sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Permita-me um acrescento

Somos um povo solidário, que, quando necessário, tira a camisa do corpo para a dar ao próximo; somos um povo de jovens altruístas e, ao contrário do que se ouve dizer, que já não há jovens como antigamente, cada vez mais se veêm jovens defendendo grandes causas (ex. luta contra o aborto); somos um povo alegre, tido lá fora como hospitaleiro, sempre pronto a acolher quem vem.
Isto para dizer que não podemos ver sempre a parte negativa das coisas, porque considero que nós e o nosso país temos muitas coisas boas, só não lhe damos o devido valor.
Natália Gomes

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Afinal o que querem os europeus em geral e os portugueses em particular?

EUROPA
- Uma Europa ciosa da sua liberdade. Entretanto os europeus aceitam com toda a naturalidade as ditaduras do relativismo e do consumismo.
- Uma Europa que tem armas nucleares, alta tecnologia militar e organizações militares para preservar a sua independência e identidade. Entretanto, esta mesma Europa está a ser conquistada aos poucos por emigrantes, sobretudo muçulmanos.
- Uma Europa orgulhosa da sua História. Entretanto esta mesma Europa despreza o seu futuro. Os nascimento estão em decadência desastrosa, o que a obriga a importar mão-de-obra estrangeira para manter o nível de bem-estar.
- Uma Europa com raízes cristãs. Entretanto esta Europa está a voltar em passo largo ao paganismo, dando aos seus deuses um tom mais moderno. Adora hoje o ter, o prazer e o poder diante dos quais se ajoelha servilmente.
- Uma Europa que se expandiu pelo mundo. Hoje os europeus vivem ensimesmados, fechados em si mesmos, indiferentes à pobreza e miséria que existe no seu próprio terreno ( milhões de europeus na miséria) e nos países do 3º mundo. Que percentagem do PIB europeu vai para o desenvolvimento dos países pobres?
- Os europeus foram os primeiros a acabar com a pena de morte e a escravatura. Hoje legalizam a morte de inocentes no ventre materno e a eutanásia. E, além de focos de escravatura laboral aqui e ali, admitem outras escravatura ligadas à exploração sexual, à exploração de mão-de-obra clandestina, ao tráfego de pessoas.

PORTUGAL
- Em muitas localidades, vive-se uma espécie de adolescência ciumenta e invejosa. Se aquele tem, eu também quero ter; se àquele arranjaram emprego, a mim também têm que mo arranjar; o meu filho não é menos do que os outros; eu preciso mais do que aquele...
- A má língua marca a nossa maneira de ser. Falamos de tudo e de todos. Temos um enorme prazer em dizer mal, de criticar nas costas. Gastamos mais tempo e energias a dizer mal do que a contribuir para o bem-estar da sociedade.
- Somos um povo de extremos. Tanto aparentamos um novo-riquismo parolo como somos miserabilistas, pedinchões, pobrezinhos.
- Não queremos o comunismo, mas depois aceitamos práticas comunistas e, mais, exigimo-las. O que se passa actualmente com os Centros Escolares que mais não é do que a sovietização da educação? Queremos sempre que sejam as autarquias e o governo a resolver todos os nossos problemas. Que façam casas, que dêem subsídios, que ajudem as instituições, que reparem edifícios, que arranjem empregos, que paguem o desporto...
- Falta-nos claramente uma visão e uma adesão ao bem-comum. Respeitamos pouco o que é de todos, fugimos aos impostos, participamos mal e pouco na vida cívica, associativa e criativa.
- Temos uma solidariedade platónica. Aderimos a campanhas para ajudar quem está longe, mas desculpamo-nos, criticamos e não nos envolvemos para ajudar a resolver situações difíceis do próximo que está próximo.
- As causas comuns não nos apaixonam nem nos mobilizam. Por nós e pelo nosso grupo, isso batemo-nos. Por assuntos que a todos dizem respeito, ficamos no canto, surdinando que os problemas não se resolvem, que isto vai de mal a pior. A cada notícia que surge nos jornais sobre assaltos, correspondem dezenas de comentários de indignação. Entretanto as pessoas não se mobilizam para uma gigantesca marcha pacífica de protesto a exigir segurança de pessoas e bens.
- Somos o povo do desenrascar. Estamos sempre a ver como furar o esquema para nos safarmos melhor. O povo da "cunha", da pequena burla, do tráfego de influências, do compadrio, da chantagem...
- Há 500/600 anos, fomos um povo ousado, criativo, empreendedor, que demos "novos mundos ao mundo." Hohe somos um povo atávico, parado, sem criatividade nem empreendedorismo. Os outros é que têm de nos arranjar emprego e arranjar soluções para nós. Metemo-nos assim debaixo dos pés dos políticos de quem depois nos queixamos porque são assim ou assado. Se tivéssemos em conta que quanto menos precisarmos deles mais eles precisam de nós...

"Filho, lágrimas não!"

Ontem, na hora marcada para a saída da procissão em direcção ao cemitério, chovia a cântaros, pelo que não pudemos sair e a Eucaristia foi celebrada na Igreja Matriz.
Fiquei triste. A multidão que sempre se junta no cemitério nesta altura, o ambiemte de acolhimento que se respira e a receptividade das pessoas, fazem do cemitério, em 1 de Novembro, uma enorme Igreja Paroquial ao ar livre. Depois, ao escurecer o lampejar das velas e os tons das flores emprestam um certo ar de mistério. O mistério da morte que se abre à luz da vida.
Hoje, após a 1ª Missa na Igreja, fui até à minha terra para estar junto da campa de minha mãe, meus familiares e conterrâneos falecidos. Estava um Sol lindo e pensei cá para os meus botões: "Então ontem à tarde não podíamos ter usufruído de um tempo assim!?" Pois, mas manda quem pode e obedece quem deve...
Este momento junto da campa de minha mãe foi de muita paz. Como sempre. Eu sei que, em Deus, sempre me vê e com ela falo muitas vezes. Está mais perto de mim do que antes. Mas a geografia, os locais e espaços dizem-nos e falam-nos. Naquele tempo de oração, senti que ela louvava e agradecia comigo ao Pai. Mais, tenho a certeza que aquilo que lhe confiei, ela o fará chegar confiadamente ao Trono da Graça.
E depois aquela fotografia da sua campa... Parecia fitar-me com um olhar tão meigo, tão manso, tão pacificado, tão acolhedor!
Foi tão bonito recordar momentos das nossas vidas! E quando uma lágrima teimosa molhou o meu rosto, senti dentro de mim a tua voz maravilhosa a sussurrar-me: "Não, filho! Lágrimas não. Estou em Deus, estou feliz."

Contestação em Alvalade: polícia teve de disparar para o ar

- Carregue no título para ler o texto.

Estamos a tornar-nos uma sociedade violenta. Parece que a violência anda à flor da pele. Basta ver os jornais diários. São roubos, assaltos, esperas, ofensas corporais, ofensas à dignidade, trabalhadores-escravos, grandes que se banqueteiam com pratos de corrupção ... Enfim, uma sociedade sem valores, sem respeito qualquer pela vida e pela dignidade dos outros.

O futebol, caixa de ressonância dos problemas sociais que a exacerbação das paixões amplia, é um belo exemplo de violência gratuita e deprimente. E nenhum clube pode "lavar as mãos".

Que os simpatizantes manifestem o seu agrado ou desagrado pela maneira como o seu clube se comporta desportivamente, é normal. Que cheguem a estes extremos de violência selvagem, já nada justifica.

Que o bom senso regresse. Que o desporto seja uma sã competição. Nunca uma guerra civil.

Veja esta aula...

Ai, professor, professor! A tua sorte é que não és português! Se fosses, terias logo na escola o pai do aluno a fazer uma participação junto do administrador, a mãe do aluno à porta, preparada para te dar umas bofetadas, o avô e a avó do aluno a arregimentar uma multidão para protestar, os irmãos do aluno, juntamente com uns amigalhaços, a tratar da saúde ao teu carro...

Ah! E a Maria de Lurdes Rodrigues a "abençoar" esta gesta familiar! Ups! Esqueci-me que esta senhora foi corrida do governo pelo excelente trabalho de barbarizar a educação neste país...

domingo, 1 de novembro de 2009

Creio na Comunhão dos Santos e na Vida Eterna

A Igreja Católica é una. É o que rezamos no Credo.
Entretanto, os membros da Igreja não estão todos aqui, entre nós, mas em situações diversas, como diz o Concílio Vaticano II. Alguns "peregrinam sobre a terra, outros, passada esta vida, são purificados, outros, finalmente, são glorificados" (Lumen Gentium, 49).

Entre a terra e o Céu não é raro acontecer, no itinerário da pessoa fiel, um estágio intermediário de purificação. Segundo nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, por aí passam "os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão perfeitamente purificados".Por isso "passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu" (nº 1030).
As almas do Purgatório têm a certeza de haver conquistado o Céu, mesmo que sua entrada seja antecedida pela purificação por causa de seus resíduos de pecado.

A Igreja triunfante do céu, a Igreja militante da terra e a Igreja sofredora do purgatório, paciente, nada mais são que uma só e a mesma Igreja Católica; a caridade, mais forte que a morte as uniu do céu à terra, e da terra ao purgatório. São como três partes duma só e mesma procissão de santos, procissão que avança da terra ao céu. As almas do purgatório participarão daquela procissão um dia. Sim, porque ainda não tem, bem brancas, as vestimentas de festa, a roupa nupcial ainda guarda nódoas, aquelas nódoas que precisam de purificação.

É nesta comunhão dos santos em Cristo que se compreende o feliz pensamento de Santo Agostinho:
«Uma flor, pelos nossos mortos, murcha;
uma lágrima, pelos nossos mortos, seca;
a oração pelos nossos mortos, Deus recebe-a em Suas mãos!».



A VIDA DEPOIS DA VIDA

Luta contra a pobreza e exclusão social será aposta da União Europeia em 2010

sábado, 31 de outubro de 2009

Parabéns, Sporting de Braga!

Sporting de Braga segue, isolado, à frente do campeonato, após vencer o Benfica por 2-0.
Os minhotos, aliás, já haviam batido o Porto e o Sporting.
O meu Porto está agora a 2 pontos do Benfica e 5 do Braga.
Claro que ainda falta muito campeonato. Apenas 1/3 está jogado. Mas os bracarenses estão a demonstrar até ao momento que não são tudo as enormes fortunas despendidas com a aquisição de passes de jogadores. Um bom treinador, muito trabalho e organização são muito importantes.
Fico feliz pelo Domingos Paciência, treinador do Braga e um "filho do Dragão". Talvez um dia o veja sentado no banco como treinador do meu FCP.
O Benfica, que vinha de goleadas sobre goleadas, aterrou hoje em Braga. Afinal não são invencíveis como se poderia concluir da leitura de alguns jornais e da euforia endeusante dos adeptos encarnados. Este "balde de água fria" talvez ajude a descer à terra.
Quer dizer que agora o Benfica não vale nada? Nada disso. Na minha modesta opinião, continua a ser o mais forte candidato ao título. Pela categoria dos seus jogadores - e ainda hoje li declarações em que o presidente encarnado promete reforços "na reabertura do mercado"-, pelo treinador que tem, pela força incontestável dos seus adeptos.
Mas hoje quero acima de tudo dar os parabéns ao Braga.

Euromilhões

O sorteio do Euromilhões realiza-se em Portugal há cinco anos. França, Reino Unido, Irlanda, Espanha, Bélgica, Suíça, Luxemburgo e Austria são os outros países europeus participantes no sorteio.

ESCRAVATURA

A escravatura é assunto sério. Serve, por exemplo, para que o Ocidente se fustigue pelos crimes dos seus antepassados.
Ou então, em versão moderna, para denunciar o ‘tráfico de mulheres’ e defender a imperiosa necessidade de liberalizar a prostituição, como se a medida fosse o fim do problema. Infelizmente, não é. Primeiro, porque a grande escravatura continua a ser a clássica: em África ou na Ásia existem hoje mais escravos braçais do que em qualquer outro período da história humana. E, segundo, porque Portugal não escapa ao fenómeno: os nove portugueses escravizados, famintos e acorrentados em Espanha são apenas uma amostra do que se passa a duas horas de Lisboa. E que Lisboa faz de conta que não vê. Os nossos progressistas adoram as ‘causas fracturantes’. Mas nove seres humanos tratados como animais não têm o mesmo charme.
João Pereira Coutinho, in Correio da Manhã

Critérios de Jesus, critérios do Mundo

• Jesus diz: “felizes os pobres em espírito”.
o mundo diz: “felizes vós os que tendes dinheiro – muito dinheiro – e sabeis usá-lo para comprar influências, comodidade, poder, segurança, bem-estar, pois é o dinheiro que faz andar o mundo e nos torna mais poderosos, mais livres e mais felizes”. Quem é, realmente, feliz?

• Jesus diz: “felizes os mansos”.
O mundo diz: “felizes vós os que respondeis na mesma moeda quando vos provocam, que respondeis à violência com uma violência ainda maior, pois só a linguagem da força é eficaz para lidar com a violência e a injustiça”. Quem tem razão?

• Jesus diz: “felizes os que choram”.
O mundo diz: “felizes vós os que não tendes motivos para chorar, porque a vossa vida é sempre uma festa, porque vos moveis nas altas esferas da sociedade e tendes tudo para serdes felizes: casa com piscina, carro com telefone e ar condicionado, amigos poderosos, uma conta bancária interessante e um bom emprego arranjado pelo vosso amigo ministro”. Onde está a verdadeira felicidade?

• Jesus diz: “felizes os que têm ânsia de cumprir a vontade de Deus”.
O mundo diz: “felizes vós os que não dependeis de preconceitos ultrapassados e não acreditais num deus que vos diz o que deveis e não deveis fazer, porque assim sois mais livres”. Onde está a verdadeira liberdade, que enche de felicidade o coração?

• Jesus diz: “felizes os que tratam os outros com misericórdia”.
O mundo diz: “felizes vós quando desempenhais o vosso papel sem vos deixardes comover pela miséria e pelo sofrimento dos outros, pois quem se comove e tem misericórdia acabará por nunca ser eficaz neste mundo tão competitivo”. Qual é o verdadeiro fundamento de uma sociedade mais justa e mais fraterna?

• Jesus diz: “felizes os sinceros de coração”.
O mundo diz: “felizes vós quando sabeis mentir e fingir para levar a água ao vosso moinho, pois a verdade e a sinceridade destroem muitas carreiras e esperanças de sucesso”. Onde está a verdade?

• Jesus diz: “felizes os que procuram construir a paz entre os homens”.
O mundo diz: “felizes vós os que não tendes medo da guerra, da competição, que sois duros e insensíveis, que não tendes medo de lutar contra os outros e sois capazes de os vencer, pois só assim podereis ser homens e mulheres de sucesso”. O que é que torna o mundo melhor: a paz ou a guerra?

• Jesus diz: “felizes os que são perseguidos por cumprirem a vontade de Deus”.
O mundo diz: “felizes vós os que já entendestes como é mais seguro e mais fácil fazer o jogo dos poderosos e estar sempre de acordo com eles, pois só assim podeis subir na vida e ter êxito na vossa carreira”. O que é que nos eleva à vida plena?
http://www.ecclesia.pt/cgi-bin/comentario.pl?id=400

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A propósito de um comentário...

Recebi a seguinte mensagem anónima que, embora na minha opinião, perca imenso por ser anónima, a coloco aqui porque possibilita a todos nós - autor do blog e visitantes - reflexão, análise, salutar debate. Diz assim:

"Muito bem ! São sempre louvaveis estes esclarecimentos, mas "O POVO QUER" ser esclarecido sobre muitos outros temas tratados neste maravilhoso blogger, pois não basta lança-los para debate e depois não opinarmos sobre eles. Não será esta uma forma de "ANONIMATO" disfarçado !?
Algumas questões. O que pensa da Maçonaria e do OPUS DEI ?(temas tratados neste blogger)
O que pensa da formação teológica que a Igreja oferece aos seus Padres em comparação com outras obras como o OPUS DEI ?
O que pensa do "tráfico de influências " que existe entre Igreja, Maçonaria e Estado ?
Serão estes temas tabu para a Igreja e seus Padres?!" O POVO QUER" também ser esclarecido sobre estes temas, e não tenho dúvidas de que o será, pois este magnifico blogger não trata só temas sensacionalistas "

1. Friso mais uma vez. Este blog é pessoal. Só compromete o cidadão, seu autor. A ele cabe, naturalmente, decidir a temática a colocar. E disto não prescindo.

2. Fala-se na parte final do texto de "temas sensacionalistas". Não vejo onde esteja o sensacionalismo. Foi o Papa Paulo VI que nos disse que o cristão deve ter "a Bíblia numa mão e o jornal na outra", para que a Palavra de Deus ilume a vida dos homens.
Procuro, isso sim, trazer para aqui alguns acontecimentos humanos para sobre eles podermos lançar a luz do Evangelho e os possamos analisar com critérios cristãos. Só me cabe a mim fazer isso? De modo nenhum o quero, caso contrário teria desactivado os comentários.

3. Fala o comentário duas vezes em Padres. A propósito da formação teológica e a de temas tabu. Pois, olhem, eu estou muito, mas muito mais preocupado com a formação dos leigos.
- Leigos, Padres e Religiosos são Igreja. Os leigos também são Igreja!!!
- Segundo a doutrina conciliar, cabe sobretudo aos leigos, dada a sua secularidade, serem arautos e testemunhos de Cristo no meio do mundo onde vivem, trabalham, se divertem...
- O Bispo D. Carlos Azevedo dizia há tempos claramente que o maior problema da Igreja em Portugal era o analfabetismo religioso.
- A família, igreja doméstica, é formada por leigos. E estou perfeitamente convencido disto: sem uma evangelização profunda da família não vamos longe.

4. Sobre a Maçonaria revejo-me no texto do Dr. Carlos Simão. Por isso o trouxe para aqui.
A propósito de Opus Dei, respeito enquanto tem a aprovação da Igreja. Mas não me coíbo de dizer que não tenho simpatias pela Opus Dei.

5. Quanto à formação teológica, a Igreja oferece muitas possibilidades, já nem sequer falando nas deste Ano Sacerdotal. Quanto à formação desta ou daquela organização da Igreja, não me pronuncio porque não estou dentro. Sei, contudo, que os Seminários procuram seguir as orientação da Santa Sé.

6. Quanto àquilo a que chama de "tráfico de influências " que existe entre Igreja, Maçonaria e Estado, confesso que não o vejo nem o sinto. Sei perfeitamente que não vejo tudo nem estou por dentro de tudo.

Que nada nos afaste da centralidade do Evangelho, da Palavra salvadora, da Pessoa de Jesus Cristo. Nunca troquemos o acidental pelo acessório.

SUGESTÃO

Se quer:
- colocar dúvidas relativas à fé, à vida paroquial, à igreja...
- apresentar a sua experiência, a sua reflexão no âmbito paroquial ou eclesia...
- ler e visionar vídeos sobre temática cristã ou paroquial...

Então veja o blog da Paróquia de Tarouca: http://paroquiadetarouca.blogspot.com/

O Asas da Montanha é deste humilde cidadão. E a mais ninguém comprome.

O povo quer...

Há uns tempos, quando uma pessoa ou um pequeno grupo queria forçar uma decisão que lhe fosse favorável, lá vinha sempre o argumento:
- O povo quer isto ou aquilo, desta maneira ou daquela.
Normalmente o povo nem queria nada daquilo, tantas vezes nem sabia o que se passava... Mas para aquela pessoa ou aquele pequeno grupo este era um argumento todo-poderoso: "O povo quer..."
Conheci uma pessoa, na altura com responsabilidades, que, quando lhe vinham com o argumento "do povo quer", costumava responder:
- Apresente a procuração do povo para o representar.
Ou então:
- Traga cá o povo, vamos lá ouvi-lo...
A pessoa ou pequeno grupo pressionante ora encolhia os ombros, ora começava com um tipo de argumentação que se espalhava pelo caminho do insulto.

Hoje, mormente a nível da internet, "o povo quer" é substituido pela máscara do anonimato, real ou fictício.
As pessoas são muito corajosas, muito fortes, muitos destemidas desde que possam usar a máscara do anonimato.
Assumir? Assumir-se? Está quieto!
Um amigo dizia-me há meses:
- Dizem que o Santo António fez um sermão aos peixes. Ao menos sabia para quem falava. Responder a anónimos é muito pior. É falar a pedras.
Garret tinha razão quando afirmava:
- "Vamos a ser nós mesmos!..."
Deitemos fora as máscaras e demos a cara pelas nossas ideias, pelas nossa críticas, pelas nossas sugestões.
Chega de palavras sem rosto!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

"Não há nenhuma razão para alarme"

Vão e não voltem

Maria de Lurdes Rodrigues e seus secretários de Estado, Valter Lemos e Jorge Pedreira ladeiam o "chefe" que lhes estará a dizer entre dentes: " Fizestes-me perder a maioria absoluta. Tereis o devido castigo..."
De facto, Lurdes Rodrigues e Pedreira abandonam o governo. Valter é recambiado para outra secretaria de Estado.
Por mim, lhes digo: "Vão e não voltem. Nunca mais."
4 anos e meio calamitosos para a educação. A História vos julgará.

A euforia da Luz


Afinal que valor damos à vida humana?

As notícias chegam diariamente. Dezenas de mortos. Afeganistão, Paquistão, Iraque... Só? Há países que não estão debaixo de mira da comunicação social.
Matar é um crime hediondo. Matar em nome de Deus, é matar o próprio Deus. Homens e mulheres bomba continuam a fazer-se explodir matando centenas. Em nome de Deus! Ou quando invocar Deus convém a certas situações políticas. Execrável!
O fundamentalismo, - seja ele muçulmano, católico, hindu, republicano, laico, racionalista, ateu - é sempre detestável. Contra o homem.

Mas estas situações passadas lá fora não podem distrair-nos de atentados contra a vida que acontecem entre nós. Todos os dias a comunicação social nos informa de roubos, ameaças, sequestros, violências e mortes que acontecem em Portugal. E o que mais me preocupa é que estes graves casos não são prioridade para quem nos governa.
Combater a crise? Óptimo. Modernizar a economia? Claro. Reduzir as desigualdades na sociedade? Indispensável.
E combater a insegurança?
Sem segurança não haverá combate à crise, nem modernização nem redução das desigualdades.
Inseguros, os portugueses não arriscam, não se expõem, não são solidários.
A insegurança leva à vida em concha, ao proteccionismo, ao individualismo.
A insegurança é inimiga do progresso.
Chegaremos lá com as actuais leis? Penso que não.
Chegaremos lá com o actual Ministro da Administração Interna? Pessoalmente não acredito.

Mas é preciso que cheguemos lá!!!