras sociais da diocese de Nova Iorque, explica um porta-voz.

O automóvel que o Papa Francisco usou durante a sua visita a Nova Iorque, em 2015, foi leiloado e rendeu cerca de 440 mil euros para instituições católicas de caridade na cidade.
O empreendedor Miles Nadal admitiu ter comprado o Fiat 500 por 300 mil dólares, isto é, quase dez vezes mais do que o preço base de licitação.
Entre as instituições que vão receber fundos desta venda incluem-se escolas católicas geridas pela diocese, mas também a Catholic Relief Services, que presta apoio a pessoas em situação de risco social e económico, e a Catholic Near East Welfare Association, uma instituição dedicada a ajudar os cristãos nos países de leste e do Médio Oriente.
Um porta-voz da arquidiocese de Nova Iorque, Joseph Zwilling, descreve esta como uma “grande oportunidade para dar continuidade ao trabalho que o Papa Francisco realçou quando esteve aqui em Nova Iorque”.
Embora esta não tenha sido a primeira vez que um Papa visita a cidade, foi a primeira que o carro usado ficou para trás. “Os papamóveis voltam sempre para Roma quando a visita acaba, por isso esta é a primeira vez para nós e para quem tiver a sorte de ficar com o Fiat”, disse Zwilling, antes do leilão.
Fonte: aqui
O automóvel que o Papa Francisco usou durante a sua visita a Nova Iorque, em 2015, foi leiloado e rendeu cerca de 440 mil euros para instituições católicas de caridade na cidade.
O empreendedor Miles Nadal admitiu ter comprado o Fiat 500 por 300 mil dólares, isto é, quase dez vezes mais do que o preço base de licitação.
Entre as instituições que vão receber fundos desta venda incluem-se escolas católicas geridas pela diocese, mas também a Catholic Relief Services, que presta apoio a pessoas em situação de risco social e económico, e a Catholic Near East Welfare Association, uma instituição dedicada a ajudar os cristãos nos países de leste e do Médio Oriente.
Um porta-voz da arquidiocese de Nova Iorque, Joseph Zwilling, descreve esta como uma “grande oportunidade para dar continuidade ao trabalho que o Papa Francisco realçou quando esteve aqui em Nova Iorque”.
Embora esta não tenha sido a primeira vez que um Papa visita a cidade, foi a primeira que o carro usado ficou para trás. “Os papamóveis voltam sempre para Roma quando a visita acaba, por isso esta é a primeira vez para nós e para quem tiver a sorte de ficar com o Fiat”, disse Zwilling, antes do leilão.
Fonte: aqui
terça-feira, 5 de abril de 2016
Aos papéis
Os paraísos fiscais são a nova heresia. Mas haverá sempre um Panamá para os muito ricos. Para os outros há sim um estado cada vez menos social e mais um autoritarismo fiscal.
Lê-se no site do Expresso: “O acervo de 11,5 milhões de ficheiros mostra como uma indústria global de sociedades de advogados, empresas fiduciárias e grandes bancos vendem o segredo financeiro a políticos, burlões e traficantes de droga, bem como a multimilionários, celebridades e estrelas do desporto.” Generalizar vale a pena: entre o Almodovar e o Putin não há diferença. Entre o Messi e um traficante de droga ainda menos. Entre quem ganha licitamente muito dinheiro e procura pagar menos impostos e quem rouba ou obtém ganhos em actividades criminosas não está ser feita qualquer diferença.
Neste momento é extraordinariamente impopular assinalar esta diferença. Mas ou temos a coragem de o fazer ou acabaremos todos delinquentes. Não nuns quaisquer Panama papers mas nuns prosaicos Amadora ou Cedofeita papers pois ao aceitarmos que procurar pagar menos impostos sobre rendimentos lícitos é um crime equiparável a procurar esconder o dinheiro que se obteve a traficar droga é o primeiro passo para acabarmos todos delinquentes fiscais. Um passo tão mais perigoso quando o estado social está a dar lugar a um estado fiscal. Autoritário. Intrusivo. Que não admite contestação.
Hoje o NIF é mais importante que o cartão de cidadão. O Estado atribui isenções fiscais como outrora os reis conquistadores davam títulos e terras. Perante a justiça fiscal não há inocentes até prova em contrário mas apenas a obrigação de pagar primeiro e a possibilidade de contestar depois. Para mais tanto a repressão fiscal como a fuga irão aumentar porque os estados precisam hoje de dinheiro tal como no passado precisaram de controlar aquilo que pensavam ou em que acreditavam os seus cidadãos.
A presente geração de políticos cresceu na convicção de que o dinheiro aparecia sempre. Mas como o dinheiro escasseia e a sua única fonte são os contribuintes, cada vez mais nos tornaremos, todos nós, potenciais criminosos, fiscalmente falando.
A avidez fiscal dos estados levou o fisco a ir muito para lá das suas funções e deu à máquina fiscal informações e poderes que põem em causa a nossa segurança. Aquilo que, por exemplo, o fisco português hoje sabe de qualquer um de nós causaria inveja a qualquer pretérita polícia. Política ou criminal. Como aqui alertou João Pires da Cruz a propósito da e-fatura “o nosso Estado é muito provavelmente o primeiro do mundo capaz de ligar padrões de consumo e património na mesma base de dados (…) A República Portuguesa está prestes a atingir o arquétipo do regime fascista dos livros de ficção científica!”
O que comemos, o que bebemos, onde estivemos… tudo consta no portal da finanças. Nunca polícia alguma concentrou em Portugal tal nível de informação sobre a vida dos cidadãos.
Os Panama papers revelam muito sobre o mundo em que estamos: das fortunas dos oligarcas à circulação do dinheiro no mundo do crime. Revelam também como a fuga à voracidade fiscal dos estados é praticada com afinco por alguns dos que muito folcloricamente como é o caso de Almodovar defendem o papel do Estado enquanto grande redistribuidor. Mas não só. Os Panama papers acontecem num mundo em que os paraísos fiscais se tornaram na nova heresia. Na encarnação do mal para aquele que, tendo deixado cair o velho propósito revolucionário de criminalizar a propriedade, viram na máquina fiscal um mecanismo superior de controlo dessa mesma propriedade e dos cidadãos. Não dos que levam ou levaram dinheiro para o Panamá mas tão só da sua conta bancária para o seu bolso. Na verdade, haverá sempre um Panamá para os muito ricos. Por isso convém que nos acautelemos. Caso contrário a perseguição àquilo que de ilícito fazem os muito ricos acabará tão só a tornar ainda mais difícil a vida dos demais.
Helena Matos, Observador 5/4/2016, aqui
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Vergonha!
É deprimente, é inacreditável ver jogar este conjunto de jogadores que se diz representar o FCP...
Continuem a criticar arbitragens e a colocar culpas em terceiros... E vamos acabar mais uma época a zero....
Brevemente haverá eleições. Os sócios que apoiam o lista de Pinto da Costa têm logicamente todo o direito de o fazer. Mas assumem por inteiro a responsabilidade pelo futuro do FCP.
É tempo de, em nome do Futebol Clube do Porto, dizer "chega!"
O respeito pelas últimas décadas do Porto exige coragem e capacidade de reinventar o futuro.
POBRES PADRES VELHOS E A CULTURA DA INGRATIDÃO!

Em época ...de padres "pop stars", cantores, curandeiros e porque não dizer ilusionistas, cresce a cultura da ingratidão!
Pobres Padres Velhos, que na sua vida não aprenderam a ser cantores, mas muitas vezes tiveram de sustentar o canto porque na missa não havia quem cantasse...
Pobres Padres Velhos, que não sabem comunicar na televisão, mas que durante toda sua vida enfretaram o desafio de comunicar o evangelho mesmo com tão poucos recursos...
Pobres Padres Velhos, sobre eles não se jogam os holofotes dos palcos, porque aprenderam a ser padres nos sertões da vida, celebrando missas iluminados pela vela e não por canhões de luz.
Pobres Padres Velhos, que viveram toda uma vida ungindo os doentes, mas que levam a fama de não curarem como o padre tal. Padres que não mais arrastam multidão, mas que em tempos longíquos eram, sozinhos, pastores de um rebanho imenso
Não fico feliz quando as pessoas dizem: queriamos um padre novo como vc! Sabe pq não fico? Porque quando eu ficar velho, vão dizer o mesmo de mim pra outros! Muito menos fico feliz quando um padre novo se acha melhor que um padre mais velho! Pobre padre novo! Beberá de seu próprio veneno!
É fácil a gente gostar do padre quando ele torna o culto mais emocionante, o difícil é ter maturidade cristã para compreender que aquele padre que hoje precisa de um pouco mais de paciência, já teve paciência com tantos!
Minha gratidão e oração aos padres velhos e esquecidos, mas que durante toda uma vida trabalharam para que as pessoas fossem novas e lembrassem de Deus.
PadreThiago Linhares
Pobres Padres Velhos, que não sabem comunicar na televisão, mas que durante toda sua vida enfretaram o desafio de comunicar o evangelho mesmo com tão poucos recursos...
Pobres Padres Velhos, sobre eles não se jogam os holofotes dos palcos, porque aprenderam a ser padres nos sertões da vida, celebrando missas iluminados pela vela e não por canhões de luz.
Pobres Padres Velhos, que viveram toda uma vida ungindo os doentes, mas que levam a fama de não curarem como o padre tal. Padres que não mais arrastam multidão, mas que em tempos longíquos eram, sozinhos, pastores de um rebanho imenso
Não fico feliz quando as pessoas dizem: queriamos um padre novo como vc! Sabe pq não fico? Porque quando eu ficar velho, vão dizer o mesmo de mim pra outros! Muito menos fico feliz quando um padre novo se acha melhor que um padre mais velho! Pobre padre novo! Beberá de seu próprio veneno!
É fácil a gente gostar do padre quando ele torna o culto mais emocionante, o difícil é ter maturidade cristã para compreender que aquele padre que hoje precisa de um pouco mais de paciência, já teve paciência com tantos!
Minha gratidão e oração aos padres velhos e esquecidos, mas que durante toda uma vida trabalharam para que as pessoas fossem novas e lembrassem de Deus.
PadreThiago Linhares
domingo, 3 de abril de 2016
Apresentação do livro "Sempre em Mudança"
No Santuário de Nª Senhora dos Remédios, Lamego, teve lugar na tarde do dia 3 de abril a apresentação do livro "Sempre em Mudança", da autoria do Reitor daquele santuário, P.e Doutor João António Pinheiro Teixeira.
Perante um basto público, usaram da palavra a Dra. Zita Seabra, em representação da Aletheia - a editora que publicou a obra - o Dr. Teixeira, Juiz da Irmandade de Nª Senhora dos Remédios, D. António Couto, Bispo de Lamego e o autor, P.e João Teixeira.
Ainda não pude ler o livro, mas vindo de quem vem só pode ser bom. E tendo em conta as sábias palavras dos que falaram, a obra vale mesmo a pena. Pela pertinência do tema, pela eloquência e sabedoria do autor, pelo desafio de pôr o homem moderno a pensar e a pensar-se face à mudança, por tudo isto e muito mais, vai valer mesmo a pena ler.
O autor não se fica pela mera observação da realidade, assunto a que presta viva e acutilante atenção. Vai mais além, repensa-a, torna-a compreensível, fornece chaves de interpretação, abre pista de compreensão e de ação. Isto perpassou pela comunicação dos oradores.
Então compre e leia o livro. Vai fazer-lhe bem.
sábado, 2 de abril de 2016
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Cidadania em Saúde



Em 1 de abril, no Museu diocesano- Lamego, realizou-se
o evento “Cidadania em Saúde - Douro Sul 2016”, com a presença de três ilustres
personalidades: D. António Couto, Bispo
de Lamego; Professor Doutor Rui Nunes,
Médico e Presidente da Associação Portuguesa de Bioética; Dr. Rui Cernadas, Médico e Alto Dirigente de
Organismos de Saúde.
Após a Sessão de Abertura, presidida pelo Presidente
do Conselho da Comunidade do ACES Douro-Sul, Valdemar Perreia, seguiu-se o tema
“Saúde em Rede – Conceptualização: Uma visão multidisciplinar”, em que foram
dinamizadores o Dr. Marques Luís, a Dra. Helena Norinha e o Dr. Domingos
Nascimento. Depois foi apresentado o Projeto “Rede Social de Saúde”.
Teve lugar seguidamente a Conferência-Debate
“Cidadania em Saúde”, com intervenções das três personalidades acima referidas.
Sobre a iniciativa, escreveu Carlos Albuquerque: “Iniciativa bem idealizada e bem conseguida, sobre um tema
que me parece ter toda a atualidade. Se todos se reúnem e se juntam, porque não
os cidadãos e a saúde? Não quero falar dos diversos intervenientes, palavras
para quê? Foram extraordinários. Espero sinceramente que frutifique a ideia e a
iniciativa. Obrigado por esta magnífica tarde, Dr. Domingos Nascimento.” E Luís Monteiro
disse: “Estava com alguma curiosidade sobre a conferência. Agora tenho a
referir que foi uma aposta ganha! O futuro espera muito trabalho e uma grande
articulação entre os vários intervenientes, mas para a frente é que é o
caminho.” (in Facebbok)
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