quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Que Catecismos e que Guias do Catequista, meu Deus!!!

 
Os atuais Catecismos e os respetivos Guias do Catequista são intragáveis. Nos temas escolhidos, na sua sequencialização, na linguagem apresentada, nas atividades sugeridas, nos custos envolvidos para a realização das sessões de catequese.
São feitos para quem? Para marcianos? Parece.
Não duvido da competência pedagógica, teológica e pastoral dos seus autores. A sua praticidade  é que é muito, mesmo muito duvidosa. Dá a ideia que foram concebidos por gente de gabinetes que não sabe o que é  orientar uma sessão de catequese no dia-a-dia.
Escutados os repetidos queixumes dos catequistas, achei por bem tentar uma nova planificação para 7º, 8º, 9º e 10º anos da catequese desta Paróquia, tentando conjugar o Youcat (Catecismo Jovem da Igreja Católica) que vamos adotar, com os temas indicados a nível nacional e com os catequizandos, catequistas e condições materiais que temos.
Já levo horas e horas de trabalho e ainda não concluí. Falta-me acabar o 7º e 8º anos.
Primeiro faço uma viagem a cada grupo, seus catequizandos e catequistas. Depois debruço-me sobre catecismos e guias nacionais ( e que falta de paciência sinto ao lê-los com cuidado! Chatos, longos, complicados, indigestos para jovens e a maioria dos catequistas!). Depois viajo até ao Youcat, muito mais claro, prático e digerível.
Surge por fim a tentativa de harmonização das partes. Para cada tema, indico algumas atividades e propostas de intervenção e ação, relaciono-o com os números do Youcat a estudar e proponho o compromisso, bem como a oração final. Procuro, oxalá que consiga, ser claro, centrado no essencial e sem delongas.
É uma tarefa muito cansativa (ainda ontem lhe dediquei 14 horas!). Mas Cristo, os jovens e os catequistas merecem todo o esforço.
Quanto aos catecismos e Guias nacionais, que tenham uma sexta-feira santa, para depois ressuscitarem, transformados, apelativos e práticos.
Há muito defendo que os catecismos nacionais deveriam ter duas variantes, partindo da mesma temática. Uma variante voltada para os meios urbanos, mais evoluídos e com uma realidade própria e outra variante mais voltada para o interior do país com uma  idiossincrasia muito diferente da dos grandes centros urbanos.
Termino com as palavras de João Paulo II que todos precisamos de ouvir. A começar pelos responsáveis da Igreja Portuguesa.

A Catequese é uma "tarefa verdadeiramente primordial da missão da Igreja. Que ela é convidada a consagrar à catequese os seus melhores recursos de pessoal e de energias, sem poupar esforços, trabalhos e meios materiais, a fim de organizar melhor e de formar para a mesma, pessoas qualificadas". (CATECHESI TRADENDAE, 15)

2 comentários:

Ab imo corde disse...

É necessário um trabalho duro e lento do catequista! Sabemos que há catequistas mais "cansados", do muito que já deram, mas é de facto necessário saber dar a volta ao tema tornando-o apelativo. Umas vezes alcança-se esse objetivo facilmente, outras ficamos aquém do desejado! Sabe o que nos ensinam estes novos catecismos, a nós catequistas? A cooperação e união entre todos os catequistas e que não faz mal pedir ajuda ao catequista "vizinho", derrubando as paredes da "minha sala"! Isso sim, é uma grande lição!!! :)
Beijinho, Pe, Carlos!

asas da montanha disse...

Tem razão no que diz, sem dúvida.
Não retira, contudo verdade a ao que eu disse. Sinto-o na pele através do desabafo contínuo dos catequistas. E alguns até trabalham em grupo...
beijinho