sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Conselho de Arciprestes

Foi hoje de manhã. Os arciprestes reuniram com o senhor Bispo.
Como sempre, é muito bom estar com colegas, rezar com eles, partilhar com eles, rir com eles, construir com elas a esperança.
O senhor Bispo não corta a palavra a ninguém, deixa que cada um se exprima, que traga para o encontro problemas, desafios, etapas, projectos do seu arciprestado.
Em tempo de crise, que resposta tem a Igreja que dar? Foi aqui que se situou a reflexão inicial do Prelado e a intervenção do colega responsável pela acção sócio-caritativa na diocese.
Falou-se do Plano Pastoral, em Janeiro e Fevereiro muito centrado na família. Apresentaram-se materiais de apoio às comunidades e os arciprestes testemunharam o modo como os seus espaços estão a viver o Ano Paulino.
Abordaram-se outros temas e fixaram-se datas importantes para a caminhada desta Igreja Local.
Depois de uma refeição fraterna, cada sacerdote partiu para o seu trabalho que a vida não está fácil.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A esperança não decepciona (Rm 5,5).

Salmo 24(25)
Prece de perdão e confiança

1 Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma, †
2 em vós confio: que eu não seja envergonhado*
nem triunfem sobre mim os inimigos!
–3 Não se envergonha quem em vós põe a esperança, *
mas sim, quem nega por um nada a sua fé.

–4 Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, *
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
=5 Vossa verdade me oriente e me conduza, †
porque sois o Deus da minha salvação; *
em vós espero, ó Senhor, todos os dias! –

–6 Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura *
e a vossa compaixão que são eternas!
–7 Não recordeis os meus pecados quando jovem, *
nem vos lembreis de minhas faltas e delitos!
– De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia *
e sois bondade sem limites, ó Senhor!

–8 O Senhor é piedade e retidão, *
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
–9 Ele dirige os humildes na justiça, *
e aos pobres ele ensina o seu caminho.

–10 Verdade e amor são os caminhos do Senhor *
para quem guarda sua Aliança e seus preceitos.
–11 Ó Senhor, por vosso nome e vossa honra, *
perdoai os meus pecados que são tantos!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
(Hora Nona)

"...há sempre lugar para tomar um café com um amigo"

Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe.

A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que 'sim'.
O professor tomou então uma caixa de fósforos e a vazou dentro do frasco de maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que 'Sim'.
Logo, o professor pegou uma caixa de areia e a vazou dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio.
Os alunos responderam-lhe com um 'Sim' retumbante.
O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia.

Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou:
'Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdessemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia.

Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc.

A areia é tudo o resto, as pequenas coisas.

Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe.

O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes.

Prestem atenção às coisas que realmente importam. Estabeleçam as vossas prioridades, e o resto é só areia.'
Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: Então e o que representa o café?
O professor sorriu e disse: 'Ainda bem que perguntas! Isso é só para vos mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar para tomar um café com um amigo'.
(Enviado por email)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"O golo é em fora-de-jogo"

"O golo é em fora-de-jogo. Alcançámos uma vitória com um golo irregular."
Sabem quem disse isto? Exactamente. Paulo Bento, em declarações proferidas na sequência do jogo que o Sporting disputou com o Rio Ave para a Taça da Liga. Os leões venceram por 1-0.

Tenho apreço por este jovem treinador. Hoje demonstrou uma categoria humana e um espírito desportivo de enaltecer.
Já vimos que Paulo Bento reclama muitas vezes contra as arbitragens; mas vimo-lo igualmente a reconhecer a justiça da vitória de algumas equipas que venceram a sua. Hoje reconheceu claramente que foi favorecido pela arbitragem.
Que outro treinador faz isto???

Parabéns, Paulo bento! Oxalá simbolizes a mentalidade dos novos treinadores de futebol, com outra nobreza de espírito, outra dignidade, outro desportivismo.

Só na multidão

Dois irmãos. Ela constituiu família e é já avó de vários netos. Ele ficou solteiro por opção de vida.
Desde novo se habituara a cuidar de si, a ser independente, até nas tarefas domésticas. E olhem que no seu tempo de jovem não era nada fácil, muito menos no interior. Um homem solteirão era olhado de soslaio, com desconfiança, atirado para o fim da escala da graduação social. Um homem a lavar os pratos, a varrer a casa!?? Isso eram tarefas para mulheres e se ele as fazia era porque...
Mas as pessoas habituaram-se, nada de nada lhe havia a apontar. Homem sério, não de muitas conversas, atencioso, disponível e, na hora da brincadeira, bastante divertido. Sobretudo transmitia a ideia de ser uma pessoa de bem consigo mesma. Solitário, mas solidário; sozinho, mas em paz com tudo e com todos.
A irmã tinha marido, filhos, netos. Até "estava bem de vida", conforme sói dizer-se por estes lados. À primeira vista, dava a ideia de uma família ideal, onde todos gostavam de todos e todos se interessavam por todos.
Mas quem a conhecia bem apercebia-se facilmente de uma nuvem no fundo do olhar que parecia esconder alguma tempestade interior. A um acolhimento franco a que um largo e belo sorriso emprestava afabilidade, seguiam-se momentos de ausência, de distância, como que afastando intrusos.
A pessoas mais íntimas, costumava dizer que se sentia muitas vezes só no meio daqueles que mais amava. Sentia-se amada, querida, mas experimentava concomitantemente uma necessidade irreprimível de estar só, de solidão. E então experimentava-se mais solidária do que nunca.
O ser humano ... Quem o entende??

Embrulho um cobertor nos pés

No fim da Eucaristia é o habitual. Esperam por mim cá fora. Cunprimentamo-nos, falamos, partilhamos, brincamos. E descemos depois juntos até que os ramais da vida nos separem.
- Então, Nadita, tem frio?
Ela anda pelos oitenta. Vive sozinha. Houve tempos em que não apreciava as minhas brincadeiras, mas agora é diferente. Pode ser sempre diferente quando somos capazes de ver para além das aparências ou quando tiramos dos nossos olhos as talas dos preconceitos...
Está um frio intenso que o nevoeiro torna mais esmagante.
- Nandita, toca para a lareira!
- Não tenho - respondeu-me.
- Ah! Mas tem o aquecedor a gás ou a electricidade... - acrescentou uma das companheiras.
- Não. A corrente não aguenta o aquecedor. E a gás não tenho.
- Ah!??
- Embrulho um cobertor nos pés e lá passo.
Não me saem estas palavras da alma. Uma pessoa com oitenta anos e não tem com que se aquecer? Só um cobertor? Pode lá ser!! A família, a Câmara, a sociedade... Algo tem que ser feito. Não vou calar esta situação.

O Cardeal Patriarca de Lisboa adverte as jovens portuguesas para o "monte de sarilhos" de se casarem com muçulmanos.


"O cardeal entendeu exprimir-se dessa maneira. É uma opção que poderá ter alguns custos na relação mas as palavras poderão ser também a verdade da relação", comentou o jornalista Manuel Villas-Boas, especialista em assuntos religiosos.

Falando na tertúlia "125 minutos com Fátima Campos Ferreira", que decorreu no Casino da Figueira da Foz, D. José Policarpo deixou um conselho às jovens portuguesas quanto a eventuais relações amorosas com muçulmanos, afirmando: "Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam."

Questionado sobre se não estava a ser intolerante perante a questão do casamento das jovens com muçulmanos, D. José Policarpo disse que não.
"Se eu sei que uma jovem europeia de formação cristã, a primeira vez que vai para o país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas, imagine-se lá", ripostou D. José Policarpo à jornalista e anfitriã da tertúlia, manifestando conhecer "casos dramáticos" que, no entanto, não especificou.

Na sua intervenção, o Cardeal Patriarca de Lisboa considerou "muito difícil" o diálogo com os muçulmanos em Portugal, observando que o diálogo serve para a comunidade muçulmana demarcar os seus espaços num país maioritariamente católico.
"Só é possível dialogar com quem quer dialogar, por exemplo com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil", disse D. José Policarpo durante a tertúlia. http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/f16392a1f098f5901fbfea.html

Já estou a ouvir os zeladores do secularismo e os que fazem do anti-catolicismo o seu modo de respirar a deitar lume pelos olhos. Que tal e que coisa, que o cardeal é fundamentalista, anti-diálogo inter-religioso, fomentador da divisão... Como se fosse possível o diálogo sem verdade, como se dialogar fosse apenas cedência, passar um pano sobre a realidade. O senhor Patriarca não foi politicamente correcto, mas disse claramente a verdade e isso é maravilhoso. Só dialoga quem é capaz de convicções. Parabéns, senhor Patriarca!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Espanha promove a imagem dos professores

Adicionar imagem
Poiiisssss éeeee......

Espanha promove a imagem dos professores. Uma forma de olhar correctamente a Educação, valorizar a imagemdos professores e, consequentemente da Escola Pública.

Somos únicos carago, somos os maiores!...


SER PORTUGUÊS É:

Levar arroz de frango para a praia.

Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

Lavar o carro na rua, ao domingo.

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).

Passar o domingo no shopping.

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

Ter bigode.

Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.

Exigir que lhe chamem 'Doutor'.

Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.

Já ter 'ido à bruxa'.

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

Ter três telemóveis.

Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

Viva Portugal, carago...

(Enviado por email)

AS FAMÍLIAS À DESCOBERTA DE SÃO PAULO

No Plano Pastoral da Paróquia, estabelece-se que em Janeiro/Fevereiro as famílias serão convidadas para uma experiência com São Paulo, já que estamos em Ano Paulino.
Ora como em 25 de Janeiro se celebra a Festa da Conversão de São Paulo, vamos aproveitar a semana de 18 a 25 de Janeiro para realizar essa experiência familiar.
Acabo de imprimir os dois guiões para as duas reuniões familiares a realizar na semana acima referida. No primeiro, a família encontra-se com São Paulo: a sua vida, o seu percurso apostólico, a sua paixão por Cristo, as suas ideias-chave... No segundo, a família é convidada para uma experiência de oração com São Paulo.
Nas Eucaristias do próximo fim-de-semana, além da motivação que farei o melhor que puder, serão distribuídos os tais guiões às famílias.
Cada família escolherá os dois dias da semana que lhe convém e poderá juntar-se a outras famílias para o efeito - o que seria óptimo.
Em consonância com esta experiência paulina, daremos especial realce às Eucaristias dos dias 24 e 25 de Janeiro, aliás em sintonia a Conferência Episcopal Portuguesa, que determinou a realização, em Fátima, de “uma grande celebração nacional”.
Além disto, são disponibilizados materiais que pretendem ser um contributo para que as comunidades paroquiais se possam associar ao episcopado português, reunido em Fátima para celebrar a festa da Conversão de São Paulo. (http://www.fatima.pt/files/12736_LivroHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH_496b0da005ff2.pdf)
Louvo a CEP por esta iniciativa, pois possibilita a sintonia de toda a Igreja que está em Portugal.
Por cá, vamos utilizar esses materiais, adaptando-os à caminhada da comunidade e às especificidades das várias Eucaristias, trabalho que já fiz.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Liturgia das Horas on-line


A Liturgia das Horas (também chamada Ofício Divino) é a oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica.
A palavra ofício vem do latim "opus" que significa "obra". É o momento de parar em meio a toda a agitação da vida e recordar que a Obra é de Deus.
Consiste basicamente na
oração quotidiana em diversos momentos do dia, através de Salmos e cânticos, da leitura de passagens bíblicas e da elevação de preces a Deus. Com essa oração, a Igreja procura cumprir o mandato que recebeu de Cristo, de orar incessantemente, louvando a Deus e pedindo-Lhe por si e por todos os homens.

Às Laudes e as Vésperas, como partes fundamentais de todo o Oficio, foi dada pelo concílio a máxima importância, já que são, por sua própria índole a verdadeira oração da manhã e da tarde. O Ofício das leituras, embora conserve sua característica de oração nocturna para aqueles que celebram as vigílias, pode adaptar-se a qualquer hora do dia. No que concerne às demais Horas – Oração das Nove, Oração das Doze e Oração das Quinze Horas, englobadas as três sob o título geral de Hora Intermédia - aqueles que escolhem uma só delas pode adaptá-la ao momento do dia em que a celebra e não omita parte alguma do Saltério que é todo distribuído pelas diversas semanas.

QUE TAL, CARO VISITANTE, SENTAR-SE EM FRENTE DO COMPUTADOR, abrir o site acima indicado e rezar Laudes, Vésperas ou Completas? E seria maravilhoso se, pelo menos uma vez por semana, tirasse fotocópias e rezasse com a sua família uma destas. Claro que, se assim o achar, pode também convidar os familiares para a Hora intermédia ou o Ofício de leitura...

Este site é facílimo de utilizar como pode comprovar. Existe também um do Secretariado Nacional de Liturgia, mas muito mais difícil de usar por quem tem menos familiaridade com estas coisas. Afinal também nisto os portugueses só complicam...

CR7

Cristiano Ronaldo acaba de ser eleito o melhor jogador do mundo.
Antes de mais, parabéns, Cristiano Ronaldo!

Como futebolista, não há dúvida que é um jogador fantástico. A sua última época foi notável e ajudou o seu clube, o Manchester United, a ganhar tudo o que havia para ganhar.
Como português que sou, naturalmente sinto orgulho em ver reconhecido mundialmente o mérito, o valor, o trabalho deste concidadão. Num país tão deprimido pela crise e pelas crises, sabe bem a vitória deste nosso atleta. É bálsamo nas nossas feridas patrióticas.

"Cada pergunta servia para Sócrates ripostar enaltecendo os atributos da sua governação, como se de campanha eleitoral se tratasse..."

Depois da entrevista de Sócrates à SIC, procurei ler e ouvir comentários de pessoas que me pudessem fornecer chaves de leitura e ressituassem o que disse o primeiro-ministro no contexto da verdade histórica.
Confesso alguma desilusão com o que ouvi e li. O nosso jornalismo e os comentadores de serviço são geralmente pouco críticos em relação a este governo. Mesmo o actual Marcelo Rebelo de Sousa. Mas encontrei hoje um comentário que me satisfez pela objectividade, pela clareza da posição, pelo desassombro com que pôs o dedo na ferida.
Quero partilhar com os meus amigos esse longo texto. Vale a pena.

# Berluzconilingus
http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2009/01/10/A-gravata-vermelha.aspx#comments

domingo, 11 de janeiro de 2009

Coerência, pede-se a todos nós.

Movimentos pro-Vida reuniram, em poucos meses, cerca de 4500 assinaturas a favor da revisão/suspensão/revogação da Lei do Aborto. Esta petição vai dar entrada no Parlamento na próxima Quarta-feira, 14 de Janeiro, pelas 11h30.

Fantástico, irmãos! Estou convosco de alma e coração. Totalmente. Por absoluta convicção.

A vida humana é sagrada desde a concepção até à morte natural. Pode a Igreja até ficar sozinha a defender o valor da vida. Mas que interessa? A Igreja está no campo certo.E se é perseguida por tal, que feliz ela é!

Mas a vida humana é sagrada:
- no seio materno,
- no decurso da vida,
- no fim da vida.

Ora vejo muita gente - e ainda bem, felizmente - a defender a vida no seio materno e no fim da vida. Isto é, a bater-se contra o aborto e a eutanásia. Óptimo.

Mas onde está o mesmo entusiasmo na defesa da vida durante o seu percurso natural? Onde está a luta contra a pobreza que atinge, só em Portugal, dois milhões de pessoas? Onde está a luta contra a pena de morte?

Coerência, pede-se a todos nós. Não defendamos só uma parte da linha da vida, mas a linha TODA!
Mais, quanto maior for a qualidade humana da vida entre o nascimento e a morte, menos abortos teremos, mais gente possivelmente quererá morrer naturalmente.

Os Padres também vão ser avaliados???

Ontem, ao dar uma vista de olhos por vários blogues, encontrei este post: "
Os padres também vão ser avaliados…" - http://sepadume.blogspot.com/

Achei piada à ideia.
Será que a Igreja está assim tão sintonizada com o governo de Sócrates que até quer imitar a maior aberração deste executivo, que é o actual modelo de avaliação dos docentes? Bem, que publicamente a hierarquia nunca se delimitou suficientemente deste governo, é um facto conhecido... Mas imitar o actual modelo de avaliação dos professores, seria um absurdo.

Mas que critérios presidiriam à avaliação dos padres? Quem os avaliaria? E já agora, quem avaliaria os Bispos? Iríamos ter padres e padres titulares? Em que consistiria a progressão na carreira? Será que os titulares ascenderiam a arciprestes, professores do seminário, párocos das melhores paróquias, secretários diocesanos dos movimentos, responsáveis pelos serviços centrais? Quem ascenderia ao topo da carreira? O mesmo é perguntar, quem seria o vigário-geral e o pró-vigário-geral?

Quais os critérios de avaliação? Melhor administração dos bens paroquiais? Melhor contribuição económica para a cúria? Mais obras realizadas na paróquia? Criação de lares?...
Será que também iríamos ter Missas assistidas, reuniões assistidas, oração assistida? Visitas aos doentes e às famílias assistidas?
Que peso teriam na avaliação do padre a participação em retiros, acções de actualização e idas à Sé? E já agora, que peso na avaliação teriam o tempo que o padre passa em casa e o tempo que gasta no café e no contacto com as pessoas?

O povo de Deus seria chamado a avaliar o seu padre e o seu bispo? De quanto em quanto tempo teria lugar a avaliação? E os padres que não obtivessem suficiente, o que lhes aconteceria? Seriam destituídos? Seriam obrigados a voltar a frequentar o curso teológico? E aqueles que denotassem "fragilidades" em administração económica e em orientação de obras, teriam que frequentar economia e arquitectura?

Eu não acredito que a Igreja perca tempo com estas bizarrices. Só pode mesmo ser uma brincadeira, e já agora, de mau gosto.
Então quer dizer que tenho medo da avaliação? De modo nenhum. Tenho medo que a Igreja, à semelhança dos bizantinos, se entretenha a discutir " a cor dos olhos de Nossa Senhora, o sexo dos Anjos e o que acontece à mosca que caiu na água benta: contaminou a água benta ou foi ela que ficou contaminada?" Isto enquanto os turcos estavam às portas do império...
Ou crescemos unidos na oração e no anúncio, ou, voltados para questiúnculas internas, somos engolidos pelos "turcos modernos"...

É preciso ir e estar!

Um dia, um Bispo conversava com um grupo de sacerdotes. A determinada altura, o Prelado confessa que nesse ano havia realizado quarenta visitas pastorais, sem contar as vezes em que se deslocou a várias zonas da diocese para administrar o Crisma, presidir a diversas celebrações, etc.
Um dos padres presentes, pergunta respeitosamente ao Bispo:
-E com quantas pessoas se encontrou?
- Muitas. Reúno sempre com os catequistas, os grupos e movimentos, visito os doentes...
- Está certo, senhor Bispo. Mas quantas pessoas ouviu? De quantas sabe o nome?
- Ah! Aí, bem vê, o tempo não dá para tudo...
- Já percebi, senhor Bispo, já percebi!

As duas vezes em que o coração dói mais...

Na sacristia, antes da Eucaristia, um grupinho de pessoas conversava. Às tantas, o sr. Diácono sai-se com esta: "Há duas fases na vida em que o coração dói mais. Na juventude e na velhice."
Olhei para as acólitas e comentei que a Natureza tudo fizera admiravelmente, pois se na mocidade são elas quem mais sofre, na velhice são os homens os mais achacados a problemas cardíacos.
Realmente na adolescência, elas sofrem demais. Os seus corações apaixonados deixam-nas ora nos céus ora nos abismos. São ais e mais ais, suspiros fundos, ânsias incontroladas, sonhos cor-de-rosa, ilusões e desilusões.
Na idade adulta, eles sofrem. Sendo as doenças cardíacas a 1ª causa de morte em Portugal, os homens são os mais atingidos.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Afinal, onde poderá estar a solução?

- O abismo entre ricos e pobres é cada vez mais fundo no mundo e nos países. Mais de 2, 5 mil milhões de pessoas têm de viver com menos de dois dólares por dia, mas há mil milhões em pobreza extrema, pois têm de sobreviver (?) com menos de um dólar.
Mais de metade da riqueza mundial está nas mãos de dois por cento da Humanidade.

- Parece que Marx tinha razão quanto à sua tese da acumulação e concentração progressivas do capital. De facto, de ano para ano sobe o número dos super-ricos. E a crise financeira internacional veio mostrar a força com que "já hoje o capital anónimo determina o nosso destino". Os bancos e os fundos com as suas especulações deitaram a perder milhares de milhões. Mas, agora, depois de tanto se ter propagandeado a necessidade de o Estado se não intrometer no mercado, "tem de ser o contribuinte a responder pelas perdas especulativas". "Os lucros são privatizados e as perdas, socializadas."

- É necessário distinguir entre um capitalismo sem limites e uma economia social de mercado. Um "capitalismo primitivo" é injusto, contra a pessoa, e, por isso, não aceitável. Mas um capitalismo enquadrado politicamente, no sentido de uma economia social de mercado, foi "o único caminho correcto, e este caminho continua hoje sem alternativa razoável".
Anselmo Borges, in Diário de Notícias