quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Na Festa de S. Miguel também se fala do Centro Paroquial


Enquanto assistia ao concerto que decorria no palco do Centro Cívico, aquele grupinho de amigos encontrou-se às tantas a falar do Centro Paroquial.
- Agora o padre não fala de mais nada. Passa a vida a pedir para o Centro Paroquial. Que dê ele que tem obrigação!
- Oh! Oh! Oh! Deves estar a delirar - diz uma outra pessoa que estava no grupo. - Se tu raramente vais à Missa, como é que sabes que ele pede assim tanto?
- Ouço dizer...
- Ah! Bem me parecia que andavas a ver fantasmas! Eu, como sabes, não costumo falhar e só o ouvi uma vez  pedir para as obras desta segunda fase. Como vês, não é nada do que dizes...
- Deixa-te de coisas! Ele é um pedinchão! - atira o primeiro do alto do seu convencimento.
-  Até te digo mais: ele não tinha nada que pedir! Sabes porquê? Aquilo não é dele e nada precisa daquela obra. Quem devia pedir éramos nós! Sim, a obra é para todos nós, nosssas famílias, familiares, conterrâneos e amigos. Nós é que precisamos dela. E ainda te digo mais esta: o padre não fica nada atrás no que se refere a generosidade para com aquela obra que é para todos, bem pelo contrário!...
- Mas o nosso padre gosta mesmo daquela obra. Vê-se!  Quando naquele domingo pediu ao povo para colaborar, o homem estava todo empolgado! - acrescenta uma outra pessoa do grupo.
- Pois, parecia que estava a ralhar...- acrescenta um outros dos presentes!
- Lá estás tu também! Também és daquelas pessoas católicas para quem os padres só têm defeitos? Se os padres falam normalmente, a gente não os percebe; se falam mais alto, estão a ralhar... Vá a gente perceber o povo!
- Olha, olha! Faz-me lembrar uma que há dias escutei. Achei-lhe graça e muito real. Era assim:
 ' Se entrareds num café e virdes numa mesa um grupo a conversar, enlevado, do seu lider religioso, elogiando-o e dizendo bem dele, concluí: são protestantes a falar do seu pastor.
Se entrardes num café e virdes numa mesa um grupo de pessoas a conversar, com ar zangado, do seu lider religioso, criticando-o e dizendo mal dele, concluí: são católicos a falar do seu padre'.
Procedendo assim, nós católicos somos um contra-testemunho.
- Sabeis porque sou católica? - Perguntou aquela senhora que havia estado muito atenta à conversa. - Por causa de Cristo. Só por causac d'Ele. As pessoas, leigos, padres, bispos, freiras, são como eu, pessoas. Com defeitos e virtudes. São irmãos, nunca inimigos, porque amados igualmente pelo Senhor.
- Ei! pregação agora não! - retorquiu o primeiro que falou, virando-se para a senhora.
- Nem penses nisso. Apenas o que eu sinto, mais nada.

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