sábado, 25 de junho de 2016

Britânicos querem segundo referendo

Mais de um milhão de cidadãos já subscreveu petição.
Veja aqui

A Igreja que somos

Bombeiro e porteiro de bares vai ser padre
Foi bombeiro voluntário durante seis anos, culturista, segurança e até porteiro de discotecas. Fernando Rafael Rocha - que não teve qualquer prática religiosa até que, já adulto, foi batizado - vai este domingo ser ordenado padre, aos 37 anos, na sua cidade natal, em Quarteira.
"Tive uma juventude normal, sem ligação à igreja, gostava de ginásio, festas, sair, namorar, conhecer o Mundo, e foi essa a minha vida até que algo foi despontando de forma diferente", relatou ao CM o diácono Fernando Rafael Rocha, acrescentando que aos 24 anos a namorada de então "começou a falar em casamento e em constituir família", mas ele não se "sentia capaz de corresponder ao que ela pedia".
"Comecei a refugiar-me, a procurar a solidão e a oração e a partir daí foi uma constante busca", explica Fernando Rafael Rocha. Quatro anos depois, acabaria por se batizar e entrar para o Seminário Diocesano. Para trás, deixava um período de grande dedicação à musculação e a ligação profissional à atividade da segurança, particularmente em espaços noturnos. "Fiz musculação durante anos e os meus amigos trabalhavam em bares e discotecas. Também eu cheguei a fazer umas noites na discoteca Kadoc e em alguns bares a fazer porta, mas nunca tive problemas". Além de Rocha, também José Chula, natural de Monchique, vai ser ordenado sacerdote, na igreja de São Pedro, em Quarteira, às 17h00 de domingo.
Fonte: aqui

Este ano, as vinte dioceses portuguesas vão ordenar apenas 25 sacerdotes
A crise de vocações voltou a bater à porta da Igreja Católica. Este ano, as vinte dioceses portuguesas vão ordenar apenas 25 sacerdotes, menos 15 do que no ano passado e menos dez do que a média dos últimos dez anos.
Em contraciclo está apenas a Diocese de Lisboa, que, este domingo, em cerimónia a realizar no Mosteiro dos Jerónimos presidida pelo cardeal-patriarca, D. Manuel Clemente, consagra sete novos presbíteros diocesanos e um da congregação dos Paulistas.
Este domingo há festa também nas dioceses do Algarve e de Viseu, (acrescente-se também Coimbra,  onde ordenados 3 presbíteros, NR) mas aqui com menor número de ordenações: duas e uma, respetivamente. O caso do Algarve é até o mais extraordinário, dado que é a primeira vez, na última década, que o bispo, D. Manuel Quintas, ordena dois padres.

Esta quebra nas ordenações foi generalizada, mas sentiu-se também em dioceses tradicionalmente produtivas, como Braga, que este ano não terá padres novos. No Porto, por exemplo, são três os padres a ordenar este ano.
Fonte: aqui
 
Nota: Este ano a diocese de Lamego não terá ordenações sacerdotais.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Reino Unido votou "Sim" à saída da União Europeia

* As consequências deste resultado já estão a fazer-se sentir
* David Cameron anuncia demissão depois de Brexit ganhar
* A vitória do Brexit pode, no entanto, provocar uma desintegração interna, nomeadamente, processos de referendo da Escócia e Irlanda do Norte sobre a pertença ao Reino Unido...
* Reações da Europa à saída do Reino Unido da UE
* Saída do Reino Unido pode demorar sete anos
* Eurocéticos e extrema-direita aplaudem resultado do referendo

Veja AQUI

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A União Europeia, Brexit e abanões

Na quinta-feira os eleitores do Reino Unido serão chamados a votar num referendo sobre o “Brexit”, ou a saída do Reino Unido da União Europeia. Se saírem, toda a UE poderá desmoronar.
Leia aqui o texto.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Quando Cristiano Ronaldo atirou o micro do jornalista para o lago

Veja a notícia aqui

E Daí?
Confesso que não apreciei o gesto, nem me parece correto.
Mas tento compreender. Este jornalismo, feito carracice permanente, é de pôr os cabelos em pé, mesmo aos mais calmos cidadãos. Este jornalismo que não liga a meios nem respeita as pessoas para obter mais audiências é abominável. Este jornalismo "pimba", mexeriquento, invasivo, para quem vale tudo, sem respeito pela privacidade da pessoa nem pela situação pela qual passa, é detestável.
À custa de tanto lidar com a comunicação social e do conhecimento que vão tendo dos meios que alguns jornalistas usam, tento perceber as reações de algumas figuras públicas que, sendo humanas, não terão sempre "nervos de aço."
Há dias li que um povo que faz do Correio da Manhã o seu jornal de referência, das telenovelas, do futebol e do facebook os seus passatempos favoritos só pode ser um povo culturalmente atrasado. Confesso que tendo a concordar.
O Correio da Manhã é o jornal das desgraças que explora até ao tutano; as telenovelas e o futebol como alienação; o facebook como explosão de superficialidade, do efémero. Parece que o facebook só exige olhos e emoção, só isto é que conta, é que recolhe "gostos", é que atrai "amigos"... Qualquer tema que postule alguma leitura, alguma reflexão, certa análise, é passado em frente...
É o povo que temos, mas é o povo que não gostaríamos de ter.
É possível ser diferente? Claro. Há muito caminho para andar. É preciso que se percorra.

terça-feira, 21 de junho de 2016

QUEM SAI DA IGREJA POR CAUSA DE PESSOAS, NUNCA ENTROU LÁ POR CAUSA DE JESUS


A GENTE DEVE IR À IGREJA POR CAUSA DE JESUS E NÃO POR CAUSA DO PADRE, MINISTRO OU SEJA LÁ QUEM FOR. O SER HUMANO É SEMPRE PROPENSO A DECECIONAR-NOS. JESUS É O ÚNICO QUE NÃO NOS DECEPCIONA.
CONSTRUA SEU CASTELO SOBR A ROCHA QUE É JESUS E NÃO NA AREIA QUE SÃO OS HOMENS.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Começa hoje o Verão

Não é frequente, mas acontece. Este ano, o Verão começa a 20 de Junho. Às 22h34, acontece o solstício.

domingo, 19 de junho de 2016

Santa Helena 2016


sábado, 18 de junho de 2016

Tarouca - Congresso da Cidadania 2016



Sábado, 18 de junho, Auditório Municipal de Tarouca. Congresso da Cidadania.
As pessoas estão disponíveis para apoiar, defender e desenvolver projetos e causas.
A discussão estéril e maçuda não as atrai, de todo.
Por isso, hoje em Tarouca, quem mandou foi o povo. Na forma de intervir , na apresentação e votação dos projetos.
As elites tardam em perceber que o mundo mudou e que há urgência na proximidade e informalidade.
O concurso cidadão participa foi muito bom!
A votação que é feita por prémios , a primeira para o primeiro, outra para o segundo e uma outra para o terceiro, provoca resultados interessantes, nitidamente evidenciando as dinâmicas de apoios entre várias associações.
Bonito perceber que a democracia é feita de entendimentos e de partilha de apoios.
Participar neste concurso de projetos é um ato de cidadania muito relevante e de grande significado.
Todos foram extraordinários!
TAROUCA, assim, com a participação dos cidadãos, tem mesmo mais vida!
Esta obra, de fazer participar os cidadãos, é a obra que a Assembleia Municipal pode fazer e que nos enche a alma!
In Domingos Nascimento, Facebook

Vários níveis de tragédia

Subimos mais um patamar de tontice: os atentados terroristas islâmicos já não são atentados terroristas islâmicos. O que significa que subimos também um degrau na ineficácia da contenção do terrorismo

Além da bipolaridade autoinduzida a que os portugueses se entregam a cada europeu ou mundial de futebol, estávamos também entretidos com o presidente e o primeiro-ministro em Paris, sem nos conseguirmos decidir se havíamos de rir, se corar de vergonha pelas figuras alheias. Os indicadores económicos do país são de índole a bebermos para esquecer. Mas não faz mal, que pm e PR passeiam-se sorridentes por Paris, tiram selfies ridículas e alardeiam os benefícios dos afetos e do otimismo. Quando alguém perder o emprego, já sabe que pode contar com algo ainda mais útil: a amizade do presidente.
Tivemos ainda o bónus de Costa sugerir aos professores portugueses que desandem para França se quiserem continuar carreira no ensino, lembrando que o número de alunos tem diminuído. O que é delicioso. Por um lado, porque a esquerda enlouqueceu quando Passos Coelho disse exatamente a mesma coisa. Por outro, porque a mesma esquerda agora se esforça por negar que a mensagem de Costa é igual à de PPC. Nem o primeiro-ministro resistiu a vir presentear-nos com metáforas elegantes da beira da estrada e a estrada da Beira.
Enfim, estávamos nós entregue ao reality show Costa & Marcelo quando ocorre o atentado de Orlando. E impressionou-me particularmente desta vez a tremenda propensão que tantas pessoas têm para catalogar um evento complexo e arrumá-lo numa caixinha pequenina onde fica reduzido a ocorrência monotemática.
O criminoso que matou em Orlando era muçulmano, avisou que fazia o atentado em nome do ISIS, declarou as imbecilidades do costume (estava tão incomodado com as mortes de inocentes provocadas pelo Ocidente no Iraque e na Síria que ia matar mais gente inocente como protesto), vários relatos colocam-no como simpatizante do extremismo islâmico, já tinha ido duas vezes à Arábia Saudita (esse país encantador e moderado). Mas não, o atentado de Orlando não é terrorismo islâmico, onde é que eu fui buscar esta ideia?
Só por acaso aquela criatura que matou gente em Orlando era muçulmano. Tal como só por acaso os atiradores do Charlie Hebdo e do supermercado judaico eram muçulmanos. Ou o casal que matou uma dúzia e picos em San Bernardino. Ou os terroristas do Bataclan. Ou mais outras dezenas de exemplos. Tudo acasos curiosos. Improbabilidades estatísticas a ocorrerem inexplicavelmente. De resto, tenho a certeza que todos comentaram com alguém ‘já sabe que houve um atentado terrorista islâmico em Orlando?’ e receberam de resposta ‘Terrorismo islâmico? A sério? Não estava nada à espera.’
Já era frequente ouvirmos a tontice ‘o islão não tem nada a ver com terrorismo’. Tem. Os muçulmanos não são psicopatas, evidentemente, e a maioria é pacífica. Mas a religião é belicosa e inaceitavelmente bárbara para os padrões civilizados europeus. Agora subimos um patamar de tontice: os atentados terroristas islâmicos já não são atentados terroristas islâmicos. Como combater um problema costuma começar pela identificação do problema, subimos também um degrau na ineficácia da contenção do terrorismo.
A criatura de Orlando – que podia ele próprio ser gay – atacou um bar LGBT. Ora este facto leva a dois tipos de reações. Uns dizem que afinal foi só um ataque homofóbico. O primeiro-ministro Costa, num deplorável tuite – que parecia tirado de um livro de autoajuda para pessoas com QI abaixo de 95 – já veio culpar a ‘homofobia’ pelo atentado. Uma alma da Isquierda Unida de Espanha concluiu que as mortes eram resultantes do ‘heteropatriarcado’. Viram? Afinal era só ódio a gays, nada de terrorismo islâmico. Aquelas tiradas sobre o ISIS foram um momento de humor, daquele afiado e seco, do criminoso antes de matar gente.
Se algum dia um muçulmano, declarando fidelidade a uma qualquer organização terrorista, entrar numa conferência de feministas e matar mulheres, vai ser só um ataque machista – ponto. O extremismo islâmico nem costuma acumular com ódio à igualdade dos sexos. Já a ocupação de uma escola em Beslan, por terroristas tchetchenos, também não teve nada de terrorismo islâmico. Segundo a lógica, foi contra as crianças. Vai-se a ver e era só algum jovem pai revoltado por ter de mudar as fraldas ao seu filho recém-nascido a meio da noite.
Outros recusam que o ataque a um bar LGBT tenha sido um ataque homofóbico. Como se espantasse alguém que o radicalismo islâmico (e o islão moderado, já agora) contenha homofobia. Como se o repúdio pelas liberdades sexuais do Ocidente – sobretudo das mulheres e dos homossexuais – não fosse uma pedra basilar do fundamentalismo muçulmano. Como se não pudesse ser simultaneamente homofobia e terrorismo islâmico. Os mortos de Orlando foram escolhidos por serem gays, não por serem uns americanos ao calhas. Este ataque homofóbico reforça a índole antiocidental do terror islâmico, não a anula.
Mas há espíritos que não aceitam que uma realidade possa ser complexa e multifacetada. Nem um atentado terrorista. Se formos então para manifestações mais insidiosas, como um mayor de Londres muçulmano a proibir anúncios nos transportes públicos com mulheres despidas, prevemos que vários cérebros curto-circuitem. De facto, cada vez mais as rígidas imposições islâmicas às indumentárias femininas se aproximam do puritanismo da esquerda progressista que clama contra a objetivação das mulheres.
Bom, nisto de islão celebremos uma pequena redenção desta semana: os clérigos do Paquistão decretaram que os assassínios ditos de honra (de mulheres, claro) são anti-islâmicos. Está, assim, desfeita a magna dúvida sobre a bondade de regar de gasolina e a seguir incendiar uma mulher que casou com quem a família não aprovou.
Maria João Marques, Observador 15/6/2016, aqui

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Centro Paroquial Santa Helena da Cruz - pormenores das obras

A SI
QUE RESIDE NA PARÓQUIA DE S. TAROUCA,
A SI QUE É EMIGRANTE NATURAL DESTA PARÓQUIA,
A SI QUE É AMIGO DESTA PARÓQUIA,
A SI QUE É DEVOTO DE SANTA HELENA...
Não esqueça que a sua ajuda é fundamental. Aquilo que é para todos, a todos diz respeito.
Estamos na fase final das obras, logo precisamos mesmo da sua ajuda!
Não fique em branco!

Para vencer a injustiça é preciso vencer o medo


Para vencer a injustiça é preciso, acima de tudo, vencer o medo. E preciso, com feito, vencer o medo de perder o lu­gar, o medo de perder o prestígio, o medo de perder o aplauso.
Muita gente me tem dito, certamente com o melhor pro­pósito, que não vale a pena incomodarmo-nos com o mun­do. Primeiro, porque somos poucos e pequenos para tarefa tão grande. E, depois, porque tudo acabará por melhorar.

Acontece que este é um grande equívoco. A injustiça não acaba por inércia. E preciso fazer muito para que ela termine. Já para que a injustiça continue, basta uma coisa: não fazer nada.
Nunca é demais lembrar a severa admoestação de Edmund Burke: «Tudo o que é preciso para que o mal triunfe é que as pessoas de bem nada façam».

Como referia Luther Kmg, o que dói não é só o grito dos maus; é também — e bastante — o silêncio dos bons, das pessoas de bem.
Para vencer a injustiça é preciso vencer o medo. O medo de falar, o medo de sofrer, o medo de ser criticado. Ninguém, por si, é capaz de acabar com a injustiça. Mas todos podemos contribuir, pelo menos, para que ela não fique no esquecimento.

Pertinente é, pois, o apelo de Shirin Ebadi: «Se não podeis eliminar a injustiça, pelo menos contai-a a todos».
A injustiça gosta do silêncio, da cumplicidade. Calar diante da injustiça é ser conivente com ela. Ergamos a voz contra a injustiça. Ergamos a voz pela justiça. E pelas ví­timas da injustiça!

In “Sempre em Mudança

quarta-feira, 15 de junho de 2016

As sanções europeias


Depois de ter a certeza de que as instituições europeias não castigariam Portugal, os partidos parlamentares decidiram aprovar um protesto contra as eventuais sanções. Não havia riscos e ficavam todos bem, pensava-se. Assistiu-se então ao espectáculo lamentável de um Parlamento que não se entende a propósito de um voto "patriótico" de repúdio! Qual associação de estudantes, aquela assembleia, perante uma hipotética ameaça europeia, nem um texto medíocre aprovou. Protestar daquela maneira é adolescente e prova de menoridade. Mas nem sequer conseguir alinhar três parágrafos sobre o assunto é simplesmente infantil! E sinal de que o clima político está mau, a caminho de péssimo. Foram aprovados dois protestos... Os socialistas votaram dos dois lados...

Deveria, evidentemente, haver sanções. Não há outra maneira de estimular um país à disciplina orçamental e financeira. A proverbial incapacidade dos Portugueses para conseguir disciplina e rigor financeiro só pode ser tratada de duas maneiras. Uma, com ditadura, o que já foi experimentado no passado com os maus resultados conhecidos. Outra, com sanções impostas por quem tem legitimidade para o fazer, o que só parece competir à União Europeia.

Portugal é incapaz de alcançar de livre vontade os equilíbrios financeiros e orçamentais necessários a um bom desenvolvimento económico. A adesão ao euro, há quinze anos, justificava-se pela necessidade de pôr ordem nas finanças portuguesas. A seriedade europeia, prolongamento da severidade alemã, era um excelente argumento para justificar a adopção do euro. Infelizmente, os resultados foram os piores. A indisciplina portuguesa aumentou. A complacência europeia foi total. O interesse dos países exportadores e credores transformou-se em cumplicidade e coautoria dos desmandos. A demagogia, a corrupção e a trapaça bancária foram moeda corrente durante duas décadas. Mais ou menos aquelas durante as quais Portugal deixou de crescer. Até hoje.

É todavia ridículo e ilegítimo impor sanções a Portugal e, ao mesmo tempo, desculpar a França e ser complacente com a Itália e a Grécia. E já ter desculpado a Alemanha, quando ela precisou. Além disso, a União Europeia e o BCE não souberam, durante quinze anos, impor disciplina e ser mais severos no acompanhamento. Sem equidade e sem eficácia, a União perde autoridade.

Este não é o momento para impor sanções a Portugal nem a qualquer outro país. A União tem primeiro de se reconstruir, depois podemos voltar a pensar nisso. Mas, se não houver sanções, nem agora nem mais tarde, em Portugal ou noutro membro não cumpridor, nunca mais haverá disciplina. Nem cá nem lá. E se assim for, adeus Europa, adeus União!

Começa a desenhar-se uma "frente comum", uma "aliança implícita" entre países do Sul, latinos, mediterrânicos e socialistas: Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia. Esta convergência pode dar mais peso a uma eventual posição portuguesa. Mas o problema é que com este sindicato de caloteiros jamais conseguiremos o mínimo de disciplina necessária a um esforço de investimento e de crescimento. Com tantos economistas à solta por essa Europa fora, não se conseguirão inventar mecanismos mais eficientes de salvaguarda da disciplina orçamental e financeira e do rigor nas contas públicas?

Para os Portugueses, o grande problema é o endividamento e o défice público. Nestes capítulos, Portugal é incorrigível. Aproveitam-se todas as oportunidades para aumentar a dívida e a dependência. Os Portugueses não têm vergonha de dever dinheiro aos outros. São tão perversos que até se sentem bem, isto é, com direito a ter dívidas! Não têm emenda, parece que só a mal ou à força é que os Portugueses ganham juízo financeiro!
António Barreto | DN2016.06.12, aqui

terça-feira, 14 de junho de 2016

Acolhimento e imposições

Uma coisa é acolher e outra dizer que sim a tudo
* Parece que agora está na moda invocar o papa para dizer aquilo que ele não diz a fim de se conseguir a todo o custo um Sim laxista, facilitista e light, expressões que o papa insistentemente usa para afirmar que não pode ser assim.
* Há pessoas não aceitam imposições, ao mesmo tempo que não fazem outra coisa exceto impor.
* Há quem apareça, não para dialogar, mas apenas para ouvir um SIM ao que pretende.
* Convenhamos que não há forma de acolher quem não quer ser acolhido e a quem tão só interessa um Sim.
* Há quem use reiteradamente o nome do Papa para dizer que ele sim, que ele acolhe as pessoas nas suas necessidades. Como se alguma vez ele tivesse afirmado que já não era preciso os padrinhos terem fé. Ou como se ele tivesse mudado o catecismo. Ou as normas para aceder aos sacramentos.
* A Igreja é para todos, mas não é para tudo.

Leia o texto seguinte. É tirado da vida real e representativo de tantas, tantas situações!!!...
"Pediu um minuto que tardou quinze, e disse que era uma palavra que transformou em tantas quantas cabiam em quinze minutos. Não foram mais, nem palavras nem minutos, porque estavam umas quarenta pessoas esperando a missa que iniciou passados dez minutos da hora prevista. O excesso de pontualidade que me caracteriza foi interrompido pela minha vontade séria em acolher a senhora, apesar de que ela só pretendia ouvir um Sim ao que pedia, e mais nada. Por isso falou e repetiu que a Igreja não era aberta. Como se ela tivesse que ser escancarada. Usou reiteradamente o nome do Papa para dizer que ele sim, que ele acolhia as pessoas nas suas necessidades. Como se alguma vez ele tivesse afirmado que já não era preciso os padrinhos terem fé para acompanhar seus afilhados no crisma. Ou como se ele tivesse mudado o catecismo. Ou as normas para aceder aos sacramentos. Uma coisa é acolher e outra dizer que sim a tudo. Mas parece que agora está na moda invocar o papa para dizer aquilo que ele não diz a fim de se conseguir a todo o custo um Sim laxista, facilitista e light, expressões que o papa insistentemente usa para afirmar que não pode ser assim. Que não pode nem deve existir laxismo, facilitismo e fé light. 
Perguntou-me se havia alguma solução e eu respondi, com um sorriso, que sim, que a senhora que pretendia ser madrinha também se podia crismar. Perguntou se poderia simplesmente apresentar-se na celebração, e respondi, com um novo sorriso, que teria de fazer um caminho de autenticidade para não receber uma coisa, mas um sacramento. Interrompeu-me então porque nem ela nem a pretensa madrinha aceitariam essa imposição. Na verdade, estava a fazer-lhe uma proposta que ela interpretou como uma imposição. E como já estava cansado, e sem sorrisos, pois já se me haviam esgotado, tive de perguntar-lhe: então a senhora não quer que lhe imponha nada, mas está há quinze minutos a tentar impor-me a mim?! 
Convenhamos que não há forma de acolher quem não quer ser acolhido e a quem tão só interessa senão um Sim. Talvez por isso ela só pediu um minutinho, pois para dizer sim bastaria. Para acolher é preciso muito mais caminho que nem os minutos nem as palavras conseguem contabilizar. 
Não relatei todo o teor da conversa, e em abono da verdade, há que dizer que depois disso já falámos largos minutos, já pediu desculpa pela abordagem menos cuidada, já aceitou as soluções que encontrámos em conjunto. Mas escrevi na altura o que sentia, porque geralmente quem menos aceita são os que mais impõem. E isto ocorre diariamente nas nossas igrejas."
Fonte: aqui

Trabalhadores portugueses vivem momento «sombrio» provocado pela «sede desmedida de lucro»



A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) enviou hoje à Agência ECCLESIA as conclusões do XVI Congresso Nacional onde faz um “retrato sombrio” da vida de muitos trabalhadores e denuncia “sede desmedida de lucro”.
Contando com cerca de 200 participantes, o Congresso da LOC/MTC decorreu em Braga, nos dias 10 e 11 de junho, teve por tema o “Humanizar e Evangelizar o Mundo do Trabalho” e elegeu José Paixão e a Glória Fonseca como coordenadores para o próximo triénio.
No documento de conclusões, a LOC/MTC afirma que muitos trabalhadores vivem momentos “de incerteza, de falta de confiança, de medo, de stress, de correria, de esforço desumano, de ingratidão, de culpabilização, de humilhações”.
O movimento da Igreja Católica denuncia também a “falta de solidariedade, de abuso, de baixos salários, de desemprego, de incapacidade para satisfazer compromissos, de emigração, de falta de proteção social”.
“Todas estas realidades falam de uma economia desumana, que mata, de uma sede desmedida de lucro que não olha a meios, sacrificando as pessoas”, considera a LOC/MTC.
Para os congressistas, a situação atual do mundo laboral faz com que o “desemprego elevado e prolongado, na sistemática precaridade do emprego e na paralisação da Contratação Coletiva de Trabalho” sejam as preocupações principais da LOC/MTC
“Apesar de tudo olhamos o futuro com esperança”, sublinham os participantes no XVI Congresso Nacional da LOC/MTC, acrescentando que “a justiça não se constrói sentado no sofá”.
“Ser sal, ser fermento e luz, ou seja, transformar a sociedade implica sair das nossas zonas de conforto e comodismo, e, mergulhar nas Associações, nas Autarquias, nos Sindicatos, nos Partidos Políticos”, acrescenta o comunicado.
Neste Congresso foram também celebrados os 80 anos do movimento, evocando “o passado, a missão da LOC no âmbito nacional, Europeu e Internacional, o empenhamento de tantos trabalhadores e padres que acreditam que o Movimento ainda tem um contributo importante a dar à sociedade e à Igreja neste tempo de incertezas”.
A LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos, é um Movimento da Acão Católica que “pela vivência e pelo testemunho de novidade cristã no seio dos trabalhadores, com as suas organizações e no respeito pela sua autonomia, se situa na dinâmica da vida operária, participando na caminhada solidária dos trabalhadores que buscam a justiça e a sua formação colectiva”.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Abastecendo a estupidez juvenil – literalmente

Que tipo de "cultura" leva jovens a morrer por ingestão de combustível com refrigerante?
combustivel
A fim de “experimentar novos efeitos da embriaguez”, jovens dos Estados Unidos estão bebendo uma mistura de combustível com refrigerante. Pelo menos dois morreram e mais dois foram hospitalizados com intoxicação, neste ano, depois da “aventura”.
Conforme nota da revista Veja, os mortos foram dois adolescentes de 16 anos, que, em janeiro, beberam refrigerante com metanol durante uma festa no Estado do Tennessee. Os dois jovens intoxicados que sobreviveram ingeriram cerca de 60 ml da mistura. Não se conhece a quantidade bebida pelos adolescentes que morreram.
O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos destaca que o metanol é um solvente orgânico encontrado em laboratórios e indústrias e que a ingestão de uma simples colher de sopa (15 ml) já pode ser fatal. A mistura, além de náuseas, vômito e diarreia, pode provocar embaçamento da visão, danos na retina, cegueira, convulsão, coma e, dependendo da quantidade consumida, a morte.
Donna Seger, diretora do Centro de Envenenamento do Tennessee, explicou aos meios de comunicação locais que, quando ingerido, o metanol é metabolizado num ácido muito forte, deixando o PH do sangue muito baixo e levando ao risco de morte. Um dos efeitos imediatos é a cegueira.
A prática parece não ter chegado a Portugal AINDA, mas há que estar atentos..
O fenómeno gera preocupação (ou esperemos que gere…), mas passa longe de ser surpreendente. Trata-se de mais uma consequência bastante previsível da “cultura” em que crianças, adolescentes e jovens são doutrinados, inclusive por setores da chamada “educação formal”, a pensar que possuem por natureza todos os “direitos” imagináveis (inclusive direitos inexistentes, como o de pôr a si mesmos e a sociedade em risco em nome da sua “necessidade” de diversão ilimitada) e pouca educação real (e “real” vai além de meras palavras ocas) para a responsabilidade e o bom senso.
Um dos raros “crimes” no tocante ao tema parece ser, aliás, o de se denunciarem os excessos desta geração – criticá-los é visto como “crime de chatice”, para citar apenas o “delito” mais brando.
Onde estão os senhores papais e mamães?
Com base NESTE artigo.



sábado, 11 de junho de 2016

Então trabalhe!