terça-feira, 10 de agosto de 2010

Faz dois anos que partiste, mãe!


Mas, claro,
A VIDA CONTINUA...
A Recordação rejuvenesce a cada dia que passa.
Curioso é que não sofro com as recordações.
Embora nostálgico,
Encontro nelas a força para tantas dificuldades do dia-a-dia.
Gosto do que recordo, mesmo o que foi mau, porque me fez, e faz, crescer.
Aprecio a grandeza do um querer,
de um sentir,
de uma forma de amar
Inigualável.
Tenho tantas saudades quanto orgulho sinto de ser filho de quem sou.
E não a amo menos agora!
Nuno
(Texto que acabei de receber de meu irmão, via email, e com o qual me identifico)

MESMO ASSIM

As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ama-as MESMO ASSIM.
Se tu tens sucesso nas tuas realizações,
ganharás falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tem sucesso MESMO ASSIM.
O bem que tu fazes será esquecido amanhã.
Faz o bem MESMO ASSIM.
A honestidade e a franqueza torna-nos vulneráveis.
Sê honesto MESMO ASSIM.
Aquilo que te levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Constrói MESMO ASSIM.
Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem te atacar se tu os ajudares.
Ajuda-os MESMO ASSIM.
Se tu deres ao mundo e aos outros o melhor de ti mesmo,
corres o risco de te saíres muito mal.
Dá o que tu tens de melhor MESMO ASSIM.
Madre Teresa de Calcutá

Fonte: O Banquete da Palavra

Passagem do símbolo pela cidade foi considerada uma experiência fascinante de encontro com Cristo

Vila Real: Comunidade emocionada recebeu a Cruz dos Jovens

Veja aqui.

Enquanto não formos ao fundo da questão e nos detivermos por panaceias, o problema não se resolve.

Portugal continua a arder.
Ainda hoje o jornal Sol titulava: "30 fogos activos, sendo o distrito de Viseu com casos mais preocupantes".
As chamas nos concelhos de São Pedro do Sul e de Tabuaço, Viseu, que deflagraram na sexta-feira, mobilizam mais de 500 bombeiros. Em Candal (São Pedro do Sul) estão 414 bombeiros e 93 veículos a combater o fogo com uma frente activa. Já em Barcos (Tabuaço) estão 148 homens, apoiados por 41 viaturas, a combater o incêndio com uma frente activa e reactivações pontuais.
Um bombeiro da corporação de Alcobaça, em serviço de combate ao incêndio que tem atingido S. Pedro do Sul, morreu depois do veículo tanque de combate a incêndios em que seguia se ter despistado. Um colega, que seguia na mesma viatura, sofreu uma fractura.

Faz-se uma campanha intensa contra as possíveis causas de incêndios: limpeza de matas, cuidados a ter na realização de picniques, alertas sobre o uso de tabaco, exigências para a realização de queimadas, etc.
Na minha opinião e na de muita gente que tenho escutado, falta a luta sem tréguas contra incendiários e possíveis mentores. A esmagadora maioria dos incêndios são "fogos postos".
Há os pirómanos, doentes que sentem prazer em pegar fogo às matas. E não haverá grandes interesses por trás desses doentes que exploram a sua debilidade e depois, com toda a sorte de ameaças, os obrigam ao silêncio? Não há ainda quem pegue ou mande pegar o fogo por vingança?

Matas limpas? Sem dúvidas. Tanto as particulares como as outras. E as que pertencem a organismos estatais ou a baldios estão limpas? Dão exemplo? Não seria uma óptima ocupação para tanta gente que recebe "ordenado mínimo" e que pode trabalhar?
Cuidado com cigarros, picniques, queimadas? Sempre.
Mas extremo cuidado e exemplar correcção para incendiários e seus possíveis mandantes. É neste aspecto que falta investir mais, muito mais. E tal compete ao estado que tem o dever de assegurar a tranquilidade de pessoas e bens. Se não tem polícia adequada em número e qualidade para actuar, só tem que investir mais e mais. Se as leis não são persuasivas, só tem que legislar em condições.
É que enquanto não formos ao fundo da questão e nos detivermos por panaceias, o problema não se resolve.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

"Estou na Faculdade!"

Apareceu hoje ao fim da Missa. Perguntou pela saúde de meu pai e depois disse-me com uma satisfação que aquecia as palavras: "Estou na Faculdade! E olhe que consegui uma boa média: 16!"
Sim, ela é esposa e mãe. Trabalha e muito. Dirige uma empresa familiar de produção de leite.
Apesar de tudo, está feliz e optimista: "Vou conseguir!"
Como o curso que ela quer não existe por aqui perto (Lamego, Viseu, Vila Real), vai ter que ir para longe. Também isso não é barreira. " Se me levantava de madrugada para a faina, agora é uma questão de me levantar um pouco mais cedo."

E pensei para os meus botões: "É de gente assim que o país precisa para sair da crise! Mais trabalho, mais competências, mais valorização, mais vontade de vencer."

Parabéns, amiga! Vai em frente.

sábado, 7 de agosto de 2010

De 8 a 15 de Agosto de 2010 - 38ª SEMANA NACIONAL DE MIGRAÇÕES


Veja aqui.

"FUTEBOL CLUBE DO PORTO FOI UM JUSTO VENCEDOR" - Jorge Jesus, treinador do Benfica

O FC Porto venceu esta noite a Supertaça Cândido de Oliveira ao bater o Benfica por 2-0. Rolando e Falcao foram os marcadores dos tentos dos ‘azuis e brancos’ no Estádio Municipal de Aveiro.
O Futebol Clube do Porto conquistou assim a sua 17ª Supertaça. Mais, em 11 jogos para a Supertaça com o Benfica, o Porto venceu 10!

Gostei do Porto. Um F.C. Porto muito diferente da época anterior, aliás, que pressiona muito alto, faz um futebol furioso, pouco conservador, um futebol aventureiro, de toque, desmarcação e risco. A ousadia como jogou e apertou o Benfica quando perdia a bola deixou o adversário confuso: só rematou, por exemplo, aos vinte minutos.

A este jogo, penso que se podem fazer algumas observações:

1. Jornalistas, internautas, alguns portistas e simpatizantes de outros clubes, após as derrotas do FCP no torneio de Paris, começaram a pôr em dúvida a capacidade de Villas-Boas para treinar o Porto. Que era novo, não tinha experiência, faltava-lhe curriculum, etc, etc.
Por outro lado, a própria equipa foi sendo posta em causa. Não havia fio de jogo, a defesa era um buraco sem Bruno Alves, faltavam avançados, etc, etc.

2. Jornalistas, internautas, benfiquistas e simpatizantes de outros clubes exaltaram até aos píncaros a equipa do Benfica pela pré-época feita e algumas goleadas conseguidas... Ao ouvir e ao ler certos comentários, ficava-se com a ideia que a equipa encarnada estava condenada a ser de novo campeã, tal a diferença para os outros concorrentes.
E depois isto: enquanto se explorou até ao tutano as derrotas do Porto em França, quase nem se falou na derrota em casa do Benfica no último jogo particular. Parecia que a imprensa levava o Benfica ao colo.

3. Gostei de ver o Porto. Aquele futebol medroso "à Jesualdo", que tanto fastio me metia, parece ser passado. A equipa está mais solta, mais pressionante, mais atrevida, mas criativa, mais solidária.
Aquele meio campo, está com um ritmo de jogo que promete! Varela nem parece que esteve lesionado tanto tempo. Hulk é igual a si mesmo, capaz da genialidade e do disparate. Helton parece mais confiante e em forma. A defesa não me pareceu tão mal como a pintavam. Nota-se que Maicon ainda não faz esquecer Bruno Alves. Mas é bom não esquecer que, nos seus inícios, o Bruno também foi muito contestado pelos adeptos. É que faz-se caminho, caminhando. Além disso, está para chegar um novo reforço para o centro da defesa.

4. Eu sei que foi apenas e só um jogo, com todas as condicionantes que o envolveram. Eu sei que nada garante que quem hoje esteve mal, amanhã não esteja bem e vice-versa.
Mas fiquei satisfeito. Há ali garantia de sucesso e penso que o Porto, este ano, pode ir muito longe.

5. Por último, uma palavra para o desportivismo de Jorge Jesus ao reconhecer a justiça da vitória dos azuis-e-brancos. Ficou-lhe bem. Espero que todos o façam quando tiverem que o fazer...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

É para todos!




Falecimento de um amigo muito querido

Quem é aquele, mãe?

Na capela de Santa Helena, existem as imagens da Senhora das Dores, em coluna própria; Santa Helena, que ocupa o centro do altar; Santa Bárbara, a santa das terras altas, do lado esquerdo; São Pedro, padroeiro da paróquia, do lado direito.
Há uns tempos, estava num momento de recolhimento em Santa Helena, quando entram uma mãe e seus dois filhos, crianças já crescidinhas. Benzeram-se, fizeram um simulacro de genuflexão e os pequenos começaram a bombardear a mãe com perguntas.
- Mãe, quem é aquela "santa" tão grande e tão gira? - perguntou a miúda.
- É a Mãe de Jesus que sofreu muito com a morte de Seu Filho - respondeu a mãe.
- E aquela que está a segurar a torre?- insistiu a pequena.
- É Nossa Senhora a esconder-se do rei Herodes- disse a senhora.
- E aquela que tem um vestido colorido e traz um menino pela mão? - questiona o rapaz.
- É Nossa Senhora quando fugiu para o Egipto com o menino - despeja a mãe com pouca convicção.
- Então agora quem é o "santo" das chaves?
- É São José quando ele, a esposa e o Menino regressaram do Egipto. Traz as chaves que é para abrir a porta da casa em Nazaré - explica a progenitora.
- Então onde está Santa Helena? Se não está cá, por que razão se chama Capela de Santa Helena?
Sem saber o que responder, a mãe atira para lá:
- Bem sei lá eu! O padre deve ter tirado a imagem com medo que lha roubem...

Porque falavam audivelmente, não pude deixar de reparar na conversa. Deixei sair os miúdos que partiram apressadamente em direcção ao Sol, dirigi-me à senhora, apresentei-me e falei sobre a verdade das imagens. Ela agradeceu muito, saiu e chamou os filhos para regressarem ao templo.
- Olhem, meninos, este senhor é o padre daqui. Eu não vos soube dizer a verdade, mas o senhor padre vai explicar-vos, se fizer o favor.
Conversei com os pequenos que simpaticamente escutaram as minhas explicações e formularam algumas perguntas.
Quando o diálogo acabou, a mãe, colocando as mãos sobre os ombros dos filhos, afirmou:
- Obrigado, senhor padre, pela gentileza das explicações. E a vós, meus filhos, peço desculpa pela informação errada que vos transmiti. Também a mãe aprendeu hoje que quando se não sabe, o melhor é assumir a ignorância em vez de dizer disparates.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma de criança...

A Inês tem 11 anos. Hoje participou na Eucaristia com a família.
Já na Sacristia, apareceu a mãe que me disse:
- Sabe o que me disse a Inês no fim da Missa?
....?
- Se fosse assim fácil limpar a loiça da nossa casa como é rápido para o senhor padre limpar o cálice....

Feliz por já não estar desempregado

- Já arranjei emprego! Começo a trabalhar em Setembro - assim me falava aquele amigo que mora numa grande cidade.
Só visto! Um sorriso de orelha a orelha, um ar feliz, um olhar vivo e intenso.
Trabalhara durante 35 anos, mas a Fábrica onde estivera nos últimos tempos fechou. Veio para a rua há um ano com mais uns tantos. Subsídio de desemprego e muitas angústias. Valeu a família que apoiou, incentivou, compreendeu.
Não parou. Bateu à porta dos centros de emprego e de amigos. Magoava-o aquela situação de desempregado. Sempre comera o pão com o suor do rosto e agora dependente do subsídio... Aquilo não era vida. Sentia-se bem a trabalhar, a dar o seu contributo para o progresso da sociedade, a realizar-se profissionalmente. Embora achasse que tendo 50 anos e 35 de de trabalho, o subsídio era mais do que justo, não era isso que o realizava e deixava feliz. Como cidadão, marido e pai de família queria mais... Não se mostrara sequer exigente com o tipo de trabalho, queria trabalhar.
Alguém que ouvira as suas palavras de contentamento, comentou:
- Eu não sei se procederia assim! 35 anos de trabalho é muita coisa... Eu, se fosse a ti, esgotava o direito ao subsídio e depois, lá mais para a frente, procurava emprego...
- Tás doido ou quê!? Que se lixe o subsídio! Eu quero é trabalhar, sentir-me gente, ser livre e não dependente, poder chegar ao fim do mês e sentir o meu ordenado, comer o pão que granjeei com o meu trabalho, poder dizer às filhas que têm que estudar porque o pai também trabalha.... Tu sabes o que isto quer dizer!?
O outro encolheu os ombros.
Fiquei feliz. O amigo encontrou emprego e está contentíssimo.
Fiquei feliz. O amigo tem estofo interior, grandeza moral, respeito por si e lutou pelo seu lugar à mesa da criação.

A Seleção de Futebol que preferiu morrer a entregar o resultado...nos anos quarenta.

Veja aqui.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Stultorum infinitus est numerus (Ecl 1, 15)

"O número dos tolos é infinito", diz o Eclesiastes.
Parece que este pensamento, embora parecendo atrevido, pode assentar bem em tantas situações que por aí vão decorrendo.

1. Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação do 1º governo de Sócrates, lançou há dias um livro da sua autoria, intitulado "A Escola Pública Pode Fazer a Diferença."
Será que a autora escreveu um livro para tentar branquear o crime de quase ter destruído a Educação em Portugal?
Será que aqueles que estiveram no lançamento do referido livro e elevaram aos píncaros a obra de Lurdes Rodrigues se deram ao trabalho de ler a legislação produzida por pela autora?
Bom, mas sobre isto falou belamente Mário Carneiro, conforme pode ler aqui.

2. Estive há dias numa sessão solene onde falou um Secretário de Estado do actual governo.
Meu Deus, acho que um pouquinho de decência não ficaria nada mal a quem governa!
Na apologia que fez ao estado da educação e às "reformas" efectuadas pelos governos do senhor Sócrates, não se coibiu de gracejar com uma greve dos docentes efectuada em tempos por causa das malditas aulas de substituição. Será que o governante sabia do que estava a falar? Ou -lo para enganar papalvos?
Confesso que só por educação e por respeito ao homenageado não levantei a voz nem abandonei a sessão.
O estado da educação em Portugal é calamitoso! Só não vê quem não quer.
Por mais aulas de substituição que engendre, por mais "Magalhães" que distribua, por mais Novas Oportunidades que apregoe, a educação em Portugal está pelas ruas da amargura. E os governos de Sócrates assumem aqui a maior responsabilidade. Inquestionavelmente.

3. A actual Ministra da Educação vem agora falar de uma escolaridade sem retenções.
Também não quero retenções.
Só que o problema do sucesso não se resolve com decretos, mas nas escolas com trabalho de professores e alunos.
E não venham com a história de países nórdicos.
Primeiro, criemos aqui as condições que eles oferecem para os alunos terem sucesso e depois então acabem-se com as retenções.
Assim, como o governo quer, é começar a casa pelo telhado...

Bispo de Beja preocupado com «sobrecarga» de padres da Diocese

Bem prega Frei Tomás:
Olhai para o que ele diz,
Não olheis para o que ele faz.
(Popular)
D. António Vitalino, Bispo de Beja, manifestou-se preocupado com a “sobrecarga” de alguns padres da Diocese, a falta de clero.
Infelizmente, este ano não tivemos ordenações de novos presbíteros, enquanto outros vão atingindo o limite das suas forças. Isto traz-me preocupado, pois vejo que muitos andam cansados e algumas partes da diocese necessitam de mais atenção pastoral”, refere o prelado.
O prelado mostra-se “consciente da sobrecarga de alguns clérigos” e revela estar “em diálogo com outras dioceses e instituições de vida consagrada, no sentido da entre-ajuda missionária”.
Fonte: ecclesia
- A Igreja tem uma Doutrina Social fantástica.
- A Bíblia propõe-nos o Mandamento Novo do Amor como ideal de vida e afirmação da nossa fé.
- A Igreja não cessa de apelar à caridade e à solidariedade como é seu dever.
Mas "entre muros" vivem-se essa solidariedade e caridade?
Como se explica essa deficiente distribuição dos agentes pastorais, mesmo dentro das fronteiras de um país?
Não pensemos que isto diz apenas respeito aos Bispos. Tem a ver com todo o povo de Deus.
Muitas comunidades, agarradas como estão a tradições e comodidades, fazem uma guerra se lhes tiram a Missa ao pé da porta e não se lhes importa que, no mesmo país, haja concelhos onde existe um só padre!
Muitas comunidades ainda não se desclericalizaram. Vivem na dependência do padre como os pintos da galinha... Disponíveis para exercer os vários serviços laicais? Não. Abertos a novas formas de trabalho pastoral onde cada baptizado se sinta um enviado? Não. Mesmo os Diáconos Permanentes não são bem aceites em todo o lado...
Também aos sacerdotes e diáconos se exige hoje esta abertura para a partilha.
Muitas vezes penso para os meus botões: "Os ministros ordenados que fazem vida na diplomacia, se amontoam em Roma e nas principais cidades, não seriam muito mais úteis no terreno?"
Também as ordens religiosas certamente precisam de tomar consciência que o campo de missão não está só para lá do Atlântico...
Que o Senhor da Messe inspire e mova pelo Espírito que renova a Igreja actual. Para que a caridade "comece em casa".

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Talvez o país acorde!