terça-feira, 8 de novembro de 2016

No futebol, as "vitórias morais" valem pouco...


É unânime a opinião que o Futebol Clube do Porto fez, no último domingo, uma excelente exibição contra o Benfica no Dragão, especialmente nos primeiros sessenta minutos.
O Porto ganhava por 1 - 0 no final do tempo regulamentar. Só que nos descontos consentiu o empate. Mas os descontos não fazem parte do tempo de jogo? Não ganhou em tempos o Porto um campeonato com um golo de Kelvin já nos descontos? Não falara o técnico do Benfica que queria um bom resultado do Benfica no Dragão nem que fosse com um golo aos 94 minutos?
Pois, apesar de tudo, o Porto deixou-se empatar nos descontos com erros próprios. E olhem que não foi só o Herrera a errar. A defesa não saiu nada bem de mais um golo consentido de bola parada.
O Benfica teve sorte. Mas a sorte não faz parte dos campeões? Equipa matreira e sabida, jogou no erro do adversário, procurando defender o resultado que lhe interessava.
A juntar a erros dos árbitros de que o Porto se pode realmente queixar, temos os erros graves que a equipa comete, desde  ineficácia de concretização até a uma imaturidade coletiva que atraiçoa.
Em vários blogues de portistas surge uma crítica, por vezes impiedosa, contra o treinador portista que apelidam de "espírito de equipa pequena", "medroso", sem o "somos Porto" que tanto apregoa.
Durante o jogo, especialmente na parte final, estive sempre a prever a entrada do Brahimi, porque, sendo dotado tecnicamente, seguraria a bola, meteria respeito aos adversários, provocaria faltas... Mas não. Nuno Espírito Santo foi tirando criativos e colocando homens para defender. O resultado, mais uma vez, o ensinou. Oxalá que desta aprenda mesmo a lição.
Com o actual técnico - do qual não sou apreciador - o balneário parece mais unido, os jogadores mais motivados, o modelo de jogo mais adequado. Mas isto não chega. O discurso é pouco incisivo e motivador, muito teórico e repetitivo; a equipa passa do oitenta ao oito num ápice; há erros primários que se mantêm; a impressibilidade está presente nos resultados muito para além do que é próprio do futebol.
Há quem diga que o técnico é novo no Clube, que tem muitos jogadores jovens, que há vários jogadores novos na equipa. É verdade. Mas é desculpa para 5 pontos de atraso nesta fase do campeonato?
No futebol, não sou nada adepto de "vitórias morais". Especialmente num Clube que nos habitou a vencer, mesmo quando teve que fazer "das tripas coração."
Bom, para já não falar da famosa estrutura que de famosa nada tem actualmente.  Penso que é mesmo aqui que está o grande mal do FCPorto atual. Mas isto é refrão meu desde há uns anos...

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