Li há tempos esta bela história de amor, narrada por uma mãe com capacidade extraordinária para educar seus filhos.
O seu terceiro filho tinha 4 anos de idade e chamava-se Luís Miguel.
Era muito terno, muito sensível, mas tinha desde pequenino o mau defeito de roer as unhas.
A mãe procurava convencê-lo a abandonar esse hábito. Usou até um verniz próprio para esse efeito mas esse péssimo hábito não desaparecia.
Quando faltavam dois meses para o aniversário natalício da mãe, os filhos perguntaram-lhe o que desejava que lhe oferecessem como prenda. A mãe quis aproveitar a oportunidade e disse ao Luís Miguel:
- Sabes o que quero que me ofereças?
O pequeno olhou-a com um sorriso.
A mãe disse então:
- Desejava que me desses as tuas unhas, muito lindas, sem estarem roídas. Vou dar-te um beijinho em cada dedo e será a prenda mais bonita que receberei.
O Luís abraçou a mãe, acenando a cabeça respondendo que sim.
A luta do pequeno e a sua perseverança foram admiráveis e exemplares.
No dia do aniversário, Luís veio beijar a mãe e estendeu-lhe as mãozinhas, com os deditos esticados, com um sorriso luminoso de felicidade por ter cumprido o que prometera.
E a mãe beijou embevecida a ponta de cada dedinho do miúdo e abraçou-o com um carinho imenso, compensador do esforço do filho e daquele gesto de amor.
Aqueles que sabem amar, aqueles que sabem marcar todos os gestos de educação dos filhos com a força do amor, conseguem maravilhas para corrigir defeitos, para desenvolver valores e para alcançar que eles atinjam um patamar de felicidade, mesmo com grande sacrifício, e cheguem a ser homens ou mulheres de valor, talvez heróis ou santos.
Mário Salgueirinho
segunda-feira, 7 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
NOSSA SENHORA DAS DORES
Ontem começou a novena a Santa Helena da Cruz.Hoje, segundo dia de novena, como é costume, celebramos Nossa Senhora das Dores.
Está connosco o Cón. Doutor João António.
Que esta novena seja um retiro aberto e que as pessoas se deixem interpelar pelo rasto do passo de Deus.
Em casa dia: novena às 8 e às 18,30h
DIA DA FESTA (13/7):
- Missa às 9,30h
- Missa fa Festa às11,30h , com Crisma
sábado, 5 de julho de 2008
14º Domingo do Tempo Comum
“Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidose Eu vos aliviarei”!
1. Não são de agora a pressa ou a pressão, nem o stress ou a depressão. As chamadas “doenças da moda”, minaram, desde sempre, e sem dó, as forças da razão e atingiram sem piedade as resistências do coração. Não têm época determinada estas doenças. Já no tempo de Jesus, pelos vistos, havia muita gente cansada e oprimida, pese embora a pasmaceira de uma certa cultura pastoril e agrícola, ainda sem relógios, a marcar o ponto. Havia gente cansada de viver, porque desprovida de sentido e de esperança. Gente oprimida pela tirania do poder romano ou sobrecarregada pelos preceitos da religião oficial. A falta de perspectivas de vida, o baixo índice de esperança, a dureza mal paga dos trabalhos de cada dia, compensada, muitas vezes, na procura errante de felicidades instantâneas, deitavam por terra os olhos de um povo santo, oprimido por fora e deprimido por dentro.
2. É a estes «cansados e oprimidos», é a nós, neste final de ano pastoral, escolar e laboral, que Jesus convida a ir até Ele, a acolher-se a Ele, a procurar nEle refúgio, abrigo, consolação e esperança: “Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei...” É o próprio Cristo que neste domingo de Verão nos desafia a entrar nEle, a repousar nEle, a sossegar nEle, a saborear nEle o mistério profundo do seu doce amor por nós! De facto, só Ele conhece o que há em nós. E porque “Deus é maior do que o nosso coração”, só Ele pode dar resposta às nossas inquietações, dores, esperanças e sofrimentos. Só nEle o nosso desejo de paz se cumpre plenamente. Só nEle o cansaço das horas e a opressão dos dias pode dar lugar ao gozo e ao repouso. «Fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração não descansa enquanto não repousa em Vós»! (Sto. Agostinho).
1. Não são de agora a pressa ou a pressão, nem o stress ou a depressão. As chamadas “doenças da moda”, minaram, desde sempre, e sem dó, as forças da razão e atingiram sem piedade as resistências do coração. Não têm época determinada estas doenças. Já no tempo de Jesus, pelos vistos, havia muita gente cansada e oprimida, pese embora a pasmaceira de uma certa cultura pastoril e agrícola, ainda sem relógios, a marcar o ponto. Havia gente cansada de viver, porque desprovida de sentido e de esperança. Gente oprimida pela tirania do poder romano ou sobrecarregada pelos preceitos da religião oficial. A falta de perspectivas de vida, o baixo índice de esperança, a dureza mal paga dos trabalhos de cada dia, compensada, muitas vezes, na procura errante de felicidades instantâneas, deitavam por terra os olhos de um povo santo, oprimido por fora e deprimido por dentro.
2. É a estes «cansados e oprimidos», é a nós, neste final de ano pastoral, escolar e laboral, que Jesus convida a ir até Ele, a acolher-se a Ele, a procurar nEle refúgio, abrigo, consolação e esperança: “Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei...” É o próprio Cristo que neste domingo de Verão nos desafia a entrar nEle, a repousar nEle, a sossegar nEle, a saborear nEle o mistério profundo do seu doce amor por nós! De facto, só Ele conhece o que há em nós. E porque “Deus é maior do que o nosso coração”, só Ele pode dar resposta às nossas inquietações, dores, esperanças e sofrimentos. Só nEle o nosso desejo de paz se cumpre plenamente. Só nEle o cansaço das horas e a opressão dos dias pode dar lugar ao gozo e ao repouso. «Fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração não descansa enquanto não repousa em Vós»! (Sto. Agostinho).
sexta-feira, 4 de julho de 2008
A "democracia" do PCP
Um voto conjunto do PS, PSD e CDS-PP entregue quinta-feira na Assembleia da República foi hoje votado por todas as forças políticas com assento parlamentar, excepto pelo PCP!
O documento expressa satisfação pela libertação de Betancourt e de outros catorze reféns, classifica as FARC de grupo terrorista e repudia a sua actividade.
Foi exactamente por não aceitar que as FARC sejam um grupo terrorista e por se negar a repudiar a sua actividade que o PC votou contra.
Quer o partido comunista queira quer não as FARC são um movimento marxista e terrorista. Ai se fossem de direita!... O que não diriam os comunistas! Desfilariam o rosário todinho, no costumeiro estilo de cassete.
Posso até aceitar que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, cometa exageros. Mas que eu saiba, foi eleito pelos seus concidadãos os quais, quando bem entenderem, o podem tirar do poder pela força dos votos. Que legitimidade têm as FARC? Quem as elegeu? A sua força provém das armas, do terrorismo, da morte...
O partido comunista lembra, por vezes, os velhinhos. Perderam a memória de factos mais recentes, mas conservam bem vivas as lembranças de outrora. O PC não caminhou, está ainda no império soviético. É lá que teimosamente quer permanecer, fugindo ao futuro, alienando-se num pretérito que não volta mais.
É pena. Para a democracia.
O documento expressa satisfação pela libertação de Betancourt e de outros catorze reféns, classifica as FARC de grupo terrorista e repudia a sua actividade.
Foi exactamente por não aceitar que as FARC sejam um grupo terrorista e por se negar a repudiar a sua actividade que o PC votou contra.
Quer o partido comunista queira quer não as FARC são um movimento marxista e terrorista. Ai se fossem de direita!... O que não diriam os comunistas! Desfilariam o rosário todinho, no costumeiro estilo de cassete.
Posso até aceitar que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, cometa exageros. Mas que eu saiba, foi eleito pelos seus concidadãos os quais, quando bem entenderem, o podem tirar do poder pela força dos votos. Que legitimidade têm as FARC? Quem as elegeu? A sua força provém das armas, do terrorismo, da morte...
O partido comunista lembra, por vezes, os velhinhos. Perderam a memória de factos mais recentes, mas conservam bem vivas as lembranças de outrora. O PC não caminhou, está ainda no império soviético. É lá que teimosamente quer permanecer, fugindo ao futuro, alienando-se num pretérito que não volta mais.
É pena. Para a democracia.
A GOTINHA AZUL
Era uma vez uma gotinha, chamada Azul, que era muito boazinha.Um dia a Azul foi para um rio chamado Varosa, onde viu muitos peixes e conversou com um deles que era o chefe.
Então o chefe disse:
- Olá, como é que te chamas?
E ela respondeu-lhe.
- Eu chamo-me Azul. E tu?
- Eu chamo-me Pintinhas porque eu só tenho pintas cor de salmão, mas sou apenas uma truta famosa do Varosa.
- E olha onde é que estou?
- Estás no rio Varosa, mas antigamente era conhecido por Barosa.
- E o que é isso?
- Isso é um rio que nasce em Várzea da Serra, rega as hortas, os lameiros de Almofala, Teixelo, Vilarinho, Valverde, S. João de Tarouca, Mondim da Beira, Dalvares, Ucanha, Salzedas, Murganheira e Vila Pouca de Salzedas, todas elas terras encantadas do concelho de Tarouca.
Depois de conversar com o Pintinhas, ele aconselho-a a descobrir mais coisas sobre o rio Varosa.
Azul na sua pesquisa aproveitou um açude e fez um desvio pelo canal que a conduziu ao cubo de um moinho de Várzea da Serra. O moinho noutros tempos moía cereais, trigo, milho e centeio. Neste desvio ela caiu dentro, mas passou ao lado das pás do rodízio, que agora permanece parado, pois já não faz girar a mó, e o moleiro também não enche a moega.
Foi muito giro, ver que outrora aqui havia vida, mas agora faz parte do passado, pois a farinha agora vem de modernas moagens e o pão também já não é cozido no forno tradicional de lenha. Ela demorou muito tempo nesta observação, mas depois foi ter com o seu amigo Pintinhas, que lhe disse:
- Olha Pintinhas, vi muita coisa e gostei muito.
- Ah, sim! O que viste?
- Eu vi um moinho, como era constituído, como funcionava e imaginei a vida que o moleiro levava e a sua azáfama com os taleigos da farinha. Mas o que eu gostei mais foi descer pelo o canal, sentir o sabor e a frescura destas águas cristalinas que alimentam o verdejante “Vale Encantado”.
Juntos desceram na corrente das águas pela encosta deslumbrando-se com os monumentos cistercienses de S. João de Tarouca e Salzedas e a ponte medieval fortificada de Ucanha e por fim viram a mini hídrica de Vila Pouca produzir energia eléctrica.
Já no limite do concelho de Tarouca, Azul despediu-se do Pintinhas.
- Eu vou ter saudades tuas, mas um dia voltarei para te visitar.
- Eu também!...
A história da gotinha Azul termina aqui, mas certamente, depois de cumprir as suas tarefas, de passar por debaixo de muitas pontes, fazer girar turbinas, conhecer o Douro, ver o mar, visitar as nuvens… um dia voltará e o ciclo da água ficará completo.
Diana, 6ºA (PCA)
quinta-feira, 3 de julho de 2008
O dinheiro destruiu o grupo...
Uma ideia generosa de jovens cristãos havia feito surgir um grupo de teatro naquela paróquia. Um ex-emigrante, com experiência - e gosto - na arte de representar dera uma ajuda preciosa. Aos poucos, mais gente vai aderindo: muitas crianças e alguns adultos. O Entusiasmo é grande.
O grupo acaba por se impor, não só no âmbito da freguesia, mas fora dela. Chovem convites para apresentar peças de teatro. De comum acordo, optam por não estabelecer preço. Aceitam o que lhe derem.
Todo o grupo decide que as ofertas recebidas, descontadas as despesas com o transporte, a alimentação e outros encargos ligados ao grupo de teatro e sua actividade, reverteriam a favor da associação caritativa da paróquia. A princípio, tudo rolava impecavelmente.
Só que onde há dinheiro é o diabo. Pessoas do grupo levantam o problema, que tal e coisa... não estava bem entregarem tudo à associação da caridade, que as pessoas que dão o seu tempo ao grupo também deveriam ter uma recompensa, nem que fosse uma prenda no dia de anos... Outros defendiam que não senhor, que se devia chegar ao fim do ano e distribuir igualmente a quantia recebida por todos os membros do grupo. Surgem amuos, incompreensões, má disposição, olhares de soslaio, ameaças de desistência...
Fez-se a experiência da prenda aniversária. Que por aquilo não valia a pena, que aquilo nem era prenda nem era nada. No ano seguinte, distribuiu-se o dinheiro. O mal-estar aumentou. As desconfianças subiram em flecha. Que não podia ser, que foi feito a tanto dinheiro, que não recebia nada de jeito cada um, que quem mais trabalhava mais devia receber...
Foi o fim. O espírito de grupo foi-se, as arrelias e quezílias instalaram-se, o mal-estar reinava. Começou a debandada.
É sempre assim quando o dinheiro se transforma no absoluto da vida de um grupo deste género. Enquanto o dinheiro não contou, o grupo funcionou, as pessoas eram felizes, o prazer do teatro era tudo. Agora... já não existe grupo de teatro naquela terra. O dinheiro assassinou-o!
O grupo acaba por se impor, não só no âmbito da freguesia, mas fora dela. Chovem convites para apresentar peças de teatro. De comum acordo, optam por não estabelecer preço. Aceitam o que lhe derem.
Todo o grupo decide que as ofertas recebidas, descontadas as despesas com o transporte, a alimentação e outros encargos ligados ao grupo de teatro e sua actividade, reverteriam a favor da associação caritativa da paróquia. A princípio, tudo rolava impecavelmente.
Só que onde há dinheiro é o diabo. Pessoas do grupo levantam o problema, que tal e coisa... não estava bem entregarem tudo à associação da caridade, que as pessoas que dão o seu tempo ao grupo também deveriam ter uma recompensa, nem que fosse uma prenda no dia de anos... Outros defendiam que não senhor, que se devia chegar ao fim do ano e distribuir igualmente a quantia recebida por todos os membros do grupo. Surgem amuos, incompreensões, má disposição, olhares de soslaio, ameaças de desistência...
Fez-se a experiência da prenda aniversária. Que por aquilo não valia a pena, que aquilo nem era prenda nem era nada. No ano seguinte, distribuiu-se o dinheiro. O mal-estar aumentou. As desconfianças subiram em flecha. Que não podia ser, que foi feito a tanto dinheiro, que não recebia nada de jeito cada um, que quem mais trabalhava mais devia receber...
Foi o fim. O espírito de grupo foi-se, as arrelias e quezílias instalaram-se, o mal-estar reinava. Começou a debandada.
É sempre assim quando o dinheiro se transforma no absoluto da vida de um grupo deste género. Enquanto o dinheiro não contou, o grupo funcionou, as pessoas eram felizes, o prazer do teatro era tudo. Agora... já não existe grupo de teatro naquela terra. O dinheiro assassinou-o!
O novo apelido do Governo é "LATINHA"...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Um leitinho quente com mel
A catequista veio ter comigo com ar de festa. O Nuno (nome fictício) não lhe tem dado descanso na catequese. É uma criança de oito anos. Ela já algumas vezes me tinha feito queixas dele.A maioria dos seus ralhetes são para ele; a maioria das chamadas de atenção idem, idem; perguntas disparatadas e que não têm nada a ver com o que se está a tratar, são quase sempre dele!
Há dias disse mesmo que não acreditava em nada do que a catequista dizia. E atirou o catecismo ao chão, para que todos vissem que estava a falar a sério.
A vida do Nuno não tem sido fácil. É filho duma família desestruturada e o que lhe vai valendo é a avó que vive perto.
A catequista veio ter comigo radiante. O Nuno tinha-se portado bem nos últimos encontros da catequese. Parecia agora uma criança meiga e feliz. O que teria acontecido?
Há umas três semanas apareceu no grupo a tossir muito. Estava bastante constipado e talvez mesmo com princípios de gripe. Nesse dia só se sentiu que estava na sala porque volta e meia tossia e assuava-se.
No fim a catequista chamou-o à parte e levou-o a uma pastelaria. Pediu para ele um leite quente com muito mel. Comprou-lhe também um bolo. Levou-o para ao pé de si na Missa e disse-lhe que ia pedir a Jesus para o curar. Que ele pedisse também.
«E olhe que o Nuno nunca mais foi o mesmo! Quer sempre estar ao pé de mim e até manda calar algum colega que se esquece que está na catequese ou na Missa!...»
«Temos namoro pela certa» – disse-lhe a brincar.
Mas o caso fez-me pensar mais uma vez em como o mundo seria outro se todas as crianças fossem criadas com o afecto que merecem e precisam.
Alguém me disse uma vez logo a seguir ao seu divórcio: «Como é que eu posso amar se nunca soube o que era o amor?!»
Boa questão para pais e educadores.
M. V. P., in O Amigo do Povo
Eu queria mais... queria enriquecer, ter dinehiro, e foi, assim que violei juramento que tinha feito, salvar vidas.
"Letícia, aos 23anos de idade, engravidou e buscou o mesmo caminho de tantas outras que me procuraram. O caminho do aborto. Só soube disso, quando nada mais poderia ser feito, ao lado do leito de morte da minha filha, verti as lágrimas de todos os 'anjinhos' que eu matei."
Impressionante depoimento de um médico que durante longos anos realizou abortos!
À atenção do senhor Sócrates, do seu governo, do PC, do Bloco de Esquerda e de tantos e tantas que alinham pela cultura da morte.
Vejam aqui! Ao menos estes, num instante de lucidez, abram o coração!
http://jerusaheliomeudoce.blogspot.com/
Impressionante depoimento de um médico que durante longos anos realizou abortos!
À atenção do senhor Sócrates, do seu governo, do PC, do Bloco de Esquerda e de tantos e tantas que alinham pela cultura da morte.
Vejam aqui! Ao menos estes, num instante de lucidez, abram o coração!
http://jerusaheliomeudoce.blogspot.com/
Não vejo cartola donde saia coelho
Acabo de ler os jornais do dia. Porque hoje é o início dos trabalhos para os lados do Dragão, mereceram-me especial atenção as movimentações à volta do plantel do meu F. C. Porto.Como incondicional simpatizante, fico triste. Compreendo que os problemas que têm envolvido o Clube no campo da justiça tenham retirado algum espaço de manobra ao planeamento da nova época. Realmente nota-se bastante indefinição, o que não costuma acontecer no reino do Dragão, conhecido pela excelência da sua organização.
Penso que o sexagenário Jesualdo tem obrigação de saber bem o que quer e de não deixar as suas competências por mãos alheias. É exactamente aqui que ele deixa muito a desejar, segundo o meu ponto de vista. Vejamos:
- Alan, Lino, Mariano, vão fazer a pré-época. Tenho toneladas de dúvidas sobre o valor desportivo de qualquer um deles para representar o FCP.
- Marek Cech, Hélder Barbossa, Cláudio Pitbull, e Ibson parece que não entram nos planos para a nova temporada. Incrível! Prefere-se um Lino ao Cech? Um Alan ou um Mariano ao Pitbull que fez um campeonato fantástico em Setúbal? O Ibson fica de fora depois da excelência que atingiu no brasileirão?
- Lembro ao senhor Jesualdo que o Porto conquistou duas vezes a Liga dos Campeões com uma equipa maioritariamente portuguesa. Onde estão os portugueses na nova equipa? Não existe aqui qualquer preconceito contra os sul-americanos que enxameiam o plantel. Apenas uma verificação de factos históricos. Alguns estrangeiros são uma mais valia (Lucho, Lisandro), mas outros deixam muito a desejar. Certamente arranjaríamos por cá melhor...
- Que proveito tem tirado o senhor Jesualdo das escolas do Porto? É que já vai no 3º ano à frente da equipa técnica. Quantos jogadores da casa integram o novo plantel? Sem contar os três ex-júniores que certamente não lançará, à semelhança do que fez no passado...
Haverá certamente mais movimentações. Fala-se insistentemente do Quaresma. Apesar de ser um admirador do futebol do cigano, parece-me que será bom para ele sair. Com Jesualdo dificilmente progredirá. Precisa de um treinador especial para um jogador especial. Mourinho será, em princípio, o ideal. Chegarão novos jogadores ( um lateral-direito é urgente) e adivinho que virão mais alguns estrangeiros. Mantém-se a "alergia" ao que é nacional por parte de quem comanda os destinos do FCP.
Não tenho elevadas expectativas acerca da nova época. Acredito que possa ganhar o campeonato nacional, mas fora isso... Nos jogos a eliminar, Jesualdo é mesmo muito fraco. E com as opções que parece tomar, não vejo cartola donde saia coelho.
Oxalá me engane.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Os juízes não vão ao futebol?
Qual é a noção de dever dos juízes que se auto-suspenderam no Tribunal de Santa Maria da Feira?
Vale a pena ler este artigo que Helena Matos escreveu ontem no Público. Fantástico!
Visite em:
http://www.o-povo.blogspot.com/
Vale a pena ler este artigo que Helena Matos escreveu ontem no Público. Fantástico!
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À descoberta de Saulo de Tarso
Já entrámos no “Ano Paulino". Parece-me oportuno reflectir um pouco sobre Saulo de Tarso. Nasceu em Tarso, cidade da Ásia Menor. A sua família pertencia aos fariseus. Desde criança foi educado nas leis do judaísmo. Quando a sua família regressou a Jerusalém, Saulo ingressou na famosa escola de Gamaliel. Fervoroso defensor das suas tradições, Saulo insurge-se contra os cristãos. Terá conhecido Estêvão na escola de Gamaliel. O Livro dos Actos dos Apóstolos dá conta da presença de Saulo no martírio de Estêvão: “A roupa de Estêvão, na hora da sua morte, foi colocada aos pés de um jovem chamado Saulo”. Na sua cruzada contra os cristãos, entrava nas suas casas, prendia homens e mulheres e metia-os na prisão.Resolveu levar até Damasco a sua missão de acabar com os cristãos. Mas, no caminho, foi surpreendido por um luz forte que o envolveu e o fez cair do cavalo. Ouviu uma voz que lhe dizia:
- Saulo, Saulo, porque me persegues?”
- Quem és, Senhor?
- Eu sou Jesus, a quem tu persegues...
Aqui começa a grande mudança na vida de Saulo de Tarso. Fica cego e é levado para casa de Ananias, que o ajuda a recuperar a vista. Teria nesta altura 28 anos. Este encontro com Jesus faz com que Saulo descubra um novo caminho para a sua vida. Mas não foi fácil. Sobre ele recaiu uma grande desconfiança dado o seu anterior comportamento. A sua aproximação aos Doze não foi imediata. Os anos em que ele, após o episódio da estrada de Damasco, se manteve “em retiro” foram de grande importância.
O Saulo, fervoroso fariseu, perseguidor dos cristãos, transformou-se num fervoroso apóstolo. Com Barnabé empreende a sua primeira grande viagem missionária. Para significar a sua ruptura com o passado começa a utilizar o nome Paulo. Vai por todos os lugares ao encontro das pessoas para lhes anunciar a Boa Nova de Jesus. Neste fervor apostólico, enfrentando as mais diversas dificuldades e muitos perigos, realizou quatro viagens missionárias. Fundou muitas comunidades que segue atentamente e a quem escreve com regularidade. Estas viagens aconteceram num período de 16 anos, presumivelmente entre os anos 46 a 62. Um dos argumentos mais fortes de Paulo era o testemunho da sua própria vida. Não queria ser pesado para ninguém e procurava ser solidário com os mais pobres.
O nome de Paulo aparece como autor de 13 Cartas do Novo Testamento, escritas a diferentes comunidades, ao longo de talvez cinquenta anos: Romanos, Gálatas, 1e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Coríntios, Filipenses e Filémon; 1 e 2 Timóteo, Tito, Efésios, Colossenses.
Sofreu várias vezes o cativeiro. Sentiu-se várias vezes abandonado. Foi morto à espada, em Roma, segundo se crê, exactamente na mesma cidade em que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo.
Uma lenda diz que, momentos antes de Paulo ser executado, uma cega, chamada Petronila, lhe ofereceu um véu para ele vendar os olhos. Paulo devolveu-lho. Ao aceitar de volta o véu, Petronila recuperou a vista.
Voz Portucalense
segunda-feira, 30 de junho de 2008
EXCELENTE!
Uma questão de coerência
Os portugueses produzem pouco para o que gastam (muito). Os filhos dos portugueses estudam pouco para os resultados escolares que têm (excelentes). Suponho que há nisto uma espécie de coerência social.
A notícia de hoje de que os professores mais exigentes vão ser afastados do processo de correcção dos exames nada tem de extraordinário. Depois dos exames das últimas semanas, da publicação dos critérios de correcção (sugiro que procurem os critérios relativos aos exames de Português; qualquer receio face ao Acordo Ortográfico fica logo relativizado, que a ameaça à língua é bem mais séria), já vale tudo. O ministério da Deseducação perdeu toda a vergonha e assumiu finalmente que o objectivo é passar gente sem saber ler nem escrever. Criar uma geração igualitária na mediocridade, devidamente nivelada pelo pior, em que o melhor aluno é a verdadeira aberração a abater, e o mau aluno a finalidade de todo o sistema.
Os portugueses produzem pouco para o que gastam (muito). Os filhos dos portugueses estudam pouco para os resultados escolares que têm (excelentes). Suponho que há nisto uma espécie de coerência social.
A notícia de hoje de que os professores mais exigentes vão ser afastados do processo de correcção dos exames nada tem de extraordinário. Depois dos exames das últimas semanas, da publicação dos critérios de correcção (sugiro que procurem os critérios relativos aos exames de Português; qualquer receio face ao Acordo Ortográfico fica logo relativizado, que a ameaça à língua é bem mais séria), já vale tudo. O ministério da Deseducação perdeu toda a vergonha e assumiu finalmente que o objectivo é passar gente sem saber ler nem escrever. Criar uma geração igualitária na mediocridade, devidamente nivelada pelo pior, em que o melhor aluno é a verdadeira aberração a abater, e o mau aluno a finalidade de todo o sistema.
domingo, 29 de junho de 2008
A comunidade cristã celebra o seu Padroeiro
A comunidade paroquial celebrou hoje São Pedro, seu Padreiro.A Pedro foi confiado por Cristo o serviço da unidade. "Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu..."
Uma comunidade sob padroado petrino só pode ser isto: uma comunidade onde a união entre pessoas e povos seja uma dinâmica constante. Os interesses individualistas e dos povos nunca podem-sem sobrepor-se aos interesses da comunidade. A Comunidade acima de tudo.
À tarde, após a Eucaristia, seguiu-se a procissão. Prediu à Eucaristia a Doutor João António que a todos encantou pela profundidade e clareza com que comunicou a Palavra.
Além de nos introduzir na dinâmica do Ano Paulino, confrontou-nos com o testemunho de Fé de pedro e de Paulo à luz das exigências do nosso tempo.
Obrigado, caro Amigo!
sábado, 28 de junho de 2008
29 de Junho: Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo
Naquele tempo,Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e fez aos discípulos esta pergunta:
«Quem dizem as pessoas que é o Filho do Homem?»
Eles responderam:
«Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou um dos profetas».
Jesus replicou-lhes:
«E quem dizeis vós que Eu sou?»
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse-Lhe:
«Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!».
Jesus respondeu-lhe:
«És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus. E Eu também te digo a ti: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus».
Mateus 16,13-19
Paulo: vivia a vida como uma “corrida” tendo como meta “estar para sempre com o Senhor”. E, por isso, quanto mais andava, quanto mais caminhava, de etapa em etapa, de terra em terra, de viagem em viagem, de tribulação em tribulação, quanto mais os seus anos de vida se aproximavam do fim, mais São Paulo se sentia perto de Jesus! Jesus não era, para o grande Apóstolo, alguém que ficava para trás da sua vida ou que estivesse para trás da história, como se fora uma figura célebre do passado! Paulo foi mesmo acusado às autoridades romanas, por andar a anunciar um tal “Cristo, que morreu, e que ele (Paulo) afirma estar vivo” (Act.25,19). Para São Paulo, viver é Cristo (Fil.1,21)! Mas Jesus não era tão só e apenas o seu presente! Era sobretudo a sua meta, o seu fim, o seu futuro. Cristo nunca ficava para trás, estava sempre à sua frente e Paulo corria ao seu encontro, esperando com amor a sua vinda, até chegar o dia de receber “a coroa de justiça” (II Tim.4,8).
Pedro: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo!" Como se Pedro dissesse: Tu não és apenas um Profeta! És a Palavra de Deus, em pessoa. Tu não és apenas um Mestre. És a Sabedoria eterna do Pai. Tu não és apenas um homem importante. És o Filho de Deus vivo! Tu não és sequer um «revolucionário». Tu és o Salvador do Mundo. Tu podes salvar-nos, porque és Deus, porque és Amor. Tu podes salvar-nos, porque Te fizestes um de nós…
Depois desta resposta, Pedro é declarado por Jesus, como um homem feliz, precisamente por causa da sua fé. A sua fé não é obra da sua rara inteligência, mas fruto do seu grande amor a Jesus. A sua fé não é conquista individual, mas fruto da sua vivência com Jesus e da sua convivência com o grupo dos amigos de Jesus! Não se chega a fé, à própria custa. Não se chega à fé sozinho. Chega-se sempre a Jesus, pela graça de Deus, chega-se sempre à fé em Jesus, por meio dos outros, por meio do grupo, por meio da Igreja!
«Quem dizem as pessoas que é o Filho do Homem?»
Eles responderam:
«Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou um dos profetas».
Jesus replicou-lhes:
«E quem dizeis vós que Eu sou?»
Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse-Lhe:
«Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!».
Jesus respondeu-lhe:
«És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus. E Eu também te digo a ti: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus».
Mateus 16,13-19
Paulo: vivia a vida como uma “corrida” tendo como meta “estar para sempre com o Senhor”. E, por isso, quanto mais andava, quanto mais caminhava, de etapa em etapa, de terra em terra, de viagem em viagem, de tribulação em tribulação, quanto mais os seus anos de vida se aproximavam do fim, mais São Paulo se sentia perto de Jesus! Jesus não era, para o grande Apóstolo, alguém que ficava para trás da sua vida ou que estivesse para trás da história, como se fora uma figura célebre do passado! Paulo foi mesmo acusado às autoridades romanas, por andar a anunciar um tal “Cristo, que morreu, e que ele (Paulo) afirma estar vivo” (Act.25,19). Para São Paulo, viver é Cristo (Fil.1,21)! Mas Jesus não era tão só e apenas o seu presente! Era sobretudo a sua meta, o seu fim, o seu futuro. Cristo nunca ficava para trás, estava sempre à sua frente e Paulo corria ao seu encontro, esperando com amor a sua vinda, até chegar o dia de receber “a coroa de justiça” (II Tim.4,8).
Pedro: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo!" Como se Pedro dissesse: Tu não és apenas um Profeta! És a Palavra de Deus, em pessoa. Tu não és apenas um Mestre. És a Sabedoria eterna do Pai. Tu não és apenas um homem importante. És o Filho de Deus vivo! Tu não és sequer um «revolucionário». Tu és o Salvador do Mundo. Tu podes salvar-nos, porque és Deus, porque és Amor. Tu podes salvar-nos, porque Te fizestes um de nós…
Depois desta resposta, Pedro é declarado por Jesus, como um homem feliz, precisamente por causa da sua fé. A sua fé não é obra da sua rara inteligência, mas fruto do seu grande amor a Jesus. A sua fé não é conquista individual, mas fruto da sua vivência com Jesus e da sua convivência com o grupo dos amigos de Jesus! Não se chega a fé, à própria custa. Não se chega à fé sozinho. Chega-se sempre a Jesus, pela graça de Deus, chega-se sempre à fé em Jesus, por meio dos outros, por meio do grupo, por meio da Igreja!
Inicia-se hoje o ano Paulino, 28 de Junho de 2008

Por ocasião das celebrações do bimilenário do nascimento do Apóstolo Paulo, de 28 de junho de 2008 a 29 de junho de 2009 é promulgado o ANO PAULINO.
APRESENTAÇÃO
DOS SÍMBOLOS PAULINOS:
• Primeiro, as datas de início e conclusão do ano Paulino, desde hoje e até ao dia 29 de Junho do próximo ano, para comemorar os dois mil anos do nascimento de São Paulo, quando este era ainda Saulo, de Tarso, judeu exemplar, fariseu convicto e exímio perseguidor de cristãos.
• Logo depois, a Cruz da qual disse São Paulo: «Quanto a mim, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo». Paulo abraçou com todo o amor a Cruz de Cristo, nas suas tribulações, calúnias, sofrimentos, prisão e, por fim, no seu martírio.
• Seguem-se os nove anéis das algemas, que, segundo a tradição, mantiveram São Paulo, preso em Roma. Paulo não hesita em definir-se, várias vezes, como "prisioneiro de Cristo", apoiado na força de Deus, por amor dos pagãos. Ele sente-se também «prisioneiro do Espírito», impelido pelo sopro do Espírito Santo, que o conduz, de cidade em cidade, a anunciar a Boa Nova!
• A espada é, sem dúvida, o grande símbolo de São Paulo. Esta espada é o símbolo do verdadeiro “soldado de Cristo”, do grande combatente e sofredor! Mas a espada, sugere também o vigor penetrante da Palavra de Deus, que é “como uma espada de dois gumes”, é uma palavra cortante, que fere e cura; é uma palavra penetrante, que vai até ao mais íntimo de nós mesmos. A espada é, por fim e sobretudo, o instrumento com que São Paulo foi martirizado em Roma, no tempo da perseguição de Nero, nos anos 64 a 65.
• Não podia faltar, entre os símbolos paulinos, o grande livro, que representa os escritos de São Paulo, as suas treze Cartas, que lemos praticamente, em quase todos os domingos, ao longo do ano, como segunda leitura;
• Por fim, a chama, que exprime a paixão ardente, o fogo da caridade, o calor da ternura paterna e do amor maternal, com que São Paulo formou e gerou, pelo evangelho tantos filhos para a fé. Esta chama manifesta ainda a extrema afectividade e calor humano que Paulo mantém com todos os seus colaboradores e fiéis.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Praga de morcegos
Num grupo de padres, um queixa-se da praga de morcegos que invade a Igreja paroquial da paróquia que serve. Vai dizendo que já experimentou todos os processos e os morcegos não debandam. Resultado: sempre tudo sujo.
Um dos colegas, conhecido pela sua disposição e resposta rápida, desfere:
- Andas aflito? Queres ver-te livre dos morcegos? Crisma-os!
Não é isso que acontece com a esmagadora maioria dos que se crismam? A Confirmação, em vez de ser o assumir de um compromisso sério e apostólico, é uma porta de saída da vida da comunidade... Quem e quantos se vêm depois do Crisma?
Há muito que me insurjo contra a recepção do Crisma aos 14-16 anos. Penso que é a pior idade para a pessoa assumir um compromisso. Então é na altura em que o adolescente está mais fechado sobre si mesmo que queremos que ele se abra a um compromisso com Deus e com a Igreja?
Não seria preferível aguardar pelos 18-20 anos? Até porque cada vez as pessoas amadurecem mais tardiamente... Teríamos menos gente? Certamente. Mas que interessa ter os livros cheios se temos depois igrejas vazias?
A Conferência Episcopal tem aqui um papel decisivo.
Um dos colegas, conhecido pela sua disposição e resposta rápida, desfere:
- Andas aflito? Queres ver-te livre dos morcegos? Crisma-os!
Não é isso que acontece com a esmagadora maioria dos que se crismam? A Confirmação, em vez de ser o assumir de um compromisso sério e apostólico, é uma porta de saída da vida da comunidade... Quem e quantos se vêm depois do Crisma?
Há muito que me insurjo contra a recepção do Crisma aos 14-16 anos. Penso que é a pior idade para a pessoa assumir um compromisso. Então é na altura em que o adolescente está mais fechado sobre si mesmo que queremos que ele se abra a um compromisso com Deus e com a Igreja?
Não seria preferível aguardar pelos 18-20 anos? Até porque cada vez as pessoas amadurecem mais tardiamente... Teríamos menos gente? Certamente. Mas que interessa ter os livros cheios se temos depois igrejas vazias?
A Conferência Episcopal tem aqui um papel decisivo.
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