quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Comentadores desportivos, independência e amenismo


Na televisão e nos jornais portugueses, no que ao futebol diz respeito, há uma distinção óbvia entre os que representam o seu papel de forma digna e independente;  os que estão ali  para transmitir mensagens previamente definidas e alinhadas com a versão oficial dos acontecimentos.
Os primeiros são os comentadores e cronistas portistas, pessoas independentes e imparciais, capazes de elogiar o nosso clube numa semana para, logo de seguida, criticarem de forma veemente as opções do actual Presidente, da SAD, do treinador, dos jogadores, etc. Falo de Miguel Sousa Tavares, Miguel Guedes, Rodolfo Reis e até o próprio Bernardino Barros.
Os outros - a maioria - estão ali plantados para defenderem as suas agremiações e os seus chefes. São incapazes de admitir coisas óbvias, negam que o branco é branco e que o preto é preto. São pessoas  amenistas, obcecadas, unilaterais. Por exemplo, Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva, André Ventura, afetos ao Benfica,  ilustram o facto. Vários comentadores afetos ao Sporting não ficam muito atrás.
Vem isto a propósito, claro está, do mais recente episódio dos balneários nacionais. Bem sabemos que as cabinas da capital lisboeta encerram mistérios e segredos difíceis de perceber ao cidadão comum. Basta que nos lembremos do que sucedeu num certo acesso aos balneários a Hulk e Sapunaru. Mas neste caso, com imagens de alta definição e sem qualquer pixelização, temos a verdade nua e crua perante os nossos olhos.
Como podemos esperar que esta gente  reconheça um penalty ou uma mão na bola se são capazes de jurar mentiras a pés juntos e transformem cuspidela em vapor de cigarro electrónico?!
Bem sabemos que a Norte as pessoas não se vendem ao desbarato e têm tendência a manter a coluna vertebral mais rectilínea. Por alguma razão, o Porto é a capital da liberdade. No entanto, o horrendo espectáculo televisivo que nos é proporcionado durante a semana nas principais cadeias televisivas nacionais, devia merecer uma intervenção do regulador. O nojo tem limites e o surrealismo já não está tão em voga.

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